The Only Hope- Marked For Death
2 Lying On Blood
Notas iniciais
Era o aniversário de Hope, dezesseis anos passaram-se, e com o tempo Hope crescera, transformando-se em uma bela garota, que foi abençoada com os mais belos traços cujo assentavam com o formato de seu rosto, tinha belos e longos cabelos castanhos de um brilho ofuscante e que eram tão macios quanto veludo, tinha uma estatura baixa, porem tinha um físico invejável, tendo as mais belas curvas, os seus olhos eram de um verde penetrante que combinavam com seu olhar marcante e decidido e na maioria das vezes sombrio, os seus lábios continham uma cor avermelhada de natureza, e seu jeito de agir e pensar lembrava o de seu pai, o pai que nunca vira.
Era um fim de tarde normal, Hope estava tirando um cochilo, e Rebekah se encontrava na sala de estar, lendo uma revista que acabara de comprar quando estava voltando das compras de bolsas de sangue. Rebekah ainda ficava receosa de deixar Hope se alimentar direto de pescoços, por que sabe que se ela o fizer, despertara o seu outro lado, o lado lobisomem, onde sabia que ela ia ter horas e mais horas de sofrimento, dor e angustia.
–Hope, acorde querida, o pôr-do-sol esta muito bonito para você ficar aí dormindo, e lembre-se hoje é o seu aniversário, vá sair, fazer alguma coisa- Gritou Rebekah gentilmente levantando-se e caminhando graciosamente até a biblioteca, afim de achar um livro para que pudesse novamente se afundar no mundo das palavras- E se não estiver na minha frente em 5 minutos, irei subir com uma generosa dose de verbena e você não gostara do que farei com ela-Falou ela com um tom mais alto e rude.
Rebekah deu um sorriso quando ouviu alguns muxoxos do andar de cima, sabia que Hope a ouvira.
Lá em cima Hope, se espreguiçava como um gato quando acorda depois de horas de sono. Ao lado de sua cama havia um criado mudo onde tinha um relógio, era 17:26.Hope fez uma careta e sentou-se na cama, estava com o cabelo desgrenhado e com o rosto todo marcado.
–Rebekah, eu só gostaria que você me deixasse em paz, pelo menos no meu tão falado aniversário- Hope falou apoiando os pés no chão e sentindo o ar gélido entrar por trás, sabia que Rebekah estava na porta.
–Hope, seja mais sociável com o mundo lá fora, você só vive trancada nesse quarto- Rebekah disse andando até a janela e a abrindo rapidamente, para que Hope não pudesse nem ao menos pestanejar.
–Que inferno Rebekah, me deixa em paz pelo menos uma vez.
Rebekah olhou para Hope inexpressiva e a encarou alguns segundos.
–Apenas tome banho, vista-se e desça, já renovei o estoque de bolsas de sangue — Falou naturalmente, já estava acostumada com as grosserias de Hope.
–Hum...- Murmurou Hope olhando além da janela, via o mundo lá fora, via os prédios de Los Angeles, e o sol se pondo vagarosamente.
Rebekah saiu em passos vagarosos, e bateu a porta. Só assim Hope levantou-se e foi em direção ao seu armário para escolher uma roupa. O armário foi revirado, mas pelo menos ela achara a roupa que queria, uma calça Jeans preta rasgada nas pernas, uma regata escrita "Not worth loving", um Converse preto, e uma bolsa tiracolo preta com pedras douradas fazendo a forma de uma caveira (Look Da Hope), depois de procurar tanto ela jogou as roupas em cima da cama e foi tomar um banho.
Ela prendeu os cabelos, em um coque alto para que não os molhasse, tirou as roupas e entrou no chuveiro, a água estava com uma temperatura agradável, tão agradável que Hope esquecera de tudo, e apenas ficou ali sentido a água colidir com a sua pele, depois de mais 7 minutos debaixo d' água, ela saiu e secou-se, e logo após se enrolou na toalha e foi em direção a sua cama. Parou alguns segundos e observou a roupa, como se para ter certeza se era aquela mesma que queria usar, decidida sentou-se e vestiu-se. Quando acabou foi olhar-se no espelho do banheiro e estava perfeitamente bonita, aproveitando que já estava no banheiro
escovou seus dentes, quando terminou secou o rosto e foi andando em direção a cômoda onde pegou algumas coisas como: Uma piranha de cabelo, seu celular, lápis de olho, spray de pimenta- Mesmo que não precisasse, já que tinha uma força desconhecida humanamente, e tinha suas presas que poderia dilacerar qualquer um em segundos-, um livro que cabia perfeitamente em sua bolsa e a carta de sua mãe, que encontrara aos 11 anos na mala que estava guardada no porão.
Quando Hope descia as escadas calmamente, viu Rebekah lendo alguma espécie de livro, era um livro desbotado e com folhas amareladas.
–Tem uma bolsa de sangue no freezer, pegue.
Hope não respondera, mas foi pegar a bolsa de sangue que tanto ansiava. Bebeu o seu conteúdo em 5 segundos.
–Vou indo- Falou Hope parando em frente a tia-Acho que demorei mais de 5 minutos, peço irreverentes desculpas- Falou Hope irônica e com um olhar inexpressível.
–Para onde esta indo?- Rebekah perguntou fechando livro e o apoiando sobre as pernas
–Não sei, Los Angeles é meio grande, e também não sei que horas voltarei, então não precisa me esperar para nada.
Quando Rebekah iria responder, Hope já não estava mais lá
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Hope tinha ido para um bar naquela noite, e tinha bebido bastante, mesmo sabendo que Rebekah nunca deixaria.
Ela estava explicitamente bêbada,tão bêbada que ela andava desnorteada pelas ruas, se batendo em carros e postes. Algumas janelas que via ainda estavam com as luzes acesas, estranho pois já eram 23:48, então andando mais e mais, se viu faminta novamente, o que não era bom, e por mais e mais horas andou, até que a fome ultrapassou os limites fazendo-a ansiar por uma boa dose de sangue, ela queria se alimentar não importava como.
Passava por becos e vielas, até que viu uma mulher passando em meio a escuridão da avenida, não tinha mais ninguém na rua, apenas Hope, e a inocente futura vítima do 'ataque de um animal'. Hope aproximara-se sorrateira, mas com passos largos e rápidos.
–Com licença, estou muito faminta me ajude.- Disse Hope com um olhar fraco, por causa da fome, ela sentia que tudo ia cair, ia desmoronar, ela se sentiu indefesa.
–Eu não tenho comida, nem dinheiro aqui- Falou a mulher sentindo-se receosa pela abordagem inesperada.
Então Hope levantou o rosto, fazendo a mulher espantar-se, ela tentou gritar, mas não conseguia, Hope transformara-se em um demônio, as veias saíram rapidamente abaixo de seu olhos e os mesmo ficaram vermelhos como brasa, sua boca abriu e dela grandes e pontudas presas puderam ser vistas.
–O que você é?- Falou a mulher espantada, com medo e chorando, estava apavorada com tal transformação, como uma menina tão jovem e indefesa, se transformara naquela coisa horrenda?
–Eu sou o que ninguém deseja ver numa sexta-feira a noite, sou um demônio que vaga pela escuridão por toda a eternidade- Hope disse olhando diretamente nos olhos da mulher que suplicava por sua vida, sabia que iria morre, e então Hope dera um sorriso irônico e avançara.
E assim Hope usando a sua rapidez de vampira, apoderou-se da alma daquela mulher inocente, Hope cravara suas presas,rasgando o pescoço da pobre mulher, e o sangue cai cada vez mais, Hope se sentia bem, é sempre assim para qualquer vampiro que nunca bebeu o sangue de um pescoço,é uma sensação única, como se o vampiro renascesse, como se os seus poderes aumentassem, e assim o sangue quente lhe escorria da boca, e a mulher não gritava mais, a mulher não respirava mais, ela estava morta, e só ai Hope a deixou cair no chão, inerte, e a observou. E lá a mulher ficou.
Deitada sobre o próprio sangue.
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