Notas iniciais
Estamos com cinco acompanhamentos. Estou muito feliz! Obrigada, amo vocês ♥

– Ainda por cima é convencida! – Maxon disse enquanto me puxava para um abraço. Senti seus músculos ao meu redor. Enlacei minhas mãos nele e enterrei minha cabeça na base de seu pescoço. Ele beijou o topo da minha cabeça e depois apoiou seu queixo. Ficamos lá por um tempo. Era tão bom – Precisamos ir.

– Para onde vamos? – perguntei enquanto ele pegava minha mão e sorria. Sua cara me fez rir.

– Surpresa. Você vai descobrir quando chegarmos lá. – ele abriu um sorriso malicioso nos lábios e saímos correndo.

Fomos para um lado do palácio que eu – ainda, se é que seria possível conhecer todo aquele lugar – não conhecia. Paramos em frente a uma mesa com um jarro, e Maxon começou a procuram alguma coisa na parede. Eu não estava entendendo nada, então fiquei encarando ele. Subitamente uma porta se abriu, como a do abrigo em que estava com ele – estremeci ao me lembrar daquele período em que ficamos juntos.

– Entre, minha querida. – essa palavra me tocou de uma forma tão profunda que não pude deixar de sorrir. Ele me olhou confuso, como se estivesse se perguntando o motivo do meu riso. – Porque você está rindo, America?

– Se você me chamasse assim ou me trouxesse para um passeio que nem sei para onde é meses atrás eu nem teria aceitado. – ele me olhou com uma expressão de surpresa – Acho que talvez teria socado sua cara. – Maxon explodiu em uma gargalhada alta, e eu não me contive também. Era estranho como as coisas tinham mudado durante esse tempo em que eu estava competindo na Seleção. O meu objetivo inicial foi comer até explodir e esquecer Aspen. Eu odiava Maxon, odiava o fato de todos acharem que eu estava ali para matar e morrer por ele. Hoje eu não posso sequer soltar sua mão que sinto uma pontada forte no coração como se parte de mim estivesse morrendo. Lembrei-me de quão perto o quarto do príncipe e da princesa ficavam, e me perguntei se conseguiria dormir sabendo que ele estava a poucos metros de distancia. Maxon olhava para mim e eu percebi que estava pensando demais, então perguntei: — Maxon, quando eu estiver no quarto da princesa, como vamos fazer para dormir tão longe e tão perto um do outro ao mesmo tempo? – ele apontou para seguirmos em frente, e só aí percebi o lugar onde estávamos, totalmente diferente do abrigo. Parecia o encontro de vários túneis, uma sala no meio deles. Seguimos em silencio, ele parecia estar pensando em alguma solução para o que parecia ser um problema pra mim.

– Bem, podemos dormir juntos – ele esboçou um sorriso – ou não dormir – eu o olhei. Não parecia má ideia, de verdade.

– Você não existe, sério. – sussurrei em seu ouvido e ele riu baixo. Maxon estava sem reação, então apenas balançou a cabeça e fez um sinal para que continuássemos andando. Estávamos praticamente agarrados, seu braço esquerdo em volta da minha cintura e o direito segurando minha mão com nossos dedos entrelaçados, que estava presa a seu pescoço. Andamos por um túnel e chegamos numa escada. Começamos a subir e eu o fitava com uma expressão de duvida, querendo saber para onde estávamos indo. Após subir alguns degraus chegamos numa porta. Claro que havia um guarda parado na porta, e então ele fez uma reverencia e abriu a tal porta. Senti uma leve brisa esvoaçar meus cabelos.

– Chegamos – ele me olhava como se quisesse saber minha reação, e eu estava muito curiosa. Passe pela porta e percebi onde estávamos: no terraço! Lá era tão alto que parecia ser possível tocar as estrelas. Comecei a olhar o que estava ao redor, um colchão no chão com cobertores e travesseiros em cima dele, comida em cestas, um objeto que eu não conhecia, mas parecia um grande binóculo apoiado em um tripé e inclinado para o céu. (N/A: é um telescópio, ok? Eu sou péssima com descrições de objetos) Tinha quase certeza de que Maxon estava sorrindo pelo meu estado maravilhado. Virei-me para acha-lo e quando o encontrei me lancei em sues braços.

– Oh, Maxon! – agradeci.

– Você está chorando, minha querida?

Eu estava chorando? Sim, estava. Pude notar a preocupação em sua voz, então me lembrei do seu desespero em ver mulheres em prantos.

– Estou, mas de felicidade! – expliquei e o beijei. Tive a sensação de estar dançando, sendo guiada por Maxon.

Como ele conseguia me beijar e girar por todo o terraço sem perder nenhum momento? Percebi que não era bem uma dança, mas sim um passeio. Algo o fez parar, e então estávamos no colchão. Sentamos e ficamos encarando um ao outro. Ele sorria enquanto me olhava e eu corava, sem conseguir parar de olha-lo.

– Você tem que saber de uma coisa. – disse – Quando me beija, o mundo pode estar desmoronando e eu só penso em três coisas: eu, você e um bom "nós". Isso significa que você pode dançar ou fazer o que quiser que eu não vou perceber – tinha que falar isso. Ele me olhou espantado e maravilhado, com seus olhos brilhantes.

– Dançar? – indagou

– Sim, você não estava me rodando por ai? – ele estava fazendo isso não estava?

– Eu só te trouxe até aqui – ele respondeu, rindo e apontando para a porta e o colchão.

– Ah, tudo bem, mas parecia uma dança – eu disse, tentando sair vencedora. Ele sorria e balançava a cabeça negativamente, ainda olhando para mim.

Então, em uma fração de segundo, ele me beijou. Eu retribuía o beijo, mas logo um pensamento adentrou minha mente. Será que ele fazia isso com Kriss? E Celeste? Logo parei de pensar nisso, afinal, era uma competição. Maxon me deitou delicadamente e se pôs em cima de mim. Eu em sentia uma verdadeira princesa, com seus beijos delicados e ternos. Cheguei a conclusão de que estava fora de mim. Maxon estava com a camisa desabotoada e eu podia ver seu abdômen delineado. Eu estava completamente descabelada, sem cabelo preso ou cachos. Suas mãos passavam por meus cabelos e desciam até minhas costas.

– Temos que parar. – falei ofegante. Ele fez uma cara zangada e eu ri. – Por favor, não faça essa cara, eu também gostaria de continuar e... – ele me interrompeu com um beijo rápido e não pude deixar de sorrir.

– Tudo bem. O que quer fazer? – não sei se foi de proposito, mas pude notar que seu rosto mostrava uma insatisfação. Riria muito naquela noite.

– Observar as estrelas. – respondi sem nem pensar. Ele me encarou um pouco e riu. Notei que eu encarava seus músculos, sua camisa ainda aberta. Olhei para ele e corei.

– Sei que sou lindo, mas não precisa ficar me encarando a todo momento, ok? – eu estava boquiaberta com sua fala.

– Olha só quem fala! Acho que quem vive me olhando aqui é você. – disse, tentando imitar uma pessoa esnobe. Rimos alto e ele abriu os braços para que eu me aconchegasse neles, e foi o que fiz. Minha cabeça estava colada com seu peito e eu podia ouvir os batimentos do seu coração.