The New York Times: Last Hope.
2 A primeira impressão é a que fica.
Notas iniciais
Olá, tudo bem com vocês?
Aqui mais um cap.
Boa leitura!
I feel like walking the world Like walking the world You can hear she's a beautiful girl She's a beautiful girlShe fills up every corner like she's born in black and white – (KT Tunstall)Capítulo 2 – A primeira impressão é a que fica.
– Sim.- respondi estalando o dedo da mão, eu estava suando de tanto nervosismo e Louis Tomlinson me olhando com tanto profissionalismo não ajudava, por que seu olhar tinha de ser tão severo?Ele movia a boca me fazendo uma introdução de como é a empresa, desde seu histórico atè sua construção. Nada do que eu não soubesse; apenas prestava atenção, claramente me perdendo em suas palavras com tanto nervosismo. Não sei dizer se é a situação: (a) ser minha primeira entrevista de emprego; (b) ter entrado de uma maneira “diferente” pela porta em minha primeira entrevista de emprego; (c) pelo olhar cético de Louis para mim e, ou, (d) tudo isso junto.– Bem senhorita Levers, não quero que pense que só por que sua prima é uma das pessoas que tem autoridade na revista e que eu confio, implicará na sua contratação. – seu tom de voz mudou quando eu passei a prestar mais atenção em seu próximo discurso, ou talvez eu tenha parado de brisar. – Ela me trouxe esta pasta, — o vi tirar uma pasta verde de debaixo de alguns papéis (talvez estes sejam as fichas de todas as que já passaram por aqui e saíram chorando). Senti um frio na espinha, não podia ser o que eu estava pensando que seria. – posso dizer que ela puxou muito o seu saco. – ele abria aquela pasta tão devagar que fazia meu subconsciente gritar para que ele parasse com o drama. – Eu dei uma lida nesses seus artigos da faculdade e em seu TCC sobre os efeitos dos blogs no jornalismo.Quando ele terminou sua frase na palavra jornalismo meu mundo parou. Anne não havia me comunicado, tecnicamente ela trapaceou quando fez isso. Me senti péssima pelas outras mulheres que eu vi estarem em nervos naquela sala de espera. Não estou dizendo que meu TCC da faculdade tenha ficado maravilhoso a ponto de me fazer passar, mas isso é um álibi a mais; e eu nem sabia que esse tipo de coisa era válido em uma entrevista.Primeiro: eu não sabia que o dono de uma empresa poderia fazer as contratações de seus colaboradores, isso é parte do RH. Não que ele não possa, a empresa é dele. O dono pode fazer o que quiser; mas não é algo comum o dono de uma empresa se preocupar em contratar.Realmente deve ter sido muito grave o problema que a Runways teve com a funcionária que saiu, assim como Anne citou, porque para Louis ocupar seu tempo com uma baboseira de contratação, coisa que ele paga para ser feita por um departamento específico, é que realmente algo grave aconteceu. E não precisa ser um expert em trabalho para saber disso. – Pela sua feição posso afirmar que não sabia disso, certo? – Louis questionou colocando a pasta em minha direção para que eu a pegasse.Em minhas mãos aquilo parecia uma prova contra um crime. Dentro dela meus trabalhos da faculdade que fiz ao longo de todos os anos estudando estavam separados por tema e data. Anne nem sequer pediu minha permissão. E como ela havia conseguido aquilo? Tenho quase cem por cento de certeza que foi mamãe a fornecedora disso tudo. Olhei para cima e meu olhar chocou com o de Louis, seus lábios fechados e uma linha formavam um sorriso sútil. Aquele seu olhar que sustentava o meu era sugestivo, poderia pensar e mil e uma coisas que ele poderia me dizer a seguir, mas resolvi me concentrar, pela primeira vez desde que entrei caindo naquela sala, em meu foco: a entrevista, sendo profissional.– Eu realmente não sabia disso. – disse tentando transparecer minha sinceridade. Pigarreei na tentativa de limpar o bolo em minha garganta enquanto estendo a pasta verde para que ele possa pegar.– Não se preocupe, isso foi um adicional para a senhorita. – ele pega a pasta e coloca em algum canto da mesa, não sei, estou sustentando seu olhar e não vejo mais nada.– E então...? – resolvo tomar uma atitude pela primeira vez desde que entrei ali, se vou ser profissional, tenho que ter pulso firme.– Acredito que podemos dispensar toda essa formalidade de entrevista... — concordei com a cabeça por impulso, novamente seu olhar me hipnotizara.- Enfim, eu não vou lhe perguntar tantas coisas pois estou realmente cansado. Só hoje eu já fiz várias entrevistas com mulheres recém formadas que possuíam um cérebro mais oco que ovo de páscoa barato. – ele coçava a barba por fazer da maneira mais sexy que um homem pode fazer.Havia apenas dois homens que eu achava sexy, Orlando Bloom e meu ex namorado Kendrick, antes de conhecer Louis, obviamente. – Eu gostei das coisas que li. – ele aponta com o olhar para a pasta. – E quero que você trabalhe para mim.– Como? – pergunto confusa; como assim trabalhar para ele? Sim, eu sei que teoricamente eu trabalhando nas dependencias de sua empresa eu estarei trabalhando para ele, mas esse “Quero que você trabalhe para mim” está sugestivo demais.– Minha secretária está saindo de licença maternidade hoje e eu realmente gostei de seus trabalhos. Sua escrita é impecável e me surpreende o único trabalho prático que você fez na vida tenha sido o estágio da própria faculdade. – ele estava mais descontraído e eu menos nervosa.
Pela primeira vez estou me sentindo confiante com minha capacidade profissional.– Então se eu for contratada serei sua secretária? – digo mais para mim mesma do que para ele. – Mas o que meus trabalhos e minha escrita tem a ver com levar cafézinhos e organizar agendas? – pergunto confusa enquanto desvio o olhar para algum ponto aleatório de sua mesa.– Ser secretária não é simplesmente levar cafézinhos. – ele ri de forma natural e isso é o suficiente para que eu acrescente seu nome em minha pequena e singela lista de homens mais sexy do mundo, o colocando na terceira posição, atrás de Kendrick.– Tá, eu posso estar sendo simples demais, mas, realmente, o que um tem a ver com outro? – me embolo nas palavras e ele mantém o sorriso.– Primeiro eu preciso saber se você aceita o emprego.Acho que nem precisava perguntar.– Depende... – resolvo me fazer de difícil.– De? – seu olhar sustenta o meu e novamente me sinto perdida.– O senhor nem me disse sobre salário, os benefícios, horários... Tenho que saber onde estou me enfiando. – sinto que ele fica desconfortável quando o chamo de senhor.Louis me estende uma folha azul com o símbolo “T.E” o famosos “Tomlinson’s Enterprises”. Nela está escrito as respostas que preciso. Salário acima de três mil dólares e o horário seria de segunda a sexta em horário comercial, mas com uma observação de que a saída das dependências da empresa se for permitida pelo próprio Senhor Tomlinson. E é obrigatório que eu fique com o celular, que será fornecido pela empresa, ligado 24h por dia. Meu horário no final de semana é integral também. Ou seja: literalmente eu irei trabalhar para Louis Tomlinson, de segunda a segunda. 24 horas por dia.Antes que eu devolva-o a folha e saia correndo daquela sala resolvo ler as letras miúdas que sempre causam terror.“A funcionária ou o funcionário contratado(a) terá 100% de aproveitamento da empresa, isto é, mesmo que seu horário seja integral, é obrigação do contratante manter a vida do colaborador e que haja a cada determinado tempo dias de folga para o mesmo.” Conclusão: tudo o que vi em filmes de Hollywood, que tem secretárias é verídico. Minhas roupas, carro, festas, tudo, será fornecido pela empresa. É como em O Diabo Veste Prada, mas a Miranda Priestly aqui não é mais a Anne (como eu achava que era), é Louis Tomlinson.Pode ser que esse horário e essas condições sejam duras, mas eu não tenho compromissos, vim para Nova York justamente com o intuito de trabalhar e crescer. Essa pode ser minha chance, pessoas como eu que não nasceram em berço de ouro precisam batalhar muito para subir, e eu irei fazer isso. Além disso, olha as vantagens: festas e tudo o que a empresa puder me fornecer! Não deve ser tão péssimo assim, o salário também é ótimo. Posso comprar meu primeiro carro.– Eu aceito. – digo de surpresa para Louis. Seus olhos sorriem satisfeitos.– Então antes que eu a mande ir até o RH fazer aquelas coisas chatas de contratações, vou lhe explicar o que iremos fazer. – ele se levanta e vai até o pequeno bar no fundo de sua sala, enche um copo com whisky para si e antes de fazer o mesmo com outro eu o digo que prefiro uma água, ele o faz e volta para perto, ficando escorado em sua mesa. – Minha família é muito tradicionalista, gostamos de manter tradições de final de ano. – ele beberica sua bebida e eu me sinto uma tola por ser pega o admirando. – Esse ano meus tios irão largar a direção de todas as empresas da Tomlinson’s Entreprises, ficando assim para a terceira geração: eu e meus primos. – ele coloca o copo na mesa tão delicadamente para que não arranhe o vidro extremamente limpo da mesma. – E como somos bem falados na indústria por nossos trabalhos sociais, meus tios estão trabalhando com um projeto na editora. Eles querem, no final desse ano ainda, lançar um livro escrito por pessoas que não sabem ler e nem escrever, um tipo uma enciclopédia de biografias.Não preciso que meu queixo foi ao chão. Que tipo de empresa mundialmente conhecida e, além de tudo, mais do que milionária, iria se preocupar com esse tipo de trabalho social. Há muitas por aí que apenas fazem propagandas para manter as aparências. Isso é maravilhoso!– A finalidade disso é mostrar para os outros que o egoísmo não nos leva a nada. – ele dizia isso tudo de uma forma tão orgulhosa, era até bonito de ver e ouvir. – Nossa família, iniciada por meu avó, começou do nada. Antes dele e de seus dois irmãos iniciarem a sociedade com Hernan, as coisas eram horríveis, a nossa família tem origens na pobreza e minha avó nunca deixou que perdessemos a humildade. Podemos ser uma das maiores do mundo, mas somos seres humanos como todos os outros bilhões mundo a fora.– Entendo, é difícil encontrar isso em multinacionais. – disse simples, na verdade não há o que dizer.– E esse é o nosso diferencial. Eu e meus primos achamos que até este final de ano conseguimos organizar tudo para que possamos começar a caça de tais “escritores”. – sua empolgação aumenta. – E eu quero que você me ajude senhorita Levers, a encontrar e organizar. É aí onde sua escrita e formação acadêmica entra e se interliga em ser minha secretária, teremos um vínculo mais próximo no trabalho.Quando sai de sala de Louis fui para a sala de RH, fiz todos os procedimentos exigidos por lei para uma contratação profissional e depois sai andando por aqueles corredores sem rumo até me encontrar, por acaso, com Andy no prédio da revista. Ele me levou até o andar onde Anne trabalhava. Os dois reparam o meu espanto marcado no olhar, os contei tudo e Cedrico, o rapaz que ajuda Anne com as modelos, me disse que Louis havia realmente gostado de mim. Não escondi deles a parte sobre minha entrada triunfal na sala. Andy disse que eu dei a visão do paraíso para o meu mais novo chefe já que cai de quatro. Rimos com o comentário de Andy e eu fiquei corada de vergonha.Passei a tarde com Anne em sua sala no prédio da revista, almoçamos em um Mc’Donnalds que havia ali perto e ela me dava conselhos sobre tudo a todo momento. Depois de seu expediente ela me levou até o shopping junto com Andy para comprarmos roupas pra mim; reformulando: me deram de presente já que eu não podia gastar por enquanto e, segundo os dois, eu estava precisando de coisa nova. Estava em Nova Iorque, a cidade da moda, do brilho, da fama, de tudo. Depois das comprar jantamos num restaurante italiano no Bronx. A noite foi tão boa que eu me esqueci de brigar com Anne sobre ela ter passado todos os meus trabalhos da faculdade para Louis, na verdade não tinha cabimento algo como isso, ela me ajudara tanto em pouco tempo desde que cheguei na cidade, devia minha vida toda a ela.Continua...
Notas finais
Obrigada por lerem! Beijao.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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