The One Dead
3 The Deaths
Depois daquela ligação do “16”, fiquei mais atenta com tudo que acontece, tem tida muitas mortes pela ilha fiquei muito preocupada, quando tinha um crime dava para perceber na hora pois a ilha toda parava, e os policiais ficavam em volta de uma casa. Perguntava sempre a eles:
— O que houve?
— Nada demais – Com cara de espanto a me ver por lá. –
Todos os policiais da cidade fugiam de mim, acho que eles acham que eu sou culpada pelos assassinatos ou suicídios. Recebi a notícia que um pai de uma amiga de infância minha tinha se suicidado, pela primeira vez na vida senti um aperto no coração, na hora não sabia explicar, mas eu sentia... dó.
Decidi ligar para ela... demorou um tempo para atender e disse:
— Alô...? – Com uma voz de tristeza e choro. –
— Olá Isabelle! Fiquei sabendo do que aconteceu e decidi te ligar.
— Lisanna? É você mesmo? – A voz dela começou a melhorar. –
— Sim, sou eu, gostaria de ir ao Starbucks aqui da Ilha?
— Claro, nós vemos lá.
Cheguei ao Starbucks bem rápido, a casa de Isabelle era bem mais longe. Peguei o cardápio e comecei a vê-lo. Depois de meia-hora Isabelle chegou, era uma menina alta de cabelo preto meio amarelado, olhos cor de mel e digamos que era muito fofa. Eu acenei para que ela me visse sentada, ela procurou e me encontrou dizendo:
— Nossa você cresceu!
— Encolher eu não posso não é? – Rimos – Mas você sabe o que houve com seu pai para ele fazer isso?
Ela deu um breve suspiro e disse:
— Digamos que sim... ele estava com uma faca completamente feita de ouro na mão e me disse:
— Eu te amo Isa...
— Isso não é estranho? Se ele falou que te ama não se mataria assim.
— Concordo – Conseguia ver lágrimas em seus olhos. –
Acabamos de comer e fomos embora juntas, estava indo na frente da faixa de pedestre quando vi um carro desgovernado vindo em minha direção e pensei:
“Esse será meu fim? Minha vida acaba agora?“
Senti algo me empurrando completamente forte e quando abro meus olhos vejo linda constelação azul de um menino que me parecia familiar, ele disse:
— Está tudo bem?
— Tudo, mas cadê á Isa... – Me deparo com sangue em minhas pernas. – Isaaaaa! Não! Isso não pode acontecer!
O garoto me abraça e diz:
— Vai ficar tudo bem... ela apenas deve ter quebrado a perna mas se acalme.
Isabelle não morreu como disse o Daniel (Garoto). Ela quebrou a perna e o braço esquerdo. Todo dia a visito com o Daniel, levo flores e chocolate. Mas ainda estou com uma dúvida que tenho que tirar com ela depois... Porque o pai dela se matou?! Isso é muito estranho ele não se mataria a toa deve ter uma explicação.
A ilha se “acalmou com as mortes” por um tempo, todo mundo está em paz agora, menos minha tia é claro. Esse dia estava andando pela casa e encontro um sótão em cima do quarto de minha tia, peguei um banquinho, subi em cima dele e abri o sótão, entrei no sótão como se eu fosse uma mulher aranha. Lá em cima era apertado e tinha um pequeno armário eu o abri. Encontrei uma lista de todas as pessoas da cidade, que já moraram aqui ou moram, e do lado encontrei uma coisa que eu fiquei completamente assustada: Uma Faca feita de ouro! Escutei um barulho na parte de baixo, fechei a porta do armário e do sótão e corri para fora do quarto. Minha tia entrou um minuto depois e começou a gritar:
— QUEM DEIXOU ESSE BANQUINHO AQUI!? (Olha lá eu esquecendo algo de novo!)
Notas finais
-Akihino
Fale com o autor