The Olimpians – Livro 2: Bloodlines Time
11 Muitas Reuniões de Última Hora
Notas iniciais
Bom fui eu hoje.
Blz que fui cochilar às 19hs quase, mas apaguei até depois da meia-noite.
Bom, pra quem dormiu só 2 hs durante a noite e depois acordou às 6hs pra trabalhar tá otimo.
=X=
Deixando isso de lado (lê-se: minha desculpa pra postar tão tarde) quero avisar que fiquei muito feliz essa semana.
Por que 4 leitoras lindas e maravilhosas comentaram, além de aparentemente não estarem planejando minha morte pela história da Lilli (o principal).
Então meus agradecimentos entusiasmados (se pudesse abraçava cada uma) para minhas leitoras divas da semana:
-PJO e HP 4ever ;
-Gih Williams Valdez ;
-Alexia Oliveira ;
-Milena Corrêa .
=X=
Leiam mais nas notas finais
Lizandra
Depois de acabarmos com os salgados assados e dois pacotes de biscoito Lilli e eu fomos dormir, Gray já estava deitado tentando dormir.
Pra dizer a verdade juntando a conversa com a Lilli e o caso do Gray me sentia muito idiota por nunca ter tentado falar com Leon.
Os dois eram no minimo azarados, mas acho que mereciam os parabéns.
Fiquei pensando nisso até dormir, mas não fui muito felizarda com meus sonhos.
Eu estava em um lugar estranho.
Era muito quente, mais do que as fornalhas do acampamento. Mesmo assim o chão era tão frio que me assustou.
Mas não tanto quanto a voz que soou ao longe.
Era profunda, fria e cruel, e ainda assim paternal, carinhosa e estranhamente familiar. Mas acima de tudo ela resoou no fundo da minha alma.
Se eu estivesse certa, o que eu não queria, era quase uma voz ancestral.
Admito que nessa hora eu pensei no meu irmão Luke e Cronos.
-Você não deveria estar aqui. Nem você e nem a sua amiga. Vocês nunca deveriam pisar nesse território “Linhagem”.
Olhei na direção da voz e admito que me assustei muito, mas não consegui gritar.
Vários pedaços de um corpo gigantesco estavam presos a uma parede.
A pele era negra como piche, mas parecia estar completamente tatuada com linhas brancas.
-Quem é você?
-Eu sou o primeiro rei. O maior que já existiu e ainda poderia existir. Você não deveria pisar nesse lugar criança, nenhum de vocês. Mas você e sua amiga muito menos.
Amiga? De quem ele falava? Eu não estava sozinha?
Olhei para os lados e lá estava Lilliel caida, com um pedaço de ferro no meio da perna tentando se manter acordada.
-O que fez com ela demonio?
-Não fiz nada. Ela se feriu tentando te salvar, mas falhou. Agora ela quebrou. Igualzinho a você, mas nem tudo está perdido.
-O que quer dizer? Não vou te ajudar seja lá quem você for.
Para minha surpresa a cabeça solta do corpo, presa perto do chão se mexeu quando a voz gargalhou alto e sua risada fez até minha alma tremer.
-Não quero ajuda, apenas tire essas pragas do meu túmulo e recupere o que procura. Estou velho demais para brincar de guerra com gente tola. -Foi nesse momento que reparei no tom cansado de sua voz.
Me aproximei da parede aonde as partes do corpo daquele ser repousavam.
Olhei atentamente os pedaços e para minha surpresa comecei a ler minha história desde que minha mãe conheceu meu pai. Mas pareciam nuvens. Uma história nas nuvens.
Me virei para encarar a cabeça da criatura de perto.
Era incrivel como mesmo sem um corpo podia dizer que me surpreendi com a beleza dos traços daquele rosto.
Era velho e a barba estava grande, mas parecia algodão. Os olhos eram dourados e as linha do rosto pareciam com grego arcaico. As linhas de espresão do seu rosto eram profundas, mas ainda mantinham uma altivez tão familiar que me deu medo e seu olhar era absoluto, como o de um rei.
-Quem é você?
-Você sabe. Eu já te falei, mas na dúvida volte ai inicio e pense como eu cai antes dos outros.
Estendi minha mão na direção daquele rosto, mas antes de alcança-lo estava em outro lugar.
==========X==========
Meus olhos demoraram a entrar em foco, mas quando entraram preferi não poder identificar aquele lugar.
Era minha casa. Minha antiga casa. Ou pelo menos uma reprodução dela.
-Boa noite Lizi.
Me virei assustada, esperava ver meu pai, mas agora não era só ele ali.
Hermes estava sentado no velho sofá que eu rabiscara quando tinha cinco anos e olhava um pouco distante o desenho do passaro no tecido desgastado.
Sentada do outro lado estava a última pessoa que pensei ver em meus sonhos: Teresa, a Primeira Coroa. Ao lado dela e de Hermes estava Annabeth com um bloco de notas em mãos, foi sua voz que me chamou.
-Mais um segundo e nem viva você estaria. Tome mais cuidado criança. Se voltar para aquele lugar não toque em nada. -Teresa parecia nervosa só de mencionar minha parada anterior.
-Como? Eu nem sei quem era o cara esquartejado.
-Melhor assim. -Annabeth respondeu pegando um smartphone que ficou flutuando na sua frente. -Acredite, nunca é bom acabar naquele retiro estando vivo ou morto.
Quando ela disse aquilo eu juro que quase tive um ataque.
-Eu morri?
-Não! -Pra minha surpresa foi Hermes que gritou. Ele pareceu receoso. -Não é isso, elas estão aqui pra me vigiar. Eu preciso falar com você.
Olhei para ele receosa. Nada de bom vinha quando ele me aparecia em sonhos.
-Ok.
Sentei no sofá que era do meu quarto e estava de frente para eles.
-Sua mãe tinha alguns parentes distantes, alguns primos dos pais dela e eu pedi um favor para a Annabeth.
-Se são parentes da minha mãe, devem ser pessoas fora de série.
-Você nem imagina. -Annabeth disse em um sussurro.
Olhei para ela confusa.
-Bom, o fato é que um dos parente vivos dela aceitou cuidar de você, caso queira passar mais tempo longe do acampamento.
Sério. Isso me surpreendeu e muito.
-Os parentes da mamãe realmente aceitaram fazer isso sem reclamar?
-Sim. Sua tutora está muito interesada em cuidar de você. -Meu pai parecia confuso ao dizer aquilo. -Sua mãe morreu antes de poder conversar sobre muitas coisas com você e acredito que ao conhecer seus parentes poderá entender mais sobre a sua família.
-Quem são eles?
-No momentos vamos deixar isso em segredo, pra que você tenha um incentivo para voltar inteira da missão. -Meu pai sorriu como se estivesse tramando uma brincadeira incrivel.
-Isso não é justo.
-Não é pra ser. -Hermes veio até o sofá em que eu estava e sentou ao meu lado. -Os pais da sua tutora vão ajudar nas despezas e outros problemas como escola ou emprego caso queira morrar fora do acampamento. Eles não sabiam que sua mãe tinha morrido, perderam contado com ela quando seus avos morreram.
-Como eles são?
-Estranhos.
-Uma novidade por favor?
-Sua... tia. É acho que é melhor chamar ela assim. Sua tia tem uma filha, então vai ter companhia, mas ela é da sua idade. Talvez tenha que se adaptar a alguns habitos deles, mas acho que vai se dar bem.
-Sério, qual o nome deles?
-Já falei, volte viva e vai descobrir.
Aquilo estava me irritando.
-Por que veio me falar isso pessoalmente?
-Por que estou preocupado com você e me sinto culpado pelo rumo que as coisas tomaram no acampamento. Depois a missão... parece que te tiro de uma situação perigosa para por em outra.
Hermes me pareceu cansado e realmente arrependido.
-Não é culpa sua. -Ele me olhou surpreso. -Pelo que me lembre minha mãe era perfeita em tudo que fazia. Sou uma cópia mal-feita dela, mas ainda sou muito boa em tudo que faço como ela foi. Então acho que sua culpa é só um quarto do problema.
Teresa começou a rir feito louca enquanto Annabeth continha o riso, já meu pai parecia chocado. Mas o que falei era verdade.
Por fim Teresa e Annabeth levantaram ao mesmo tempo olhado para o relógio.
-Hermes, temos que ir. -Annabeth disse guardando o bloco de notas e puxando outro smartphone do bolso. Agora ela mexia nos dois aparelhos ao mesmo tempo. -Nosso tempo está um pouco curto.
-Certo. -Hermes voltou a me encarar. -Volte viva para o acampamento, quero te dar um presente e não posso fazer isso sem você lá.
Hermes pousou a mão sobre minha cabeça e de uma forma realmente desajeitada tentou bagunçar meu cabelo, como minha mãe fazia.
Antes que eu pudesse falar alguma coisa o sonho mudou pela terceira vez.
==========X==========
Eu estava em Vegas.
Em um cassino de mortais.
Sabia disso por que... bom, por alguma razão eu sabia.
Lilliel e Gray estavam na mesa da roleta fazendo uma aposta, o que me pareceu estranho já que eles estavam horriveis.
Roupas queimadas.
Lilli estava com um curativo no olho e parecia lutar para ficar em pé sem usar a perna direita, e Gray estava com o braço enfaixado como se o tivesse quimado.
Procurei um espelho, felizmente havia um a dois metros de onde estava. Posso dizer que estava pior que eles. Minhas roupas também estavam queimadas e além da cabeça, minha perna esquerda também estava enfaixada.
Quando me dei conta dos machucados, a dor também apareceu.
Fui até meus amigos ofegante pela dor e reparei que os dois também pareciam exaustos.
-Tem que dar quize. -Lilli murmurou.
-Ou dá quinze ou já era. -Gray parecia prestes a desmaiar.
Olhei melhor e dos três, Gray era o que parecia melhor.
A roleta parou e o crupie anunciou.
-Vermelho quinze. O Casal Queimado leva tudo.
Nós três gritamos de alivio e pegamos as fichas.
-Não vão continuar? -Ouvi o crupie perguntar.
Me virei um pouco receosa.
-Acredite, isso foi um milagre. Somos individualmente mais azarados que todos os jogadore daqui juntos, não podemos brincar com a sorte nesses casos.
O crupie pareceu não entender e sai correndo atrás dos dois.
Então eu acordei.
==========X==========
Acordei suando muito, o que era estranho já que estavamos em pleno inverno e nevava muito do lado de fora.
Além disso, mesmo com o aquecedor Lilliel e Gray pareciam tremer debaixo das cobertas.
Fui até o banheiro, lavei o rosto e fiquei olhando o espelho.
A voz daquele corpo esquartejado ainda resoava ne minha mente.
“Ela se feriu tentando te salvar, mas falhou. Agora ela quebrou. Igualzinho a você...”
Eu iria fazer besteira, mas não podia deixar que aquele sonho se tornasse realidade. De alguma forma precisava fazer alguma coisa para evitar que tudo desse errado.
Eu podia evitar. Só não sabia como, por que se não pudesse sei que aquele outro sonho não teria acontecido.
“Eu sou o primeiro rei. O maior que já existiu e ainda poderia existir.”
Não fazia ideia do que isso queria dizer, mas era uma pista.
O tipo de pista que poderia me matar.
Voltei para minha cama e consegui dormir, dessa vez sem sonhos bizarros.
Apenas minha mãe e suas manias mortais, mas isso era como viver um dia feliz.
Continua...
Notas finais
Nada preocupante, pois nossos três meio sangues ainda vão narrar. Mas... deixa pra lá.
Não vai interferir na história mesmo.
Adiantando, teremos umas pelas "patadas" no próximo cap.
Então aguardem e COMENTEM!!!
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