The Olimpians – Livro 2: Bloodlines Time
30 Percebo Que Não Temos Boas Noticias a Vista
Notas iniciais
- Milena Corrêa, você até que quer que os dois continuem brigando ao invés de se entender. Coitada da Liz, já pensou nela? (Sim, eu estou sendo sacana.)
- Mila Galanthus, cap tenso e engraçado... bem, não posso negar. om, mas normalmente quem não ama os comentários da Liz é só o casal lá mesmo.
- Gih Castro, foi quem mais falou sobre o cap e, sim, foi ela quem acertou a deusa. Também foi a pessoa que mais levantou perguntas sobre a fic, o cap em geral e outros muitos detalhes (foram muito mesmo).
Agora meninas, pedido básico: quem puder ou quiser ou mesmo achar que eu mereço recomenda a fic tudo bem?
Eu iria amar.
E leitores fantasmas: por favor comentem pelo menos duas vezes a fic inteira (uma na vida outra na morte como diz o ditado), não custa nada e a autora ainda vai ficar muito feliz sabiam?
Até por que eu amo as minhas lindas leitoras/leitores em geral e adoro responder aos comentários e, sem desmerecer as leitoras que comentam, é um pouco triste saber que menos da metade dos leitores comenta a fic com frequência.
Como sempre: LEIAM AS NOTAS FINAIS.
Gray
Dizem que desgraça pouca é bobagem, mas eu nunca pensei que teria que concordar tanto com isso em tão pouco tempo.
Depois do meu sonho se dissolver eu pensei que talvez as coisas melhorassem um pouco.
Claro que eu errei.
Estava sendo positivo e isso não dá muito certo depois de uma conversa daquelas.
Ainda sentia que estava dormindo, como muitas vezes acontece no acampamento antes de abrir os olhos e tomar consciência que realmente estou acordado.
Senti meu corpo ser sacudido de leve, o que contrastava e muito com o forte aperto no meu ombro.
As últimas palavras de Thalia saltaram como uma alerta na minha mente: “acorde logo se não quiser brigar com Lilliel novamente”.
Meus olhos se abriram de pronto ignorando a luz fraca, mas dolorosa a minha vista.
Logo a minha frente Lizandra me olhava entre o alivio e o medo.
–Deuses! Solte-a antes que ela acorde. Lilli já pareceu que iria acordar umas duas vezes nos últimos dez minutos. -Lizandra olhava para Lilliel quase em pânico.
Senti uma respiração leve e quente se mover contra o meu peito, assim como um leve peso contra o meu corpo.
Desviei meu olhar para baixo e finamente pude entender o medo de Lizi.
Enquanto dormia Lilliel havia de alguma forma se virado o bastante contra o meu corpo para enterrar a metade do rosto quase no meio do meu peito. Um dos braços estava do lado oposto do meu corpo ao qual ela dormia com a mão segurando minha camiseta com força. Quase um abraço.
Engoli em seco no momento em que o ar quente voltou a deixar os pulmões de Lilli de encontro ao meu corpo.
Respirei fundo e comecei a afastar o corpo de Lilli um pouco do meu até conseguir sair do banco.
Deitei-a nas duas poltronas e me afastei um pouco.
Deuses!
Aqueles minutos quase me mataram.
E não foi só de medo ou pelo susto.
Encarei Liz que ao ver que eu esperava alguma ironia sua sorriu de forma sinistramente meiga.
–Eu sei, tá escrito na sua cara.
Pisquei duas vezes.
–Como?
Então Liz me deu aquele sorriso de deixar cada célula do meu corpo tremendo de medo.
–Ora, você ficou exitado vendo a Lilli dormir contra o seu peito daquela forma indefesa e dependente te abraçando.
Grunhi agoniado.
Por que a Liz estava tão boa em decifrar sentimentos e expressões como a Piper e a Halley ou mesmo a Drew...
Certo, por que eu sou burro de perguntar uma coisa dessas?
Seria tão mais fácil se Afrodite não estivesse metida nessa história também.
–Que seja Liz. Quanto tempo até descermos?
Liz fez uma careta de quem esperava mais, ainda que tivesse atingido o seu objetivo principal e olhou na direção da frente do ônibus.
–Uns vinte minutos. Quer acordar a Lilli ou eu cuido disso agora?
Respirei fundo.
–Ainda serei a muleta dela ou você?
–Você grandão. Pelo menos você dormiu.
–Desde quando um de nós dormir significa descansar?
–Ora vamos. Eu não reclamei dos meus sonhos com Kaíros a pouco.
–Eu queria ter sonhado com as visões dele. Seria menos constrangedor e perigoso de muitas formas.
–Não é por nada, mas tenho minhas dúvidas. -Liz deu um sorrisinho de quem sabia de alguma piada interessante.
Preferi não discutir.
Me virei na direção de Lilliel ainda dormindo e segurei seu ombro de leve sacudindo-a um pouco, mas não teve efeito.
Estranhei e sacudi seu corpo com mais força e firmeza.
Ouvi um grunhido e nada.
Ela ainda dormia.
Coloquei a mão na sua testa e levei um susto.
Ela estava ardendo em febre.
Não pensei duas vezes.
Assim que Lizandra fez o sinal avisando que iriamos parar me preparei e peguei Lilliel nos braços.
Quando o ônibus efetivamente parou sai em disparada pelo corredor até a porta me despedindo o mais rápido e educadamente que pude.
Assim que desci na calçada ainda pude ouvir Liz se desculpar e deixar todos mais calmos, menos eu.
Então virei e falei de forma até um tanto grossa.
–Droga! Pare com isso. Ela está com febre.
Na mesma hora o semblante de Liz mudou e soube que ela não estava brava comigo, mas deixando de lado a cara de boa menina.
–Certo. Vamos ver o que aconteceu agora. -Ela foi firme nas palavras e isso encerrou o papo com o motorista do ônibus.
Lizandra pulou para a calçada e me seguiu levando as bolsas restantes.
Seguimos por cerca de dez minutos até acharmos um hotel de pernoite para ficarmos.
Na verdade não era nossa intenção, mas para cuidarmos da perna da Lilli não poderiamos ficar em um beco mau iluminado.
Como eu não sabia o que precisaria fazer para cuidar dela ainda resolvemos não ficar em um hotel de quinta categoria.
Achamos um lugar no centro da cidade perto da rodoviária e com a senha que Lilliel deu a Lizandra do deu cartão de crédito conseguimos as chaves do quarto.
Aliás, precisarei gradecer aos avos da Lilli pelo cartão uma hora.
Assim que entramos no quarto coloquei Lilliel em cima de uma das camas e encarei Lizandra.
–Troque as roupas dela por algo mais leve. Eu vou no banheiro fazer a checagem dos nossos suprimentos de cura.
Liz deu um sorriso de lado.
–Ora, vamos Gray. Não se acanhe assim, tá na cara que você quer tirar a roupa dela.
Eu juro que respirei fundo, mas dessa vez não deu lá tão certo assim.
–Dá um tempo Lizi! Mesmo que isso seja verdade agora não é hora.
Lizandra me encarava entre o medo e o divertimento, mas por fim ela suspirou resignada.
–Certo certo. Vou deixar as piadas de lado por hora, mas que é verdade é.
Grunhi agoniado.
–Que seja. -Resmunguei antes de entrar no banheiro com as minhas coisas em mãos.
Pendurei minha bolsa no gancho.
Tirei a blusa e a camiseta de manga comprida.
Encarei as duas brincadeiras e suspirei resignado ao me lembrar do meu sonho.
Desamarei as braçadeiras e as guardei na bolsa.
Comecei a retirar da bolsa do Quirón tudo que me lembrava para tentar ajudar mais na situação da Lilli. Estojo de costura, garrafa de néctar, estojo de curativos e até os remédios mortais que normalmente não servem para nada.
Coloquei tudo sobre a cuba da pia e encarei meu reflexo no espelho, o que não foi muito mais animador com o animo que eu estava depois de tudo.
Lavei o rosto e os braços, ainda que desejando tomar um banho. Peguei a toalha debaixo da pia e sai do banheiro com os remédios disponíveis.
Assim que me viu sair do banheiro, Lizandra deu um de seus meio sorrisos e um de seus comentários irônicos de presente.
–Deixa a Lilli te ver assim sem camiseta que ai sim ela tem um treco.
–Lizandra... -Suspirei.
–Que foi? Mentira sei que não é.
Apenas assenti negativamente e fui até Lilli.
Liz havia pego um de seus shorts jeans que ficavam acima do meio da coxa e colocado nela.
Por alguma razão eu sabia que isso era por que Lilliel não usava shorts ou calças para dormir, então eu sabia que aquilo não foi maldade.
–Bom, acho que nunca gostei tanto assim dos seus shorts Lizandra. -A situação era tão desfavorável a minha saúde mental que eu mesmo acabei fazendo a piada dessa vez.
Liz deu um meio sorriso de lado.
–Se não reparou a Lilli usou meus shorts para dormir nos dois dias de missão que dormimos em hotéis. Segundo o que conversamos uma vez ela disse que dorme só de calcinha como a Lana.
Aquilo me fez lembrar que a Lana não ligava que tinha um corpo de dar inveja, dormindo em um alojamento com vinte caras que não sabia se eram seus irmão ou não, mesmo que isso não importe muito as vezes e muito menos quem bate na porta do chalé as seis da manhã. Ela sempre dorme de camiseta e calcinha.
Só que transferir essa ideia para a Lilliel não foi lá muito bom, na verdade piorou e muito a minha situação mental e física.
Respirei fundo e comecei a tirar as ataduras da perna dela.
Havia um cheiro forte e estranho vindo do machucado que começou a me preocupar, mal sabia eu que aquilo tinha razão.
Assim que tirei a gaze que estava sobre os pontos não só vi a causa do mau cheiro como algo que não deveria estar ali.
–Mas que porra é essa? -Sussurrei.
–Isso não deveria estar assim. Não depois de você ter tratado. -Lizandra parecia mais espantada que eu, mas não precisou de instruções para ir pegar seu kit de de cura e primeiros socorros para me ajudar. -Certo. Vamos limpar essa porcaria dai e ver o que dá pra fazer. -Ouvi ela resmungar abrindo suas sacolas e estojos.
Respirei fundo.
–Não se anime. Dependendo do que causou essa aceleração no processo nós só vamos poder limpar e olhe lá.
–Tá de brincadeira Gray? Só limpar? Quer fazer ela perder a perna de uma vez ou morrer imbecil?! -Lizandra parecia não ter notado, mas eu tinha a nitida impressão de que aquilo não era nada normal mesmo para meio-sangues. -A perna dela tá infeccionada de um jeito que só deveria acontecer dentro de dias, não horas!
Desviei o olhar para a perna de Lilliel.
O que havia restado do corte em si estava igual, mas isso era tudo.
A pele em volta antes com um forte vermelho agora tinha uma cor amarela esverdeada, do corte saia um pus de cheiro forte e cor amarela leitosa intensa.
Aquilo parecia mais um corte feito a vários dias e sem tratamento algum, não algo de hoje a tarde que teve tratamento com néctar.
Eu não entendia o que havia acontecido, mas minha teoria era que da mesma forma como de alguma forma o colar acelerou a cura da perna acelerou a infecção do que não cicatrizou.
Respirei fundo e encarei Lizandra.
–Por hora vamos fazer o que podemos Lizi. Eu vi álcool no armário do banheiro. Pegue. Eu vou precisar cortar um pouco o tecido ao redor da infecção para tirar mais pus do que vemos então vamos precisar amordaçar Lilliel por precaução.
Lizandra piscou duas vezes.
–Está falando sério?
–Mais do que os seus comentários irônicos poderiam. Eu já joguei muito néctar sobre essa ferida para achar que agora vai resultar em algo melhor.
–Mas nós podemos tentar, além disso os rituais de cura...
–Eu sei, pretendo faze-los com a sua ajuda. Só que tenho sérias dúvidas se esse é o tratamento certo para o caso dela. Acredito que tudo que posso fazer por hora vai ser retardar os efeitos.
Lizandra pareceu decepcionada, mas não sei se com nossas limitações ou com a minha resposta.
–Certo. Amordace ela, sei que isso vai te deixar feliz. -Dessa vez o comentário irônico tinha uma pontada de amargura.
–Não é exatamente isso que me deixaria feliz, mas agradeço a preocupação. -Respondi cínico.
Dessa vez Lizandra me olhou surpresa, como se não esperasse a resposta e por isso não tivesse outra piada.
Então ela apenas foi pegar o álcool enquanto eu amordaçava Lilliel com o cachecol que ela havia usado antes. Aquilo não me deu muitos bons pensamentos, mas foi mais fácil ignorar com a perna dela daquele jeito deplorável.
Aliás, estou parecendo o pervertido do meu pai desse jeito isso sim.
Lizandra voltou com a garrafa de álcool e um tipo de vasilhame do seu kit de cura, além de mais toalhas.
Peguei uma das maiores e estiquei ela, passando sob a perna de Lilli. Peguei um dos meus estojos e tirei algumas laminas de bisturi de bronze celestial que Léo me deu certa vez.
–Sério que vai usar isso? -Lizandra conseguiu sussurrar
–Se for algo com relação a monstros pode ser útil. -Disse aquilo mais para me acalmar que a Lizi.
Ambos engolimos em seco e ela jogou o álcool sobre a infecção começando a remover a parte visível com o algodão. Assim que ela terminou respirei fundo e comecei a parte suja daquilo.
Aos poucos fui fazendo cortes menores e paralelos ao machucado na perna de Lilliel. A quantidade e pus era tanta para poucas horas que assustava. Lizandra começou a ajudar na limpeza.
Quando terminei de tentar tirar o pus da região a redor suspirei agoniado.
Precisaria fazer cortes menores dentro do machucado original se quisesse remover mais da parte infeccionada. Encarei Lizi que parecia já ter notado aquilo e apenas desviou o olhar.
Ignorei aquilo por um momento e comecei a fazer cortes menores dentro do machucado.
Não levou mais do que dez minutos para fazer todos os cortes, mas levou meia hora para conseguir limpar todos e aplicar néctar, pomadas além de outros unguentos.
Fizemos dois rituais de cura muito pouco produtivos, por que além dos cortes feitos para a limpeza a melhora no ferimento principal foi minima. Isso para não dizer nula.
Na hora dos pontos eu e Lizi trabalhamos intensamente.
Levou mais uns quinze minutos até terminarmos de enfaixar a perna de Lilliel, mas conseguimos deixar ela parecendo quase boa.
O que era mentira claro.
No momento que terminamos peguei todos os remédios humanos que tinha comigo e comecei a separar. Nenhum deles era um anti-biótico ou bom para aquela situação. O que em geral semi-deuses levam é vitamina C, dipirona, anti-inflamatório ou coisas do tipo como anti-ácidos.
Nada para um perna infeccionada ou que foi quase decepada.
Vi Lizandra colocar um pouco de ambrosia na boca de Lilli e a forçar a engolir.
Levou mais uns cinco minutos enquanto eu moia alguns remédios humanos, para dar como paliativo, para Lilliel acordar.
A primeira coisa que ela fez ao acordar foi dar um grito de dor e depois hiperventilar.
Depois de cinco minutos para acalma-la, foram mais cinco para explicar correndo o que tinha acontecido e ela não teve reação ao ouvir tudo. Apenas ouviu e por fim pareceu ficar sem saber se havia perdido algo importante ou ruim.
–Valeu pelo que fizeram. Eu não notei nada. -Ela sussurrou.
–Bom, não que precise de verdade agradecer. Apenas descanse. Ainda temos que terminar a missão. -Lizandra me encarou brava, mas eu sabia que meu assunto com Lilliel teria que esperar mais um pouco, não era lugar e nem hora para resolver aquilo.
Não que eu tivesse a minima esperança de conseguir fazer algo direito com aquele assunto, mas agora não mesmo.
Recolhi algumas coisa que haviam ficado do curativo e coloquei em uma sacola plastica vazia antes de encarar as duas.
–Eu vou tomar banho. Lizandra, depois você ajuda a Lilliel no banho ou ela vai levar o maior tombo.
–Até parece que você não quer ajuda-la.
Olhei para as duas e consegui até notar que a pele morena de Lilliel estava corada como um tomate.
Suspirei.
–Mesmo que isso tenha a sua verdade Lizandra agora não é hora. Então vamos fazer as coisas da forma mais fácil para todos.
Lizandra não conseguiu responder e eu fui na direção do banheiro.
Fechei a porta, tirei a roupa e pendurei no gancho. Depois precisariamos lavar as roupas sujas ou ficariamos sem nenhuma limpa por mais de dois dias e já me bastava a falta do banho diário aliada do pó de monstro.
Deixei a toalha limpa na haste próxima ao box, abri o registro do chuveiro e deixei a água morna molhar meu corpo tentando em vão acalma-lo assim como os meus pensamentos.
Não deu muito certo.
Uma das razões é que recebi uma visita.
–Eu usaria água gelada no seu lugar, pode funcionar melhor.
Me virei assustado e de de cara com meu pai.
Só que não era a aparência que ele normalmente usava quando ele poderia ser até meu irmão mais novo, a de hoje era totalmente diferente.
Ele parecia mais velho, cerca de trinta anos e barba por fazer.
–Mas o que aconteceu com você? -Consegui dizer.
Apolo olhou no espelho e suspirou.
–Não conte aos seus outros irmãos sobre isso, mas quando estou com Teresa e as crianças uso minha aparência humana real.
–Crianças?
–Sim. Ryuu, Yue, Easley, Amaterasu e Tsukuyomi.
–Quem?
–Seus irmãos e irmãs divinos sua anta! -Apolo falou visivelmente bravo.
–Certo. Tinha me esquecido das garotas. Elas tem dois anos certo?
–Três. Deuses! Você deveria saber mais sobre isso que meus outros filhos. Por que eu e sua tia nos damos ao trabalho de mandar noticias afinal?
–Sei lá. Você divaga muito e tia Ártemis é direta demais.
Meu pai bufou irritado como uma criança de cinco anos, o que foi muito esquisito com a sua aparência de quase trinta anos.
Resolvi continuar meu banho ignorando a presença do meu pai, o que não foi fácil, mas não foi impossível.
–Então, é a filha da Erza. -Desviei meu olhar para ele. -Então já sabe nome da sua sogra. Isso sim é um bom começo.
–Lizandra, tia Ártemis, você, Luti, Teresa, Annabeth e sei lá mais quem. Qual o problema com a vida de vocês que precisam cuidar da minha?
Eu achei que meu pai iria me fulminar, mas contra todas as minhas chances ele apenas riu do meu comentário.
–Bom, eu tenho muitas vidas para cuidar. Como Teresa e seus irmãos deuses, mas é divertido ver sua reação. Aliás, falando no Kaíros, quando sera que ele vai pedir minha irmã em casamento novamente?
–Como é?! -Gritei diante daquela palavra.
–Ártemis não te contou? -Assenti negativamente. -Certo, você poderia ser menos sério, parece até filho da sua tia.
–Vai falar ou reclamar da nossa pouca semelhança em personalidade?
–Enfim, Kaíros é apaixonado por Ártemis e vive pedindo sua tia em casamento. A questão é que ele deve ser o único homem na face do universo por quem ela abriria mão dos votos de castidade. Mas por conta da tal vingança dele isso no momento é meio que impossível, mas ele continua pedindo ela em casamento e se os cálculos de Atena estiverem certos, e eles sempre estão, já foram mais de três mil pedidos.
–Você está brincando?
–Nada. Melhor que os pedidos de casamento é que sua tia foge por meses do Olimpo com a Caçada e chega ao cumulo de faltar a reuniões do Solstício. Eles ficam nesse jogo de chove não molha a mais de dois mil anos e estou vendo a hora que sua tia vai ignorar a vingança junto com as traições a cada trezentos anos para ficar com Kaíros. -Meu pai mexeu o pescoço estralando um pouco os ossos. -Mas o que eu iria falar mesmo era sobre você.
–Até tú Brutos?
–Ei! Dá um desconto certo, estou tentando fazer algo legal aqui por você.
–Isso me parece algo não muito bom.
–Pense o que quiser. Mas sobre a garota, Lilliel, não tenha tanta pressa com isso agora. Entre na onda das piadas de Liz ou as ignore, mas quando tiver a chance conte a ela como se sente. Nem tudo sai como planejamos e ter medo não ajuda, as vezes temos que arriscar alguns passos confusos e perigosos.
–Diz isso pela Teresa?
–Te contaram a história?
–Mais ou menos. Tenho certeza que tem mais coisa que eu não sei. -Dei de ombros fechando o registro do chuveiro.
–Sim. É sobre ela. Se eu não tivesse ficado com medo de toca-la desde de sempre acho que muitas coisas ruins poderiam ser evitadas, principalmente Hefesto.
–Ouvi falar.
–Pelo visto sua tia e Thalia falam muito.
–Não faz nem ideia. -Acho que uma sombra passou pelos meus olhos, por que meu pai apenas assentiu e ficamos em silêncio até eu colocar uma roupa limpa.
–Vou quebrar um galho para vocês. -Ouvi ele falar com se com fantasmas.
–Como?
–Suas roupas, estão limpas. A das garotas também. Mas não de acostume com isso. Só não quero que a garota fique sozinha e não é bom você ou Liz saírem sozinhos por conta das roupas. Avise as duas e descansem. Seu dia amanhã não vai ser muito melhor que hoje.
–Isso não é noticia para dar antes de partir.
–Eu poderia dar noticias piores se quer saber.
–Não, valeu.
–Então se cuide e das duas também. Eu vou voltar para ver suas irmãs.
E dizendo isso Apolo sumiu sem deixar mais do que um brilho de sol aonde estava parado.
Respirei fundo e sai do banheiro.
Liz e Lilli estavam sentadas na cama
Elas nem mesmo me notaram enquanto Lizandra explicava para Lilliel sobre a camada plastica em sua perna.
–Por isso não vai molhar no banho. Então iremos refazer o curativo pela manhã antes de partirmos.
Achei graça na forma como Liz explicava aquilo.
Ela parecia uma criança em véspera de natal quando explicava algo para qualquer pessoa.
Como Annabeth...
Afastei a ideia da minha cabeça.
–Tenho novidades. -Disse chamando a atenção das duas. -Nossas roupas sujas já estão limpas.
Lizandra me encarou incrédula e correu no lugar de Lilliel ver as roupas que estavam limpas e perfumadas.
–Como...? -Liz
–Acho que um deus fez um favor. -Brinquei ao ver a cara dela de espanto.
–Por que um deus faria isso? -Lilliel pareceu ainda mais confusa.
–Boa ação do dia. Apenas agradeçam, que quem ouviu as besteiras fui eu. -Disse rindo.
Nenhuma das duas falou mais nada.
Apenas trocaram olhares e depois Liz ajudou Lilli a ir para o banheiro aonde as duas tomaram um banho.
Além de terem fofocado alguma coisa que achei melhor nem imaginar.
Continua...
Notas finais
Na data do próximo cap vai ter um evento em Sampa, o Anime Friends, o qual meu ingresso já está pago.
Por conta do evento e do fato que eu tenho apenas dois cap's prontos depois desse (que é na verdade a o principal fator do que vou falar), pode ser que eu não poste um cap até dia dia 27/07.
PORÉM SALIENTO QUE ISSO AINDA É UMA POSSIBILIDADE!!!
Então como pedi anteriormente por favor peçam aos deuses para me dar muita inspiração para escrever os próximos cap's, por que se não a coisa vai ficar feia e a fic corre risco de empacar.
E é inspiração para escrever tudo mesmo, por que eu até sei o que tem que fazer/escrever, mas não está encaixando na hora de escrever.
Para que quiser ver o site do evento nem que seja para conhecer é só acessar:
http://animefriends.com.br/
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