The Original
4 Capítulo 4- Começos são só começos...
Notas iniciais
Boa leitura e enjoy!
Música do capitulo: Fuck You – Cee Lo Green
“Eu vejo você dirigindo pela cidade com a garota que eu amo
E eu quero que você vá...
Se ferrar ...Se se se Ferrar!!"
Cantarolei Fuck you de Cee Lo Green na maior empolgação. Eu gostava daquela música. Principalmente na parte do Fuck You. Eu não sou desbocada. Apenas amplio o meu conhecimento de palavras novas.
Enjoy!
Me enrolei na toalha e saí da banheira (ainda) de bom humor. Algo me dizia que aquele seria um bom dia. Pisquei para a ruiva linda do espelho e fui ao closet embutido no banheiro. Por fim, escolhi qualquer coisa e voltei para o banheiro. Ate que não estava tão ruim. Camisa folgada laranja, calça preta com suspensórios, sapatilhas pretas e um chapéu estilo mafiosa. Como não achei o pente e também não estava a fim de procurar penteei com as mãos mesmo. Depois de escovar os dentes já ia por meus pés para fora daquele cubículo quando escuto mungidos, quero dizer, gritos. Sorri de lado. Eu avisei para não mexerem nas minhas coisas.
_ELIZABEHT CORNELIA STUCKER! – Ouvi o meu irritante nome do meio. A megera devia esta mesmo uma fera.
Saí do banheiro assobiando me fazendo de inocente, mas foi impossível controlar o riso. Aquilo estava... Bem... Cômico. Megera mãe e megera filha estavam a ponto de me jogarem escada abaixo. Bem feito. Semana passada as peguei bisbilhotando o meu quarto e quase leram os meus e-mails. Então tomei algumas providencias drástica. Pus ratoeiras por todo o quarto e principalmente nas gavetas. Mas no meu armário tinha uma surpresa diferente. Como Violet, minha prima insuportável de sete anos, tinha fobia a palhaços então... Dei um sorrisinho maléfico. Minha tia tinha ratoeiras por todo o braço e minha prima não parava de berrar por causa do enorme palhaço inflável que implantei no meu guarda roupa.
_O que esta acontecendo aqui? – Meu titio querido apareceu na porta.
_Apenas uma armadilha contra pessoas enxeridas. – Cruzei os meus braços dando um sorrisinho falso.
_Essa sua... ESSA SUA SOBRINHA É O DEMÔNIO!?– Helena gritou retirando uma das ratoeiras.
_Eu avisei para não entrarem aqui. – Rebati.
_ESSA É A MINHA CASA! – A megera gritou novamente.
_E ESSE É O MEU QUARTO! – Retruquei ríspida e lhe dei língua.
_Vou falar só dessa vez, Liam. Ou essa... Coisa ou eu. – Helena falou com desprezo.
_Helena...
_Não estou brincando, Liam.
_Mas...
_Só tem ate meia noite para escolher.
Jogou todas as ratoeiras no chão e saiu puxando Violet que estava em completo estado de choque por causa de Burns (Meu novo palhaço de estimação). Joguei os meus cabelos para o lado e pulei em cima da cama com cinismo. E lá íamos nós começarmos tudo de novo.
_Antes que fale qualquer coisa só quero dizer que sou inocente. – Declarei erguendo os braços e ele grunhiu.
_Não pode fazer isso para sempre, Lizzie. – Balançou a careca em negativa.
_Eu não fiz nada... – Tentei me defender, mas ele cortou minha frase.
_É o que sempre diz todos os dias. –Gritou irritado. _ Foi a mesma coisa que disse semana passada quando tocou fogo nas perucas da Helena, arrancou as cabeças das bonecas de Violet e... – Fez careta._ Contou histórias de terror para o Tom.
_Bom... – Dei um sorrisinho amarelo._ Quanto às perucas aquilo foi meio que um acidente, Violet não tem mais idade para brincar de boneca e Tom... – Ri baixinho._ Ele tinha que saber que Papai Noel não existe.
_Ele não precisava saber. Agora ele esta querendo me processar por ter estragado todos os seus natais. – Me mandou um olhar acusador
_ Então seja menos mão de vaca na próxima vez. –Retruquei dando de ombros e ele bufou.
_A questão é... Isso não pode mais continuar, Lizzie. – Parecia nervoso. Aquilo não era nada bom.
_O que quer dizer?
_Eu gosto muito de você. De verdade. Aceitei que viesse para a minha casa e estudasse no meu colégio. Não estou passando na cara, mas não posso escolher entre você e minha esposa.
_E...? – Temi a sua próxima frase.
_Desculpe Lizzie. – Me mandou um olhar culpado e baixou a cabeça.
Hanner estava esperando que eu explodisse a qualquer momento. Eu já esperava por aquilo então apenas dei de ombros e sorri de lado. Depois de tanto tempo já tinha me acostumado com aquilo. Acho que desde a morte do meu pai tenho andando em uma interminável montanha russa. Cheio de altos e baixos. Minha mãe tinha me mandado para a casa da minha avó, minha avó tinha me mandado para a casa dos meus tios no Brasil, meus tios me mandaram de volta para a casa e minha mãe me jogou aqui e agora... Não sei para onde vou, mas com certeza não seria mais nessa casa.
_Tudo bem. – Escondi a decepção na minha voz me fingindo de forte. Como sempre.
_Arrume suas malas e vá para a diretoria quando chegar.
_ Tudo bem. – Repeti automaticamente.
_Tenho que ir agora. – Dei um aceno fraco com a cabeça e ele saiu do meu quarto.
Não, não estava nada bem. Olhei ao meu redor e suspirei. Teria que começar tudo de novo. Uma nova casa. Um novo quarto. Quem sabe ate mesmo um novo país. Levantei-me da cama desanimada. Se ao menos Bruce estivesse aqui... Balancei minha cabeça afastando aqueles pensamentos.
Não, ele nunca mais voltaria.
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Dei a partida no meu Audi r8 , mas antes de seguir em frente olhei uma última vez para aquela casa e joguei minha cabeça para trás. Do retrovisor deu para ver no momento que o meu quarto explodiu. Não, eu não incendiei a casa. Apenas tinha me garantido que ninguém mais usaria aquele quarto. Ouvi novamente os gritos histéricos então cantei pneu pelas ruas de Nova York. Minha intuição estava certa. Aquele com certeza seria um bom dia.
(###)
_Alguém esta de bom humor. – Emma comentou assim que pus meus pés no corredor.
_Acho que sim. – Dei de ombros pegando alguns livros no armário metálico.
_Vai viajar? – Tyler apareceu apontando para algumas malas que estavam no chão.
_Bom... Ainda não sei, mas não é da sua conta. – Retruquei ríspida. Eu não queria falar sobre aquilo com eles.
_Correção: Alguém estava de bom humor. – Emma cantarolou me fazendo revirar os olhos.
Fomos caminhando tranquilamente para aula de Biologia. Quando digo tranquilamente quero dizer: Caminhando com o Tyler enchendo o meu saco querendo saber se eu estava indo secretamente para marte enquanto eu ameaçava desmembrá-lo a qualquer momento. Fora isso estava tudo normal. Quase normal. Bom... As pessoas estavam meio estranhas. Animadinhas demais para uma cambada de povo sem sal. Parei por um momento para captar de onde vinha aquele alvoroço.
_Entrei na escola errada? – Indaguei irônica.
_Não, é que as pessoas estão assim por causa do discurso da G.O. – Emma comentou sorrindo de ponta a ponta.
_G.O?
_Garota Original. – Emma falou quase que ofendida por eu não saber daquilo._ É como estão de chamando depois do discurso.
_Garota Original? – Repeti revirando os olhos. _ Que idiotice!
_Não é tão ruim. – Emma deu de ombros. _ Apenas observe.
Não entendi o que ela quis dizer, mas a obedeci. Olhei um pouco melhor ao meu redor e fui obrigada a ver cenas assustadoras. Acho que tinham mesmo levando o meu discurso ao pé da letra. Perto de nós havia uma mesa de plástico e uma enorme fila. Acho que não era mais para pegar as porcarias dos convites. Me aproximei mais ainda para entender aquele circo.
Então de repente uma parte do meu discurso veio à tona: “Se quer ir para essa porcaria de festa, vá. Se odeia o seu grupinho medíocre, mude. Se esta cansada de ser invisível, fale. Se acha que esta sufocando por dentro então... Se liberte. A questão é: Se querem progresso façam com as próprias mãos...Me provem que são verdadeiros lideres do progresso!”
Oh , God!
Uma líder de torcida subiu na mesa e se preparou para falar:
_Eu sou Belinda Stron e ... ODEIO SER LIDER DE TORCIDA. – Para o espanto de todos a garota arrancou seu uniforme de líder de torcida. _ E ODEIO VOCÊS SUAS VADIAS. – Apontou para as suas “amiguinhas” lideres de torcida lhes mandando o dedo do meio.
Depois de Belinda, um garoto que vestia roupas caras e tinha um jeito meio afeminado subiu na mesa e declarou:
_Eu sou Henry Moritz e... NÃO SOU GAY! – Jogou a sua echarpe caríssima no chão. _NUNCA FUI GAY E NEM PRETENDO SER GAY. APENAS FINGI SER GAY PARA CONSEGUIR ENTRAR NO CLUBE DE TEATRO E ME APROXIMAR DA GAROTA QUE AMO. – Apontou para uma garota negra e linda._ Jammie Hurg... Eu te amo!!!
Pulou da mesa e foi ao encontro da garota lhe tascando um beijo desentupidor de privada. Seus antigos amigos coloridos ficaram meio que revolte´s. Depois de Henry uma garota gordinha e sardenta subiu em cima da mesa.
_Eu sou Darlly Sullivan e... SEMPRE QUIS SER STRIPPER! – A garota gritou assustando a todos.
A garota estranha tentou tirar a blusa, mas alguém a impediu. Graças a God. Acho que eu teria pesadelos com aquilo. Aos poucos mais segredos absurdos eram revelados. Eu não esperava por aquilo. Todos pareciam vomitar o que já estava guardado há um bom tempo. Desde declaração de amores platônicos a ameaças de castramento. Tudo desenrolava naturalmente. Então , quando menos esperei , Emma subiu no palco. A encarei de olhos arregalados. Será que ate as santinhas tinham segredos?
_Bom... Eu sou Emma Collins e... SOU E SEMPRE FUI APAIXONADA PELO MEU MELHOR AMI...
E antes que Emma pudesse completar a frase a puxei da mesa a obrigando a descer. Não me julguem ou me odeiem. Eu não quis cortar o barato de Emma, mas não podia deixar que ela fizesse isso. Não sei bem, mas tive uma espécie de Dejavú. E mesmo que não aceitasse a ideia (Ainda) de tê-la como amiga não podia deixar que Emma cometesse os mesmos erros que eu. Não seria justo. Emma me encarou confusa e apenas dei de ombros e subi na mesa. Alguém tinha que acabar com aquilo.
_Eu sou Lizzie Stucker e... NÃO TENHO PRECOCEITOS... — Todos sorriram esperando um discurso bonitinho da garota problema.__... ODEIO TODOS IGUALMENTE.
Todos me encararam chocados e então a gritaria recomeçou. Algumas pessoas estavam decidindo se me espancavam ou não, mas nesse meio período alguém também subiu na mesa. A pessoa apertou o meu braço com força e me virei automaticamente dando de cara com o meu professor de literatura. Ele não parecia nada feliz.
_E eu sou Nicholas Hudson e... E VOU COLOCAR TODOS EM DETENÇÃO SE NÃO DESAPARECEREM NO TRÊS. – Ergueu os dedos._ UM. – Ninguém se moveu._DOIS. – Só um pouquinho. _ TRÊS! – Não tinha mais ninguém no corredor.
_COVARDES! – Gritei irritada.
_Aprontando de novo, Stucker? – Cerrou os olhos apertando ainda mais o meu braço.
_Não dessa vez. – Falei sincera.
_Acho que tem um serio fetiche por problemas, sabia? – Comentou carrancudo.
_Talvez. – Dei de ombros._ Tenho fetiches por outras coisas também... — O encarei de cima a baixo e sorri sacana._ Mas não veio falar deles, certo? – Pisquei o olho e Nick grunhiu.
_O diretor Hanner esta te chamando na diretoria. – Falou frio tentando não me encarar. Parecia preocupado ou nervoso com alguma coisa.
Sinceramente? Eu não estava a fim de conversar com o meu tio agora. Não estava nem um pouco animada com minha possível passagem só de ida para a Suíça. Bom... E ate que gostava dos meus joguinhos de palavras com o meu professor de literatura. Vê-lo irritadinho e nervoso. Era... Bem... Sexy.
_Mas podemos conversar só um pouquinho sobre os meus fetich... — Ele me mandou um olhar feio._ Ou eu posso ir para a diretoria agora mesmo.
Ele fez gestos com a cabeça para que eu me mandasse dali. Revirei os olhos e pulei da mesa. Rebolei poderosamente pelo corredor e antes de dobrar para o próximo corredor me virei para encara-lo. Nick já estava me olhando de braços cruzados e olhos cerrados como se estivesse pensando em algo perturbador. Não sei bem, mas ele me lembrava... Balancei minha cabeça em negativa. Apenas sorri e continuei o meu caminho rumo à diretoria.
_Mandou me chamar? – Fui logo entrando sem bater.
_Sente-se. – Meu tio exigiu e o obedeci à contra gosto.
_Ligou para minha mãe? Contou que me expulsou de casa? Quando vou para a Suíça? – Eu estava tão nervosa que não conseguia parar de falar. Quase tive uma crise de riso por causa do nervosismo.
_Não liguei para sua mãe então não vai para a Suíça. E não te expulsei de casa apenas vai ficar fora por alguns dias.
_Então porque me chamou aqui? – Perguntei mal humorada.
_Bom... Preciso acalmar a Helena antes de você voltar para casa então... — Hesitou._ Acho que só a uma pessoa nessa cidade capaz de por adolescentes problematicos na linha.
_Não acredito em Papai Noel também. – Falei debochada.
_Muito engraçado, mas não estou falando do Papai Noel. – Ele começou a andar de um lado para o outro. Parecia me preparar para uma noticia meio bombástica ou no mínimo assustadora.
_Quem é a pobre alma que vou infernizar? – Exigi impaciente.
_ Bom... Sei que andou tendo uns probleminhas com ele essa semana, mas... Nick Hudson, o seu professor de literatura.
Eu deixei meus livros caírem no chão assim como a minha boca. Meu tio me encarava com um sorriso amarelo esperando uma resposta. Eu fiquei calada por um tempo ate que... Juro que foi mais forte que eu... Acabei tendo a maior crise de riso da minha vida. Ate tentei me controlar, mas não estava dando.
De duas, uma.
Ou eu estava muito nervosa por causa dessa situação absurda ou eu tinha mesmo gostado daquilo.
Oh , God!
Aquilo não tinha como dar certo ,tinha?
Notas finais
Recomendem, comentem e, por favor, não desapareçam!
XoXo Geek M.
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