The Only Hope- Marked For Death
26 Always and Forever
Notas iniciais
"The darkness always comes, slow or fast, but it always consumes you"
Era madrugada, Hope perdera o sono e se sentara no parapeito da sua janela. Ficou ali sentindo a brisa fria balançar seus cabelos e se fundir com sua pele. Respirava fundo, sentindo o ar lhes envadir os pulmões.Tinha o rosto calmo, mas agitado, se sentia um misto de emoções. Quando um vento forte lhe sacudiu bravamente os cabelos, abriu um sorriso e apenas queria que isso não acabasse mais, sentia liberdade transbordar por cada parte de seu corpo, se sentia viva, e pela primeira vez na vida pensou em querer ser humana, pensou em querer sentir cada sentimento como uma pessoa normal, amar como uma pessoa normal, viver como uma pessoa normal, pequenos momentos de paz que consumiam todo o seu ser
–Não consegue mais dormir, querida?- Ouviu uma voz masculina emergir do escuro na porta do quarto. Pelo cheiro do perfume que a pessoa usava e pela voz ela deduziu ser Klaus
–Sim, está difícil conseguir dormir esses dias- Ela falou virando um pouco o rosto e observando a sombra escura que se movia tomando forma a medida que andava a sua direção, Klaus tinha uma expressão serena no rosto
–Eu ficava nessa janela todas as noites imaginando como seria quando você voltasse- Klaus falou cruzando os braços e observando a rua do lado de fora. A claridade iluminava seu rosto deixando ele com um olhar misterioso- Como seria um lugar seguro para você quando voltasse para sua casa, um lugar onde o mal não estivesse tão perto e que a dor não existisse tanto como existe
–As vezes isso é bom, pai- Hope falou o fitando e depois direcionando o olhar para frente em um ponto infinito no qual encararia por muito tempo se dependesse dela- As vezes o perigo nos fazem ser fortes. As vezes os inimigos nos ensinam a como lutar.
–E as vezes a dor nos ensina a sermos um pouco paranóicos- Ele falou rindo baixo- Sempre há uma linha tênue em tudo na nossa vida. A paciência e a pressa, a agitação e a quietude, a confiança e a decepção. Temos apenas que saber por onde seguir. Agora se deite e tente dormir, amanhã é um novo dia, uma nova página para sua história-Ele falou a beijando no topo da cabeça e logo após sumindo na escuridão do quarto. Hope so tinha certeza que ele já não se encontrava mais em seu quarto quando ouviu a porta sendo fechada vagarosamente
A garota deu um surpiro forte e levantou do parapeito onde observava a rua do lado de fora e com um pulo se jogou na cama. Ficou alí durante um bom tempinho encarando o teto enquando milhares de pensamentos invadiam a sua mente, então simplesmente se virou colocando o rosto no travesseiro quando sentiu uma lágrima quente escorrendo pelo rosto. Não queria ser fraca, não queria ser vulnerável, sempre lutou tanto contra a fraquesa, e estava sendo tomada por ela. Então depois de muitas lágrimas caírem simplesmente caiu no sono
Dormia como um anjo, um anjo rodeado de escuridão, onde não se podia ver uma pequena faicha de luz, onde seus demônios lutavam internamente e onde seus demônios queriam a consumir, e se eles conseguissem, tudo sairia do controle e a esperança poderia virar o pesadelo e tudo estaria acabado.
(...)
O elevador subia e Hope sentia um frio de êxtase. A um bom tempo não via Derek, não conseguia falar com ele por que onde ele estava não tinha sinal então tudo dificultou o contato entre eles. Quando as portas do elevador se abriram ela deu uma última sacudida nos cabelos e andou até a porta no quase fim do corredor. Tocou a campainha e esperou um pouco até que Derek foi abrir
–Ei, que saudade senti de você-Ele falou quando abriu a porta e viu Hope, a abraçou pela cintura e a levantou poucos centímetros do chão. Hope sentiu um cheiro bom quando encostou sua cabeça no pescoço dele, um cheiro amadeirado, ela amava aquele tipo de perfume
–Também senti sua falta- Ela falou entrando no apartamento do garoto quando já havia se soltado daquele abraço apertado- Vamos, me conte como foi em Ohio com sua avó e seus primos
–Normal, nada de mais aconteceu, fiquei com alguns primos, saímos para nadar, e só isso- Ele falou com um pouco de desânimo se jogando no sofá totalmente desajeitado ao lado de Hope- E o você?O que fez?- Ele falou a olhando com o canto dos olhos
Hope exitou, não sabia se contava sobre Matthew, sobre tudo, não queria envolver ninguém em seus problemas, não queria envolver ninguém em seu labirinto. O celular começou a tocar a impedindo de começar a falar alguma história inventada
–Vou atender-Ela falou pegando o celular na bolsa e andando até a janela, se sua intenção era que Derek não escutasse seria falha, já que ele tem super audição
–Hope- A garota sentia tudo que mais temia quando ouviu a voz de Jenny gritando e arfando- Eu preciso de ajuda.
–O que está acontecendo? Onde você está?- Hope falou um pouco aflita fazendo Derek levantar e ficar em sua frente preocupado
–Tem pessoas atrás de mim-Ela falava correndo e a voz falhando-Eu estou chegando perto do lago Lakery, eu não vou conseguir correr por mais tempo- Ela falou com a respiração pesada e a ligação caiu
Hope pegou o celular e começou a discar algum número enquanto correndo pegava a bolsa e as chaves do carro, tudo que mais temia estava acontecendo, e no fundo sabia que alguém não voltaria para casa naquele dia.
–Hayley, preciso da ajuda de vocês- Hope começou a falar assim que a mãe atendeu ao telefone, não deixando a mesma nem dizer "Alô"- Ponte Lakery. Rápido.
–O que está havendo?-Hayley perguntou enquanto cochichava algo com Klaus para ele ir pegar o carro e Hope conseguiu ouvir ele falando a mesma coisa que a mãe, 'O que está havendo?'.
–Queria ter tempo para explicar, mas sei que se parar para fazer isso posso não ter chance de salvar uma vida- Falou desligando o celular e entrando no carro no lado do motorista enquanto Derek entrava e sentava no lado do passageiro.
Para o alívio de Hope a estrada até o lago Lakery estava vazia, nenhum sinal de carro, as vezes um ou dois, mas nada que atrapalhasse ela na velocidade que ia. Quando estava alguns quilometros do lago conseguiu ouvir um grito alto vindo da mata fechada que ficava próximo ao Lakery. Saiu correndo e bateu a porta do carro um pouco forte, estava aflita e admitia que sentia medo. Não queria que ninguém se machucasse, não queria que ninguém morresse por besteiras que ela fazia, nunca quisera isso, por isso nunca teve amigos nem amou ninguém, mas agora sentia que tudo estava por um fio
–Jennifer- Gritou quando viu folhas se mexendo, e para seu alívio e preocupação era uma Jenny suja e ensanguentada, a primeira coisa que fez foi abraçar a garota que caiu de joelhos no chão
–Não podemos parar, eles estão se aproximando- Jenny falou e juntamente com Hope observou o garoto que estava no carro vim rápido e pegar a loira nos braços
–Vamos, abra a porta para mim, quanto mais tempo ficarmos aqui, mais perto estaremos de morrer- Ele falou andando em passos largos até o carro onde colocou Jennifer sentada no banco traseiro, depois entrou no carro ao lado de Hope e respirou fundo
–Temos que sair daqui, se queriam pegar ela, ainda estão vindo- Hope falou e congelou quando olhou o retrovisor do carro e viu algumas pessoas se aproximando- Droga- Falou batendo no volante e acelerando o carro
–Vai- Derek gritava-Acelera.Acelera- Estava ficando bem nervoso com toda aquela situação
O carro ia rápido, estavam chegando próximos ao lago Lakery e ficaram um tanto aliviados quando viram o carro de Klaus parado e Hayley tentando falar com alguém, mas ainda estavam sendo seguidos por todos aqueles vampiros que corriam rápido na direção deles. Klaus não esperou nem o carro onde Hope estava parar e foi na velocidade sobrenatural arrancando corações e cabeças sem piedade de mais de 20 vampiros. Os que conseguiam passar Hayley terminava o serviço.
–Calem a boca- Derek falou repreendendo Hope e Jenny que falavam altas e juntas ao mesmo tempo- Saiam do carro. Agora- Com o silêncio conseguiram ouvir um apito baixo. Um apito que não deixou Hope muito feliz. Uma bomba
Quando foram ter a reação de sair do carro, não havia mais tempo, o carro explodira tão rápido que Hayley e Klaus só conseguiram parar e ficar em choque. As chamas subiam altas e a fumaça preta se dissipava no ar, tudo estava perdido?
(...)
–Onde está Jenny?- Falava Hope torssindo do lado de fora do carro jogada sobre o corpo de Derek- Vamos, levante. Você é vampiro isso não vai te matar- Levantou e esticou a mão para ajudar o garoto que levantou com um pouco de dificuldade
–Vamos esperar a fumaça baixar um pouco- Ele falou segurando a mão de Hope- Venha- Falou a guiando para o lado onde Klaus e Hayley estavam e os dois receberam abraços apertados de Hayley que respirava aliviada
–Onde está Jennifer?- Hope falou começando a chorar- Onde ela está?- Gritou chorando e avistou o corpo da garota no chão. Estava deitada, tinha algo a perfurando e ela não conseguia se mexer. Hope parou incrédula a olhando. Conseguiu o que não queria que tivesse acontecido, pessoas morreram por suas escolhas, pessoas morreram pelo seu orgulho, pessoas morreram por ela.
Hope foi se arrastando até o corpo da amiga que ainda tinha uma fina faísca de consiência, as lágrimas não perdoavam em cair e embaçar sua visão
–Jenny, me desculpe- Hope falou quando chegou perto da garota totalmente suja de sangue- Isso tudo é culpa minha, não era para você e sim para eu estar ai- Hope falou dando um forte murro no chão- Você não pode morrer agora, não pode, Jenny, beba meu sangue isso vai te salvar- Ela sentia as lágrimas descerem quentes pelo rosto. Segurava a mão de Jenny que ainda tinha força para apertar um pouco sua mão
–Hope, isso não é culpa sua e não vou beber seu sangue, esse é meu destino- Ela falou abrindo um sorriso pequeno e fraco- É a vida, todos temos que morrer um dia. Me sinto grata de morrer sabendo que te conheci, e que pude cultivar uma amizade com você, agora me prometa que vai seguir em frente, em vez de se agarrar em coisas que você não ver poder mudar mais. Seja forte por mim, eu sei que você consegue, você não pode se culpar eternamente, e eternamente para você é muito tempo. Você tem pessoas que te amam e que vão ficar com você, agora pare de chorar e sorria, pense nos momentos que passamos e agradeça por pelo menos termos tido esses pequenos momento
–Sou mentirosa, traidora e duvido até que Deus me salve, Jenny- Ela falou chorando mais ainda- Eu não vou conseguir seguir em frente sabendo que por minhas escolhas você não vai poder mais viver. Você podia viver uma vida que você sempre quis, feliz, mas eu tirei isso de você, Jenny. — Ela falou apoiando a testa sobre as costas da mão de Jenny
–Não adianta se culpar mais Hope, siga em frente- Jenny falou e com seu último suspiro não se ouvia mais seu coração, não se ouvia mais sua voz, não se ouvia mais suas risadas e elas nunca mais seriam ouvidas, porque tudo tinha acabado. Hope ainda segurava sua mão, as lágrimas caiam pesadas, algo tinha morrido dentro de Hope, uma parte dela havia morrido, ela acabou com a vida de uma das pessoas que ela mais prezava
–Não. Não. Não- Ela gritou o mais alto que podia e caiu no chão, não tinha mais forças, não queria ter mais forças. Klaus chegou por trás dela e se ajoelhou, tinha um olhar melancólico, a garota chorava e a presença do pai a abraçando a fez chorar mais ainda
–Acalme-se, querida- Klaus falava afagando-lhes o cabelo- Estamos aqui agora- Ele falou a apertando mais ainda no seu abraço a querendo confortar e então Hayley também se ajoelhou ficando os três em um abraço apertado
–Eu não consigo- Ela chorava e sua voz travava- Eu não consigo. Não consigo- Ela falava chorando- Eu a matei, minhas ações a mataram, meu ego a matou, meu jeito a matou, não era para ela estar morta era para eu estar morta, por que essa é a realidade, eu não penso nas pessoas, eu me mato por dentro e mato as pessoas por fora, eu sou um monstro, um demônio amaldiçoado a viver eternamente sentindo a dor de ver as pessoas que amo partirem, um montro incapaz de amar, um monstro incapaz de viver com outras pessoas, porque sempre acaba as ferindo, sempre acaba as matando. Por que é isso que nós indicamos, nós indicamos morte, nós indicamos dor, nós indicamos perda, nós indicamos escuridão, nós fomos amaldiçoados sempre e para sempre, eternamente.
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