The Only Exception

30 Capítulo 30 - Retorno da The Only


Notas iniciais
Será que ainda tem alguém que ainda tem esperança de que ela retornaria? Espero que sim, pq ela retornou. Recebi vários pedidos (um em particular diariamente, não é dona Elô? rsrsrs) para voltar a postar essa Fic, que sinceramente me surpreendeu o tanto de gente que até hoje ainda fala dela. Bom, primeiraente, desculpa pela falta... Não vou dizer de compromisso, até pq isso aqui é uma diversão, mas falta de inspiração. Muita coisa aconteceu nesse tempo, o que me desmotivou a escrever. E foi só coisa bem "hard" (eu não estava preparada para o nível hard da minha vida), se melhorou? Não, ainda ta a mesma bosta. Ainda pior, se posso dizer... Mas sinto falta da energia daqui. Tenho outras para atualizar, mas essa em especial, e a Dead Zone, serão as que não vou parar mais de atualizar. Espero que vcs não tenham se perdido, aconselho a ler os caps 28 e 29 antes desse, para lembrar o contexto (foi o q tive que fazer). O capítulo não está tão grande, como é a marca da fic, mas foi para não dificultar muito, ja que tem ANOS que não atualizo ela. Espero que vcs me reanimem a passar minhas madrugadas escrevendo novamente. A música do cap é Snuff, Slipknot. Aqui o link para vcs ouvirem... E por favor, estuprem o replay!! https://www.youtube.com/watch?v=LXEKuttVRIo

Yanka corre atrás de um ponto de ônibus, ela nem mesmo sabia onde estava. Estava bêbada, e desnorteada. Estava com raiva de Sophya. Estava com raiva de si mesma. Não sabia como iria reagir quando esbarrasse com a patricinha pelos corredores do colégio. Não sabia nem se queria continuar naquele colégio, onde o universo do ambiente girava em torno de sua ex namorada traíra.

Yanka sobe em um ônibus qualquer que vai para o terminal perto de sua casa. Não sabia se a viagem iria demorar. Ela retira seu caderno de versos de dentro de sua mochila, pega sua caneta tinteiro, e começa e escrever...

O que fazer quando você está tão triste a ponto de querer se machucar fisicamente, pois acredita que não há dor maior do que a que você está sentindo dentro do peito? Uma dor na alma, onde qualquer dor física não é forte o suficiente para pelo menos distrair. Amar é uma bosta. Você ama demais. E se ferra. Porque ela não pode me amar, ou mesmo se importar comigo como me importo com ela? Foda que dói tanto, e eu estou tão perdida... A ponto de querer sumir! Acho que é isso que vou fazer... Sumir. Sumir pode ser, não a solução, mas um meio. Uma saída... Agora resta saber se esse sumiço será definitivo. Por enquanto deixo o meu adeus, ou um até logo. Depende do vento, depende do destino...”

Ela fecha seu caderno, estava chorando contida. Sua dor era muito grande. No dia de seu aniversário descobrir que foi traída... E ainda a lembrança de sua mãe, o presente, não sabia se usava a jaqueta.

Yanka pega seu celular, e relê uma mensagem antiga, de uma semana atrás...

Amor, é difícil pra mim falar sobre sentimentos com você, pois eu nunca senti isso por ninguém. O que estou sentindo por você é algo totalmente novo... Esses meses que fiquei com você foram os melhores da minha vida. Ontem me dei conta que eu não consigo ficar longe de você. Eu te amo e não quero ficar longe de você nem por um dia, nem por uma noite... Farei de tudo para que não enjoe de mim, eu te PROMETO que vou fazer tudo ao meu alcance para você nem cogitar a hipótese de terminar comigo. Te quero sempre em minha vida. EU amo você...

Sophya Schmitt.”

– Ama um caralho!!! Vadia! – Yanka arremessa o celular longe, o qual se despedaça.

Ela entra no banheiro, logo liga o chuveiro deixando a água bater em suas costas, e depois, na cabeça, na inútil tentativa de esfriar a raiva. Afinal, ainda tinha um show para tocar.

Sua roupa do show estava em cima da cama, ela estava consideravelmente atrasada, mas pela primeira vez não se importava. Sua duvida era se iria ou não usar a jaqueta de sua mãe no dia mais triste de sua vida, no segundo dia mais triste.

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Depois que Yanka saiu correndo, Sophya surtou. Chorava aos soluços e tentou por vezes sair da escola, mas foi contida por seus amigos. A diretora ao saber da movimentação, foi tentar saber o que se passava, e sem entender o motivo de tantos gritos e histeria por parte de Sophya, decidiu mandá-la para casa.

Logo seus fieis amigos a levaram para casa, mas Brenda não estava nada feliz com aquilo, muito menos Rick.

– Olha Sophy, eu não vou passar a mão na sua cabeça. Nunca vi a Yanka tão transtornada quanto a vi hoje. E sinceramente, me deu pena... Se eu soubesse que você ia fazer isso, eu jamais teria deixado a... Kah. – Brenda dizia com raiva. Mas com pena ao mesmo tempo.

– Olha Sophy, Brenda tem razão. Yanka não merece isso... Se fosse a Vanessa, tudo bem, mas a Yanka? – Rick era um pouco mais delicado. – Agora ja foi. Vocês pelo menos usaram camisinha, né? Você e seu primo?

– Não... – Rick e Brenda se entreolham apavorados.

– O QUÊ?!! – Gritaram em uníssono.

– Eu sei gente, mas não to preocupada com isso agora... Quero a minha rockeirinha de volta. – Ela desaba no choro novamente.

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A Banda...

– Caramba, Yanka nunca se atrasou tanto no dia do show. – Disse Dan preocupado.

– Realmente, será que aquela puta vai faltar o show? Justo hoje que armamos essa festa surpresa? – Disse Paula preocupada.

– Gente, agora o celular dela nem chama mais. Ta dando caixa postal direto. – Bruna entra na sala onde a banda se concentrava antes do show.

– Será que ela não vem? – Davi andava de um lado para o outro.

– Com o celular desligado fica difícil saber. – Dan responde.

– Já tentou ligar para a Patricinha? – Paula pergunta a Bruna.

– Já, mas ela também não me atende.

As pessoas já chegavam no Lotuz. A casa já estava ficando lotada. Mas eram os amigos da rockeirinha, amigos do antigo colégio, amigos do novo colégio. Seu pai e sua madrasta. E os fãs da aniversariante do dia. Todos lá confusos do porque a banda ainda não tinha entrado.

– Droga, acho que ela não vem... – Davi disse chateado.

– É, o show tem que continuar... Temos que começar a tocar. – Disse Dan, o líder da banda.

– Mas e a festa? E a surpresa preparada? – Bruna estava muito chateada, afinal, ela tinha sido a mentora da festa no Lotuz.

– Infelizmente, ela parece não querer vir. Ela deve ter um bom motivo... – Disse Dan muito preocupado com sua amiga.

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Yanka sai de casa, estava linda. Make perfeita, com uma sombra preta, esfumado, onde destacava a cor verde de seus olhos. Seu look impecável, uma calça preta rasgada, um coturno, uma camiseta branca e uma preta como sobreposição. E a jaqueta ela levou na mão. Ligou para o taxista mais rápido que ela conhecia.

– Preciso chegar em segundos no Lotuz.

– Seu brilho está apagado. E isso não combina com uma estrela do Rock, não é? – Yanka presta atenção no senhorzinho que já ligava o motor mágico, daquele carro mágico. – Sei que agora parece o fim, mas não acha que seja apenas o começo? – Ele indaga.

– Eu não sei mais o que pensar... – Ela responde cabisbaixa. – Me sinto perdida... – Ele sorri para ela, enquanto amacia o motor de seu carro, pisando levemente no acelerador.

– Como se achar sem antes se perder? – Ele pisca para ela, deixando uma Yanka pensativa. Logo o carro fica em movimento, e ela procura desesperadamente o cinto de segurança.

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A banda ja terminava de tocar a primeira música...

Ela me disse
"Eu não sei
Mais o que eu sinto por você
Vamos dar um tempo
Um dia a gente se vê."

E eu dizia
Ainda é cedo
Cedo, cedo
Cedo, cedo

Cedo uuh, uuh, uuhh

Eles param de tocar, se entreolham tristes, teriam de acabar o show mais cedo, pois a maioria das músicas eram para o tom de Yanka.

Sophy procurava desesperadamente Yanka entre os integrantes da banda, mas era em vão, ela não estava lá, e lágrimas voltam a percorrer seu rosto.

Então todos escutam o som do violão ecoando pelo ambiente...

Bury all your secrets in my skin
Come away with innocence
And leave me with my sins

(Enterre todos os seus segredos na minha pele
Afaste-se com inocência
E me deixe com meus pecados)

Uma voz ecoava ao fundo cantando a introdução de Snuff, Slipknot.

The air around me still feels like a cage
And love is just a camouflage
For what resembles rage again

(O ar à minha volta ainda parece com uma gaiola
E o amor é apenas uma camuflagem
Ao que se assemelha a raiva novamente)

Todos olham Yanka surpresos. Seu pai sorria todo orgulhoso ao vê-la com a jaqueta de sua mãe. A banda a acompanha.

So if you love me, let me go
And run away before I know
My heart is just too dark to care
I can't destroy what isn't there
Deliver me into my fate
If I'm alone, I cannot hate
I don't deserve to have you
My smile was taken long ago
If I can change, I hope I never know

(Então se você me ama, deixe-me ir
E fuja antes que eu saiba
Meu coração ainda permanece triste demais para se importar
Não consigo destruir o que não existe
Me entregue a meu destino
Se eu estou sozinho, não tenho o que odiar
Eu não mereço ter você
Meu sorriso foi tomado há muito tempo atrás
Se eu posso mudar, espero nunca saber)

Ela nunca esteve tão dentro da música como naquele momento.

I still press your letters to my lips
And cherish them in parts
Of me, that savor every kiss
I couldn't face a life without your light
But all of that was ripped apart
When you refused to fight

(Ainda pressiono suas cartas em meus lábios
E as estimo em partes
De mim, que saboreiam cada beijo
Eu não poderia encarar uma vida sem a sua luz
Mas tudo isso foi dilacerado
Quando você se recusou a lutar)

Seu pai a olha preocupado, nunca conseguiu sentir tanta dor vindo de sua filha, talvez nunca tivesse reparado, mas ali estava uma Yanka entregue, derrotada...

So save your breath, I will not hear
I think I made it very clear
You couldn't hate enough to love
Is that supposed to be enough?
I only wish you weren't my friend
Then I could hurt you in the end
I never claimed to be a saint
My own was banished long ago
It took the death of hope to let you go

(Então poupe sua respiração, eu não a ouvirei
Eu acho que deixei isso muito claro
Você não poderia odiar o suficiente para amar
Isso deveria ser o suficiente?
Eu apenas desejava que você não fosse minha amiga
Assim, poderia te machucar no final
Nunca reivindiquei que eu fosse uma santa
O meu eu foi banido há muito tempo atrás
Tive que perder as esperanças para te deixar partir)

Sophya engole em seco, cada palavra daquela música ela sabia que era para ela.

So break yourself against my stones
And spit your pity in my soul
You never needed any help
You sold me out to save yourself
And I won't listen to your shame
You ran away — you're all the same
Angels lie to keep control
My love was punished long ago
If you still care, don't ever let me know
If you still care, don't ever let me know...

(Então se quebre contra as minhas pedras
E cuspa sua piedade em minha alma
Você nunca precisou da ajuda de ninguém
Você me vendeu para se salvar
E eu não ouvirei a tua vergonha
Você fugiu — vocês são todos iguais
Anjos mentem para manter o controle
Meu amor foi punido há muito tempo atrás
Se você ainda se importa, não me avise
Se você ainda se importa, não me avise)

A última parte Yanka canta olhando nos olhos de Sophy, era como se fosse uma despedida. Ela nunca viu Yanka lhe olhar com tanto desprezo e raiva. Seu mundo havia caído de vez ali.

Notas finais
Bom gente, como disse o cap ficou curto, mas é para vcs não ficarem confusos... Espero que tenham gostado do retorno. Pretendo postar semanalmente. Então, podem me perturbar para escrever! Beijos e até o proximo!