Notas iniciais
Queridas, esse capítulo é só um ponte. Prometo que o próximo estará bem melhor. Vai ficar sem banner por enquanto ok? Ok. Fiquei decepcionada com o número de reviews. Esperava que fossem poucos, mas recebi apenas um e isso quase me despedaçou. Por favor, voltem a comentar. Eu estou realmente de volta dessa vez.

POV Klaus

Encontro Charlotte no chão. Ela grita tanto, que penso se talvez estivesse voltando para o outro lado. O lado da morte, já que ainda não há explicações para ela ter voltado a vida.

Eu a pega no colo. Ela está suando tanto mas sua pele está gelada e ela não para de tremer. Levo-a até sua cama. E no segundo seguinte, Elijah adentra o quarto.

– O que está havendo? — ele pergunta.

– Não sei. — respondo impaciente.

Charlotte solta um urro.

Ela está com os olhos abertos, mas parece em um lugar muito distante daquele. E então seus gritos cessam e ela para de tremer, para de se remexer. O que se segue então é apenas sua baixa voz em um murmúrio:

– Niklaus... Perdoe-me.

Solta um suspiro desesperado e se senta na cama, parecendo ter acordado de um pesadelo que teve com os olhos bem abertos. Ao me ver, agarra meu pescoço e me abraça apertado. Depois começa a chorar.

Elijah nada faz além de afagar seus cabelos, parado diante de nós.

Parece com uma daquelas velhas cenas de nossa infância, de quando ela tinha um sonho ruim e chorava enquanto eu a acalmava.

– Acalme-se, sweetheart.

Ela se solta de meus braços e encosta as costas na cabeceira da cama, puxando o lençol para cobrir teu corpo nu e úmido pós banho.

– Você tem um exército? — ela perguntou.

Eu soltei um suspiro misturado com uma risada.

– Sabe que nunca precisei disso.

– Dessa vez, confie em mim, você vai precisar.

POV Damon

Eu tento entender por que diabos Klaus convocou uma espécie de reunião na sala de estar de sua casa e ainda não tenho respostas.

Elijah, Alaric, Elena, Tyler, Caroline e até mesmo Hayley com uma barriga enorme estão sentados em volta de uma mesa grande de mogno. Permaneci de pé ao lado de Katherine e Stefan.

Ouço passos que vem da escadaria e logo a figura de Charlotte Mikaelson já toma conta de minha visão. Klaus provavelmente estava ao lado dela, mas não consegui focar nele ou em qualquer outra coisa em sua volta. Conseguia apenas ver Char com seus cabelos loiros parcialmente trançados e parcialmente soltos, seus lábios vermelhos e sua expressão apreensiva e cansada.

Talvez eu estivesse prestando atenção demais, pois Elena se levantou da cadeira e veio até mim, abraçando-me pela cintura e apertando-me naquele abraço que me dera impressão de insegurança.

Charlotte pigarreou. Ela parecia séria e naquele momento tive a certeza de que não fora Klaus, mas sim ela que convocara aquela reunião bizarra.

– Olá. Eu... chamei vocês aqui porque... precisamos de ajuda.

Elena soltou uma risada:

– Espere, estou entendendo bem? A família Mikaelson pedindo ajuda? — o tom de voz de Elena era de deboche e eu nunca a vira assumir uma posição que não fosse amigável.

Se Charlotte parecia apreensiva antes, não parecia mais.

Não demorou um segundo para que ela avançasse até Elena e a arrancasse de meus braços, jogando-a contra a parede e apertando seu pescoço para que ela não fugisse.

– E eu achando que as Petrovas eram todas iguais... — Charlie começou. — Vou aproveitar esse momento maravilhoso para pedir desculpas para Katerina. — sem olhar Katherine nos olhos, ela continuou. — Me desculpe, Katerina. Eu estava errada. Não achava que alguém poderia ser pior que você, mas a Sonsa Gilbert está se provando muito capaz. Bom, Elena. Preste atenção no que eu digo. Se não for ajudar, não fará a mínima diferença. Você não recebeu meu convite. Convidei Damon e Stefan. Até mesmo Stefan! Stefan o pobre humano é mais capaz de ajudar-nos do que você.

Não entendia o porquê, mas ninguém se moveu para ajudar Elena. Nem mesmo eu, nem mesmo Caroline, nem mesmo Stefan. Todos permaneciam indiferentes, apenas observando a cena.

– Eu já rasgava pescoços bonitos quando seus ancestrais Gilbert ajudaram a fundar essa cidade de merda. — Charlotte hesitou e continuou — Quer saber? Fale de mim o quanto quiser. Mas não use "Mikaelson", não generalize. Você não é digna de pronunciar o nome da minha família. — sua cabeça era altiva, como a de uma rainha. — Klaus matou com o exército de Alexandre, Elijah combateu na guerra de Tróia. Somos velhos, Elena. Sou uma dos Originais. E nossos poderes são lendários. As pessoas não ousavam nos questionar. Elas fugiam e empunhavam crucifixos. Então se quer o meu conselho... pare de se preocupar em tentar me humilhar ou debochar de mim e vá se preocupar com suas "fugidinhas para caçar" — Charlotte pronunciou tal expressão em tom irônico e fiquei confuso, tentando descobrir o que ela quis dizer com aquilo. Suas mãos se afrouxaram e ela deixou Elena cair no chão, de joelhos. — Parabéns. Finalmente se ajoelhou diante de mim, docinho.

Alaric ergueu-se da cadeira para ajudar Elena a se levantar, mas antes que lhe desse a mão, ela fugiu com sua velocidade sobrenatural.

– Vamos prosseguir... — Charlotte sentou-se diante da mesa. — Esther está de volta com minha doce família totalmente unida.

Eu não sou o único a entrar em choque. Até mesmo Klaus e Elijah parecem surpreender-se.

– Quando digo totalmente unida, quero incluir Henrick e até mesmo Mikael.

– Mas... como? — Caroline pergunta.

– Eu, Alaric e Stefan não fomos os únicos a voltar a vida. — Charlie responde e nesse momento olha para mim, parecendo preocupada com minha reação. — Não fui eu quem trouxe Stefan e Alaric de volta, Damon. Foi Esther.

Seja qual era a reação que ela esperava de mim, se surpreendeu, pois eu sorri e falei em tom habitual:

– Sempre achei que ela fosse uma piranha. Mas parece que ela finalmente fez um bem a sociedade, não? Bem, se não a sociedade, fez a mim. — sento-me na cadeira onde antes Elena estava. Estou de frente para Charlotte e pego em sua mão subitamente, sem pensar primeiro. — Stefan, Alaric e... você. Nós devíamos comemorar.

Sinto que todos os olhares estão sobre nós, mas por um momento pareço não me importar. Acho que a procura pela volta de Stefan a vida acabou aproximando-nos, já que Charlotte fora única que esteve do meu lado, me apoiando.

– Bom, se você puder me dizer no que o pobre e humano Stefan pode ajudar, Charlotte... — Stefan diz rindo. Não entendo o porquê dele parecer tão descontraído com ela.

Char percebe os olhares de todos e solta minha mão, voltando a sua posição de indiferença costumeira:

– Um feitiço. Esther voltou e trouxe a família inteira para nos acabar com um feitiço. Ela vai acabar com a gente de uma vez. Foi por isso que ela trouxe Alaric e Stefan. Eles fazem parte do feitiço.

– Não estou conseguindo entender. — diz Hayley.

– A Bruxa Bennett de vocês queria salvar a pátria quando morreu...

– Não fale assim de Bonnie, Charlotte. — Caroline parece ofendida.

– Tudo bem. Desculpe. A bruxa Bennett morreu e vocês todos juraram que ela havia abaixado o véu. Bom, ela tentou, mas não conseguiu. Esther segurou o véu e trouxe Kol, Finn, Mikael, Henrick, Alaric, Stefan e eu de volta a vida.

– Bruxa esperta. — Hayley murmurou.

– Espera. Espera. Espera. — Caroline parecia ter absorvido muita informação para um dia. — Você está querendo me dizer que sua mãe trouxe meio mundo de volta a vida e as outras bruxas ficaram numa boa? Sério, na época que Bonnie nos ajudava não era bem assim que funcionava. Na verdade as bruxas costumam ser muito temperamentais e tem o pavio curto.

– Um acordo. — Elijah se pronunciara pela primeira vez e parecia já ter entendido tudo. — Uma mão lava a outra.

– Eu deveria saber. Mamãe sempre foi cheia dos acordos. — Klaus falou, colocando uma garrafa de uísque sobre a mesa e se servindo com um copo. Não hesitei em me servir também.

– Exatamente. — falou Charlie. — As bruxas nunca se agradaram com o vampirismo. Elas querem a Terra livre dessa maldição. Então Esther propôs um pacto: Todos os vampiros pela família Mikaelson.

– Por que esse egoísmo me soa tão familiar? — Klaus fala ironicamente. Refere-se a si próprio.

– Um feitiço e todos os vampiros espalhados pelo planeta morrerão, exceto os vampiros da família original, que serão curados do vampirismo e voltarão a viver como pessoas normais.

Eu não entendo porquê Charlotte convocou a reunião. Ela sempre me falara do quanto gostaria de voltar a ser humana e sei que Elijah compartilha de mesmo desejo, assim como Rebekah...

Klaus não se pronuncia pois parece o único dos Originais que nunca considerou voltar a ser humano uma bênção.

– Espere, cadê Rebekah? — pergunto.

– Deixe-me terminar. — Charlie fala aparentemente irritada. — O feitiço consiste no sacrifício de cinco seres. Uma sósia, um caçador, um criação de Niklaus, um vampiro curado e aquele que deu início a tudo isso.

– "Aquele que deu início a tudo isso" ? — Tyler diz rindo. — Que bizarro.

– A sósia será Elena Gilbert. A criação de Niklaus será Tyler Lockwood... — Charlotte continua.

– Ok. Isso está ficando mais bizarro ainda. Eu? Mesmo? — Tyler de debochado passou a estar nervoso.

– Não me interrompa. — Charlotte praticamente grita. — É então que se encaixa Stefan e Alaric.

– Então foi por isso que ela trouxe Stefan e Ric de volta! — exclamo, irritado. — Vagabunda!

– Sim. Como vocês todos me contaram, Stefan era vampiro e só é humano porque tomou a cura. E Alaric é um caçador.

– Mas antes de Ric morrer, ele havia se transformado em um vampiro... — argumentou Caroline.

– Com o intuito de ser caçador. Só que um caçador de vampiros. — explicou Alaric. — Dá na mesma.

– E quem deu início a isso tudo? — Klaus pergunta.

POV Charlotte

– Bom... — me preparo para responder. Há um grande aperto em meu peito. — Você, Klaus.

Sua reação é adversa ao que eu imaginava: Ele riu.

– Não podemos contra eles, Klaus... — eu digo. — Nossa mãe é bruxa, nosso pai é um caçador e nossos irmãos são vampiros. Eles não vão parar. Além disso... — o que vou anunciar a seguir aperta meu peito ainda mais. — Esther queria... Esther disse que era para eu entregar você até o solstício... Se não o fizesse, eu desapareceria, assim como Stefan, Alaric e todos os outros "mortos-vivos" que ela trouxe do outro lado. Achei que ela esperava minha traição...

Klaus parecia furioso. Olhava para mim como se eu fosse uma presa, como se esperasse que eu o traísse também.

– Mas foi tudo uma distração. A traidora é Rebekah. Rebekah está do lado deles! — grito.

Um grito soa dos lábios de meu irmão e ele joga o copo de uísque que segurava contra a parede, estilhaçando-o em mil pedaços. Todos continuam imóveis, com as respirações controladas, com medo de fazerem quaisquer movimentos bruscos e acabarem com algum órgão vital arrancado do corpo.

– Klaus... — dou um passo a frente, prestes a abraça-lo.

– Saiam daqui. Todos vocês. — ele diz pausadamente. — Agora.

Notas finais
Pelo nome do capítulo acharam que o Damon ia descobrir que é corno? Pois é, não é dessa vez. MAS ESTÁ MAIS PRÓXIMO DO QUE VOCÊS IMAGINAM. Aqui está o look da Charlotte: http://www.polyvore.com/charlotte_mikaelson/set?id=99897776&lid=3080983 Alguém esperava que justo a Rebekah traísse o Nik? Cara, eu fiquei com pena dele :/ juro. Bom, até o próximo.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.