Notas iniciais
Olá pessoal, tudo bem?
Como o prometido estou postando a continuação do "Mistério de Caroline Forbes", e espero que todos gostem!
Tenham uma boa leitura e como sempre, nos vemos nas Notas Finais!
Xoxo!

Seus olhos tremem.

A loira caída ao chão há dias abre seus belos olhos verdes com nuances azuis e depara-se com um cômodo velho e caindo aos pedaços. Uma dor dilacerante a atinge no estômago e ela rola pelo chão de madeira, gemendo fracamente em dor, e assim tão misteriosamente como aparece, a sensação horrível vai embora.

Sua boca está seca, a garganta fechada, precisa urgentemente de um pouco de água e algum alimento para suprir suas necessidades mortais, e sem dificuldade alguma a menina se levanta do chão e caminha com os olhos vazios e vagos para fora da casa que havia visitado há dias atrás, talvez semanas, não sabia ao certo, havia perdido a noção do tempo.

Enquanto anda pela cidade, rumo a sua casa, passa-se despercebida por todos, o que é bom, e agradecia por sua roupa negra estar escondendo a evidência da enorme mancha de sangue, agora já seca. Sua aparência não era uma das melhores, afinal havia sangue em seu pescoço e seus cabelos, mas parecia que todos não a viam enquanto passava.

Seus passos são suaves, tão suaves que parecem não tocar o chão, e ela para de andar quando chega a sua casa.

Um suspiro fundo escapa de seus finos lábios, e determinada a moça entra em sua residência, surpresa de que tudo esteja revirado, destruído, na verdade, e todos ali, mortos. Até mesmo os trabalhadores, os camponeses... Tudo, exceto o pequeno Sammy que ainda deveria estar na casa de tia Lucy.

Recolhendo um pouco a barra do vestido para cima, ela pula os corpos jazidos no chão como o seu, e sobe a escadaria para ir ao seu quarto.

A pequena menina de feições angelicais e joviais arruma suas roupas dentro de uma pequena bolsa que por sorte lhe resta, e antes que parta, banha-se para livrar-se da aparência asquerosa que tem, e enquanto a água fria toca o seu corpo que se encolhe levemente de frio, pois o clima predominante do dia não é um dos melhores, ela fita o quadro que seu pai havia gostado tanto. O anjo que havia desenhado por algum grande milagre já que não tinha dons para produzir sequer um boneco de palha. O anjo é bonito, parece ser um anjo bom.

Ela exibe um leve sorriso torto e sai da tina, e seca o seu corpo delicado, logo colocando uma roupa apresentável.

Um belo vestido longo de cor escarlate com um suave decote feito no busto torcido ao meio. As mangas lhe prendem nos braços, e o tecido é fresco, perfeito para o seu novo destino. Malha fria lhe parece mais do que adequado.

Depois de pentear os cabelos e deixá-los soltos ao redor do belo rosto que possuí, a menina joga a bolsa no ombro contento tudo do que poderia precisar de imediato, e com uma última olhada no quarto que nunca mais irá ver, ela sai da casa, determinada do destino que irá seguir.

Niklaus Mikaelson, a imponente besta sugadora de sangue anda de um lado para o outro ao lado do rio que corre atrás de sua casa. Está nervoso, sua mente está uma verdadeira turbulência, como um navio em alta tempestade. Suas mãos estão atrás do corpo, como sempre costumavam estar, e sua expressão é feroz, é bruta, é medonha, e ninguém ousa chegar perto dele quando está raivoso do jeito que está. Ele respira fundo e torna a voltar, mas para quando vê uma bela mulher a beira da água, encarando o rio calmo. Sua roupa é branca, e mais do que nunca parece uma virgem de coração puro. Está incrivelmente linda.

Ela vira levemente o delicado pescoço e o fita, um sorriso inocente lhe preenchendo a face de anjo.

Niklaus empalidece de imediato.

Não crê que o que está vendo é real, não pode ser verdade, ele mesmo havia lhe tirado a vida, tinha certeza de que o havia feito com êxito e perfeição! Mas como...?

O sorriso da menina murcha e sua face retorce-se em dor, e como magia, marcas e sangue começam a brotar em sua pele alva e perfeita. Marcas do que ele mesmo havia provocado. O pescoço... Argh, era repulsivo somente de olhar, estava em carne viva, estava tão profundo que era possível ver o osso!

Ela dá um passo para a frente e cai na água, afundando, desaparecendo, e ele corre até a mesma, jogando-se no rio, caçando-a como um verdadeiro louco, mas tenso percebe que ela não está ali, em lugar algum, mesmo depois de ter percorrido toda a extensão do rio.

Aonde diabos ela havia se metido? Que diabos ele estava considerando aquela visão ser real?

Não era!

Ele rosna, realmente furioso. Não pode, não agora, ter esse tipo de alucinação! Mas não pode mesmo!

A loira sorri para o o marujo do cais, encantando-o, e sem que precise dizer uma palavra sequer, ele a convida para subir à bordo do navio que seguiria para a Europa. De bom grado a moça o faz, pegando em sua mão, deixando-o extasiado com o toque macio e delicado da garota que ainda sorri de forma sensual, e está ainda mais irresistível naquela peça vermelho-sangue que destaca perfeitamente a sua cor e suas curvas feitas para o amor.

Ele a posiciona em frente ao navio, dando-lhe uma visão de tirar o fôlego, e cambaleante se afasta. Ela olha para a imensidão do mar negro e sorri diabolicamente.

Caroline Forbes está de volta.

Notas finais
Então, pessoal, o que acharam?
Deixem seus comentários, assim saberei se querem que eu continue ou não, tudo bem?
Até o próximo!
Bye!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.