The Olimpians – Livro 2: Bloodlines Time

31 Nada Como Alguns Obstáculos Extras Em Nosso Caminho


Notas iniciais
Vamos começar com os agradecimentos: - Mila Galanthus, Apolo iluminou minha imaginação um pouco sim, mas poderia ter feito mais. Mesmo assim tá valendo. Acho que vou te dar mais motivos de preocupação. - Milena Corrêa, lembrei só depois de responder ao comentário, mas, a gente não está cuidando da vida dele e da Lilliel também? - Gih Castro, eu vou cobrar viu (ela sabe o que é), mas não fique tão aflita com as coisas que vou fazer com os nossos heróis, apesar de tudo que possa parecer quero o bem deles. Sobre o pov desse cap, bom, não me matem. Eu tava escrevendo isso de um jeito que só Deus sabe como terminei sem maiores danos e a minha intenção com ele é outra bem diferente. Então curtam, por que essa semana saiu mais cedo (por que não sei se vou poder fazer isso amanhã e sábado... nem sei se vou trocar de roupa a hora que chegar em casa) e vocês devem ter orado muito para Apolo, então merecem.

Lilliel

Meu corpo estava doendo horrores.

Cada célula doía mais do que a outra e o por que na verdade eu não faço a menor ideia.

A sensação era como se algo ou alguém tivesse sugado as minhas forças.

Logo depois do ataque de Kampe quando acordei eu me senti muito bem por algum tempo, até caminhei alguns poucos quilômetros com ajuda.

Depois me lembro de muito pouco sobre tudo.

Um momento de muita dor, alguns comentários desconexos que mal me recordo e Gray me dando algum remédio que não reconheci, depois ele me ajudando a levantar, uma caminhada de poucos metros, um ônibus, o calor do corpo de Gray próximo ao meu e eu acordando no hotel com a perna já tratada.

Segundo Lizandra eu dormi no ônibus ou desmaiei, nenhuma das duas tinha muita certeza, mas o fato era que eu demorei muito para recuperar a consciência e estava com febre quando eles começaram a me tratar.

De um certo modo agradeci, por que não achei o estado da minha perna ou a escolha de tratamento de Gray algo que me deixaria feliz em ver alguém fazer em um estranho. Imagine comigo.

Lizi brincou até que enquanto esperava Gray arrumar as coisas para cuidar da minha perna e da minha febre, que sumiu assim que o curativo foi feito, pensou em me dar uns tapas na cara para me acordar.

Bom, eu acho que ela brincou, mas não arrisco.

Quando perguntei do tal plástico sobre o curativo ela ainda me explicou que era uma invenção do chalé de Hefésto para casos como o meu ou de campistas treinando machucados.

Assim a pessoa poderia fazer os treinos na água sem molhar o machucado e o curativo.

Pelo que entendi Gray conhece como poucos os usos do material, já que ele normalmente é o parceiro de luta da Lizi.

Aliás, Gray é outro dos meus problemas, admito que ele seria a solução em outro momento.

Coloquei o resto das minhas roupas sobre a pia, me apoiei cuba da pia e fiquei esperando Lizandra terminar o banho dela para tomar o meu. Eu poderia até ficar parada no lugar sem problemas, mas precisava de supervisão para não levar um tombo.

Para garantir um pouco de paz eu fiquei em silêncio, mas a Liz é a Liz e isso não muda.

–Veja o lado bom. Pelo menos ainda consegue tirar as próprias roupas. Então se entender com o Gray não será tão difícil.

Era aquilo que eu não queria ouvir.

–Lizi...

–Que foi? Você já deu aquele beijão nele, o que tem de mais no resto?

–O que acha do fato que nós três estamos no meio de uma missão quase suicida?

–Outro motivo para pararem de enrolar e se entenderem de uma vez, não acha?

O pior é que ela estava mais do que certa de certo modo.

–Podemos fazer uma coisa de cada vez por favor?

–Você quem sabe. -Ela deu de ombros terminando de lavar o cabelo.

–Podemos então fazer assim: você para de falar tanto nesse assunto e eu não começo a falar do Leon.

Lizandra me encarou incrédula por uns dois minutos, depois ela riu e deu de ombros novamente.

–Tudo bem. É justo você falar.

É, negociar com ela não deu nada certo.

Lizandra terminou o próprio banho, se enrolou na toalha e saiu até onde eu estava me estendendo a mão.

–Vamos garota. Ficar parada ou se apoiar em algo eu sei que você consegue, mas andar nem tanto.

Suspirei.

Aquilo seria um saco.

Lizi me ajudou a chegar no box e, felizmente, havia um banco de plastico lá desde que entramos. Gray disse para não perguntarmos nada, mas acho que foi a mesma pessoa que disse que cuidaria das nossas roupas.

Sentei no bendito banco, mas aquilo parecia uma piada.

–Tome esse banho de uma vez, aguentar as ordens do Gray nesse caso me irrita. Ele que deveria estar aqui e não eu.

Claro que Liz continuaria a me provocar sem fim, afinal era eu e não ela a outra parte do casal problemático dessa missão.

No final pelo menos Liz diminuiu o número de piadas de forma satisfatória, até por que ela acabou fazendo um comentário que deixou ambas tensas demais para piadas.

–Sem falar que o Gray levou um susto quando notou o perfume que está vindo do seu corpo quando o cheiro começou.

–Perfume? -Desviei o olhar para ela.

–Sim. Tem um pouco do cheiro normal do chalé de Thanatos de terra revirada e brisa fria. Só que também tem flores, grama cortada, terra molhada, limão e outros cheiros diferentes ocasionais. -Liz pareceu um pouco confusa com o fato de eu não ter notado.

–Você tá brincando comigo certo? Perfume? Grama? Flores? Cheiro de... -Quando a ideia me passou pela mente foi tão absurdo que encarei Liz quase furiosa. -Você tá de brincadeira comigo?!

–Sei lá. Tenho cara de quem armou sua ascendência tanto quando a minha? -Liz deu de ombros e eu respirei fundo. -Bom, mais bizarro que isso só o fato que estou conseguindo convencer as pessoas a fazer o que quero melhor do que Piper ou Halley. É quase sinistro pensar nisso.

–Mas se for como elas esse seria um poder de... -A situação era tão absurda de certa forma que comecei a rir. -Sério, não sei se o azar é seu ou dela, por que já imaginou a cara da Drew?

–Como você disse é difícil saber de quem é o azar e por isso estou tentando não pensar na cara dela. Mas imagino, flores... como será que Hades não matou o infeliz?

Meu corpo gelou.

–Acho bom não perguntar algo assim. Só fico curiosa de como usar esses poderes.

–Se é que queremos realmente saber. -Ela murmurou.

–Eu quero. Pelo que descobri eu posso até matar alguém com um toque.

–Agora eu te pergunto, até onde nossas raízes vão e quantos poderes nós ainda temos escondidos? Dependendo de quantos e do quão forte, isso é bom?

–Não sei. Mas talvez ficar sem saber seja até pior Lizi.

Nós duas suspiramos vencidas.

De nada adiantaria continuar com aquela discussão sobre poderes e parentes.

Além disso nada mudaria aquilo, nem mesmo nossas preces mais profundas e sinceras, com as mais caras oferendas.

Terminar o meu banho nem parecia um problema perto daquilo, mas mesmo assim foi complicado.

Lizi aproveitou aqueles minutos de silêncio para colocar suas roupas e pentear o cabelo.

Quando finalmente terminei o meu banho precisei da ajuda da... minha mente parou em um fato completamente esquecido até aquele momento.

Por alguma razão aquela ligação não ocorreu antes, mas Lizandra era... é... enfim, ela é minha prima?

Por que diabos eu levei tanto tempo para notar algo tão obvio depois de todas as minhas conversas com Kaíros e Urano, além da própria criatura a minha frente?

Bom o fato é que precisei da ajuda da Liz para ficar em pé por que minhas forças sumiram com o pouco esforço que fiz para ficar apoiada e tomar meu banho sentada.

Mas pelo menos consegui me vestir sem desmaiar.

O que na verdade já foi um milagre bem constrangedor por que Liz precisou me apoiar o tempo todo.

Quando voltamos para o quarto eu estava pronta para dormir feito uma pedra, mas as coisas não correram bem assim.

Assim que passamos pela porta demos de cara com um Gray totalmente exausto jogado sobre a cama profundamente adormecido e largado, além de sem camisa.

Eu admito que para quem tanto insistiu com Lizandra para parar de falar sobre o assunto aquilo foi um pouco demais para o meu raciocínio.

–Nossa. O que é isso? -Certo. Eu deveria estar com febre para sussurrar isso.

–Isso é o seu namorado sarado com um corpo quase igualmente perfeito como o do pai sem camisa jogado sobre a cama com a bermuda do pijama e sem cueca, claro. -Lizandra fez questão de listar tudo e mais um pouco com sua linda ironia.

–Sem cueca? -Tá, eu não estava raciocinando mais mesmo.

–Sim. Ele, Michel, Will, Lee e todos os filhos realmente poderosos de Apolo tem disso. Eles só usam cueca quando estão em missões e no jogo de captura a bandeira, se bem que nesse é só as vezes.

–Como sabe disso tudo e com tantos detalhes afinal? -Tudo bem, eu fui curiosa e até ciumenta no meu tom de voz.

–Sobre o Gray eu descobri quando eu e Clarisse passamos alguns dias cuidando dele. Um incidente com poderes perigosos. Nós até demos baho no pobre que queria morrer de vergonha.

Acabei rindo.

–Nossa, ele deve detestar essa lembrança mais do que tudo.

–Sobre o mais que tudo eu não sei, mas ele odeia sim a história. O fato é que depois eu e Clarisse interrogamos Gray sobre o fato e ele contou que não sabia por que isso acontecia, só sabia que era assim.

–Estranho.

–Nem tanto. Uma vez sem querer comentei isso com Annabeth e ela me contou que pelo que sabe Apolo nunca, jamais usa cuecas se não for importante.

Algo naquela ideia não fez nenhum bem a minha saúde mental.

Pelo contrário.

–Que seja. Não quero saber de mais nada antes de voltarmos para casa. -Resmunguei.

–Sei. Mas não fica com ciúmes não. Apesar de tudo eu achava que o Gray estava a um passo de virar gay quando você apareceu. Além disso eu vejo ele como meu irmão de verdade.

Eu desejei dar uma resposta muito bem dada para Lizandra.

Só que eu sabia melhor que ninguém que ela tinha razão e isso era até pior que seu tom irônico ou suas provocações constantes.

Suspirei vencida.

–Apenas me ajude a ir para minha cama Liz.

Lizandra riu daquilo como se fosse uma velha e saudosa piada que não ouvia há muito tempo, mas também não falou mais nada.

Quase como se o tamanho do estrago agora fosse o ideal.

Eu não me arriscaria a conversar mais com Lizandra e muito menos perto do Gray, então apenas fechei os olhos e desejei dormir em paz.

Novamente eu não dei sorte alguma.

Para piorar eu não tive nem a sorte de ter as conversas cheia de floreios de Urano ou as provocações constrangedoras de Kaíros.

Dessa vez foram sonhos de meio-sangue.



O sonho começou escuro e confuso.

Meu corpo todo doía tão intensamente que desejei naquele instante ter meu corpo novamente arremessado contra aquela pedra ou minha perna lacerada por aquele pedaço e metal e a dor da retirada.

Meu corpo estava gelado e o frio tocava a minha pele como se eu estive sem roupa ou deitava na neve com roupa de verão.

Uma pontada de dor percorreu meu corpo e levantei por reflexo abrindo meus olhos.

Minha visão estava embaçada e nada no lugar me era familiar, a não ser pelo cheiro de morte e isso não me animava.

Demorou mais do que seria normal, mas finalmente consegui me localizar, ou quase.

Não era neve e sim falta de roupa meu frio.

Mas o cheiro de morte familiar também era muito mais suave do que o normal.

Por que estava em um hospital.

Eu não conseguia ver o quarto direito e levei a mão ao rosto.

Havia uma bandagem e muito algodão sobre o lado esquerdo do meu rosto, principalmente a região do meu olho.

Mas o pior foi que assim que o minimo de força foi colocado sobre o lugar a dor foi mais intensa do que todos os golpes da luta com Kampe.

Não conseguia me lembrar do que tinha acontecido para isso.

Uma voz ecoou ao meu lado e me virei assustada.

–Hey Bela Adormecida. Se troque. Precisamos sair daqui de uma vez.

Era Gray.

Ele estava totalmente vestido, mas tinha o braço esquerdo enfaixado e visivelmente queimado, quase carbonizado na minha opinião.

Aliás, aquele apelido era pior do que os outros relacionados ao meu pai. Desde... desde o que?

Algo me dizia que eu e ele deveriamos conversar normalmente, mas por que agora?

Minha mente estava nublada demais.

Eu tentei falar, mas a menção disso causou uma dor tão grande no estranho machucado no meu rosto que o ar sumiu dos meus pulmões.

–Vai com calma ai. Não acabe com meus esforços de não deixar os mortais mexer nesse lixo que ficou o machucado. Não sabe quão difícil foi fazer eles manterem as mãos loucas por cirurgias longe de nós três. Sorte que o cara lá fora parece bem influente.

Cara lá fora?

Que tipo de pessoa poderia ser?

Eu na verdade queria desmaiar com os poucos minutos de dor que já tinha conseguido.

Algo estava errado ali, mas a dor que sentia era tanta que nem para me concentrar e tentar usar algum poder eu tinha.

Resolvi usar todas as minhas forças para me vestir.

Minha perna ainda perecia sensível, mas nada comparado com meu rosto.

Demorou mais de quinze minutos para colocar as roupas, já que Gray colocou e amarrou o tênis com uma mão só no meu pé com a desculpa que era melhor não aumentar a pressão de sangue na cabeça.

Aquilo era estranho.

Depois ele me fez seguir até a cama atrás da cortina.

Lá eu encontrei Lizandra com a perna mais destruída que a minha, tendo pelo menos quatro pontos de sangue na forma de círculos de um centímetro de diâmetro, a testa enfaixada com pequenos e quase invisíveis resquícios de sangue, além de alguns arranhões pelos braços assim como eu.

Tentei segurar a mão dela, mas nesse momento todo o sonho explodiu na minha cara como um clarão de luz.

A última cosa que consegui ver na minha frente foi um calendário ao lado da cama da minha prima e o dia em que estavamos no sonho marcado.

Dezoito de dezembro.

Quando abri os olhos de sobressalto sentando na cama meu corpo de verdade começou a tremer descontroladamente.

Eu estava apavorada agora.

Em poucos dias estariamos daquele jeito.

Algo realmente deu terrivelmente errado quando eu tentei interferir no curso das coisas com Kampe ou as coisas realmente estão destinadas a dar muito mais errado para nós do que o normal para muitos meio-sangues.

Quando meu corpo parou de tremer respirei fundo e deitei novamente.

Eu havia aprendido a minha lição com Kampe.

Não tentar mudar o destino.

Não usar o que quer que me seja dado ou falado para salvar ninguém.

As consequências nem sempre são boas e normalmente podem ser dolorosas.

Dessa vez não adiantaria alertar Gray ou Liz, qualquer coisa pioraria nossa situação atual.

Fechei os olhos e rezei para que aquilo na verdade não tivesse relação com meus prováveis poderes dos deuses dos sonhos e sim com meu estres.

Que fosse mais uma brincadeira do meu cérebro pelo meu estado físico e mental, mas eu sabia melhor que os deuses até que era verdade.

Um rápido vislumbre do futuro que nos atingiria em breve e sem piedade.

Continua...

Notas finais
Bom, a partir do próximo voltarei a aprontar mais com eles e por isso já peço que não me matem quando a hora chegar, muito embora eu seja a criatura se auto-crucificando com antecedência aqui. Então até daqui a duas semanas meninas e não esqueçam de comentar. COMENTEM!!!COMENTEM!!!COMENTEM!!!COMENTEM!!!COMENTEM!!!COMENTEM!!!COMENTEM!!!COMENTEM!!!COMENTEM!!!COMENTEM!!!COMENTEM!!!COMENTEM!!!COMENTEM!!!COMENTEM!!!COMENTEM!!!COMENTEM!!!COMENTEM!!!COMENTEM!!!COMENTEM!!!COMENTEM!!!COMENTEM!!!COMENTEM!!!COMENTEM!!!COMENTEM!!!COMENTEM!!!COMENTEM!!!COMENTEM!!!COMENTEM!!!COMENTEM!!!COMENTEM!!!COMENTEM!!!COMENTEM!!!COMENTEM!!!COMENTEM!!!COMENTEM!!!COMENTEM!!!