The Original Romance
11 Minha Esperança
CAPÍTULO XI
POV Klaus
Não pensei duas vezes, deixei uma nota alta na mesa, disse pra Camille que precisava ir, então ela ficou perguntando por que, mas eu saí e não respondi, sai às pressas. O mais rápido que eu podia ir eu fui, sem pensar duas vezes, sem pensar se precisavam de mim, só fui e não disse pra onde.
Eu já estava em Mystic Falls, poucos quilômetros da casa de Caroline, eram 12h00min. Chegando lá, não entrei pela porta, subi até a janela do quarto dela, lá estava ela deita, de olhos fechados, mas eu sentia que ela não estava dormindo, então entrei devagar – eu não imaginava o que ela estava pensando naquele momento – cheguei mais perto e a beijei.
– Desculpe-me Caroline. Já estou aqui.
– Poupe seus perdões. – O que? Por que ela estava agindo assim? Com uma voz sarcástica. Ela sorria cinicamente.
– Caroline?
– O que? Vai me julgar? Dizer o que devo fazer? Você nem sequer se importa comigo. Olha Klaus, pode voltar imediatamente para os braços de Camille, ou devo chamá-la de Cami, é mais carinhoso não é? Vai, me deixa aqui e me esquece, você não deveria ter perdido o seu tempo vindo até aqui. – Aquele ciúmes dela era fofo, mas ela estava com raiva de verdade, eu entendia, tudo veio a tona, luto, tristeza, insegurança e agora essa da Camille. – Volta pra ela Niklaus, afinal, quem lhe ajudou a superar todas as suas dores, seus medos e seus demônios foi ela, ela que ti deixou mais forte espiritualmente e ela que você quer, não é? Como eu fui idiota! Devia ter percebido desde que encontrei aquela garota! Que raiva, eu não deveria nem está discutindo com você minha mãe morreu, você sabe o que é isso? Eu estou triste, muito triste! Com certeza você não entende Niklaus Mikaelson, você... – Ela já começará a chorar muito, até que parou de falar quando disse: você.
– Eu o que Caroline?
– Droga, como eu sou tola. Desculpa, só me deixa, estou lhe ofendendo como se você tivesse haver com tudo o que estou passando, vai embora Klaus, agora! – Ela estava chorando desesperadamente, eu percebia que ela não estava aguentando tudo aquilo.
– Não Carol, não ti deixarei aqui sozinha, passando por tudo isso.
– Me ajuda Klaus, faz parar, por favor, eu não suporto, me ajuda, dói muito! – Caroline gritava chorando. Eu não suportava vê-la assim. Então a puxei e beijei-a. Ficou tudo em silêncio, ela se entregou ao beijo como se fosse sua única saída.
– Klaus me perdoa. Eu estava prestes a desligar minhas emoções quando eu estava deitada e pensando: Quem chegar aqui agora será minha esperança. Eu esperava que Stefan chegasse, mas ele não veio, eu fiquei muito chateada, pensei muitas besteiras sobre você e Camille, mas me perdoe. Até que você me beijou e mesmo com raiva, tive a certeza de que era você, sempre será.
Naquele momento senti uma paz consumir o meu ser e eu queria que acontecesse o mesmo com ela, seria difícil, mas tudo aquilo iria passar, ela ia aprender a superar todo o luto e eu iria ajudá-la.
– Caroline, eu te amo.
– Eu também te amo Niklaus. – Ela falou, pela primeira vez, ela falou que me ama. — Dorme comigo?
– Claro minha princesa. – Então deitei ao seu lado e ficamos agarrados e deitados, Caroline adormecera, parecia confortável e melhor.
Já amanhecera e eu acordei com uma voz chamando Caroline, demorei a perceber e depois vi que era a voz de Stefan. Estava tudo perfeito, não seria ele que iria acabar com aquele momento. Então dei um beijo na testa de Caroline, que continuava dormindo, e desci.
– S-te-fan – falei pausadamente e sarcástico. – Que surpresa pouco agradável.
– Klaus? O que você... – Interrompo-o
– Com certeza não vim aqui lhe ver.
– Caroline não merece estar com você, ela está sofrendo. Você sabe que a mãe dela morreu? – Ele ia continuar, mas Caroline interrompe-o, descendo das escadas.
– Ele já sabe Stefan, contei-o no telefone e ele veio imediatamente ficar comigo. A proposito, ele é a única companhia perfeita. Ele merece sim estar comigo.
– Caroline. Está tudo bem?
– Muito bem! Obrigada! – Falou autoritariamente, confesso que gostei desse fora que ela deu nele. – Você nem sequer pensou em vir aqui, não é? E fica julgando Klaus. Ele agiu melhor que você. Você nem quis comentar sobre o nosso beijo. – Como? Eles se beijaram? Sei que eu deveria estar preparado para aquilo, afinal, eu a deixei para que ela pudesse escolher, mas não me senti confortável em saber do beijo naquele momento.
– Desculpe-me Klaus, eu ia ti contar, não foi legal saber dessa forma.
– Tudo bem Carol.
– Stefan, por favor, saia, não quero discutir, poupe-me de julgamentos, não é hora pra isso.
– Tchau Caroline. Minha intensão não era ti magoar.
– Tchau Stefan – Eu disse.
Caroline estava triste, mas eu sentia que ela estava mais confortável comigo, eu gostava daquela sensação.
– Vou preparar um lanche Klaus.
– Tudo bem, vou tomar um banho e já desço de novo. Quer ajuda?
– Não. – Ela aproximou-se e me beijou e depois eu subi.
Entrei no quarto dela, andei dando uma olhada nas fotografias, quando, por algum motivo olho para o chão e vejo um envelope, parecia uma carta, que dizia: Enzo.
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