The Original Romance
8 Reencontros
Notas iniciais
CAPÍTULO VIII
POV Caroline
Certo que eu estou confusa, mas eu não quero ir, preciso dele. Mas por um lado eu entendo-o, Niklaus está fazendo isso por mim, para que eu não sofra. Eu tinha acabado de acordar quando encontro uma mesinha com um lindo café da manhã e um buquê de flores vermelhas. Klaus entra no quarto e diz:
– Bom dia querida, dormiu bem?
– Melhor impossível. – Falei me espreguiçando e sorrindo.
– Já comeu alguma coisa?
– Ainda não. A proposito, obrigada por tudo isso.
– Você merece mais. – Ele sorriu e se aproximou, sentou na cama e pegou um prato pequeno que tinha algumas frutas e começou a colocar na minha boca.
– Klaus, quando o semestre começar não vou poder lhe ver muitas vezes.
– Carol, quando eu disse que você precisava ir, você realmente precisa ir para ficar sozinha, sem minha presença. Só irei quando você chamar-me.
– Mas eu quero ti ver sempre que possível.
– Não Caroline, sempre que a gente estiver sem se falar por muito tempo vou ti visitar. Como eu lhe disse, você precisa sentir o sentimento pelo Stefan intensamente pra saber o que queres.
Fiquei calada. Eu me sentia culpada por não ter aproveitado o pedido dele antes, por ter ficado em Mystic Falls e em Whitmore, por isso estou confusa agora. Eu sabia que queria ficar muito com Klaus, mas eu achava que seria um erro.
Enquanto eu terminava de tomar o café da manhã, Klaus levantasse e diz:
– Vou ti esperar lá embaixo para levá-la à Mystic Falls.
– Ok. Vou só me arrumar e já desço.
Fui tomar banho, troquei de roupa e terminei de ajeitar as malas. Desci para me despedir de Hayley e Hope.
– Olá pequena princesa. – Disse pegando Hope nos Braços. – Olá Hay.
– Oi Care, quer dizer que você vai mesmo?
– Sim, mas com certeza irei voltar o mais rápido possível.
– Caroline, você sabe que sempre foi o Klaus não é?
– Sim Hay, mas eu estou muito confusa com os sentimentos pelo Stefan. – Eu havia explicado à ela sobre essa confusão.
– Desde seu namoro com Tyler eu percebia seu sentimento pelo Klaus a quilômetros. Só quero ti ver feliz.
– Oh Hay, Obrigada. Vou sentir falta de vocês duas.
– Nós também vamos, não é bebê? Tchau Care.
– Tchau Hay, tchau tchau Hope
Klaus já estava pronto e eu fui até onde ele estava. Entramos no carro e saímos. Passamos a viagem em silêncio, eu sabia que ele estava chateado, mesmo que não quisesse demonstrar, notava-se pela sua expressão.
Já estávamos perto de Mystic Falls quando ele me diz:
– Diga ao Stefan que quero falar com ele. – Como assim? O que ele queria com Stefan?
– Por que Klaus?
– Não se preocupe Carol, vou pedir pra ele cuidar de você somente isso.
– Certo. – Achei muito estranho, mas disse que ia avisar.
– Pronto, chegamos. – Ele me disse dando-me um beijo em seguida.
– Eu te amo Carol.
– Klaus, venha logo, por favor. Não me deixe com muitas saudades.
– Como prometi Caroline. – Saiu uma lágrima do meu rosto então eu limpei rapidamente e ele me abraçou.
– Não chore, por favor. Nada vai mudar, vou sempre ser somente seu, minha Rainha.
Despedi-me dele e fui caminhando até Mystic Grill, onde estava Stefan.
– Oi. – Disse meio sem jeito quando o encontrei.
– Olá. Como foi a viagem?
– Por favor, Stefan. – Eu não queria contar nada à ele, e eu sabia que ele não queria saber.
– Por que voltou logo? Pensei que fosse passar um mês.
– Não deu, tenho que resolver umas coisas aqui. – Não quis falar sobre isso também. Vou agir naturalmente para ver o que acontece.
– Bem, eu preciso ti dizer uma coisa. Mas não aqui, vamos para minha casa.
– Não, agora tenho que ir logo ver minha mãe e deixar as malas.
– Certo, irei com você e depois vamos lá em casa.
– Opa. Isso me pareceu uma ordem? – Falei dando uma risadinha.
– Pode ser. – Ele disse me devolvendo o riso.
Saímos para casa de minha mãe, deixei minhas coisas lá e sai para a casa do Stefan, já que ela tinha saído para recolher suas coisas do escritório.
Entramos na casa dele, pegou-o uma bebida e sentamos no sofá.
– Klaus pediu para falar com você.
– Mas o que exatamente?
– Na verdade, não sei. Você vai falar com ele?
– Sim, amanhã mesmo.
– Certo.
– Bem, trouxe você aqui porque preciso ti lembrar da surpresa de sua mãe, já peguei tudo o que você queria levar para a casa no lago para ela.
– Nossa! Obrigada. – Fiquei surpresa com aquela atitude de Stefan, não imaginei que ele iria lembrar-se disso.
– Não, não precisa agradecer. Quando vamos até lá?
– Podemos ir agora. Você pode?
– Sim, com certeza. – Pegamos tudo, colocamos no carro e fomos. Coloquei os livros, os filmes e muitas coisas que ela gosta tudo precisava ficar perfeito. Quero que ela aproveite esses últimos momentos o máximo possível, ela deve que fazer tudo o que mais ama e sentir-se confortável.
– Nossa! Vai ser perfeito pra ela ficar aqui Stefan. – Disse muito feliz.
– Vai sim, vamos, precisamos ajeitar tudo para ela.
– Stefan. Sei que está aqui porque ela pediu para cuidar de mim, não precisa certo?
– Não Caroline. Estou aqui porque quero muito estar contigo, falhei com você naquele tempo, não vou fazer de novo. – Olhei para ele e senti-me muito bem, fiquei feliz pelo o que ele disse.
– Então vamos. – Sorrir para ele e entramos na casa.
Começamos a organizar a casa, deixei tudo do jeito que minha mãe adorava, era o canto perfeito pra ela ficar. Depois que terminamos ficamos na varando e comecei a falar sobre ela:
– Estou com medo de que ela não goste dos livros que trouxe pra ela, quero que vê-la aproveitando todo o resto de sua vida.
– Caroline, eu acho que sua mãe quer simplesmente que você esteja com ela nesse momento. Acalme-se, ela vai adorar tudo o que você fez pra ela.
– Nós fizemos. A proposito, se você quiser ir já pode, estou bem, tá?
– Não, não mesmo. Quero ficar aqui com você e...
– O que?
– Você sabe que sempre que preciso de alguma coisa recorro à você e me perdoe por ter ti deixado naquele tempo, não suporto saber que me odeias.
– Stefan, sabemos muito bem que eu não ti odeio, nem um pouco. – Ele se aproximara de mim, encostou sua mão em meu rosto e disse:
– Mas preciso do seu perdão, você é minha companheira, eu gosto de você. – Ele se aproximou mais ainda de mim. Senti um calor enorme no meu corpo, não sabia como reagir, então ele me beijou, um beijo lento e delicado, beijo inesperado por mim, onde senti uma sensação perfeita de tranquilidade. Então nos afastamos e ficamos em silêncio por uns 30 segundos, quando eu disse:
– Acho que é a hora que um de nós deve falar algo. – E sorrir para ele. Então ele falou simples e lindo:
– Não precisa, já dissemos tudo. – Ele me deu outro beijo e senti mais uma vez minha pele esquentar com os toques da mão dele no meu rosto. Seria o mesmo sentimento que eu sinto por ele? Fiquei naquela dúvida, mas o beijo parecia dizer tudo e ao mesmo tempo nada.
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