Notas iniciais
https://youtu.be/_9lZeWFHnc4 https://youtu.be/Iy9_-38j1Fo

P.O.V. Elijah.

Quando Niklaus e Caroline chegaram eles bateram boca com Hayley, mas eu estava entorpecido demais para fazer qualquer coisa que fosse.

Mas, quando a duplicata confirmou que a criança que Hayley carregava era de Niklaus, Caroline se calou.

—E qual vai nascer primeiro? A sua ou a dela?

—A minha. A Jean cresce mais rápido que a Hope. Obviamente.

—Hope?

—É. É o nome que o Klaus vai colocar no bebê.

—E Jean? Porque Jean?

—Por causa da Jean Gray.

—Personagem de quadrinhos?

—Eu inspirei a personagem Caroline. E a resposta é não Klaus, a Jean não vai ser duplicata e mesmo se fosse eu não deixaria você tocar nela. Você ia morrer tentando.

Nós as levamos para a mansão e elas se instalaram.

P.O.V. Hayley.

Ela era muito poderosa. E tinha um baita arsenal, ela tinha armas saindo pelas orelhas.

—Caramba! Isso tudo é mesmo necessário?

—Mikaelson é cobra criada, serpente venenosa então sim.

—Qual é o seu dom?

—Eu tenho muitos, mas o meu principal além da vidência é a telecinesia. Sou telecinética. Movo as coisas com a mente.

—Que tipo de coisas?

Ela olhou pra mim e as portas fecharam, os móveis flutuaram e então ela respondeu:

—Todo tipo de coisa. Eu também sou telepata.

—Lê mentes?

—Sim.

—Leia minha mente.

—Eu prefiro não ler.

—Vamos lá, não seja covarde. Tente.

—Você acha que eu sou uma fraude. Que ninguém é capaz de ler mentes.

—Estou oficialmente muito impressionada.

—Eu sei. Por favor, não conte a ninguém.

—Tudo bem.

Ficamos relativamente bem por uns meses até sermos as duas sequestradas. Eu acordei amarrada no banco de trás de um carro.

Ouvi a voz dela na minha cabeça.

—Mantenha a calma. Vamos sair dessa, eu prometo.

Eu chutei o vidro. O carro parou e Tyler apareceu:

—Sério?!

—Tyler?

—Você não quer brigar comigo Hayley, você sabe que não pode ganhar de um híbrido.

Ele amarrou meus pés com um arame.

—Ai! Me deixe ir seu desgraçado, pedaço de m...

—Cala a boca!

Ele nos jogou nos ombros e nos carregou pra dentro.

—Você nos atacou lembra? Nos emboscou no nosso próprio quintal!

—Não é o seu quintal, é o quintal do Klaus! Você está hospedada numa mansão com aquele maníaco. Bem diferente da garota que eu conheci e que ajudava outros lobisomens.

—Tyler, eu sinto muito, mas muita coisa aconteceu desde a última vez em que te vi.

—Tipo, você está grávida? Um bebê híbrido? É, eu sei tudo sobre isso. Eu tenho andado pelo Bayo e quer saber o que eu descobri?! Essa sua marca de nascença significa que você vem de uma família poderosa, um tipo de realeza dos lobisomens dessa região e bem aqui, isso é tudo o que sobrou deles.

—Qual delas é? É essa ai?

—É Dwain. Coloquem elas pra dentro.

—Tyler! Tyler!

Fomos colocadas dentro cabana.

—Tyler tem havido um lobo me vigiando ultimamente. Me protegendo como se soubesse instintivamente que sou parte da sua matilha. Você é um híbrido pode se transformar em lobo quando quiser. Era você?

Ele negou com a cabeça.

—Não. Mas, você está certa, somente híbridos podem controlar quando mudam e eu sou o único que sobrou além do Klaus. Tá pronto?

—Vamos fazer.

Eu vi a agulha na mão dele.

—O que está fazendo?

O cara me agarrou.

—Tyler por favor. Não Tyler!

—Klaus destruiu tudo o que eu amava! Tudo o que era bom na minha vida. Então eu vou tirar o que ele mais quer.

—Não! Tyler, por favor! Tyler por favor!

Quando ele ia enfiar a agulha em mim a ponta entortou e eu não senti nada. Foi só o susto.

—Que tipo de demônio é você? Ameaçando uma criança?

O parceiro de Tyler caiu morto.

—Seu parceiro, seu amigo morreu e você não sente nada?

—Dwain sabia no que estava se metendo. Ele se voluntariou.

—Pra você matá-lo?

—Eu não o matei. Ela matou. Dwain é um lobisomem que morreu com um pouco do seu sangue no sistema dele, o mesmo sangue que você compartilha com o seu bebê híbrido.

—Está tentando transformar lobisomens em híbridos. Isso é impossível!

—Eu tenho uma duplicata. Além do mais, uma bruxa tinha pesadelos sobre o Klaus fazendo um exército de híbridos escravos com o sangue do seu bebê!

—Eu to cansada dessas malditas bruxas e suas previsões sobre o meu bebê! É só um bebê.

—Talvez. Talvez não. Essa gente está cansada de ser escravizada, eles estão ansiando por ser a espécie dominante, mas o fato é que os híbridos estão ligados ao Klaus. Seguem cada movimento seu e não tem jeito que eu vou deixar isso acontecer.

—Como pode ter certeza que o Klaus sabe sobre o sangue do bebê?

—Pense á respeito, ele tentou te matar, ia deixar as bruxas te matarem. Klaus Mikaelson, assassino de homens, mulheres e cachorrinhos do nada quer ser papai? Ou ele tem segundas intensões. Híbridos podem caminhar ao sol, sua mordida é letal para vampiros, eles vão tomar Nova Orleans até o fim da semana e sabe o que vai parar o Klaus depois? Nada.

O homem acordou.

—Você vai ter que se alimentar dela.

—O que?! Não!

Tyler pegou a faca e quando ele ia me cortar a Renesmee liquefez a faca.

—Não ponha a mão nela!

—Faça.

O homem avançou pra cima de mim e ele se desintegrou. Daí nós corremos e no caminho trombamos com alguém.

—Vamos Hayley rápido.

Nos escondemos e ela ia meter a faca em alguém.

—Me perdoe. Pensei que estavam em perigo. Parece que eu estava errado.

Ela o abraçou.

—Nunca pensei que diria isso, mas é bom ver você. Você nem faz ideia do dia horrível que estamos tendo.

—Vou levar vocês pra casa.

—Elijah. Tem algo que você tem que saber sobre o meu bebê.

—O que?

—Não.

—Ele tem que saber.

—Não! Se ele souber, o Klaus vai saber.

—Ele vai saber de qualquer jeito não é?

—Fale.

—Não.

—O sangue do bebê...

Vi Renesmee começar a chorar.

—O sangue do bebê cria híbridos.

—Como?

—Eu não sei. Á propósito, obrigado. Por não deixar o Tyler me matar.

—Disponha. Lembre-se somos só você e eu Hayley. Um Mikaelson sempre protege outro Mikaelson e o resto que se exploda, o resto é só dano colateral.

Ela desceu do carro e bateu a porta.

—Eu ein.

Ela correu pra dentro e logo estava de volta com as malas.

—Onde pensa que vai?

—Eu vou embora. Não se preocupe, você vai me ver outra vez.

Ela fez outro carro do carro, a cópia fiel. Enfiou as malas no porta malas e foi embora.

—O carro dirige sozinho?

—Ela é mesmo telecinética. Maneiro.

—Telecinética?

—É. Move as coisas com a mente. Ela estava dirigindo o carro sem estar de fato dirigindo o carro.

—Sabe pra onde ela vai?

—Dentre nós duas, eu não sou a telepata.

—Ela é telepata?

—Dã! Ela só saiu porque não suportava mais viver no mesmo ambiente que vocês o que significa que vocês tem muita merda na cabeça.

P.O.V. Elijah.

Ela realmente voltou, matou Celeste e salvou as moças de ficarem mortas.

—Isso merece uma comemoração.

Ela foi até o quarto para se vestir.

—Droga de zíper.

—Quer ajuda?

—Seria bom. Talvez você precise usar toda a sua força de vampiro Original.

Eu puxei o zíper e abotoei o vestido branco.

—Obrigado. Acho que não haviam muitas garotas do caixão grávidas.

—Eu acho que você está linda.

—Eu estou toda arrumada e sem ter um lugar pra ir. Acho que vou ajudar a Hayley, ela também está tendo problemas com o zíper.

—Se você quiser ir ás festividades hoje, eu estou mais que disposto a levá-la.

—Seria ótimo. Obrigado.

Ela saiu saltitante e ajudou Hayley e Caroline com os zíperes.

—Esse seu negócio de telecinesia vem á calhar.

Ela deu risada, uma risada sincera e gostosa.

—É o que me dizem. Agora temos que dar um jeito nesses nossos cabelos.

—Você podia cachear o seu.

—E ficar mais parecida com a Katherine? Deus me defenda!

—Vou te falar, aquela sua ancestral é uma vaca.

—Eu sei. Ela nem sempre foi assim, mas depois de tudo o que ela passou, ela mudou. Que tal um coque Caroline? Um coque francês?

—Igual ao da Cinderela?

—Igual ao da Cinderela. Mas, e você Hayley? Alguma ideia?

—Sei lá. Acho que eu tenho uma ideia. Um rabo lateral, vai ficar lindo.

Ela fez o cabelo das outras duas e ficou fazendo o dela e cantando.

—Você tem uma voz linda.

—Valeu. Pronto Caroline. Estão lindas.

Ela optou por um penteado medieval, com cachos nas pontas e tranças conectadas por um elástico.

—Pronto. Podemos?

—Sabia que eu estava te esperando?

—O que? Acha que eu não to na sua cabeça também? É muito inocente esse menino.

P.O.V. Hayley.

Eu acho que ele gosta dela, mas a pergunta é, ela gosta dele? Eu conheci o lobo que me protege, o nome dele é Jackson e ele é ótimo.

—Então você está carregando o bebê do híbrido assassino?

—É.

—E tá sozinha aqui? No meio de toda essa gente?

—É.

—Não tenha medo, eu não vou te fazer mal.

—Não vai?

—Não. Eu esperei você por tanto tempo... e ainda nem acredito que esteja aqui.

P.O.V. Elijah.

Começou uma música lenta e eu a convidei a dançar. Ela aceitou.

—Não parece que há algo entre nós?

—É porque... meio que tem.

Disse ela entre gargalhadas.

—Você não é como as outras. É diferente.

—Eu sou a única do meu tipo.

Disse um tanto raivosa.

—Sou uma mercadoria, uma joia rara.

Ela riu sem humor.

—O que isso quer dizer?

—Deixa pra lá, você já bebeu?

—Se eu bebi?

—Álcool!

—Já.

—E que gosto tem?

—De álcool.

—O meu pai disse que desce queimando.

—Você nunca bebeu?

—Eu não consigo. O meu corpo rejeita álcool, como o corpo dos curados rejeita sangue de vampiro. Só consigo sentir o cheiro e meio que tem cheiro de combustível ou produto de limpeza.

—O corpo dos curados?

—Eu sei a fórmula.

—Que fórmula?

—A fórmula da cura. Roubei da Qetsyiah, junto com os poderes dela.

—Roubou os poderes de outra bruxa?

—É.

—Como?

—Nunca vai saber. Eles ficam lindos juntos.

—Quem?

—Klaus e Caroline, Hayley e Jackson.

—Conhece o homem dançando com Hayley?

—Não. Mas, eu posso ler todas as mentes deste lugar. Até mesmo a sua.

—E em que estou pensando agora?

—Em mim. Pelada.

Ela riu. Uma risada de criança sapeca que acaba de aprontar.

Então começou a me puxar.

—Vamos. Vamos dar o fora daqui.

Estávamos no quarto e eu percebi que ela era mais forte que eu, fisicamente.

Então, do nada ela me afasta e diz:

—Estão aqui.

Ela se levantou fechou o vestido e pegou começou a se armar.

—Toma. Sem piedade. Mire na cabeça ou no coração e vê se não erra.

Ela engatilhou a arma. E começou a cantarolar:

—O Volturi vai morrer, o Volturi vai morrer.

Ela desceu correndo.

—Hayley pega!

Ela começou a distribuir armas para nós.

—Mirem na cabeça e no coração.

Logo aqueles seres imaculadamente brancos perfeitos como anjos e de íris vermelhas apareceram.

—Isso é uma festa e vocês não foram convidados.

Ela apontou a arma para o líder do grupo.

—Se mandem. Ou morram.

As coisas em volta de nós começaram a se desintegrar.

—Magnífico!

—O seu vocabulário não evoluiu muito desde a última vez que nos vimos e já fazem seis anos. Mas, eu? Eu mudei e muito.

Ela atirou e o tiro acertou o maior deles. Ele queimou de dentro pra fora.

—Isso é pela Bree. Ela era uma inocente, foi transformada contra sua vontade. Podíamos tê-la ajudado.

—Você nem era nascida quando a garota morreu.

—Ela não morreu! Foi assassinada! Por Félix! E agora ele não passa de pó. Vocês não acreditam em nada! Agora vocês serão nada!

Ela correu tão depressa que nem deu pra ver. Injetou algo num dos demônios e atirou no outro.

—Tenha uma boa vida humana Caius. Caiam fora! Agora!

—Dor.

Ela ficou parada lá. E deu risada.

—Sabe Jane, eu consigo criar um campo de força dentro de alguém e expandi-lo até a pessoa explodir.

A tal Jane começou a se contorcer.

—Se manda.

Ela se levantou e saiu correndo.

—O que fez com a minha irmã?

—O mesmo que ela fez com todo mundo. Sem tirar, nem por.

—Jogou os poderes de Jane contra ela?

—Uau! Ele tem um cérebro. Estou em choque.

—Vejo que os boatos eram verdadeiros.

—Com toda a certeza. Ela será mais poderosa do que eu Aro, mais do que você e a sua gangue. E eu tenho uma carta na manga.

—E que carta seria essa?

Ela falou, gritou numa língua que eu não conhecia e três dragões enormes pousaram.

—Aro, conheça os meus filhos. Drogon, Daenerys e Dafne.

—Dragões.

—Eu sou uma Rainha seu idiota! Eu sou a Rainha Dragão.

—Pois o seu reinado acabou.

—O meu reinado só está começando.

O dragão pousou ao lado dela com um estrondo e estendeu o pescoço para que ela subisse.

—Voe.

A enorme criatura saiu voando com os outros na retaguarda e o Mestre foi atrás. Ela olhou para ele com um sorriso sacana e disse:

—Dracares.

Os dragões incendiaram o exército dele inteiro.

—Porra! Essa mulher é o cão, chupando manga.

—Vá pra casa. E diga aos outros o que houve aqui, que vocês viveram pela minha graça, e se alguém vier com ideias de vingança, lembre a eles o que aconteceu quando eu e meus dragões viemos para Nova Orleans.