The Only Exception
2 Easy.
Notas iniciais
Chapter 2 – Easy
DongJun POV
Mais uma vez senti aquele vazio, um pouco incomodo, não faço idéia do porquê desse vazio. A primeira vez que senti, foi quando descobri o relacionamento dele com o HyungShik. Eu sabia que esse sentimento era relacionado a ele, mas por que?
Eu tremia, não conseguia me conter. O coração apertado, as mãos suando frio, todos fingiam está tudo bem, mas eu simplesmente não conseguia. A imagem dele caindo no sofá como se... Ah... Não para de rodar na minha mente. Eu precisava vê-lo. Encolhi com o vento frio que bateu no meu rosto, tentando controlar meus sentimentos. Era a primeira vez que via ele daquele jeito.
Ele estava tão pálido e tão frágil. Eu só queria abraça-lo.
Meus olhos vagavam uma escuridão que não fazia diferença pra mim. Eu só pensava nele.
- Tá frio! — Ouvi a voz do meu colega de trabalho e afirmei de leve com a cabeça, tentando disfarçar o turbilhão de sentimentos que estavam amontoados em meu coração — Ele tá bem, só precisa descansar e organizar a mente dele.
Desviei o meu olhar para o líder do grupo e suspirei, ele sempre adivinhava o que nem eu sabia. Encolhi meus ombros, voltando a atenção à rua escura. Sentei na escada que tinha na entrada do nosso dormitório, sabia que ele faria o mesmo. Ficamos muito tempo em um silêncio constrangedor e chato, eu queria falar, mas não conseguia. Com ninguém eu conseguia aquilo, nem mesmo com o HyungShik que tinha se tornado meu melhor amigo com o passar dos dias, mas não era preciso falar com o líder, ele sempre lia nossos pensamentos, organizava e nos dava os conselhos perfeitos. Talvez seja por isso que tinha sido escolhido para nos liderar.
- Sabe qual é o problema no nosso grupo? — Voltei a atenção a ele, não precisava responder aquela pergunta, mesmo que precisasse, eu não saberia responder — Somos inexperientes, não sabemos muito sobre sentimentos. Trabalhamos tanto, nos esforçamos muito, não temos tempo pra aprender o que um adolescente normal aprende, não sabemos ser amigos, não sabemos cuidar um do outro, não sabemos amar.
- Amar, essa palavra nem faz sentido pra mim.
- Talvez faça — Desviei o olhar ao término da frase, o olhar intenso do líder sobre mim, tornou mais difícil ainda entender a mim mesmo — Eu vejo, todos os dias, dois idiotas destruindo seus corações por medo de uma coisa que num faz sentido algum. Eu vejo, um homem, adulto, sensato, se matando aos poucos por não ter coragem ou talvez, estupidez o bastante pra ignorar tudo e arriscar. E um rapaz, tolo e ingênuo, agir com indiferença, enquanto seu coração está implorando para uma atitude impensada.
- Eu num sei do que está falando, JunYoung.
- Você sabe DongJun, você é o único que tem certeza, mas quer de todas as maneiras ignorar. O DongJun que eu conheço, não pensa em si, não age assim — Observei o mais velho se levantar e se espreguiçar de leve, um suspiro cansado escapando de seus lábios — Eu perdoaria mais uma estupidez sua, se voltasse a ser o maknae tolo de antes.
Não tive tempo de pensar em uma resposta, as palavras dele agindo dentro de mim. Era isso, talvez, que eu precisava para organizar as coisas. Ehr, não tinha mais como negar, não tinha mais como pensar como se não soubesse o que acontece aqui. Eu sentia algo pelo rapper, não era um sentimento idiota que pudesse ser ignorado, era especial e complicado, me causa sensações gostosas e ao mesmo tempo estranhas.
Suspirei mais uma vez, precisava agir e seria agora.
Dongjun POV end
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Tinha acabado de acordar, tinha acabado de se recuperar do susto que até mesmo ele tinha sentido. Estava conseguindo voltar a se adaptar a rotina, quando mais uma estupidez do mais novo de seu grupo lhe tirou de seu mundo novamente. Não estava em um hospital e nem mesmo em um posto médico, não estava esperando ser ouvido por um médico e muito menos um enfermeiro, mas ainda sim considerava grave a falta do mais novo.
A febre alta, a respiração pesada, aquilo estava matando-o aos poucos.
Se sentou ao lado dele, levando a mão novamente a sua testa. Como ele poderia ter sido tão irresponsável? Suspirou, controlando sua paciência.
Observou ele abrir os olhos e fitá-lo, inocentemente, o rosto corado mostrava o que a temperatura do corpo comprovava. Encolheu os ombros, sentindo que não conseguiria mais se conter. Mais uma possibilidade de perde-lo por estupidez do próprio maknae.
- Por que faz isso? Por que me coloca em situações assim? — Sussurrou para o jovem, não esperando mesmo uma resposta. Levou a mão ao próprio rosto, suspirando.
- Eu queria comprar uma coisa pro hyung — Ouviu a voz doce e infantil dele, era demais pra sua própria sanidade, era demais pro seu próprio mundo — Chovia, não consegui chegar lá a tempo, mas eu tentei hyung.
Se levantou, indo até a janela. Não disse mais nada, não diria mais nada. Fitava a rua do bairro onde ficava seu dormitório quando sentiu braços envolverem sua cintura. Sentiu seu coração falhar em uma batida, arregalando os olhos, quando fez menção em dizer algo, ouviu aquela voz fraca e inocente.
- Eu queria algo pra criar coragem — Ouviu sua respiração pesada, ele tinha passado dos limites — Quero coragem pra dizer...
- O-o que? — Sim, ele tinha gaguejado, mas como não gaguejar se seu coração batia em um ritmo descontrolado, aquelas mãos apertavam seu corpo contra o dele, talvez temesse que se afastaria.
- Eu te amo.
O coração do mais velho falhou em uma batida, voltando a bater tão forte e acelerado que pensou que morreria ali mesmo, tornando a respiração dele mais ofegante.
Ele só poderia está brincando, só poderia ser uma piada. Retirou as mãos do jovem de sua cintura e se afastou, fitando-o. A imagem frágil dele lhe fazendo pensar se era realmente ele ou se estava delirando, ele parecia muito doente e também parecia bastante consciente de seus atos.
- Desde quando? — Aquela pergunta simplesmente deslizou de seus lábios, não tinha noção do que pensar com tudo aquilo.
- Desde... quando você quase foi tirado do grupo, eu me senti tão vazio e triste, precisava de você, só não tinha certeza que o amava.
- Isso foi antes de sermos lançados, por que não falou antes? — O tom seco do mais velho fez com que DongJun estremecesse, talvez não fosse uma boa idéia ter confessado o que sentia.
- Tive medo.
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DongJun POV
Confessar aquilo se tornou um pouco doloroso, o meu medo era exatamente por não ser como uma pessoa imagina que seja, o que eu esperava na verdade. Eu não esperava que ele fosse romântico, um príncipe encantado, mas aqueles olhos negros sem qualquer tipo de sentimento, secos e a expressão firme do rapper não eram exatamente o que esperava de verdade. Desviar o olhar foi inevitável, os olhos marejarem também e a dor em meu peito, era como se o mundo perdesse toda a cor, como no dia em que ele havia sido dispensado na época em que éramos trainee.
Naquele dia, eu não tinha o outro por perto, não senti o dedo dele tocando meu rosto e nem mesmo meus olhos se encontraram com os dele, a sensação que cada toque me causava era algo que me surpreendia sempre, não era a primeira vez e nem mesmo seria a última, mas sempre seria algo inédito.
- DongJun — Estremeci ao ouvir o meu nome sendo dito naquele tom tão sensual, tudo nele parecia perfeito demais para um ser humano normal e o engraçado era ter esse ponto de vista diferente agora, eu nunca olhei pra ele como olhava agora e... como nunca havia percebido isso?! — DongJun, é melhor se deitar...
Deixei ser guiado por ele até a cama, estava realmente fraco e sentia um frio imenso, mesmo usando roupas de frio e que deveriam fazer o calor do meu corpo se acumular ali, nada fazia aquele frio cessar. Me acomodei no colchão da cama de solteiro e esperei que o mais velho ficasse comigo ali, mas um toque simples depois de ter coberto meu corpo com o edredom e ele havia se afastado.
- HeeChul? — Sussurrei, fraco demais pra usar um tom mais alto que aquele, mas necessário para ele parar próximo a porta e desviar o olhar para mim — Deita comigo, estou com frio.
E agradeci a Deus por ele ser tão vulnerável aos meus pedidos, senão não aconteceria dele se deitar ao meu lado e me abraçar carinhosamente como sempre fizera, cuidadoso e... carinhoso demais. Fechei os olhos, aproveitando aquele contato e sem conseguir me conter mais nenhum segundo, deixei que meus lábios tocassem os deles delicadamente, esperava que pelo menos aquele toque o fizesse acreditar no quanto amava aquele homem.
Foi um toque superficial, mas necessário para que o meu coração me sufocasse com a força de suas batidas, o frio não existia mais e nem mesmo o vazio que eu carregava em meu peito desde o dia que eu descobri que o amava.
- Eu te amo DongJun — E finalmente pude ouvir aquelas palavras, abrindo os olhos para ter certeza de que não estava vivendo um sonho ou uma alucinação. E tudo que eu fiz foi lhe dar um sorriso sincero e carregado de sentimentos, antes de tudo escurecer quando cedi ao sono.
Não me importei com o tempo que fiquei fora dos palcos, no quanto tive que trabalhar para voltar a acompanhar o grupo. O trabalho excessivo e o cansaço não acabariam com a felicidade que o rapper começou a me proporcionar depois daquele dia, não nos separávamos nem um instante possível e ele sempre me lembrava que não era um sonho, nunca foi na verdade. Finalmente, uma das minhas maluquices acabou me fazendo bem e se eu pudesse, faria tudo de novo.
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