The Originals New Version
9 A Visão
Notas iniciais
P.O.V. Hayley.
Nós estávamos todos na sala rindo, conversando. Jean tinha acabado de nos apresentar seu namorado novo então, Renesmee faz uma expressão que eu nunca vi ela fazer. Aquilo era além do medo, era pânico.
—Ela está vindo. Está vindo.
—Mamãe? Mamãe, o que você está vendo mamãe?
—Hayley. Hayley você tá ai?
—To aqui.
—Você tem que ver. Hope é a única que pode detê-la.
Ela tocou meu rosto e começou a partilhar aquela visão tenebrosa comigo.
—Vocês abriram a porta e o acerto de contas se aproxima. Nada fica enterrado para sempre, mais cedo ou mais tarde tudo volta.
—Que coisa pavorosa. Pavorosa.
P.O.V. Kol.
Eu vim para visitar o túmulo dela uma última vez antes de partir.
—Eu sinto muito.
Eu senti um vento atrás de mim e vi a bruxa.
—Não estou com humor para jogos bruxa.
—E se eu te dissesse que posso trazer a Davina de volta a vida? Por um preço é claro.
Ela pegou uma faca e cortou a própria mão então eu ouvi. Eu ouvi Davina gritar.
—Davina!
Eu a encontrei sentada no chão de uma tumba, envolta por um círculo de sal.
—Kol?
A bruxa apareceu.
—Se você machucar ela eu vou te rasgar ao meio!
—Eu não faria isso se eu fosse você. Como pode ver, ela e eu agora estamos ligadas, então se quer mantê-la a salvo você agora pertence a mim.
A bruxa saiu e Davina falou:
—A Hollow tem que ser morta Kol, você nem faz ideia do que estamos enfrentando.
P.O.V. Hayley.
A Freya me estendeu uma faca.
—Você tem que esfaquear a Hollow, seja rápida, seja brutal ou estaremos todos mortos.
—Vocês não podem fazer isso. Ainda.
—Porque não?
—A Hollow não é burra. Ela trouxe a Davina de volta e as duas estão ligadas. Temos que desfazer a ligação e então... vocês matam a Hollow.
—Não temos tempo pra isso!
P.O.V. Renesmee.
Freya estava saindo e eu me coloquei no caminho dela.
—O que é isso?
—Indo a algum lugar? Você não vai causar mal a aquela pobre alma outra vez!
Ela me atacou com todo mundo olhando e então, eu revidei.
—Renesmee...
—Muito sangue inocente foi derramado por sua causa Freya Mikaelson. Isso tem que acabar. Sinto muito.
Então eu a matei.
—Acabou. Não vai machucar mais ninguém, nunca mais. Vamos matar a Hollow e salvar a Davina. Matar a Davina não é uma opção. Alguém se opõe?
P.O.V. Elijah.
Estávamos chocados demais para responder.
—Ótimo. Estão esperando o que?! Prendam a vadia e preparem-se pra batalha.
Nós tiramos a minha irmã que havia sido crucificada na parede com tesouras, facas e todos os outros objetos cortantes da casa. Amarramos-na numa cadeira e fomos.
—Como vamos desligar a Hollow da Davina?
—Eu vou. Vou precisar de ajuda, vamos usar a luz contra a escuridão.
—O que?
—Você é um anjo não é?
—Sou.
—E os outros que são como você, tem como trazê-los pra cá?
—Tem.
—Então traga e rápido.
Logo estávamos cercados de pessoas.
—Daniel, o que estamos fazendo aqui?
—Todos eles? Eles todos?
—Sim.
—Você não. Sinto trevas em você e ela vai usar. Vamos, sei onde elas estão.
Fomos até um Castelo que tinha aqui. Davina estava á vista, mas a Hollow não.
—Tá na hora. Formem um círculo anjinhos e por favor deem as mãos.
Eles formaram um círculo e Renesmee estava na roda também.
—Ela vai cair matando encima da gente, não deem ouvidos. Só deixem a energia fluir.
Ela começou a recitar o feitiço e a quantidade de energia foi tão grande que saiu uma luz branca enorme ela canalizou aquilo e seu corpo não aguentou.
—Renesmee!
Ela estava viva. Abriu os olhos e Hayley pegou a mão dela.
—Meu Deus!
—Meus olhos! Meus olhos! Eu estou cega! Eu estou cega! O feitiço funcionou. Mata ela Hayley. Mata ela.
P.O.V. Hayley.
Ver a minha amiga naquele estado era horrível.
—Elijah, Hayley.
—Eu to aqui amor.
—Fica comigo. Klaus, avisa o Kol que a Davina ta segura. Eu sinto muito, eu não queria matar a Freya, eu juro que não, mas ela não me deu escolha. Vão Klaus e Hayley, o Kol, a Hollow e a Davina estão no lado sudoeste do castelo.
Eu fui e eu tava puta da vida com aquela coisa. Nós lutamos e lutamos, então ela estava encima de mim.
—Você está acabada.
—Sabe...
Eu enfiei a faca nela, a faca com o sangue da Hope.
—É sempre a lâmina que você não vê chegando que te mata.
Nós estávamos todos salvos graças ao sacrifício de Renesmee.
—Eu sinto muito.
—Tudo bem.
Então surgiu um homem negro vestido de branco.
—Quem é você? Quem tá ai?
—Você é uma alma pura, boa, nobre.
Os anjos se curvaram.
—Quem é?
—Você se sacrificou para salvar pessoas que nunca se sacrificariam por você, essa é a verdadeira nobreza.
—Por favor, quem é?
—Sabia que canalizar toda essa energia a cegaria e canalizou mesmo assim. Por isso eu vim. Por você. Por você.
O homem tocou a testa de Renesmee e ela começou a piscar.
—Eu... posso ver. Quem é você?
—Eu? Eu sou Deus. Sempre soube que faria coisas grandiosas, foi para isso que você veio, por isso eu te escolhi. A minha criação favorita. A que eu levei mais tempo para terminar.
Ela começou a chorar, chorar de alegria.
—Obrigado.
Ela o abraçou.
—Muito obrigado.
—Você nos odeia?
—Eu sou Deus meu filho... eu não odeio ninguém. Mas, fico triste por vocês.
—Porque?
—Ela é a sua nova chance. Renesmee veio para colocar vocês de volta no caminho, especialmente você Elijah. Eu mandei Davina para Kol, Caroline para Klaus e ela pra você. Quando Davina entrou pelos portões celestiais chorando por sua causa Kol, eu fiquei decepcionado. Muito decepcionado, mas ela escolheu perdoar você e voltar. Cuida dela direito agora. E não se atrevam a desperdiçar sua nova e última chance. E quanto a Davina, podem haver efeitos colaterais, nada muito sério.
Ele foi caminhando, surgiu uma luz e ele sumiu. Então, os anjos se levantaram.
P.O.V. Kol.
Tê-la de volta é ótimo. Nem parecia real.
Ela estava com uma bandagem em volta da mão cortada.
—To com fome. Tem alguma coisa pra comer ai?
—Claro.
Davina começou a comer e não parou mais. Ela comeu tudo o que tínhamos na geladeira, menos o sangue é claro.
—Caramba! Você está bem?
—Eu to com tanta fome.
O anjo olhou para ela e fez uma cara...
—O que é?
—Vamos até a sala, traga os outros.
—Vem Davina.
—Não. Ela fica ai.
—O que foi?
—Vamos.
O anjo me puxou para a sala. E logo estávamos todos reunidos.
—O que foi agora?
—Temo que a sua amada Davina esteja sofrendo de fome.
—Fome?
—Deixa eu ver se eu adivinho, ela teve a alma destroçada por uma pedra com um símbolo verde. Esse símbolo.
Ele desenhou o símbolo no papel.
—É.
—Lamento informar que se não recuperarmos a pedra ela vai morrer de um jeito horrível.
—Que jeito horrível?
—Ela vai se devorar. Literalmente.
—E como paramos?
—Eu preciso saber quem está com a minha pedra. Preciso dela para colocar os pedaços da alma dela de volta no lugar adequadamente.
—As ancestrais estavam com ela.
—E onde essas ancestrais estão?
—No outro lado. No cemitério de Nova Orleans.
—Ótimo. Alimentem-na até eu voltar ou ela vai começar a se devorar.
—Alimentá-la com o que?
—Tudo. O primeiro estágio já começou e já acabou. Agora vem a fome carnal.
—Fome carnal?
—Ela vai ter fome de tudo. Fome de comida, fome de...
Jean respirou fundo e respondeu:
—Sexo.
—Isso. Depois, fome de amor e o último estágio... fome de carne humana.
—Credo!
—Eu vou buscar a pedra e vocês tentem mantê-la ao máximo que puderem.
Como Daniel disse que aconteceria os estágios da fome começaram a vir, um pior que o outro. E quando estava quase no estágio final, ele chegou e fez alguma magia de anjo com aquela pedra e pronto ela voltou ao normal e vomitou. Tudo o que comeu.
—Isso é normal?
—É. Ela vai se sentir fraca e dolorida por alguns meses, mas logo vai voltar a ser como antes.

Fale com o autor