The Olimpians – Livro 2: Bloodlines Time

27 Encontros Familiares Podem Ser... Inexplicáveis


Notas iniciais
Essa semana eu estou triste.
Ou minhas leitoras ficaram bravas por que falei que demoraria um pouco mais para postar ou estão muito ocupadas para ler a fic.
Eu espero sinceramente que seja o segundo.
Os agradecimentos especiais irão para meu dois leitores que comentaram
-Milena Corrêa, que continua apaixonada pelo Gray como sempre;
-Gabriel JAckson Half; pessoa que apareceu para dizer que estava morrendo de curiosidade.
=X=
Agora sério galera, não aumentei o tempo entre as postagens de maldade.
Só não quero continuar a postar toda a semana sem a garantia de ter uma "gordurinha" para queimar quando a imaginação passar a semana seca.
Então perdoem essa decisão.
=X=
Agora aproveitem o cap Liz e Kaíros.
Eu fiz questão de explicar muito sobre a Liz nesse cap, mas nem tudo claro.

Lizandra


Depois de tudo aquilo eu mudei de opinião.


Gray é um idiota que estava muito errado.

Claro que essa não foi uma opinião que surgiu facilmente ou mesmo algo sem motivo.


Não.


Essa opinião tem nome especifico.

Kaíros.

Assim que eu dormi comecei a sonhar e no começo o sonho não fez sentido.

Eu estava vendo minha mãe.

Algo confuso de quando ela era mais nova e falando com Kaíros.

Demorei vários minutos a entender que eu estava vendo a mesma visão que Gray do passado. Cada maldito detalhe.


E quando digo cada detalhe é cada detalhe mesmo.


Até a conversa dos irmãos da minha mãe e do pedido que ela fez a Hermes, além de tudo depois que não consegui evitar de ver por que parecia impossível desviar o olhar.


Eu não sabia até onde Kaíros tinha mostrado para Gray, mas o que eu vi foi até ela chegar na nossa casa, a velha casa em que cresci em Saint Louis.



Junto com ela estava eu ainda recém-nascida e algumas poucas caixas que minha avó tirava do carro perguntado se minha mãe tinha certeza no que fazia.



Minha mãe respirou fundo e disse que não, mas que era sua melhor escolha no momento e que não voltaria atrás depois de tudo.



Quando tudo terminou meu corpo tremia e eu chorava de forma descontrolada.


Eu queria bater em Gray por não ter me contado aquilo.

Minha mãe sempre disse que eu era o sonho dela, seu maior desejo e eu sempre achei que ela dizia aquilo por ser minha mãe.


Mas era verdade.


Ela queria tanto que eu nascesse que fez até Hermes tornar a minha existência um desejo dele.


Quanto ela me disse uma vez que me amava desde antes de conhecer meu pai eu achei que ela era louca, mas na verdade ela já sonhava comigo e queria que eu fosse feliz, saudável.



Ela deveria ser imortal agora, mas ela queria que eu nascesse.


Tudo aquilo estava me deixando louca.

Eu mal conseguia respirar te tanto que meu peito apertava.

Então eu senti uma mão nas minhas costas.

Quando me virei reconheci a figura do sonho, Kaíros, parada ao meu lado com uma roupa um pouco diferente do que esperava. Jeans, camisa e sem sapatos.


–Respire primeiro. -Ele sussurrou tentado me acalmar.


Mas eu não conseguia, apenas ignorei tudo e abracei ele com força.

Continuei chorando por muito tempo até conseguir me acalmar de verdade.

Quando consegui encarei Kaíros que rolou os olhos e afagou minha cabeça.

–Vamos. Precisamos conversar criança.

Ele levantou e me levou junto.

–Aonde vamos?

Ele riu antes de responder:

–De verdade lugar algum. De certa forma te mostrar algumas coisas.

Eu queria brigar por conta daquela resposta, mas algo me fez pensar que talvez fosse melhor ser surpreendida dessa vez.


Assim que segui Kaíros até a primeira mudança temporal me deparei com uma mulher muito bonita.



Ela deveria ter um metro e sessenta e cinco. A pele branca levemente bronzeada, olhos violetas levemente puxados, longos cabelos ruivos, um corpo escultural que talvez a própria Afrodite se pergunte como alguém pode ter um corpo daqueles e uma boca muito bem delineada.



Eu poderia dizer só pela postura dela diante do homem que parecia ser o síndico que ela tinha uma presença a ser considerada e era perigosa. Principalmente por que ela sabia que era perigosa.



O síndico falou algo e ela riu como se a seriedade dele não fosse mais que uma piada. A ruiva tentou virar na direção do elevador, mas o homem a segurou com força pelo braço, o que foi um grande erro.



A mulher rapidamente torceu o braço dele e ouvi dois ruídos distintos.


O primeiro era da clavícula sendo quebrada e o segundo do cotovelo sendo deslocado.


Aquilo dói.


E eu sei do que falo.

–Essa é a Erza. Mãe da Lilli. -Ouvi Kaíros finalmente falar me assustou mais que o normal.


Então demorei mais que o normal para responder algo.


–E o que eu tenho haver com isso agora?

–Ela vai ser sua tutora se você aceitar.

–Como?

–Na verdade eu só estou falando isso por que falei com seu pai antes. Hermes pretendia te contar no acampamento, mas ele acha que tem um outro assunto mais grave para tratar com você no dia, então resolvi pegar essa informação sob minha responsabilidade.


–Como assim ele acha que tem outro assunto mais importante. -O que era mais importante que aquilo agora?



–Não vou tocar no assunto, mas na verdade é muito importante o que ele tem a dizer. De qualquer forma o fato de mesmo aos dezoito anos ela ser sua tutora é por que seus poderes não estão desenvolvidos. Os Eucaristia conseguiram uma liminar com a ajuda da sua avó materna para cuidar de você até que seus poderes estejam estáveis.



–Como? Eles falaram que tenho poderes para um juiz e o cara aceitou?


–Não. Usaram o histórico médico da família para definir um direito a guarda prolongado aceito pelo juiz. Digamos que alegaram acompanhar se você realmente está livre da doença que sua mãe tinha.


–Mas eles sabem que estou livre. Hermes conseguiu não foi?


–Sim. Ele conseguiu te livrar, aos seus primos e os seus descendentes. Mesmo assim acho que já notou que tem muito poder para não aprender a usar e os Eucaristia são os únicos no momento que podem te ensinar a como fazer isso. Os Zelothya restantes não sabem como fazer, por que a última com habilidade para isso foi sua mãe e os irmãos dela nunca foram treinados, por que eu a pedido dela apenas fiz tudo de longe sem aparecer para eles como fazia com ela.


Minha mente girou.


–Por que minha mãe fez isso? Por que saiu de perto da família e cortou o contato com eles depois que nasci?


Kaíros respirou fundo.


–Venha.

Então do nada estavamos em algum lugar ao norte de Nashville, Tennessee.

A nossa frente um homem velho estava sentado em um velho celeiro enquanto ouvia gritos de agonia cruzarem a longa distancia de quase quinhentos metros desde a casa principal.


Ele olhou na direção da velha casa e viu uma mulher de cabelos cor de bronze se aproximar ainda chorando.



–Como eles estão hoje?


–Péssimos. Pedi para Sara e Hellen levarem as crianças para um passeio e depois virem para a casa secundária. Acho que hoje até eu vou dormir no celeiro.


O velho sorriu.


–Fique a vontade Julia.

A mulher sentou em um cadeira de balanço velha, mas bem conservada ao lado do velho.


–Era onde Kira sentava para ver o tempo passar quando não conseguia ir até o rio. -A mulher sussurrou e depois olhou para o velho. -Como conseguiu? Como teve forças para ver sua esposa, dois enteados e dois filhos morrerem dessa forma?



O velho riu triste.


–Meu enteado mais novo morreu muito jovem e de forma repentina. Simplesmente saiu um dia para nadar sozinho e teve uma crise dentro do rio. Se afogou. Teve sorte ao meu ver. -Ele respirou fundo. -Os outros eu não tive muita chance de aguentar. Simplesmente foi acontecendo um atrás do outro e meus dois filhos de sangue pareceram ir tão rápido e estavam tão devastados pela doença que nunca cogitaram ter filhos.


–Só Lucas foi idiota o bastante para levar isso adiante nos próprios filhos. -Julia resmungou.



Naquele momento eu já sabia há muito tempo quem eram aquelas pessoas.


Por um lado aquilo me deu raiva e por outro alivio.

–Ao menos Kira pensou em todos, ainda que eu ache que se tivesse pensado só nela aceitando a imortalidade já estaria mais do que bom. -O velho sorriu ainda mais triste. -Queria que ela tivesse ficado conosco ou que pelo menos morresse dois meses depois para que pudessemos nos despedir.


–Agora você está sendo egoísta Peter. Até onde sei ela já estava agonizando a anos e continuou como se nada acontecesse até fazendo trabalhos temporários só para ter mais dinheiro para cuidar de Lizandra. -Julia ralhou brincalhona, mas depois ficou com uma expressão triste. -Ao menos graças a ela eu tenho netos saudáveis. Lizandra, Mark, Sander, Ully, Fall e Reira. Pensar que não vou precisar ouvir eles gritarem de dor como meus filhos já me dá um motivo pra continuar ao lado dos meninos até o fim.



Peter sorriu triste novamente.


–Vai visitar Lizandra na casa dos Eucaristia?

–Sim. Assim que Erza me avisar que ela está instalada e bem. Além de ver com a própria Lizandra se ela quer me ver.


–Por que não iria querer?


–Por que quando Kira me disse que partiria para não interferir na vida dos irmãos eu apenas aceitei e não fiz nada além de mandar dinheiro todos os meses. Kira não precisava trabalhar, fazia isso por que queria ter sempre mais sobrando para Liz e por que gostava. Essa doença faz com que todos sejam aposentados pelo sistema desde os dezoito anos. Meus filhos bem dizer já nasceram inválidos.


–Ainda não vejo a razão dela não querer te conhecer Julia. -Peter retrucou.


–Por que ela iria querer conhecer uma avó que deixou a filha sofrer sozinha por anos só por que ela disse que queria assim? Eu poderia ter dito não. Poderia ter ficado ao lado dela até o fim e cuidado da Liz quando a Kira não podia mais.


A mulher se desfazia em lágrimas e eu também estava chorando novamente.


–Julia, você mau consegue ver seus dois filhos mais novos desse jeito e eles não são nem de perto tão fortes quanto Kira, que lutou contra a doença sozinha e sem reclamar. Como você acha que ficaria ao ver alguém forte como sua filha agonizando da mesma forma que os meninos? Acha que aguentaria algo assim?


A mulher soluçou e mexeu a cabeça negativamente.


–Entenda, Kira sabia disso. Ela sempre soube como as coisas terminariam e você sabe disso. Assim como você sabe que ela queria desistir de tudo antes daquele deus aparecer e os dois ficarem juntos. O fato dela ter ficado mais forte ainda depois daquilo foi por saber que tinha feito algo de bom e principalmente por que tinha a filha querida e saudável que sempre sonhou. Então pare de se culpar.


Um grito muito mais alto irrompeu pelo terreno e chamou a atenção da mulher.


–Eu vou ver os meninos. -Ela fechou os olhos e respirou fundo. -Que os deuses façam esses dias de agonia passarem rápido.


–Tenha fé Julia. Faz uma semana que eles estão assim. Em breve eles terão algum descanso.



–Obrigada Peter. Essa conversa me fez bem.


A mulher se foi e o velho olhou para as estrelas.

–Eu rezei todos os dias para que você tenha tido mais dias de decanso que de agonia Kira, por que depois que você partiu a minha última fagulha de força para ver seu pai morrer se apagou. Você deveria ter aceitado a imortalidade criança, não a morte. Que os deuses me deixem ver Lizandra uma última vez antes de morrer, é tudo que peço.


Então toda a cena sumiu enquanto eu chorava sem controle, engasgando com a falta de ar por não conseguir me acalmar o bastante nem mesmo para encher meus pulmões de ar.



Levei o que pareceu mais de uma hora para conseguir me acalmar com a ajuda de Kaíros que precisou quase que me ensinar a como se respira.



Mas quando consegui me “acalmar” a situação não melhorou.


–Por que? Por que me mostrar isso agora? Por que ela fez isso? Por que meu pai aceitou? Por que minha avó não me procurou antes? Por que você demorou tanto a aparecer? Me diga Kaíros, por favor.


Kaíros respirou fundo e me sentou em um sofá familiar.


O sofá da minha casa em que minha mãe passava horas sentada trançando meu cabelo de formas diferentes quando não se sentia bem para passear ou me treinar.


Eu queria perguntar como aquilo estava lá, mas se o que Lilli disse estava certo aquele comodo poderia ser uma lembrança.



–Prometi para sua mãe aparecer só quando você saísse do acampamento. Acredito que quando tinha relação com você ela podia ver mais do que eu e sabia sobre Lilliel. Mas nem posso garantir que foi por isso.



–Ela poderia saber mesmo?


–Claro. Kira e Erza poderiam ser gêmeas em termos de poder e talento. Os deuses tem que mentir muito sobre elas para não levantar suspeitas.


–De certa forma isso me deixa feliz. -Murmurei.


Kaíros riu e sentou ao meu lado.

–Te mostrei isso agora por que esta chegando a hora de você saber das coisas e receber noticias até mais importantes. Sobre o por que seu pai aceitou o pedido da sua mãe... bom, ele amava Kira e ainda ama mais do que talvez possa entender. Acredito que nem ele possa te responder isso direito, mas ele fazia todas as vontades dela e isso inclui te levar para o acampamento antes dela morrer.


–Como? -Aquilo foi pedido da minha mãe?


–Kira sabia que estava piorando muito e não queria que você acompanhasse as crises cada vez mais longas e cruéis. Ela viveu a pior fase da doença do pai e dos tios, sabia o que esperava por ela e não permitiria que você acompanhasse aquilo durante semanas.


–Semanas? Eu nunca vi ela mais do que três ou cinco dias agonizando e isso já era demais na minha opinião.



–Exatamente. Ela nunca se permitia mostrar mais do que esse tempo para você, mas no último ano ela chegou a ficar mais de um mês gritando de dor na cama e Hermes ficava lá durante a noite, enquanto eu ficava de dia. Pelo menos podiamos segurar a mão dela e isso parecia aliviar a dor que ela sentia.



Eu não conseguia falar nada.


Apenas congelei enquanto as lágrimas rolavam pelo meu rosto sem parar.

Queria poder dizer algo, gritar ou mesmo chorar como aconteceu ao ver minha avó, mas acho que estava em choque.


–Sua avó queria proteger sua mãe do seu avô, mas não conseguiu. Lucas era de muitas forma um imbecil e nunca fez nada de útil nem por ele nem pelos outros. Quando sua mãe viu que estava piorando mais do que poderia esconder de você ela te mandou ao acampamento. O que foi difícil para ambas, já que ela te amava mais do que tudo e você venerava a imagem dela. Mas seu avô... ele não ligou para isso. Manteve sua mãe e os filhos mais novos por perto para verem seu sofrimento e dizia que aquilo era a prova de amor no sangue da família.



Aquilo inflamou minha raiva.


–Prova de amor?! O que esse imbecil tinha na cabeça?!

–O mesmo que todos antes dele. Sua mãe nunca concordou com tal absurdo, mas ela era uma pessoa realista. Seu avô nunca quis aprender a usar os próprios poderes de verdade, mas sua mãe usou todos os que poderia ter a disposição e quando queria parecer bem na sua frente usava todos para aliviar os sintomas. Não tentar se curar ou lutar contra a doença, mas só para parecer bem e não te deixar ver toda a dor ou a piora na condição dela.


Depois daquelas palavras fiquei em silêncio.


Kaíros apenas permaneceu ao meu lado esperando que eu reagisse.

Levou vários minutos, pelo menos vinte, até que eu encontrasse as palavras certas, coragem e forças para perguntar:


–O que vem agora?


–Você vai salvar os dois, mas vai pagar um preço.

–Que tipo de preço estamos falando?

–Do tipo que não envolve morrer, espero.

–Como assim “espera”? Você deveria saber disso melhor que eu. -Retruquei.


Kaíros riu e afagou minha cabeça.


–Sei disso Liz, mas ainda é sua vida e suas escolhas. Minha esperança é que disse para aqueles dois lerdos que não iria pensar em morrer novamente.


Dessa vez eu que ri.


–Realmente eles são lerdos.

–Eu espero que Gray ouça meus conselhos, mas isso ainda é sobre você Liz.


Grunhi.


–Vamos lá garota, acha que gosto disso?

–Pra dizer a verdade sim.

Kaíros riu.

–Na verdade gosto um pouco sim. -Ele olhou na direção da parede um pouco distraído. -Nosso tempo está acabando.


–Como assim?


–Você precisa acordar em breve, então vamos terminar os avisos. Em Vegas tome cuidado. Na cidade existem defesas contra a aproximação sua e da Lilli que eu não posso desativar. Essas defesas vão tentar matar vocês de verdade, por isso cuidado conforme se aproximar da área principal da cidade.


–Por que não pode desativa-las?


–Por que faz parte da natureza dos guardas tentar arrancar suas cabeças a não ser que se mostrem fortes o bastante.


–Fortes?


–Se conseguirem derrotar eles aonde são mais fortes os guardas vão reconhecer vocês na próxima e deixa-los passar sem problemas. Poderão até mesmo ser invocados em outros estados e países caso precisarem deles, mas no momento vocês não passam de ração para eles.


Respirei fundo.


–Obrigada pelo aviso.

–Disponha. Agora nosso tempo acabou. Descanse um pouco agora.

Eu tentei perguntar o que aquilo queria dizer, mas no minuto seguinte tudo ficou negro e eu dormi de verdade como se nunca tivesse sonha do Kaíros.


Ao menos dessa vez eu dormi depois de tudo aquilo.



Continua...


Notas finais
Agora teremos uma pequena sequência de cap's o Gray.
Para as fãs apaixonadas dele, garanto que vai ser... irônico.
No minimo.
Então...
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