The Originals
2 Retorno
Notas iniciais
Capítulo betado por Drama Queen, do Kat Fanfics

POV Klaus
Ouvi batidas na porta; deduzi que fosse Elijah, e, por esse motivo, não me dei ao luxo de levantar-me do sofá e atendê-lo. Sabia que ele começaria a falar de como eu deveria voltar para Nova Orleans e ser um bom pai para aquela criatura estúpida no ventre de Hayley. Pobre Elijah! Milênios não o ensinaram nada. Ele ainda crê em uma salvação para nossa família.
As batidas continuaram, cada vez mais insistentes.
– Não vou voltar para Nova Orleans, Elijah. — resmunguei — Desista!
Mais batidas. Que porra.
Revirei os olhos e bufei, me levantando e já caminhando em direção a porta. Quando destranquei a mesma fiquei paralisado. Não podia ser. A figura feminina em minha frente sorriu de forma doce. Não podia ser.
– Charlotte? — o nome da garota saltou de minha boca em uma voz trêmula que transparecia a confusão dentro de mim.
– Olá, Niklaus. — ela deu um passo a frente, entrando em minha casa e me dando um abraço caloroso. Devo admitir que sentia saudades daquilo.
– Como está aqui? — sussurrei em seu ouvido.
Ela se soltou de mim, olhando–me com certa decepção.
– Cruzes ! — exclamou — Falando assim até parece que não está feliz por ver sua irmã de novo.
Sim, Charlotte é minha irmã. Aí você me pergunta : "Caralho, quantos originais existiram?".
Esther era um bruxa e conheceu Mikael numa aldeia do leste Europeu, os dois se apaixonaram. Eles se casaram e se tornaram ricos proprietários de terras antes de começar uma família. Depois, o primeiro filho nasceu, mas uma praga atingiu a Europa Oriental e matou esse filho. Desesperada para escapar, Esther voltou-se para a amiga bruxa, Ayana, que lhe disse de uma terra além dos mares, onde os nativos foram abençoados com dons sobrenaturais e onde eles poderiam viver em paz. Mikael, Esther e Ayana deixaram a Europa Oriental para o Novo Mundo também conhecido como América.
No entanto, o Novo Mundo não era tão pacífico como o casal esperava, especialmente durante a lua cheia. Eles viviam em paz com seus vizinhos, escondendo-se em cavernas durante as transformações. Foi durante esse tempo que Mikael e Esther tiveram mais filhos: Elijah, eu, Rebekah, Finn, Kol, Henrik e Charlotte.
Logo descobrimos que nossa família não estava em segurança ao lado de nossos vizinhos – que eram Lobisomens –, depois que meu irmão Henrik foi atacado por um deles e morreu. A bruxa Ayana se recusou a ajudar, então Esther usou seus poderes como uma bruxa. Ela realizou um feitiço que transformou todos os seus filhos em vampiros.
Tudo corria bem, até matar meu primeiro ser humano e meu lado lobisomem ser exposto; isso levou Mikael a descobrir que minha mãe tinha sido infiel a ele. Meu falso pai começou a nos caçar, e isso ocasionou na morte de Charlotte.
Eu e meus irmãos juramos nunca mais mencionar o nome de Charlotte, para honrar a partida dela. A promessa estava sendo cumprida com rigor.
Mas agora...
– Não é nada disso, Charlie — falei. — É só que...
– Eu devia estar a sete palmos sob a terra? – Ela se moveu fazendo o vestido claro, o mesmo que ela usava quando a enterramos, se agitar. Então, continuou – Eu sei disso, Nik. Não me importune com suas perguntas. Sei que eu deveria estar morta, mas de repente o ar estava em meus pulmões. Fique tranquilo, eu vou descobrir como ressurgi. Agora... Temos um assunto mais sério a tratar. Encontrei Katerina no meio do meu caminho e ela me informou o necessário, inclusive que serei titia. Disse que você ainda estava na cidade mas que logo voltaria para Nova Orleans.
Fechei a porta e voltei minha atenção para Charlie.
– Não pretendo voltar.
– E não devia mesmo. A sua... Procriadora... foi quem abriu as pernas, ela que se vire — disse Charlotte com desdém — Ela não se casou com você para sair dando. Ela resolveu correr riscos. Não podemos aceitar mais monstros na família. Por causa de Esther nossa família entrou em ruínas, por causa do que ela nos tornou: monstros sugadores de sangue. Eu estou viva e não quero morrer novamente, Niklaus. Você não sabe do quanto vagar sem rumo do outro lado é ruim. Mas... Onde estão nossos irmãos?
– Rebekah está viajando com um humano estúpido.
– Mais um grande amor da Rebekah? — ela revirou os olhos.
Eu ri, mas não respondi a pergunta.
– E Elijah? — perguntou, só então vi seus olhos brilharem. Ela admirava muito ele, embora, sem querer soar convencido, eu saiba que ganho certo favoritismo da parte dela.
– Em Nova Orleans.
– Com sua procriadora?
Eu ri novamente.
– O nome dela é Hayley.
– Que seja. Sabe, quando Katerina me contou, juro que fiquei surpresa. Eu achei que a única vantagem de ser uma criatura sobrenatural era poder transar sem camisinha sem riscos, mas pelo visto... — sua voz saiu em um tom de ironia e deboche. Estranhei isso. Era tudo muito confuso: Charlotte estava ali, seu corpo estava ali, sua face angelical e seu sorriso doce também, mas sua personalidade estava mudada.
– Senti sua falta. Foi muito tempo. — falei
Ela se virou para mim; não havia compaixão em seu olhar. Na verdade, seu rosto estava sem expressão, e todos os seus sentimentos pareciam ter se esfriado, mesmo que ainda existissem ali. Dava para notá–los ao observar a raiva que parecia sentir ao falar de Esther e a destruição de nossa família. Charlie apenas assentiu, depois mudou de assunto .
– Quanto ao Finn e Kol?
– Finn e Kol morreram.
Ela ficou em silêncio por um tempo, talvez por surpresa, mas jamais por tristeza. Depois de tanto tempo com vida ela acabou aprendendo a odiar os dois.
– Sabe, Charlie. Estou feliz por estar aqui. Não é mais preciso fugir, nem nos esconder. Mikael está morto.
Charlotte transformou-se. Agora sim eu tinha certeza que seus sentimentos ainda estavam ali, pude ver em seus olhos que transbordavam uma alegria intensa.
– Morreu? — ela perguntou como se quisesse uma confirmação, mesmo tendo certeza da resposta. Então se atirou em mim, me abraçando novamente. — Não posso acreditar. Finalmente! E não vamos comemorar? Eu estou faminta.
POV Charlotte
Saí da loja já vestida com uma das peças de roupa que comprei. Era tarde da noite, mas eu consegui convencer a vendedora — usando o poder da persuasão– a abrir a loja apenas para eu comprar. Coloquei o anel de lápis lazúli que me impedia de queimar quando o sol aparecesse, pois sabia que talvez Klaus e eu só voltaríamos para casa quando amanhecesse.
– Esse anel é o mesmo que você ganhou... — Klaus ia dizendo, mas eu o interrompi:
– Sim, o mesmo que eu ganhei há alguns séculos. Sabe, Nik, no outro lado não há lojas que vendem anéis mágicos que estão na moda para vampiros. No outro lado não precisamos de anéis mágicos que nos manterão vivos pelo simples fato de já estarmos mortos. — falei com sarcasmo.
– Ok, senhorita–morta–que–ressuscitou– zombou meu irmão, erguendo as mãos como se estivesse se rendendo.
Revirei os olhos.
– Onde me levará ? — perguntei
– No único lugar aberto a essa hora da noite: Mystic Grill.
POV Klaus
Do outro lado do bar, Charlotte dançava como louca ao som de You Give Love a bad name do Bon Jovi. Ela parecia tão feliz e tão... bom... viva. Entornei o copo de Red Label, deixando as lembranças que eu tinha me envolverem :
101 anos atrás, em 1912
Encarei o corpo de Charlotte enquanto as lágrimas ainda molhavam minha face. Elijah atirou um cravo branco que caiu sobre o peito dela. Nós dois estávamos bastante abalados. Kol e Finn se limitavam em um silêncio respeitoso. Sabia que todos sentiriam falta dela, mas eu era o único que chorava, além de Rebekah, embora as lágrimas dela serem de remorso e culpa. Olhei para a lápide que em letras garrafais e antigas diziam:
"Aqui jaz a mais nova Mikaelson : Charlotte."
No caixão, seu corpo magro e pálido estava imóvel. Seus olhos fechados lhe davam uma expressão serena, quase me fazendo acreditar que minha querida irmã estava apenas dormindo, mas então a realidade voltava a me assombrar, porque eu sabia que nunca mais veria seus olhos azuis intensos. Um anjo, era o que Charlotte era em nossas vidas.
Kol e Finn fecharam o caixão enquanto eu me focava em ter aquela lembrança dela como a última: Um corpo coberto por um vestido claro que lhe dava uma aparência ainda mais angelical, seus cabelos loiros presos em um coque, e um cravo branco sobre seu peito.
Desde sua morte, nunca falamos de nossa irmã vampira morta. Mas isso não nos impedia de termos lembranças dela.
POV Charlotte
Eu estava ali, dançando ao som de Bon Jovi, tendo a completa certeza de que me lembrava de apenas algumas coisas da minha vida; tais como minha origem e a origem de minha família. Ao mesmo tempo, algumas lembranças eram falhas: até certa parte eu sabia e até outra... Era tudo um borrão.
Eu sabia que Niklaus era meu irmão e sabia que ele era um híbrido que provou a infidelidade de Esther. Sabia que Elijah era, de certa forma, como eu. Sabia que odiava Kol por algum motivo, assim como Rebekah, e sabia que Mikael era alguém que me rendeu uma mágoa muito grande. Mas o porquê de odiar Kol e Rebekah era um completo borrão em minha mente. E o pouco que eu sabia era sobre minha família, nada mais.
Um homem de aparência atlética dançava comigo animadamente e eu ainda me sentia... sedenta. Virei-me para ele e em um movimento rápido o mordi, encontrando uma veia e a rasgando. Senti o sangue quente e suculento fazendo minhas forças se recuperarem. O corpo de minha vítima sacudiu de dor até que a carne cedeu e o corpo flácido caiu ao chão.
Não me preocupei em limpar minha boca suja de sangue, e sabia que minha blusa branca estava suja também, mas não me importava. Tanto tempo morta me rendeu muita sede.
É bom que se preparem, pois esse é apenas o meu retorno e eu prometo ficar por bastante tempo.
Notas finais
Comentem o que acharam da doce ou nem tão doce Charlie... e digam o que acham da fanfic, sl, se comuniquem comigo e saiam do anonimato.
Não sei quando postarei novamente, vai depender de vocês e de seus coments.
Enfim
os links ultimamente não tem dado certo aqui no nyah, portanto, aqui estão os links dos looks da Charlie :
vestido claro - http://www.polyvore.com/charlotte_mikaelson/set?id=85388940
roupa que ela comprou na loja - http://www.polyvore.com/char/set?id=85390285
Kisses
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