P.O.V. Ariadne.

Eu fui até a casa do Jason e não o encontrei.

—Pitágoras, onde está o Jason?

—Ele saiu. Foi para a floresta.

—E a garota?

—Você quer dizer a Dafne? Foi com ele. A ideia de ir acampar foi dela.

—E o Hércules?

—Ele foi visitar a Medusa.

—Qual é a relação entre o Jason e a Dafne?

—Eles se aproximaram logo de cara. Vieram do mesmo lugar misterioso que ninguém parece saber onde é. Eu fico meio perdido quando eles estão conversando, usam palavras que eu não entendo. É como se tivessem uma língua só deles.

—Você sabe de onde o Jason veio?

—No dia em que ele foi enfrentar o minotauro ele me disse uma coisa. Disse que as minhas teorias sobre triângulos iriam entediar jovens durante séculos. Quando eu me apresentei pra ele, ele me perguntou se eu era o cara dos triângulos. Ele sabia que eu estava pensando em triângulos. E o mesmo aconteceu quando conheci a Dafne. E ela socou a minha cara. Dafne com certeza não é uma dama comum.

—O que quer dizer?

—Ela sabe lutar, ela é a a única pessoa que eu já conheci que conseguiu dar uma surra no Jason. E tem a caixa misteriosa.

—Caixa misteriosa?

—Ela guarda embaixo da cama. Ninguém consegue abrir aquela coisa.

—E ela consegue?

—Provavelmente. Ela tem a chave.

—Sabe o que há na caixa?

—Não. Mas, da última vez que alguém abriu uma caixa que não deveria ter sido aberta... como diria a Dafne deu merda.

Um garoto apareceu na sala.

—Meus Deuses!

—Oi. Meu nome é Jack e eu to procurando a Dafne. Dafne Volturi.

—Volturi? O que é Volturi?

—É o sobrenome da Dafne. E essa é a caixa da Dafne.

—Sabe o que há na caixa?

—Sei. É um amuleto, a Dafne chama de Legado. Foi passado pra ela pela mãe dela.

—E o que o amuleto faz?

—Eu não sei. Eu nunca vi. Nem sei como é.

—E se fizéssemos uma chave e abríssemos?

—Não. O amuleto não é seu. Você não mexe no que não é seu.

—Eu posso levar a caixa para o chaveiro real, ele pode fazer um molde e fazer outra chave.

P.O.V. Jason.

Estávamos falando sobre o que mais sentíamos falta da nossa época. Quando ela dá um sobressalto.

—Meu amuleto.

Ela sumiu.

P.O.V. Dafne.

Desgraçada.

—Tire as suas patas da minha caixa!

—Porque a chave não abre a caixa?

—Ah, esse é truque mais velho do livro. A caixa é encantada, cheia de sigilos poderosos, assim como a chave. Só a chave original abre a caixa. E a chave é minha! O amuleto é meu!

P.O.V. Ariadne.

Jason chegou e eu vi o rosto dela se transformar numa coisa monstruosa.

—O que é você?

—Eu sou a herdeira de quatro das mais poderosas famílias do mundo! E você é só mais uma nobre metida, achou que ia conseguir abrir a caixa? E ai? Achou que você com o seu sangue de mortal conseguiria acessar o poder do amuleto?

—Calma Dafne.

—Porque isso é tão importante?

—Porque, três bruxas Petrova criaram o amuleto. Com ele tenho o poder de controlar corações e mentes. Forçá-los a minha vontade. Com o amuleto tenho o poder de controlar massas! Para proteger esse poder, minha ancestral fez um feitiço no amuleto que o ligava ás bruxas da nossa família. Sendo assim, só uma bruxa Petrova pode acessar seu poder.

Ela tomou a caixa de minhas mãos.

—Como se eu precisasse desse amuleto para forçar outros á minha vontade. Ele só amplifica o meu poder.

Seu rosto havia voltado ao normal. E ela abraçava a caixa fortemente contra o peito.

—E o que lhe impede de tomar o meu reino usando essa coisa?

—E o que te faz pensar que eu quero o seu reino? Eu não to nem ai pro seu reino. Essa cidade vai pro saco. Vai tudo parar embaixo d'água, o oceano vai engolir o seu precioso reino. Porque o seu povo vai usar seu conhecimento para explorar seus semelhantes e isso vai incitar a ira de Deus. Ou pelo menos, é a história que contaram. Mas, eu pessoalmente acho que não vai ser nada além de uma falha de uma placa tectônica. Chamam de recorrência tectônica. Esse lugar foi construído num terreno onde nada deveria ser construído, ele segue um ciclo de cento e quarenta e cinco anos passando metade do tempo fora do mar e a outra metade... bom, pelo que eu pude notar. Vocês tem poucos dias.