The Only Exception
1 The Only Exception ::Capítulo único::
O moreno realmente não se importava de estar assistindo a tudo aquilo, a tempos que ele não se importava consigo mesmo, só de ver o sorriso radiante e aquela linda covinha, Daniel já se sentia aquecido.
A história deles, ou melhor dizendo, a história de Daniel era para ser cômica se não fosse um pouco trágica. Não totalmente, não estamos realmente falando de rancor ou amor não correspondido. Só não estamos falando de paixão em si. Estamos falando de amor, sim. Por que se for pra definir o que os dois sentiam, amor seria a palavra certa.
Repito: não estamos realmente falando de rancor ou amor não correspondido. Só não estamos falando de paixão em si.
Muitos confundem amor com paixão. Paixão aquela que nos faz entregar de corpo e alma, paixão que nos faz não pensar. Paixão desenfreada que nos fazem perder o chão. Não era isso, afinal.
Era amor.
Amor esse, que por sua vez, o fazia doar mais do que receber. Aquele que só existe para poder pertencer a outra pessoa, nos fazer não sermos nosso dono. E esse mesmo amor que nos faz perder todas as palavras. Amor inexplicável. Amor de doação.
Em 2004, quando Tom e Danny se conheceram, Danny não sabia explicar muito o que ele sentiu, sem malícia alguma, apenas o sentimento de segurança e cumplicidade. Por enquanto.
Ficaram trancados em um quarto de hotel por algumas semanas e foi ali onde, realmente começou toda a história de Daniel.
Estavam cansados, entediados e trancados em um quarto de hotel no décimo terceiro andar. Não era luxuoso, mas era confortável. Eles estavam a alguns minutos em silêncio. O silêncio era bem vindo. Não era incomodo. Era simplesmente para deleite de ambos, um pouco de paz e mente quieta.
— Minha cabeça vai explodir, mate. — Danny disse com os olhos ainda fechados. Seus dedos pressionados em sua têmpora, fazia uma massagem em círculos, obrigando o sangue a correr normalmente.
— Não sinto meus dedos. — Do outro lado da sala, Tom resmungou quase que inaudível. Ele estava em meio a papeis e caixas de pizzas da Domino's.
- Não quero mais fazer isso. Não por hoje, por favor. — Danny realmente implorou. Ele estava cansado, muito mesmo. Não sairia mais nada que preste de dentro de sua cabeça confusa, e Tom já sabia disso.
— Ok. Eu também não aguento mais. Droga, eu estou entediado e nada flui. — Tom rolou pelos papéis amassados e saiu do sofá. Coitada da camareira do dia seguinte. Hoje eles exageraram em comidas, de verdade. Hoje era um dos piores dias em semanas.
— Tem cerveja no congelador, trás o engradado por favor. Preciso beber. — o moreno falou assim que percebeu que o loiro fofinho ia em direção a cozinha. Aquele gordo só pensava em comer!
— Folgado! — Tom falou ao entregar metade do engradado a Danny e se sentar ao seu lado, no sofá maior.
— Hey! Cadê as outras? — o moreno protestou quando percebeu o pequeno desfalque em seu engradado.
— Também sou filho de Deus! — Tom falou enquanto abria a pequena latinha e dava seu primeiro grande gole da noite.
-----------------x------------------
— OK, sua vez! — Danny voltou a se sentar segurando sua calça e a jogando por trás de seus ombros. Ele já perdera a maioria de suas roupas nesse estúpido jogo.
— Rá! Não venha fazer manhã, a ideia foi sua.
— Mas eu não sabia que você era bom em Poker! — ele protestou inconformado. Não era para ele estar perdendo, não era justo.
— Pare de se lamentar e... Quadra! — Tom sorriu enquanto amostrava seu quarteto de azes em suas mãos.
— Royal Flush! — Danny disse sorrindo abaixando sua sequencia perfeita de dez a az.
— O que? Você está louco!! C-como... Não pode! Eu estou com os quatro azes do baralho, Danny! Você está roubando! — o loiro o acusou, enquanto o mais novo naquela sala rolava no chão ao ri do amigo. — Você estava roubando o jogo todo? Isso não é justo! Porra, Danny. Para de rir! — Tom falou enquanto jogava sua blusa na cara do colega.
-----------------x------------------
— Tá, mas e ai? O que ela fez dude? — Tom perguntou enquanto ouvia atentamente a história de Danny e da menina com 5 cores no cabelo.
— Ela pintou, de preto! E ela ficou puta comigo! O que eu fiz? — o moreno se questionava enquanto terminava mais uma latinha de cerveja. Tom caiu na gargalhada ao ver a cara de indignação do amigo. Era realmente comigo. Ele estava quase chorando. Tendo em mente que a maior parte disso tudo era por culpa do álcool. — Tá, deixa isso pra la! Me conta você, tem alguém?
— Não. Por enquanto...
— E quem é a azarada? — Danny disse e recebeu uma bolinha de papel na cabeça.
— Uma amiga da escola. Gio, Giovanna Falcone.
E foi ali que Danny sentiu pela primeira vez o que não devia sentir por aquele recém melhor amigo. Sentiu ciúmes, de uma garota.
Não precisava de mais nada para descobrir o que ele sentiu, não era atração física, era algo a mais. Era sentimento de medo. Medo de perder, medo de Tom se machucar. Tom era tão especial para Danny que só de imaginá-lo sofrendo era um dos piores flagelos.
Voltando ao presente, Danny o olhava ao seu lado. Com seu sorriso nervoso nos lábios, ele os mordendo de vez em quando e sua mão que não paravam quietas. Danny sorriu, sorriu mais ainda, pois seu sorriso não saía de seus lábios. Retirou suas mãos do bolso e segurou as de Tom.
- Relaxa, você não tem piscina!
- Como assim Danny?
- Ela poderia fugir com o cara da piscina, mas vocês não tem piscina! — Danny disse enquanto seu polegar deslizava sutilmente pela pele gelada da mão de Tom.
- Isso não faz sentido! — Tom disse rindo e um pouco mais relaxado, retribuindo o pequeno carinho em sua mão.
- Não importa, você sorriu. — Tom iria responder, mas a marcha nupcial começou a tocar no fundo da igreja.
- Ghosthunters!
— Não! — todos os quatro garotos daquela sala responderam em uni som. Tom se afundou mais em sua poltrona.
— Tô sem ideias, mates! — Danny falou enquanto voltava da cozinha com uma garrafa de cerveja na mão.
— E isso é novidade? — Harry falou enquanto terminava sua quarta garrafa da noite.
Os garotos – Tom, Danny, Harry e Dougie – estavam espelhados pelo chão da sala enquanto tentavam achar um nome descente para a banda recém completa.
— Droga, eu era bom nisso! Será que peguei a doença do Danny? — Dougie, o mais novo ali, se perguntou atuando sua melhor cara de espanto.
— Que doença? — Danny, é claro, perguntou enquanto mexia na pilha de DVD's. Tom e Harry gargalharam alto, enquanto Dougie ainda mantinha sua cara – agora verdadeira – de espanto.
— Eu não acredito! — Dougie falou tampando o rosto com a mão e roubando um grande gole da cerveja de Tom que estava ao seu lado esquerdo.
— Achei! — Danny berrou assustando a todos. — Vamos ver “De Volta para o Futuro”!
— ISSO! — Tom berro do outro lado a sala.
— Cara, eu sei que você é louco por esse filme, mas pra quê tanta animação? — Harry zombou do colega lhe tacando uma almofada logo em seguida.
— Não, dude. Não é isso. Eu já sei o nome para a banda! — Tom falou e todos o olhavam, aguardando. — McFLY! — Tom berrou novamente, animado com sua brilhante ideia.
A sala ficou em silêncio por um momento enquanto os outro absorviam a novidade. Tom abaixou os braço que estavam erguido em comemoração e começou a repensar se sua ideia era realmente boa, em sua mente era boa.
— Senhoras e senhores, crianças de todas as idades! Eu tenho o grande prazer de lhes apresentar, os maravilhosos, talentosos, gostosos, a nova sensação das meninas... Com vocês... MCFLY!! — Dougie berrou fingindo que segurava um microfone, enquanto fazia poses encima do sofá.
— AAAHH!! Dougie, lindo!! Me da um autografo!! AHH eu amo você. Você é lindo... Casa comigo?? — Harry interpretava uma fã louca enquanto agarrava o pé de Dougie, o fazendo cair sentando no sofá. Logo todos estavam rindo.
— Então o nome está aprovado?! — Tom perguntou com seu brilho nos olhos.
— Yes! — os outros três falaram em coro.
— Então precisamos comemorar! — Danny disse enquanto corria para a cozinha para pegar mais cervejas, enquanto tom ligava para a pizzaria.
-----------------x------------------
— Tá, ok... Vamos esquecer isso ok? — Danny falava emburrado enquanto tentava desesperadamente mudar de assunto.
— Never!! Ha-ha. Eu ainda estou te imaginado correndo pelado pelo lago com sanguessuga grudada na tua bunda!! — Tom segurava sua barriga enquanto ria, seguido pelos outros.
— Vocês querem rir? Ok, então. Qual é seu segredo, Fletcher? Seu mais obscuro segredo? — Danny o olhava com um misto de raiva e um pouco de divertimento. Só ele sabia desse segredo.
Tom parou de rir na hora, de repente a imagem de Danny não era mais tão hilária.
— Isso! Qual é seu segredo, Tommy? — Dougie perguntou, visivelmente mais alegre que o normal, pelo efeito do álcool.
Tom olhava para Danny, e só para ele. Não queria contar. Só tinha contado para Danny por culpa de sua carência de bêbado. Mas ele ainda não estava bêbado o suficiente para compartilhar esse segredo com os outros novos amigos.
— Vamos lá Tom. Fala! — Harry se pronunciou, rindo juntamente com Dougie.
Tom não desviava dos olhos de Danny, esse por sua vez começou a se arrepender dessa idiotisse. Sabia que era difícil e que ele tinha passado pela mesma coisa, só que alguns anos atrás. Tom suspirou e abaixou a cabeça, derrotado. Ele falaria e fim. Seria motivo de piada para toda a vida.
— Eu sou... Eu sou virgem. — Tom declarou e o silêncio era quase palpável. Mas fora logo cortado pelas risadas dos outros dois. Danny não sorria. Não esboçava alegria. Estava arrependido. Só olhava para Tom, cabisbaixo e um pouco encolhido, quase abraçava suas pernas contra o peito.
— Eu não acredito! Nem o Dougie é mais virgem! — Harry falou entre risadas.
Tom se levantou tão abruptamente que Dougie e Harry pararam de rir só para observá-lo. Tom não olhou para trás, apenas subiu as escadas.
— Nerd, gordo e virgem...
— Cala a boca, Dougie! — Foi o que Tom ouviu antes de fechar a porta atrás de si.
Não sabia explicar porque estava tão nervoso, com tanta raiva de Danny. Não conseguia explicar o peso no peito e a vontade de chorar. Ele queria culpar o álcool, mas ele sabia que não tinha nada a ver. Então ele apenas abriu a janela se sua sacada e se apoiou na grade. A lua estava tão grande aquela noite. Tão grande, linda e sozinha naquela imensidão.
Na verdade, ele se sentia traído. E de certo modo ele foi. Ele tinha confidêncializado aquele segredo a Danny e só ele! Não queria ter que dividir com mais ninguém. Mas ele se sentia tão estúpido, de verdade. Tinha 18 para 19 anos e virgem.
“Nerd, gordo e virgem...”
Ele proferiu as palavras de Dougie em voz alta e socou a barra de ferro, o que o fez soltar um palavrão pela dor que sentiu em sua mão.
— Tom? — ele não respondeu, apenas suspirou e fechou os olhos. — Tommy? — Danny falou o apelido, o que fez Tom – que é uma manteiga derretida – responder.
— O que foi? — ele falou seco. Não queria ver Daniel. Ainda sentia raiva, e ele odeia sentir raiva.
— Está muito bravo? — Danny perguntou em um tom de voz infantil, o que quase fez Tom sorrir, mas só quase.
— Estou! — Tom respondeu com o mesmo tom de voz de antes, seco. El só queria ficar sozinho com a própria melancolia.
— Me desculpe. — novamente aquele tom infantil. Tom suspirou mais uma vez e fechou os olhos. Sua garganta estava com um nó. Ele queria chorar.
— Dougie tem razão..
— Não! Não tem! Ele está bêbado. Não tem razão nenhuma. Eu que sou um idiota por ter feito aquilo. Eu fiquei com raiva por você estar rindo de mim e quis me vingar. Me desculpe. — Danny falou enquanto se aproximava mais de Tom até tocar seu ombro com uma de suas mãos. — Tom, olha para mim. Por favor...
Tom não queria, juro que não. Mas mesmo assim ele olhou.
— Tom... Nunca, entendeu? NUNCA deixe alguém te deixar pra baixo. Por favor. Você não é gordo! Você pode ser nerd, mas é o nerd mais maneiro que eu já tive a sorte de conhecer. E você é sim virgem, mas isso só mostra o quão maneiro você é. Você não precisa desses rótulos. Você é maior que isso. Bem maior... Por favor, Tom. Me desculpe. Você é o cara que eu mais me preocupo, que eu mais me importo e eu faço isso. Me desculpa, mate. — Danny simplesmente implorou. Implorou e ele não tinha vergonha disso. Com Tom ele virava um completo maricas.
— Tudo bem, Danny. Não tem mais importância. — ele respondeu com um sorriso tímido, ainda acanhado pela pequena declaração de Danny.
Danny puxou Tom para um abraço, um abraço com significado para ambos. Ali Tom descobriu que não importava o que fosse acontecer, nunca perderia Danny.
Dali de cima daquele altar, Danny podia ver Gio vestida de branco e com um lindo vestido. Ela sorria, a ponta de seu nariz vermelha, sabia que desabaria em lágrima em questão de minutos. Então olhou pra seu amigo, Tom estava a sua frente, olhando fixadamente para a mulher que caminha pelo corredor coberto de pétalas vermelhas. Seus olhos brilhavam tanto. Não só pelas lágrimas que queriam escapar, ali estava tudo pelo que Danny lutou para conseguir. Ali estava toda a felicidade plena de Tom. E era exatamente isso que Danny queria.
O toque de seu celular era estridente, era o toque de Tom. Ele quase escorregou no banheiro por sair tão desesperadamente de dentro daquele box. Ele dissera a Tom que se acontecesse qualquer coisa, era para ligar imediatamente para ele. E bem, ele estava ligando.
— Alô?
— Danny! — Tom resmungou do outro lado do telefone, a voz dele não estava boa. Estava realmente péssima. E aconteceu o que ele temia. — Nós brigamos... Brigamos feio! — e então era isso, Tom estava chorando.
— Onde você está?
— Estou chegando no seu apartamento. — Tom fungou e Danny resmungou fechando os olhos. Teria que ver Tom chorar, e não queria isso. Não mesmo.
— Você dirigiu assim? Está louco? E se aconteceu alguma coisa com você? — Danny foi falando enquanto terminava de se secar e tentava colocar sua roupa.
— Danny... — Tom reclamou com a voz chorosa e Danny se calou. Tom suspirou. — Estou subindo... — ele avisou e desligou o celular.
Danny respirou uma, duas, três vezes. Ele precisava se preparar para ser forte. Ser forte por Tom. Não tardou e Tom entrou no apartamento de Danny, eles não mais moravam juntos. Tom foi morar com Giovanna a alguns meses e agora Tom estava aqui com ele, de novo.
Assim que Tom levantou os olhos do chão, Danny pode ver rosto e no mesmo instante não desejou não memorizar o que viu. O que ele viu não foi Tom, seu Tommy. Foi Tom, um Tom desamparado, machucado, em pedaços. Danny correu para segurá-lo antes que Tom caísse de tanto chorar. E Tom caiu, caiu nos braço de Danny e chorou, por horas a fio, se segurando firme na blusa – que agora estava encharcada – de Danny.
Danny por sua vez não se importou com sua camisa, não se importou por estarem a quase uma hora sentados em sua porta, com Tom chorando em seu colo e suas costas doendo. Só se importava com a dor de Tom, seu Tommy.
— Vem, Tom. Vamos subir. Você precisa descansar. — Tom não responde, apenas deixou ser erguido pelo amigo e ser levado até a cama do único quarto do apartamento.
Danny o deitou em sua cama e Tom agarrou seu travesseiro enterrando seu rosto no mesmo.
— Você quer ficar sozinho? — Danny perguntou enquanto Tom tinha outra crise de choro.
— Não! — Tom respondeu de imediato. — Não quero ficar sozinho, por favor. Fica aqui, comigo. — Daniel não pensou apenas se deitou ao seu lado e o puxou para seu peito, fazendo com o loiro ficasse com o rosto na curva se seu pescoço. Ele sentia a lágrimas quentes lhe molharem, mas ele não estava preocupado com isso.
Mais alguns minutos depois Danny percebeu que Tom ressonava tranquilamente em seu peito. Não se atreveu a se mexer, então só fechou os olhos e caiu na inconsciência.
Ainda estava escuro la fora quando Danny abriu os olhos. Eram 3:30am. Tom ainda estava encolhido agarrado a sua camisa. Danny cuidadosamente retirou o braço de Tom de cima de si e se ergueu com bastante cautela. Ele não queria despertar Tom, mas ele percebeu que foi inútil quando ouviu a voz de Tom quando já estava na soleira da porta.
— Onde você vai?
— Vou para o sofá, você parecia desconfortável, não se preocupe. Volte a dormir, Tommy. — Danny falou já se preparando para descer escada a baixo, mas Tom lhe chamou novamente.
— Não vai. Eu... Eu quero que você fiquei aqui. Não quero ficar sozinho. Por favor. — Foi só a voz de Tom falhar novamente que Danny correu para o colchão e abraçou Tom com estavam antes.
— Shii. Por favor não chora de novo. Tom, não chora.
— Ok. — o loiro respondeu escondendo seu rosto no pescoço do moreno. Não importava como estavam enroscados na cama, nada dessa merda de rótulos importava para eles. Danny começou a fazer carinho nos cabelos de Tom, que por sua vez imitou um ronronado. Os amigos riram pela primeira vez na noite. — Danny?
— Sim, Tommy?
— Obrigada.
— Pelo quê? — Danny olhou pra Tom com surpresa e curiosidade.
— Por tudo! Por estar sempre aqui para mim. Por me aturar, me ajudar. Por ser o que você é, Dan. Eu... Eu te amo.
Danny não respondeu de imediato, só processou a informação. Até Tom – que nunca soube o que ele sentia de verdade – sabia o que era tudo aquilo. Ele era mesmo um lerdo! Ele amava Tom, não com paixão física. Amava do jeito mais puro e singelo que pode existir. O amava mais do que qualquer coisa. O amava e faria – com fez – qualquer coisa por ele!
— Eu também te amo, Tommy. — ele falou olhando nos olhos castanhos brilhantes de Tom, não só pelas lágrimas que queriam escapar, ali estava toda a felicidade plena de Tom.
Tom se ergueu um tanto para cima e Danny se abaixou e com um mínimo movimento encostou seus lábio nos de Tom. Sem luxúria, seu cobranças ou rótulos, apenas o roçar de dois lábios. Apenas o carinho, afeto, companherismo e amor das duas partes. Ali Danny sentiu que Tom sentia tudo que ele não entendia. Tom também o amava. Não como um homem ama uma mulher. Mas simplesmente o amava, mas mais forma crua da palavra. O amava e ponto.
- … O noivo pode beijar a noiva. — O padre finalizava a cerimônia e os noivos se beijavam, uma salva de palmas enchia o lugar. Harry e Dougie – que estavam ao seu lado no altar – assobiaram e Danny sorria e aplaudia. Olhava ali toda a felicidade de Tom, que por consequência, era também sua própria felicidade.
Os noivos deram as mãos e desceram os degraus do altar. Tom olhou para trás e encontrou as bilhas extremamente azuis de Danny. Lhe enviou mais um sorriso e murmurou um “eu te amo”. Não importava quem estava pra ver, simplesmente falou. Danny por sua vez lhe mandou um “eu também” e o observou se virar novamente para frente, se virou novamente para – agora – a sua mulher.
Entendam, Danny nunca sentiu atração por homens. Nunca antes de Tom, nunca depois de Tom. Até mesmo com Tom, nunca sentiu atração no sentido total da palavra.
Não era atração, era algo muito mais singular. Era algo que poucas pessoas conhecem de verdade. Era um simples e puro amor. Danny nunca pensou sentir isso por ninguém além de sua família, não sentia isso pela sua namorada – não que ele não a amasse, ele amava, mas era diferente. Mas ele sentia por Tom. Tom era sua única exceção.
Fale com o autor