CAPÍTULO XIV

POV. Caroline

Eu não estava tão confusa quanto antes, sabia que Klaus era o certo para mim, mas eu não quero magoa-lo por causa de Stefan. Depois que ele me falou tudo aquilo eu não protestei, eu sabia que tudo o que ele me falara era sincero, mas ele não é o monstro que disse, não foi horrível para mim. Stefan tem suas qualidades, mas também tem seus defeitos, não posso dizer que estou completamente apaixonada pelos dois, porque não sinto o mesmo por Stefan como sinto por Klaus e isso me deixa sem saber o que devo fazer.

Não era muito tarde, eu já estava de pé, deveria ser uma 8h00min da manhã, quando desci Klaus estava me esperando com um café da manhã perfeito, não toquei no assunto anterior, nem perguntei quando ele iria, eu não quero que ele vá, preciso dele aqui.

– Oi amor.

– Oi. – Aproximo-me dele e beijo-o. – Obrigada por tudo Klaus.

– Carol, você não deve agradecer. Elijah me ligou há pouco tempo, disse que estava tudo tranquilo, tão tranquilo que estou desconfiando.

– Como está Hope?

– Ele disse que ela estava bem. – Naquele momento senti a necessidade de perguntar quando ele iria embora.

– Klaus, quando você vai para Nova Orleans?

– Provavelmente amanhã. – abaixei a cabeça e comecei a comer, minha expressão mudou imediatamente, fiquei triste e quase saiu uma lágrima do meu rosto. – Carol, não fique assim. Você sabe que não pode ir agora.

– Eu entendo Klaus. Logo, logo serei somente sua, só preciso de um tempinho.

– Será sim. – Ele sorriu para mim com um grande confiança no que dizia.

Já era anoite e eu estava com ele em casa, tentei aproveitar cada momento ao lado dele, o máximo que eu podia. Stefan estava afastado esse tempo que Klaus estava comigo, mas eu não me importei, teria outros dias com ele e também discutimos quando ele soube que Klaus estava aqui. Como eu podia ser tão indecisa? Estava na minha cara a resposta, mas eu não conseguia deixar o sentimento por Stefan sem antes saber o que era. Niklaus estava agindo de uma maneira tão compreensiva, me apoiando e dando-me tempo e escolha e ele não era assim, seu temperamento mudou, pelo menos comigo, eu nunca que iria esperar essas suas atitudes. Já Stefan me ajudou quando eu mais precisei, mesmo fugindo quando Damon morreu, antes nós éramos muito amigos e tudo que eu precisasse contava com ele. Eu só precisava de um sinal, que eu mesma teria que criar esse sinal para entender o que eu devia fazer. E agora Enzo aparece com aquela carta, certo que eu nunca senti coisa alguma por ele, a não ser atração, mas isso nunca significou nada para mim.

Era 22h30min, eu já estava cansada e quase dormindo no sofá nos braços de Klaus.

– Vamos dormir Carol.

– Vamos sim, estou exausta. Apesar de eu querer muito aproveitar esta noite contigo. – Falei com voz suave e cansada, parecia que eu iria cair no sono naquele momento.

– Teremos muitas noites juntos amor. – Com aquele jeito que ele falou eu quase me desmancho toda, ele me beijou delicadamente e eu senti sua mão em minha cintura. Klaus me pegou nos braços e levou-me até minha cama, naquele momento senti uma vontade de ficar abraçada com ele pra sempre, nunca mais soltá-lo, não deixá-lo partir, mas isso eu não podia fazer, então passamos aquela noite juntos como se fosse pra sempre.

Já estava de manhã, eu não queria sair do quarto, não queria que aquele dia chegasse, mas chegou. Eu estava tentando me preparar para despedida e não sabia o que faria depois que Klaus fosse embora, sentia muita falta de minha mãe e ao lado do Klaus eu me sentia melhor, ele fazia isso.

– Bom dia princesa.

– Bom dia amor. – Pela primeira vez eu o chamo assim, notei sua expressão mudar, parecia feliz com o que escutara como se tivesse escutado muitos elogios. – Nem acredito que você tem que ir hoje.

– Mas estarei a sua espera. Vamos, precisamos descer.

– Está tão perfeito aqui. – Quando eu estava dizendo isso, ele já tinha se levantado e vestido a blusa, tão rápido que me pareceu estranho aquela pressa.

– Está sim, mas precisamos descer, tenho que ir cedo. – Klaus estava muito apressado, não sei por quê. Ele disse que estava tudo bem em Nova Orleans, Elijah tomara conta de tudo. Ele não podia está mentindo pra mim. E o que era tão importante pra toda aquela pressa?

Já estávamos na sala, Klaus estava indo embora.

– Por favor, não deixe de me ligar.

– Não Carol, mas sabes o que tens que fazer, não é?

– Klaus, eu só estou preocupada com nossa distancia, não quero lhe perder.

– E você não vai Caroline.

– Mas. – Eu já ia falar sobre Camille, mas pensei e não falei. – Certo. Desculpe-me, não quero perder mais ninguém e tenho medo de ficar sozinha com o silêncio e a saudade que sinto de minha mãe.

– Irá ficar tudo bem Caroline. Eu te amo.

– Klaus, você sempre me dando esperanças.

– Agora tenho que ir. Adeus Carol. – Ele me deu um beijo, não queria deixar de beijá-lo.

– Tchau Klaus.

Entrei em casa e fiquei sentada no sofá. Como eu poderia estar na indecisão? Estava na cara quem eu deveria escolher, mas eu não queria perder ninguém, queria permanecer com Stefan de alguma forma, mas eu não sabia o que eu estava sentindo, não sabia como agir diante desse sentimento e não queria magoa Niklaus nem Stefan. Precisava de tempo para concertar a confusão. Meus pensamentos estavam me sufocando, não sabia o que fazer, não sabia o que pensar. Talvez eu precisasse de algo diferente pra descansar de tudo isso.

– Olá Loirinha.

– Enzo? O que queres? Não achas que já me causou...

– Não, não sou eu que estou lhe causando confusão não. – Enzo apareceu na minha frente de repente, pouco tempo depois da saída de Klaus. Eu estava distraída com meus pensamentos e então ele me fez voltar à realidade. – A propósito, eu vim tirar essa sua confusão, como estava escrito na carta.

– Sai daqui Enzo, sem tempo pros seus...

– Caroline, eu bem sei, como você também sabe, que, no fundo, queres sair um pouco dessa confusão.

– Para de me interromper. Enzo, sai daqui agora. – Falei estressada e me levantando brutalmente. Ele não tinha o direito de dizer o que eu sei e o que eu quero.

– Certo, mas um dia você irá aceitar. Tchau loirinha.