The Olimpians – Livro 2: Bloodlines Time

50 As Vezes, Uma Faxina Pode Ser Tudo O Que Precisamos


Notas iniciais
Primeiro sobre as minhas linda leitoras: - ***Milena Corrêa***, pelo que entendi ela realmente amou a Liz e o Leon. Brincadeira, eu sei que ela amou por que disse isso e fiquei feliz em saber. ***A Granger***, está realmente ansiosa com a situação dos primos, ainda vai demorar um pouquinho (eu já escrevi os caps) e vai ter um gostinho até para quem não gosta da Drew. Além disso ela também amou toda a cena do Leon e da Liz na praia (tenho que dizer que fico realmente feliz em ver que acertei com o cap anterior, por que também adorei ele). - Bom, eu comecei a participar de um grupo de postagem de HP e para quem tiver algum interesse segue o link do meu cap e da fic. As histórias de cada cap são independentes e por isso quem quiser pode ler apenas os caps que tiver interesse. Esse é o cap que eu escrevi: http://fanfiction.com.br/historia/244870/The_Perfect_Prom/capitulo/10/ Este o da fic mesmo: http://fanfiction.com.br/historia/244870/The_Perfect_Prom/ - No geral era isso, aproveitem o cap. E sobre esse cap, pode ser que ele esteja um pouco além da conta... mas adorei escrever isso.

Gray

21 de Dezembro

Acordei com batidas insistentes na porta enquanto sentia um peso incomum sobre meu estomago.

Abri meus olhos encarando a origem do peso e dei de cara com a cabeça de Lilliel ali, depois lembrei que ela havia deitado daquela forma dizendo que queria um pouco de calor e então nós dois adormecemos.

Levantei tentando evitar de acordar Lilliel, o que não deu certo no final, já que com as batidas ela e Lizandra começaram a reclamar.

–Vai embora, eu quero dormir. -Liz resmungou alto contra o próprio travesseiro.

–Eu vou matar o infeliz que me acordou e tirou meu namorado da função de travesseiro. -Essa foi a Lilli.

–Calma meninas, eu vou ver a porta e já... -Assim que abri a porta dei de cara com Leon vestido para o dia do acampamento e com uma dúzia de flores que ele certamente negociou com o chalé de Deméter.

Provavelmente com a líder do chalé, já que ela não odeia ou tem medo de filhos do sub-mundo como a maioria dos irmãos.

–Posso falar com a Lizandra?

–Eu... hã... Lizi, melhor você levantar e vir atender.

Ouvi alguns ruídos estranhos as minhas costas e deduzi que fosse minha irmã se arrastando para fora da cama como um zumbi. A melhor parte foi quando ela apareceu ao meu lado e viu Leon com as flores na mão, por que foi quando Liz esqueceu que estava de camiseta de dormir e short para pular no pescoço do namorado, dando um beijo nele.

Fui para minha cama e sentei ao lado da minha namorada já acordada que olhava a cena. Demorou menos de dois minutos para Liz se separar de Leon, o que é um bom sinal, e os dois ficarem com jeito meio encabulado.

–Bom dia, isso é para você. -Leon estendeu as flores um pouco danificadas do ataque da namorada e Liz pegou elas com um sorriso.

–Obrigada. E você fez o que disse, foi o primeiro a aparecer.

–Eu falei que seria. -Leon deu um beijo rápido em Liz e depois me encarou dentro do quarto. -Vou esperar lá embaixo para te ajudar com os anéis e o Quirón disse que nem em sonhos é para vocês dois ficarem enfiados nesse quarto, mas o tio D. disse que algumas horas tá liberado. -Então ele olhou para minha irmã com um olhar quase de adoração. -Estarei na sala, não demore.

Assim que Leon saiu e a porta fechou eu levei um susto.

Olha posso dizer que nunca vi uma pessoa com um machucado como o da Liz se mover tão rápido, por isso tenho certeza que ela estava usando os seus poderes da “Linhagem” para tomar o banho naquela velocidade de menos de dez minutos minha irmã estava pronta para descer.

Claro que nem eu ou a Lilli deixamos ela sair sozinha, por questões óbvias a nós dois, sabiamos que não seria seguro nem a Liz ficar a sós com o Leon ou nos dois no quarto e mesmo o namorado da minha irmã sendo até que muito certinho é melhor não arriscar.

Depois foi minha vez de tomar banho ouvindo as discussões de Lilli e Liz sobre a conversa que ela teve com Hera, enquanto minha namorada desviava o olhar atento para o box do banheiro pelo menos meia dúzia de vezes.

Quando terminei o banho as funções foram invertidas, como eu sabia que seria. Mas, Liz não quis discutir comigo, o que foi estranho, então eu acabei me perdendo em pensamentos próprios e algumas considerações que andava fazendo devido a missão, ou ao Kaíros, se isso soar melhor.

Sim, eu admito que de muitas formas Kaíros pode ser de longe um cara insuportável com suas visões e comentários tão ácidos quanto os da Liz, até por que ele é um deus.

Só que, sinceramente, depois da nossa missão e de tudo que aconteceu do dia que trombei com a Lilliel até agora, bom, acho que ainda tenho alguns agradecimentos pendentes com ele.

Não que as coisas que nos aconteceram fossem boas, mas o resultado final de tudo aquilo realmente não é dos piores.

Na verdade é até muito bom.

–Desse jeito vai ser realmente difícil manter vocês dois no acampamento pelas próximas quarenta e oito horas, imagina então durante um verão inteiro. -O comentário de Lizandra me fez virar para encara-la.

–Como assim?

Ela bufou irritada.

–Não se faça de idiota. Basta ver a sua cara agora para saber.

–Mas eu nem fiz nada, ainda.

–Claro, por que sou eu que estou olhando o meu namorado tomar banho com a pior cara pervertida de toda a história desse acampamento.

Então Lilliel deu uma gargalhada, me fazendo encara-la no box do banheiro.

–Qual a graça?

Lilliel pegou a toalha e saiu de trás da cotinha transparente antes de responder:

–Você sabe que ela tem razão. -Continuei encarando-a até ela terminar. -Mas se quer saber, não acho que o único problema do Quirón seremos nós. Ou não pensou que a Liz e o Leon terão esse mesmo problema em breve.

Pisquei duas vezes antes de desviar o olhar para a minha irmã que estava tão vermelha quanto um tomate.

Precisei sorrir para a minha namorada.

–Igual a Melindra me disse que acontece com todos da “Linhagem”. -Aquilo me fez pensar em algo igualmente incomum. -Ou com seus primos.

Lilliel continuou a rir, dessa vez não sei se pela verdade ou pela infelicidade da observação (admito, lembrar disso foi estranho), já eu, estava era pensando em outra informação: ela é MINHA namorada.

Certo, eu sei que isso é fato de Las Vegas, só que desde de aquele momento aconteceu tanta coisa. Nós dois, Lizandra, Carlo, Kaíros, Urano, nós três quase morrendo no deserto e depois com o Leon no maúsoleu, o pai da Lilli, os deuses, nossa chegada no acamapamento, toda a confusão da nossa chegada, ou mesmo toda a nossa falta de noção ontem no contexto completo me fez demorar para assimilar alguns pontos dessa informação. Incluindo o fato que eu ainda não fiz um pedido oficial.

Na verdade assimilar todas essas informações é o que estou fazendo desde que acordei e também o por que de que ainda devo um agradecimento ao Kaíros ou mesmo continuo a admirar Lilliel como se ela fosse a própria Afrodite e, pelo menos na minha opinião, ela é.

–Lilli, dá um jeito no seu namorado. Pelo que o Leon disse tenho certeza que teremos que voltar aos chalés hoje e vocês não podem passar todo o dia no quarto da casa grande. -Aquela conversa da Lizandra me fez questionar o nível de ansiedade dela com o Leon.

–Liz, ele disse que não podiamos passar o dia todo, mas o senhor D. liberou algumas horas. Além disso deixa o Gray olhar, isso ainda não arranca pedaço. -Lilliel disse terminando de amarrar o tenis e indo pentear o cabelo.

Desde Vegas que eu ficava olhado o ela e, de certa forma tenho que admitir, o resultado daquela confusão no mausoléu parece ter deixado o cabelo dela mais comprido, quase do tamanho do da Liz e com aquela estranha mecha negra. Esses detalhes do cabelo dela, em especial o tamanho agora de certa forma mexiam comigo.

Tudo bem, eu sei que sou um idiota apaixonado e que por isso amo cada cicatriz e fio de cabelo dela, da mesma forma que sei que a Lizandra ainda vai me zoar muito por isso, mesmo que o namorado dela pense igual a respeito da minha irmã, mas, vale a pena.

Tenho que admitir agora que Lilliel vale cada piada do meu pai, da minha madrasta, minha tia, Kaíros, Melindra e o resto do acampamento todo.

==========X==========

Sentamos no sofá e respiramos fundo.

Aqueles rituais de cura poderiam ser exaustivos de muitos pontos de vista, o único que continuou disposto a se mover foi Leon que saiu direto para a cozinha.

Não sei como ele consegue, por que eu sei que o dia promete, vai ser longo ou cheio de novidades ou reviravoltas, por que isso seria apelido.

Leon voltou da cozinha com uma garrafa de água, alguns copos e ralhou:

–Bom, agora tomem isso de uma vez por todas.

Mesmo ele ficou bravo quando descobriu que Lilliel e Lizandra não tomavam os remédios humanos, mesmo que eu tenha falado que por menor que fosse o efeito, ainda seria válido. Depois disso Leon havia se unido a minha luta para fazer ambas tomarem os remédios.

Lilliel e Lizandra tomaram os analgésicos e anti-inflamatórios a contra gosto e com muitas reclamações, depois as duas se acalmaram e eu fiquei sem entender mais nada, por isso resolvemos ir de uma vez para o refeitório.

Hoje iriamos ter que sentar nas mesas dos nossos chalés e, com certa razão, estavamos completamente preocupados, por isso demoramos o máximo possível no caminho, o que não ajuda já que provavelmente fomos os primeiros a acordar no acampamento depois do Leon.

Mesmo assim andamos devagar, o que nem foi ifícil com a perna da Liz em final de recuperação, paramos três ou quatro vezes para admirar o céu e a paisagem do acampamento, e mesmo assim quando chegamos o pavilhão ainda estava cheio. Por algum motivo o pessoal parecia querer enrolar para comer hoje e, apesar de parecer exagero, eu podia jurar que era por nossa causa, ainda que a maioria das caras não fosse muito boa.

Claro que os chalés do submundo pareciam nem ligar, o que é bom, mas cada chalé deles tem no máximo cinco pessoas, na maioria duas. O chalé de Ares e quase todos de Apolo também pareciam legais, sem falar dos filhos dos três grandes, só que esses somam se muito sete pessoas já que não contamos o Percy e o Nico nunca aparece no acampamento.

Para contar a Thalia eu teria que contar o Percy e mesmo assim daria nove.

Fora isso havia mais meia dúzia de Hermes, tirando a Lana e os Stoll, uma meia dúzia de Afrodite, além de mais uma dúzia e meia de chalés variados, a maioria filhos de deuses menores, que pareciam despreocupados, relaxados ou mesmo entusiasmados com a nossa presença.

Só que isso resumia bem o número de campistas que não estão tremendo de medo, querendo nos matar, que nos matem ou que os deuses nos pulverizem. Mesmo os filhos de Atena que normalmente são razoáveis não parecem muito amigáveis desde ontem, o que pode ser potencialmente problemático já que nem Liz ou Lilli se preocuparam em esclarecer todos os parentescos divinos que tem e o que ambas são ou serão capazes de fazer depois do treinamento apropriado.

Isso sem falar no fato de que acabamos de fazer o ritual de cura e os anéis já estão vazando poder novamente, o que significa que mesmo com o selamento dos poderes que está sendo feito elas estão não apenas recarregando os poderes mais rápido a cada vez como gerando mais poder a cada minuto. E o último ritual de cura foi a menos e meia hora, sendo que segundo o Carlo falou no hospital isso pode ser feito a cada doze horas, aproximadamente.

Então se rolar algo aqui as coisas podem e vão ficar perigosas, digo isso com conhecimento de quem já viu as duas lutarem no deserto sob a influência dos colares, imagina agora que o poder tá vazando sozinho.

Por isso tenho certeza de que alguém pode acabar se dando muito mal nessa história toda e, posso afirmar com toda a certeza, não vai ser nenhuma das duas. A única coisa é que dependendo de quem for pego nessa confusão eu fico com pena, mas, dependendo, vai ser bem feito.

Enquanto eu pensava nisso fiquei observando as duas pegarem sua comida e fazerem suas oferendas, fiz o mesmo e sentei na mesa do meu chalé. Apesar de meus irmãos estarem um pouco tensos com o que poderia acontecer eles riam e me bombardeavam de piadas e perguntas inconvenientes todas as vezes que eu olhava para a mesa de Thanatos, o que acontecia a cada cinco ou dez segundos, e, pela cada da Lilliel e os sorrisos cínicos dos irmãos de chalé dela, as coisas não pareciam muito melhores para ela do que estavam aqui. Isso sem falar nos olhares maldosos que eles me lançavam como se dissessem: “Estamos fazendo a sua caveira, mas você é um cara legal para a nossa irmã”.

Nas vezes que desviei o olhar para Leon e Lizandra, algo que está mais para reflexo dos anos que passe observando os dois, a situação não perecia muito melhor. Liz estava, pela primeira vez na vida, lidando com as piadas de Connor e Travis junto com Lana e uns dois irmãos mais próximos, além de Clarisse que estava, deliberadamente, usando seu poder de monitora para sentar onde queria, no caso a mesa de Hermes.

Leon também lidava com os irmãos que, provavelmente, faziam piadas nada inocentes, o que pode ser interessante já que não me deixa como o único aguentando esse tipo de conversa.

De certa forma eu sabia que algo iria dar errado, por que na verdade era muito obvio, mas, estava na esperança de estar mais do que errado a respeito disso e mesmo tendo rezado aos deuses para não estar certo, até parece que tive essa sorte.

Afinal, acho que voltar vivo e inteiro da missão já esgotou minha cota.

Sabe o lado bom?

Deu errado para as pessoas certas.

Levando em conta tudo que aconteceu antes de sairmos em missão e no dia em que partimos aquilo nem deveria parecer estranho e sim tedioso, principalmente pela falta de criatividade de Drew e seus amigos.

No momento em que tudo aconteceu ficou claro como água e sólido como pedra que havia um número considerável de pessoas sob influência do “Charme”, provavelmente foi uma das coisas que alertou Lilliel e Lizandra, tanto quanto eu e Leon.

No segundo seguinte vários campistas, entre cúmplices e marionetes, levantaram e arremessando comida na direção de Liz e Lilli.

Nunca vi ideia mais idiota na vida.

Isso por que nos últimos dias eu vi essas duas deliberadamente tocarem no corpo esquartejado de Urano feridas e debilitadas, o que é loucura pura, mas, vá lá, era o único jeito pelo menos.

Bom, o problema no caso?

Se esse pessoal soubesse que os poderes das duas está além do controle mesmo com os anéis, como eu sei que as pessoas certas sabiam, nunca teriam tentado fazer isso. Então, assim que a comida foi lançada as coisas simplesmente aconteceram.

Rajadas de vento e sombras surgiram do nada barrando quase toda a comida, quase todos os pedaços que escaparam terminaram incinerados por fogo vermelho e negro. Os últimos pedaços que que ficaram se chocaram contra uma parede invisível a trinta centímetros das duas.

E foi quando o ar ao redor delas tremeluziu de forma perigosa que os irmãos da Lilliel e os primos do submundo, quase todo o chalé de Hermes com Lana e os Stoll, além dos campistas que não sabiam de nada e não estavam enfeitiçados trataram de levantar o mais rápido que puderam e correr para fora do pavilhão refeitório. Alguns mais desesperados até pularam sobre os altares de oferendas e outros deram de cara com o gramado assim que pisaram fora do pavilhão.

Já eu e Leon ficamos, como dois bons idiotas apaixonados, sentados no mesmo lugar esperado o que viria a seguir. Não vou negar que foi assustados, mas também foi incrivel. De uma forma bizarra, mas foi.

Primeiro o ar tremeluziu, as nuvens escureceram, então o ar se encheu do cheiro de ozônio e enxofre enquanto as sombras se adensaram, o fogo nos altares se dividiu em vermelho como o chalé de Ares e mais negro que piche.

O sol pareceu brilhar mais forte pelos raios que passavam por entre as nuvens e todo o pavilhão pareceu congelar de tão frio que ficou.

–Gray. Leon. Saiam daqui. Agora. -Lilliel falou aquilo de um jeito que nós dois nem piscamos para obedecer.

Lizandra respirou fundo e deu seu comando:

–Os enfeitiçados pelo “Charme” saiam. Os demais fiquem onde estão.

Assim como eu e Leon, os campistas enfeitiçados sairam do pavilhão sem piscar.

O único que não se moveu de onde estava foi o Sr. D. e, admito, ele só pode ser louco de verdade ou muito corajoso. Por que quando a Drew e os seus amigos notaram que algo estava muito errado e deveriam correr, bom, eu diria que medo passou bem longe do que eles sentiram, por que com certeza o que eles sentiram foi bem pior.

Os demais campistas, como eu, estavam a dez metros do limite do pavilhão quando o primeiro raio atingiu o chão, formando um pequeno buraco no mesmo lugar. Então uma chuva de raios atingiu o todo o limite do pavilhão, no mesmo instante uma onda de chamas correu o pavilhão e todos que tinham ficado lá começaram a sair debaixo das mesas pra cima delas para cima das mesmas, só que as superfícies de madeira estavam congeladas e por uma boa razão, derrubar todos nas sombras.

Só então as coisas começaram a voltar ao normal, o único detalhe era que as sombras de Lilliel agora seguravam Drew e seus amigos de forma ameaçadora.

–Então, opções? -Lilliel olhava para todos em dúvida, mas, eu sabia que ela falava com a Liz.

–Muitas. Poderiamos joga-los na fogueira, do precipício, raspar os cabelos, mandar pularem no Tártaro, tomar banho no óleo ou piche fervente, arrancarem as próprias unhas ou desafiar Ares para uma luta. -As opções de eram tantas e tão tentadoras que me deu medo pensar.

–Gostei do Tártaro, a fogueira e o precipício, mas pensei também em congelar todos. -Lilliel falou tranquilamente.

–Sugiro que nenhum deles.

Quando ouvi aquela voz me dei conta que Melindra, assim como o Sr. D. tinha ficado sentada no mesmo lugar durante todo aquele tempo, com a diferença que o lugar que ela estava, a mesa de Ártemis, não estava congelada ou com sinal de ter sido atingido por um raio.

E eu não fui o único.

–Ué, você ficou ai? Nós não te vimos. -Lizandra pareceu levemente envergonhada.

–É, fiquei. Sorte que sou imune aos poderes das duas, já que tenho todos eles. Enfim, o que eu ia falar é que depois desse surto e de terem esvaziado os seus depósitos de energia por hora, vocês devem deixar esses idiotas de lado. Afinal, existem adversários mais a altura dos seus esforços, ou os guardas do Kaíros são maçantes ao ponto de precisarem fazer mais do que uma demonstração de seu poderes para esse lixo inútil? -Algo no tom de voz de Melindra era absolutamente ameaçador.

Me pergunto se alguém além dos deuses já contrariou ela, se bem que eu duvido muito que qualquer deus já tenha contrariado Melindra algum dia.

Como era de se esperar Lilliel e Lizandra soltaram Drew e toda a sua corja de idiotas, e, como não havia nenhum poder correndo o pavilhão, ambas se sentaram nas suas mesas. Não levou muito tempo para que eu e os outros que haviam gostado do que aconteceu com aqueles iditoas, mesmo que fosse apenas um susto de certo ponto de vista, voltassemos para nossas mesas.

Alguns outros levaram uns quinze minutos para se recuperarem do susto, já outros que não sabiam o que pensar ou estavam com muito medo levaram mais de meia-hora para fazer o mesmo. E, apesar de todos pensarem que aquilo estava terminado eu sabia que mal era o começo.

De certo modo eu estava era me divertindo e quando Lizandra mostrou que é mesmo filha da tia Kira, prima da Lilliel e que tem muito da personalidade dos deuses, bom, eu amei.

Foi um dos melhores dias do meu ano.

Continua...