Notas iniciais
OIIII!!!! Aqui é a Ju (primada Ally). Eu to aqui postando no lugar dela, porque a Ally tá doente. Gente, todo esse atraso, essa confusão é por causa disso. Vocês sabem que a Ally pegou dengue, mas sarou logo. Porém a imunidade dela abaixou muito e ela ficou muito doente. Ela ficou doente no aniversário dela que foi segunda passada (cadê os parabéns e os presentes?), ela ficou uma semana no hospital, ela ficou ruim mesmo, ela não comia, não bebia. Emagreceu mais do que em três anos de luta nas dietas (to falando sério, mesmo ela não sendo tão gorda). Enfim, eu tinha que ter postado esse capítulo pra ela antes, mas eu trabalho durante a semana e ontem eu estava na festa das cores na cidade da Ally (sei que sou cuzona). Enfim, ela já voltou pra casa, mas continua doente, mas tá melhor e vai voltar a escrever. Eu não fiz o banner, porque depois ela faz néh?!... É isso até mais pessoas. É a mesma musica, então nem vou ficar citando duas vezes. AVISO: Quando aparecer esse simbolo "Il|lI" que vai estar em negrito vai entrar em 3º pessoa e as coisas vão ficar meio confusas. Os parágrafos dentro das aspas são a simulação, as normais são do que está acontecendo lá fora.

Alex

Só senti minhas costas baterem no chão, me fazendo sentir uma dor intensa no corpo inteiro. Acordei na mesma hora, vendo as luzes forte daquele maldito lugar, e achando desnecessário todas essas luzes. Pisquei algumas vezes tentando recuperar a noção de espeço, tempo e tudo que os nerds sabiam e eu só levava na suposição.

Percebi que realmente estava no chão e me sentei. Olhei para onde haviam me prendido e Olga não havia brincado quando disso que as amarras podiam se soltar. Se bem que aquilo é pior que algemas.

Senti o gosto de sangue na minha boca, passei os dedos pelos lábios e quando os tirei realmente era sangue. Olga esperava que eu me matasse, só pode. Mas pobre iludida. Uma mulher veio até a mim com um lenço na mão, mas nem quis me ajudar a levantar. Que gentileza. Me levantei e a mulher me entregou o lenço e eu rudemente peguei o lenço e rosnei para ela, que pulou e eu ri. Até porque minha alegria dura pouco.

Me virei para Olga que estava de trás de toda aquela proteção blindada feita de vidro. Resumindo, ela estava de trás de uma enorme vidraça, com seus computadores super rápidos e que eu nem sei quem que inventou, e nem quero saber! Limpei o sangue da boca devagar olhando para Olga que parecia apreensiva. Assim que terminei apenas sorri irônica, isso porque eu estou de bom humor. Se eu não estivesse Olga seria só um nome agora.

– Está bem Sr. Pavlova? – Pergunta Olga em um tom sarcástico.

– Ah, sim – Digo bem normal – Estou ótima na verdade, creio que seu teste não conseguiu chegar ao resultado que você queria.

– Sim eu cheguei ao resultado que queria, mas não irei falar para a senhorita. Só quando estivermos prontos.

– Oh sim, claro. Sempre respeitando as regras, sei disso – falo bem mais irônica que queria, e isso é ótimo! – Mas creio que o resultado que a senhora queria realmente era meu corpo estirado no chão, com a coluna quebrada, com a cara despedaçada etc. Essas coisas que vocês vilões gostam e os nerds acham, interessante.

Gente como sou uma ótima comediante, podia até virar a presidente desse lugar com isso. Olga me olha um pouco feio e estranho, se bem que essa mulher fica assim noite e dia. Nem sei se ela dorme.

– Que acusação... Pretensiosa – diz ela devagar – Creio que a senhorita esteja apenas, brincando.

– Não – digo bem óbvia – Estou falando sério.

Olga havia sorriso por um breve momento tentando disfarçar, mas não conseguiu. Fiquei séria por alguns segundos, como Cassie fica na maioria das vezes quando começa a falar de... Sei lá o que.

Assim que vejo Olga ficou creio que um pouco intimidada, sorrio sarcástica e abaixo a cabeça a levantando em seguida. Que maravilhoso isso!

Acabei rindo bem alto feito uma louca. Olhei para Olga que já estava sem paciência.

– Acho que quem deve tomar cuidado agora é você Olga – falo bem alto.

– Tirem na daqui! – grita ela.

Dois homens entram já vindo em minha direção.

– Vocês pensam que vão conseguir enganar todo mundo com esse teste, estão muito enganados! – grito e os homens me agarram pelos braços – Isso foi bem real pra mim, e todos vão perceber que isso é só mais uma maneira de esconder algo! Eu sei que existe algo lá fora!

– Levem essa louca para uma jaula! – grita Olga novamente.

Até parece! Eu não sou bem um animal para me prenderem!

Os homens começam a me arrastar para fora e eu luto contra eles. Eu não desisto nunca meu bem! Me debato e me jogo no chão, mas daqui eu não saio enquanto a Olga não escuta poucas e boas. Os homens parecem ser bem fortes já que não desistiram, mas estão me arrastando pelos braços.

– Me soltem seus merdas! – grito.

Eles só lutam contra minha vontade e então eu resolvo desistir, já que de qualquer maneira eu vou ser levada para a ala dos loucos.

– Tá bem eu vou colaborar, agora me soltem – falo.

Os homens não me soltam e eu reviro os olhos. Então Olga pede para eles me soltarem. Eles me soltam, como foi mandado, e eu me levanto. Ajeito minha roupas, como se isso fosse importante, dou um sorriso bem falso e forçado. Mas como sou muito ousada, fui até o vidro que nos separava e ainda com o sorriso no rosto, o tirando logo em seguida, rosnei para ela botando a língua pra fora .

Me virei já com o sorriso no rosto e dando risada, passei pelos dois homens e vi aquela mulher que havia me dado o lenço. Rosnei para ela novamente, mas só mostrando os dentes, bem afiados, e ri exageradamente pior que antes, saindo da sala.

– Não se preocupem ela é louca – escuto Olga dizer.

Volto um passo apenas e mostro o dedo do meio e os homens já vem atrás de mim e saio daquele maldito lugar. Assim que Safira me vê corre até mim preocupada.

– Oque você pensa que estava fazendo? – me pergunta ela exasperada.

– Nada, apenas quis experimentar o tal teste – digo brincando.

– É sério Alex, o que você fez é pura loucura.

– Quer saber – falo com uma cara de quem pensa – Também acho que tudo que eu fiz foi bem louco.

– Olga não permitiu conversas – diz um dos brutamontes.

– Ah claro – falo revirando os olhos.

Os homens agarraram meus braços de novo já me empurrando.

– Alex! – fala Safira incrédula.

– Te vejo mais tarde – digo.

Eles me empurram para fora como se eu tivesse cometido um crime, o que eu mais ou menos fiz. Monica passa por mim e me olha surpresa, mas continua seu caminho. As pessoas me olham estranho e eu nem sei por que, só porque eu fiquei louca naquele lugar. Isso não é motivo, o suficiente.

Assim que chego na ala psiquiátrica – A dos loucos – os brutamontes falam para um dos médicos que Olga mandou me colocar em observação e até exageram um pouco. Eles me levam até o lugar designado e eu encontro quem não queria ver pelo resto da minha vida mortal. Balthazar.

– Olha só quem vai ficar de observação – me provoca Balthazar.

– Sua mãe? – pergunto cínica.

– Nem mesmo quando está por baixo você perde esse seu senso de humor em Alex.

– Claro que não, acho que vou até me divertir com você aqui de vigia. E apesar de você não ser tão forte até que é bonito.

– Deus que me livre – diz Balthazar e os brutamontes começam a me empurrar para dentro.

– Eu sei Balthazar que você ainda deseja meu corpinho – falo por ultimo.

Ai como é bom está no poder as vezes.

Os brutamontes me jogam naquela sala e logo escuto a porta se trancar. Me ajeito e passo a mão pelo cabelo incrédula. Olho para o lugar tentando se distrair. Tem apenas uma cama e o “espelho” que separa eu dos médicos. As paredes eram de um cinza claro e o teto com sempre, branco. E uma luz infinitamente incomodativa.

Comecei a estrelas os dedos e a assobiar tentando parecer “normal”. Tá isso é impossível! Me sentei na cama e me lembrei de uma musica que eu sempre escutava quando pequena, mas nem lembrava do nome agora.

Comecei a cantarolar a musica e me levantei. Continuei cantarolando dessa vez olhando para o espelho aonde com certeza, já havia psiquiatras atrás. Continuei e rodopiava algumas vezes e fazia caretas de acordo com a melodia. Apenas sendo normal.

Ellie

– Tem certeza que não se lembra de mais nada? – pergunta Cassie.

Eu realmente não conseguia me lembrar, eu até tentava, mas eram apenas sombras. Cassie estava conversando comigo fazia uns trinta minutos, ela não havia melhorado, mas ela deu um jeito de vir. Só de olhar para a cara dela, percebesse que ela não desiste fácil e é bem divertida. Como consegui me esquecer dela?

– Sim – respondo – Eu acho... Sei lá, eu só vejo vultos e sombras algumas vezes.

– Como conseguiu se lembrar da Beatrice? – Interroga ela novamente.

– Eu vi ela, num sonho – falo um pouco dispersa – Eu vi ela apenas, havia pessoas em volta só que eu não sabia quem era. Ela brigava comigo e eu respondia friamente, mas eu não escutava nada. Foi bem... rápido e reciproco, eu acho.

Cassie apenas fica me olhando e depois sorri.

– Tá bem, parei por aqui – fala ela – Só queria saber se você se lembrava de mim ou da Andy.

– Andy? – Pergunto.

– Sim – diz Cassie bem... exasperada – Você salvou a vida dela, por isso ela gosta muito de você, e ela ficou preocupada quando... Você... Explodiu, por assim dizer.

– Eu me lembro só disso também.

– Do que?

– Da dor que eu senti, do meu corpo sendo controlado, o acido nas minhas veias, a voz... Na minha mente.

Cassie tira o sorriso do rosto e me olha, acho que desconfiada.

– Que voz?

– Uma voz, a de uma mulher, ela dizia coisas na minha cabeça e repetia a mesma frase. Sempre a mesma frase.

– Ellie – me chama Cassie e eu olho pra ela – Você se lembra das coisas que ela dizia?

– Não – falo devagar – Esse é o problema, a única coisa que me lembro é de “não se esqueça”.

Cassie abri um pouco mais os olhos como se algo tivesse clareado sua mente.

– Vou te deixar descansar Ellie – fala ela se levantando da minha cama – Desculpa ter te deixado assim.

– Não, tudo bem – falo sorrindo – Foi bom ter conversado com você, posso não me lembrar de você claramente Cassie, mas... Sei o bastante sobre você, bom, nem tanto. Mas pra quem perdeu a memória.

Rio e ela ri também. Cassie me da um abraço e alguém bate na porta.

– Entra – falo.

Uma garota loira coloca a cabeça pra dentro do quarto e olha pra mim depois para Cassie

– Mary – fala Cassie – Pensei que estivesse trabalhado, de novo.

– Ah, oi – fala a Mary.

Ela entra e fecha a porta atrás de si, olha pra mim e sorri. Caminha até mim e Cassie com o sorriso no rosto. Ela deve ser a pessoa mais feliz que vi por aqui, por enquanto.

– Ellie como está? – Pergunta Mary.

– Mary ela ainda não se lembrou de ninguém a não ser o Bellamy e a Beatrice – avisa Cassie.

– Pensei que já tivesse se lembrado.

– Não consegui ainda – digo.

– Mesmo assim, vê se lembra de mim – diz ela rindo e nós rimos também – Ah, Cassie Ágata e Zack disse que você tem que volta agora se não vai ficar oxigênio.

Mary aponta para o cilindro que Cassie me disse que odiava carregar, mas é melhor do que morrer por falta de oxigênio.

– Eu já estava indo – fala Cassie – Depois eu volto tá Ellie.

– Tudo bem – falo.

– Até mais – se despede Cassie.

– Tchau Ellie – Mary fala dando um tchau com a mão.

As duas saem logo do meu quarto, no caso o que estou ficando no hospital psiquiátrico, enquanto não volto para a sala de observação. Me deito na cama tentando relaxar, fecho os olhos e alguns minutos depois algo vem na minha mente.

Eu me vejo como se tivesse cassando algo. Vejo que o lugar está destruído. A corpos no chão todos sem vida. A muitos pedaços de concreto e aço espalhados pelo chão. Em pensar que um dia aquilo era um lugar. Eu vou caminhando pelos corpos atrás de algo, até que chego aonde eu acho que havia um lugar.

Escuto algo, minha outra eu, e vou até lá. Com muito esforço empurro uma parede de concreto para trás e então vejo uma garota. Seu rosto não está nítido, mas consegui perceber que é loira e sua perna estava machucada. De alguma forma eu consigo ajuda-la. Ela fala comigo desesperadamente, mas eu só escuto um zumbido.

Começo a sentir uma dor forte na cabeça enquanto escuto a voz da garota. Meus olhos doem e eu não quero ver mais isso. No final ela chama meu nome e eu escuto muito bem. Eu á conheço sei quem é, mas tudo some antes que eu possa ver o rosto.

Acordo num pulo atrás de ar. Alguém me sustenta pelas enquanto eu tusso. Vejo que é Bellamy. Eles me olha espantado, e com razão.

– O que foi dessa vez? – pergunta ele.

– Outro sonho, visão, sei lá – respondo depressa – Eu não consegui ver quem era, mas a ligação é forte.

– Sentiu muita dor?

– Demais – falo passando a mão no cabelo – Eu vivi aquilo, não foi uma ilusão como a Beatrice. Eu sei quem é, mas ao mesmo tempo eu não sei. Eu quase consegui ver quem era. Talvez eu me lembre da pessoas se perguntar se sair daqui.

Falo tão depressa que quando paro respiro fundo.

– Ei, ei, ei. Vamos com calma tá – adverte Bellamy – Você ainda não tá bem Ellie, precisa descansar. Essas lembranças são muito fortes. É melhor ficar aqui, e tá uma confusão lá fora por causa dos... Testes.

– Ela ainda não parou? – pergunto me referindo a Olga.

– Não, os testes voltaram e Olga não pretende parar agora – responde ele – Espero que Olga pense bem antes de colocar você na lista. Só de pensar em você naquele lugar...

Ele abaixa a cabeça, mas percebo em seu semblante o quão preocupado ele está. Pego em sua mão e ele levanta a cabeça. Sorrio fraco e aperto sua mão.

– Vai ficar tudo bem – digo – Nós ainda não sabemos se meu nome está lá e provavelmente não está, eu estou muito doente pra enfrentar esse teste. Eu confesso que estou com medo, mas não vamos precipitar as coisas.

Ele sorri de volta e começa a acariciar a minha mão com o dedão. Eu nunca entendi o porque de eu ter me lembrado de Bellamy. Pelo que eu já ouvi só o vi uma vez. Enquanto os outros eu convivi, não tem como eu os culpar por estarem chateados. Eu ficaria muito brava no lugar deles. Mataria a mim mesma se fosse possível. Cadê a consideração?! Mas eu tento dia e noite me lembrar de tudo, mas é como se meu cérebro passasse por um tipo de amnésia e dor. Muita dor. Como se eu fosse proibida de pensar.

Escuto o barulho da porta se abrindo e me viro para ver quem é. Vejo Safira entrar e fechar a porta atrás de si. Ela caminha até mim com um sorriso nos lábios. Ela se parecia um pouco com Cassie o que pude perceber nesse meio tempo. As poucas diferenças são que Safira é bem mais fria que a Cassie as vezes, a aparência, e a idade. Mas Safira era bem mais adulta que Cassie, e os óculos de Safira são mais um rótulo do que realmente necessário.

Percebo que Bellamy soltou minha mão e já se levantou.

– Oi Ellie – fala Safira.

– Oi – respondo com um sorriso.

– Percebo que já está bem mais melhor – fala ela.

– Na medida do possível – digo rindo.

– Pois é, mas logo, logo você estará bem – ela termina com um sorriso de orelha a orelha – Ellie preciso trocar uma palavrinha com o Bellamy rapidinho tudo bem?

– Claro – falo e olho para Bellamy.

Ele da de ombros e Safira e ele saem do quarto. Bufo com o tédio que está ter que ficar ali. Queria ver as pessoas e suas loucuras, não aguento mais essa vida parada. Minha vontade de sair daqui é enorme.

Se passa alguns minutos tediosos e Bellamy entra no quarto junto com Safira. Bellamy apenas me observa enquanto Safira sorri.

– Então – começo – Posso saber sobre o que estavam conversando?

– Ah, bobagem – responde Safira – Trabalho apenas. Eu pensei bem e achei melhor você ir se socializar mais. Sei lá, dar uma volta, o que acha?

Me animo na hora.

– Maravilhoso – respondo – Não aguento mais ficar aqui.

– Ótimo, Bellamy vai te levar pra dar uma volta. Eu tenho que ir, se divirta Ellie.

Safira sai apressada da sala e fica apenas eu e Bellamy.

Ele não diz nada e aquilo me preocupa. Me levanto da cama e coloco as sapatilhas cinzas desgastadas. Passo a mão no cabelo, apenas para tirar o ar doentio do hospital. Coloco o casaco, também, cinza. Em seguida me viro para Bellamy e ele continua quieto.

– O que foi? – Pergunto.

– Nada, de mais. Só estava com vontade de te observar.

– Tudo, bem – falo um pouco acanhada – Vamos logo não aguento mais ficar aqui.

Ando rapidamente até ele e pego sua mão o levando para fora.

– Você estava mesmo com vontade de sair de lá – diz ele.

– Você não imagina o quanto.

Caminho rapidamente e assim que saio da ala hospitalar respiro fundo, sem o odor do hospital. Duas meninas passam rindo por mim e aquilo me anima ainda mais.

– Vamos com calma tá – adverte Bellamy.

– Tá, tudo bem – falo de uma forma exagerada.

Agora caminho calmamente com Bellamy do meu lado. Era tão bom poder ver as pessoas novamente. Pegamos o caminho para o refeitório e assim que entro lá vejo o quão está cheio, muito cheio.

– É o intervalo – fala Bellamy antes mesmo de eu perguntar.

– Então vamos comer, estou com fome.

– Espera ai, Safira não deixou você sair da dieta.

– Primeiro, ela deixou eu fazer um passeio e nenhum passeio é feio sem a gente experimentar coisa, segundo, eu não estou gorda pra fazer dieta. E terceiro, eu estou com fome.

Bellamy revirou os olhos, mas nem me importei indo direto para a fila que estava enorme. As pessoas conversavam animadamente como se não houvesse nenhum problema acontecendo, sendo que várias coisas aconteceram. Mas isso é bom da vida.

Bellamy logo está do meu lado observando os outros assim como eu. Fico dispersa a tudo com um sorriso no rosto, até ver alguém. É uma garota loira, ela acaba de entrar no refeitório com uma outra garota morena e as duas conversam animadamente. O flash de um rosto vem em minha mente e eu posso ver seu rosto.

“Andrômeda”

Caminho rapidamente até a garota que está de costas pra mim. Assim que chego perto dela puxo seu brço vendo que realmente é Andrômeda.

– Ellie? – pergunta ela – Você está bem?

– Andy – murmuro.

Ela fica quieta com os olhos arregalados e a garota do lado a cutuca.

– Você, se.... Lembrou? Você sabe quem eu sou? – Diz ela já com o sorriso no rosto.

– Sim – falo com um sorriso no rosto – Eu me lembro muito bem de você Andy.

– Você conseguiu se lembrar de mais alguém? – pergunta a garota do lado dela.

– Não – respondo – Ainda não, mas eu estou conseguindo me lembrar, devagar, mas estou.

– Ellie o que foi que deu em você? – Escuto Bellamy dizer bravo atrás de mim e me viro.

– Bellamy não brigue com ela – me defende Andrômeda – Ela se lembrou de mim! Se você brigar com ela vai se ver comigo depois, e a coisa vai ser feia.

– Gente tá tudo bem – falo – Me desculpa Bellamy é melhor irmos.

– Mas Ellie eu quero conversa com você – diz Andrômeda já triste.

– Ellie tem que ir Andrômeda agora não dá – fala Bellamy.

Ela da de ombros e me abraça.

– É bom ter você de volta – sussurra ela no meu ouvido.

– Andrômeda não tá vendo que o Bellamy não aguenta mais sua presença, tipo eu – diz um garoto.

Andrômeda me solta e se vira para o garoto.

– Cala boca John! – Fala Andrômeda e o garota apenas ri.

– Até mais Andy – falo.

– Depois a gente se vê – despede – se ela.

Bellamy me leva pra fora do refeitório com a postura de um soldado obediente que ele é. Isso é desnecessário. Ele me leva até um dos corredores mais vazios.

– O que foi? – pergunto.

– Quando você saiu correndo eu entrei em desespero sabia?! – fala ele furioso.

– Eu sei, mas, mas...

– Mas o que Ellie!

– Eu tenho medo tá! Quando eu me lembrei de Andrômeda fiquei com medo de esquece-la, é horrível saber que tem tantos amigos, mas não consegue se lembrar dele. É um sentimento horrível e doloroso, você se sente sozinho!

Quando termino jogando minha raiva pra fora Bellamy abaixa a cabeça, olha pros lados, e parece pensar, até demais. Ele me olha culpado e me arrependo do que disse.

– Bellamy, me desculpa – peço – É que eu entrei em desespero, eu tinha que colocar isso pra fora. Não fica assim, por favor.

Ele olha pra mim e sua expressão de culpado some de uma hora para outra.

– É eu que te devo desculpas, não devia ter gritado com você. Foi irracional.

– Tudo bem, acho que eu passei dos limites também – digo meio tímida.

– Então tá, quer continuar o passeio?

– Sim, mas queria ver a lista de quem vai fazer o teste.

Luna

Eu apenas escutava Ágata dizer o que devo fazer e não fazer, mas nem estava prestando atenção direito no que ela falava.

– Entendeu Luna? – pergunta ela e concordo com a cabeça.

Ela percebe o meu desanimo e da um sorriso, mas não é o suficiente, não pra mim. Quase dois dias inteiros eu estou aqui. Não aguento mais o hospital, não aguento mais as pessoas me olhando com pena, e Olga com essa loucura. Provavelmente farei o teste novamente, bom. Foi o que eu ouvi pelos cantos.

Ágata sai do quarto e logo em seguida o Carl entra. Ele não está sorrindo, mas também não está sério, parece... Disperso.

– Como você está? Me pergunta ele.

– Eu estou bem – falo.

– Sério?!

– Sério. Tirando o fato de eu ter dando um surto, de passa mal e agora ficar presa aqui, sim, eu estou bem – falo bem irônica,

Carl sorri e se encaminha para a poltrona ao lado da minha cama. Ele se senta e fica me encarando.

– Tem algo de errado comigo? – pergunto depois de uns minutos.

– Não – responde ele – Talvez esse seja o problema.

– Então eu sou um problema?! – pergunto com os olhos semicerrados.

– Quase isso.

– Nossa, estou chocada – falo com a mão no peito como se realmente estivesse chocada.

Ele ri um pouco e eu também. Ficamos alguns minutos quietos em um silencio que por incrível que pareça não era desconfortável. Tento pensar em algo para fazer, mas nada vem em minha mente.

– Você acha que vou fazer o teste de novo? – pergunto.

– Sinceramente?

– É claro! – exclamo.

– Eu não faço a menor ideia.

– Nossa que empolgante.

– É, mas o problema é esse, as probabilidades são tão altas que é horrível pensar nisso, novamente – responde ele.

– Creio que se depender da Olga eu vou de qualquer maneira – falo e ele não diz nada.

A porta se abre e um homem e uma mulher entram. Carl e se põe na frente da cama, aonde eu estava. Os dois caminham firmes até nós.

– O que quere... – antes que Carl possa continuar o homem da um soco na cara dele e eu me assusto.

Carl na hora parece saber o que está acontecendo e revida o soco. Os dois começam a lutar e a mulher, que parece bem dispersa a tudo, vem até mim e pega no meu braço me puxando da cama, mas eu resisto.

– Me solta! – falo.

– Seu fosse você garotinha vinha por bem – adverte ela.

– Eu não tenho medo logo de vocês.

– Deveria.

Ela me puxa pelo cabelo dessa vez. Eu grito, mas na mesma hora reajo conseguindo alcançar a cara dela puxando a pele com força. Ela também grita e me joga no chão. Assim que caio tusso ao bater no chão e a mulher pega no meu braço novamente me levantando. Eu me debato, mas a mulher segura mais forte meu braço. Sinto meu braço arder e parece aumentar a cada segundo. Ela é um demônio.

Ela me empurra para fora enquanto eu grito e me debato. O homem logo se junta à ela e eu vejo Carl no chão incociente. Antes que eu possa fazer alguma coisa a mulher me empurra para fora do quarto, mesmo eu tentando voltar.

O homem agarra meu outro braço e a mulher coloca a mão na minha boca, me impedindo de falar. Tento morder a mão dela, mas ela está segurando muito forte minha boca. Eu me debato ainda mais, mas eles não me soltam.

– É melhor irmos pelos fundo – diz a mulher.

Os dois logo pegam o caminho pelos corredores que não possuem movimentos. Dois corredores depois eu vejo uma porta e eles me levam pra lá. O homem abre a porta e logo a mulher me empurra pra lá. São apenas escadas e mais escadas. O homem tranca a porta e volta sua atenção pra mim.

Os dois me levam – empurram – escadas abaixo. Me sinto cansada demais para lutar e desisto. Não faço ideia do que iram fazer comigo, mas lutar não vai adiantar. São muitos degraus e muitos deles eu tropeço. Logo falta apenas mais um lance de escada. Mesmo com a pouca iluminação do lugar consigo ver a porta que não faço a menor ideia de onde vai dar.

O homem abre a porta sem precisar destranca-la e a mulher me empurra pra fora. Os dois estão com mais pressa agora. Vejo que é mais um corredor comum, mas não á uma alma viva aqui. Eles me empurram pelo corredor e outro enquanto eu mal consigo andar agora.

– Vai na frente, e veja se á alguém nos dois corredores, direito e esquerdo – ordena a mulher – Mas não se esqueça do corredor principal e de ver se a sala de espera está vazia.

– Ela disse que todos estariam vazios – fala o homem.

– Eu não confio nela – diz a mulher.

Raios, de quem eles estão falando?


Ellie

Safira me levou até aonde estava ocorrendo os testes, mesmo depois de ter tentado me fazer mudar de ideia. Assim que entro no lugar vejo que parece bem tranquilo. A um sofá e algumas poltronas, apenas. Não a ninguém ali, mas vejo mais uma porta de correr automática. Deve ser ali aonde ocorre os testes.
Não há ninguém aqui, o que pode ser que alguém está fazendo o teste. Engulo em seco. Não a uma TV indicando quem serão os próximos da lista igual há no refeitório. Devem ser apenas chamados.

– Tudo bem Ellie, você já viu que não há nada, agora vamos – fala Safira.

– Não – digo – Não quero ir embora.

– Vamos Ellie – diz Bellamy firme.

– Não! – falo novamente.

Os dois parecem nervosos agora.

– Vamos Ellie – Bellamy fala e vem ate mim me pegando pelo braço.

– Bellamy me deixa eu quero ver – digo com a voz elevada.

– Eu já disse. Vamos.

– Bellamy deixa ela – Safira fala preocupada dessa vez.

– É melhor você escutar ela – digo entredentes dessa vez.

Bellamy não escuta nem eu e nem ela e tenta me puxar para fora daquele lugar, mas eu tento puxar minha mão, não conseguindo na primeira vez e quando tento na segunda consigo. Me afasto dele.

– Ellie o que você quer agora? – pergunta ele com raiva.

– Tá achando que eu sou idiota!? Eu sei que vou fazer o teste tá. Eu sei que Olga não ia desistir tão fácil! – falo alto.

– Ellie, a gente queria poupar você disso, eu a tentar dar um jeito – diz Safira.

– Mas ela não ia desistir, eu sei.

Eu sempre soube que Olga não ia desistir, por isso ela ia cavar fundo nas nossas mentes. Atrás dos nossos medos que iam mostrar nossos segredos, e ela não ia desistir de mim. Logo de mim.

– Ellie – começa Safira, mas eu à paro.

– Não começa Safira, por favor – peço – Eu vou fazer o teste.

– O que? – quase grita Bellamy.

– A Olga quer resultados e não saber como está a capacidade cerebral de cada um – digo como se realmente soubesse de toda essa ladainha.

– Ellie você não pode fazer esse teste – Safira diz.

– Você não deve – Bellamy diz furioso.

– Mas eu vou fazer, ela sabe que eu sou um dos poucos que sabem o que se passa naquela maldita cidade aonde aquele maldito governo está matando milhares de pessoas sem motivo.

– Resumiu bem – escuto a voz de Cassie e me viro.

E lá está a baixinha inteligente, Beatrice e Andrômeda.

– Estou muito chateada por você ter se lembrado da Andy e não de mim – diz ela.

– Cassie o que você está fazendo aqui? – pergunta Safira – Na verdade, o que vocês três estão fazendo aqui?

– Nós estávamos passando por aqui até que... – começa Beatrice deixando o resto no ar.

– Até que escutamos discussão de vocês que estava tão alta que dava pra escutar desde dois andares acima até aqui – exagera Cassie – Mas mudando de assunto. Ellie é melhor você escutar a Safira.

– Eu já disse que vou fazer o teste e quero ver quem vai me impedir. Afinal o que ode acontecer?

– Ellie cientificamente falando, você teve um colapso cerebral. Ninguém sabe exatamente o que usaram para tirar suas memórias, isso ainda está em fase de teste – fala Safira – Você ainda não está preparada para algo desse porte, se não...
– Se não você vai perder todas as chances de um dia lembrar de algo ou da gente –Interrompe Cassie – E você vai perder tudo, identidade e lembranças, e seu cérebro pode nunca mais voltar a ser o mesmo por causa da carga que ele vai receber em tão pouco tempo de ter recebido outra. Resumindo, você não vai mais existir, e eu estou dizendo literalmente, que apesar de ainda não terem te contado você é uma transcendente. E nossa capacidade cerebral é enorme e se a “porta” for aberta para essa capacidade se expandir, você não será mais prisioneira de um corpo.

– Cassie por favor, não exagere no ponto cientifico – pede Andrômeda.

– Tá bem, me desculpe – pede ela – Eu exagerei, mas é verdade.

Paro para pensar um pouco agora. Se eu já não sabia quem era antes, que era uma transcendente, que no começo mal sabia o nome, imagina quem serei eu depois desse teste.

– Cassie – a chamo e ela olha para mim – isso é cem por cento de certeza?

– Na verdade, não, mas a porcentagem é alta. Na casa dos 80 á 100 por cento de certeza.

Talvez eu consiga voltar. Esse teste pode abrir minha mente o suficiente para eu me lembrar de tudo ou pelo menos um pouco. O teste é sobe enfrentar os medos – pelos menos é isso que sabemos – mas eu não tenho medos, e isso pode me ajudar.

Todos se intertem em uma conversa que eu não dei a mínima atenção. Quem eu presumia estar sendo testado sai da outra sala, ele parece estar com medo ainda, atormentado. Duas mulheres levam ele calmamente para fora, presumo que sejam psiquiatras. Na parede ao lado das portas automáticas aparece a lista que eu estava procurando.

“Andressa, Octavia, Mathew, Lucas e Ellie”

Apenas quatro antes de mim. Qual diferencia isso faria? Eu iria de qualquer jeito, porquê não agora? Olho para todos distraídos, eles não vão nem notar. A porta se abre saindo de lá uma cientista e eu corro pra lá. Escuto Beatrice e Bellamy me gritar, mas já estou lá dentro.

A porta se fecha e eu dou minha atenção a sala aonde estou. O lugar é muito iluminado e branco. A algo que eu não sei bem o que é a uns três metros de mim, tinha a forma de um corpo humano, e aonde ia as mãos duas coisas que pareciam algemas, ou sei lá, e nos pés também.

Olho para aonde estão os cientistas e lá está Olga. Estão todos bem organizados, mas agora estão espantados. Olga me olha com curiosidade e acho que ela está me estudando.

– Senhorita Parker, que surpresa vê-la, tão cedo – diz Olga.

– Devo dizer o mesmo – digo rude – Nem queria ver a senhora na verdade, não hoje.

Ela apenas sorri.

– Eu já previa isso, mas eu estou muito curiosa e querendo saber o porquê da senhorita estar aqui, mesmo já sabendo. Então, por que está aqui?

– O teste, obviamente – falo – Eu já iria fazer de qualquer maneira, ia ser mais fácil se fizesse logo, não é mesmo?

– Que bela escolha, e nobre também, creio que todos devem ter tirado o dia para isso – fala ela um pouco incomodada com o final – Vamos aproveitar que já está aqui, cancelem a próxima sessão e peguem o soro feito especialmente para a senhorita Parker?

Os cientistas começam a sair de seus lugares indo atrás de seus afazeres. Alguns minutos depois, vejo uma das cientistas falar algo no ouvido de Olga, que concorda em seguida. Um homem entra por uma porta perto onde eu entrei. Estou separadas deles por um vidro.

O homem se aproxima de mim com uma seringa na mão e me parece estranho todos estarem ocupados ainda.

– Sr. Parker, peço desculpas, mas temos mais dois paciente importantes, teremos que adiar o seu teste, não se preocupe você ainda está em segundo lugar.

Não consigo nem pensar e a agulha já está no meu pescoço e eu me assusto com dor e já sentindo os efeitos das drogas. Minha visão começa ficar turva e eu fico tonta. Meus pés falham e eu caio no chão. Pisco algumas vezes e apenas vejo os pés das pessoas.

– Vamos começar com a Walker – escuto Olga dizer e logo em seguida meu mundo escurece.


Luna

– Eles disseram que já podemos ir – diz o homem voltando, de sei lá pra onde ele foi e veio.

Fazia um bom tempo que eu estava esperando algo acontecer. Se bem que eu esperava poder descansar mais um pouco, depois de ter tentado fugir novamente e acabar perdendo novamente, e saindo com a boca sagrando mais do que devia.

Ela acabou que prendeu meus braços e minhas pernas com braçadeiras e amarrou um amarrou um lenço na minha boca. Mas eu me contorcia a todo momento. Queria ter energias o suficiente para poder escapar.

– Aleluia! – fala a mulher indo em minha direção – Não aguentava mais ficar com essa nojentinha.

Ela solta meu pés e tira o lenço da minha boca.

– Obrigada – digo cínica.

Eu me levanto normalmente, mesmo com as mãos presas.

– Será que não pode soltar minhas mãos? – pergunto cínica novamente.

– Não – responde a mulher fria.

– Anda logo e solta a menina – pede o homem.

– Eu não confio nela – responde a mulher.

– Prometo que não vou fugir — falo revirando os olhos.

Ela me olha desconfiada e volta a andar até mim. Pega a faca da cintura e corta as braçadeiras.

– Satisfeita? – pergunta.

– Sim – respondo.

– Agora, se fizer uma gracinha – ameaça ela com a faca perto do meu pescoço – Essa faca só va ter sua garganta para cortar.

– Não se preocupe aqui ela não vai parar – aviso sorrindo.

Ela me olha como se eu fosse inútil e se afasta. O homem pega no meu braço e os dois voltam a me levar sei lá pra onde. Eles viram primeiro no corredor esquerdo depois continuam reto e em seguida virando no direito. Quatro corredores depois e eles param novamente.

– O que foi dessa vez? – pergunto cansada.

– Cala boca criatura inútil – disse a mulher.

– Mas o que está acontecendo Sônia? – pergunta o homem.

Então o nome dela é Sônia? Hum, bom saber.

– Obrigada por dizer meu nome – fala Sônia com raiva.

– Ah garota não vai dizer nada e muito menos fazer.

– Ah eu vou sim –ameaço – A mulher coloca a mão na minha boca e toma o lugar do homem de tomar conta de mim.

– Sorte sua que á pessoas ali, se não acabaria com você agora – fala ela no meu ouvido.

O homem parece tentar resolver o problema, mas até agora nada. Espera. Há pessoas ali. Se eu gritar elas viram até aqui. Mas com essa... Mulher segurando minha boca desse jeito, não vou conseguir, e lutar vai ser pior.

Resolvo esperar mais um pouco para ver o que acontece.

O homem se afasta novamente atrás de uma solução. É agora. Mordo a mão da mulher, enfiando meus dentes em sua carne. A mulher grita alto e eu sinto o gosto de sangue. Ela solta a mão e tiro meus dentes de sua pele cuspindo o sangue. Ela me da um chute no estomago e eu caio. Ela pega a faca da cintura e monta em cima de mim. Prende minhas pernas cm os pés e apoia o braço bom no meu peito, imobilizando os meus braços.

– Eu disse. Nada de gracinhas – lembra ela.

– Não deveria confiar tanto nas pessoas – respondo.

– É verdade! – fala ela com certa alegria que logo some – Não devia mesmo.

Ela faz um pequeno corte no meu pescoço e outro na minha clavícula.

– Socorro! – grito.

– Cala a boca! – diz ela com raiva.

– O que está fazendo? – escuto a voz do homem e ele tira Sônia de cima de mim.

– Essa vadia tentou escapar de novo – fala ela.

– Vamos leva-la logo – diz o homem e eu me levanto – Disseram que podemos entrar pelos fundos.

O homem agarra meu braço, logo virando o corredor esquerdo. Estou lucida e cansada demais. Não sei o que está acontecendo o porque de tudo isso mais, seja lá quem for que armou isso, é bem mal organizado.

Viramos a direita e vejo uma porta cinza no final do corredor.

“De novo não!”

Assim que eles param em frente a porta Sônia bate três vezes na porta. Alguém á abre e o Homem me empurra para dentro. É muito escuro, pior que as escadas. O lugar é sujo e é bem estreito. Eles me seguem por mais um corredor infinito, escuro, sujo e estreito até chegar em outra porta.

A pessoas que estava na frente abre e consigo ver melhor. A sala de testes.

Primeiro vejo os cientistas com os médicos para lá e para cá, depois o lugar. Aonde estou é um lugar mais escuro e azulado. Mais para frente vejo que a um outro lugar separado por um vidro, já que lá é bem mais iluminado. Olho para os lados até meu olhar cair em Olga.

Ela, tinha que ser ela.

Olga finalmente olha pra mim, primeiro sorri e depois que vê minha situação seu sorriso desaparece. Ela caminha até mim com duas cientistas atrás dela.

– O que aconteceu com você Sr. Walker? – pergunta ela.

– Seus soldados não foram muito legais comigo – falo.

– O que vocês fizeram com ela? – pergunta Olga para os dois que estavam sob o cuidado de dois médicos, que não eram psiquiatras.

– Essa garota ia me matar – diz Sônia.

– Não exagere Sônia por favor – pede Olga – E você Carlos, deveria ter impedido Sônia de fazer qualquer coisa com a Sr. Walker.

– Eu estava tentando arranjar um jeito de traze-la, não culpe a mim e sim a Sônia que perdeu a cabeça – responde Carlos.

– Eu podia ter matado essa garota que eu nem ia ligar, eu estava cansada de ter que ficar de olho nela e lutar com ela toda vez, essa eu sei que não desiste – fala ela alto e com raiva na voz – Tome cuidado Olga, que seus resultados com essa ai, talvez nem sejam tão positivos.

Olga a ignora e prossegue:

– Enfim, mesmo assim, é um prazer tê-la aqui Sr. Walker.

– Fracis – a lembro – Francis Walker.

– Ah, sim. Sr. Francis Walker. Me Desculpe.

– Não tenho nenhum prazer em vê-la – respondo.

– Imagino. Enfim, vamos logo começar com isso – Olga fala e se vira.

– Por que teve que mandar me tirarem do meu quaro pra fazer esse teste de uma forma bruta, a invés de só me chamar como os outros?

Ela volta sua atenção para minha novamente.

– Sr. Walker – começa ela – Caso não saiba, a senhorita tem uma guardiã, a capitã Lewis. Ela até tentou te salvar, novamente. Mas eu preciso de respostas minha querida e fiel companheira Rosie precisa dessas respostas – ela fala apontando para Rosie, representante e chefe dos cientistas – E Lewis não ia deixar e ela ia dar um jeito, com o reforço dela chamado Alexia, ela conseguiria livrar você de mim e tudo isso não daria certo. Até porque Luna, você é uma dos mais importantes que temos aqui dentro. Só você sabe como chegar na Tamara, mesmo que não se lembre.

– Eu já disse que não conheço essa tal de Tamara – falo entredentes.

– Por isso nós trouxemos seu amigo Stiles – assim que ela fala isso meus olhos se arregalam.

No outro lado da sala dois homens entram com Stiles que lutava contra eles.

– O que vocês vão fazer com ele? – pergunto.

– Ultimamente não estamos tendo muito tempo, e como vocês são bem próximos, o teste será conjunto – responde ela.

– Mas eu sei que Alex esteve aqui mais cedo, ela se sacrificou por ele.

– Ainda precisamos de resultado, estamos sem tempo e você conseguiu passar um tempo com Stiles ainda no governo – fala Rosie – Eu sei que vocês já passaram por aqueles testes do governo juntos.

– Eu não me lembro – digo apenas – Eu perdi minhas memórias antigas.

– Mas se lembrou dos amigos – Responde Olga.

– Apenas memórias vividas profundamente voltaram, mas nem todas elas.

– Vamos faze-las voltar.

Olga ri e se vira novamente se afastando.

Não pode ser, de novo não. Stiles não pode passar por isso de novo. Por mais que eu não me lembre bem, consigo sentir que Stiles não havia aguentado, eu consigo ouvir os gritos e sentir a dor, mas não ver.

Dois cientistas me direcionam para o outro lado da sala aonde Stiles estava. Eles me passam por mais uma porta cinza, que quando trancada parece indestrutível. Eles prendem primeiro Stiles e depois a mim. Só que Stiles tenta lutar contra eles, eu... Não.

Os homens se afastam e duas médicas entram com mais duas cientistas. As cientistas pegam algo atrás da gente e as médicas preparam sei lá o que. A cientista que estava atrás de mim conecta algo no meu pescoço e eu me assusto com a dor. Depois outro na minha clavícula, no peito. Um no meu braço e um na minha barriga. Ela faz a mesma coisa no outro lado do meu corpo.

Por ultimo ela coloca nos dois lados da minha cabeça, só que apesar desse não conter agulha, eles davam um choque e doía mais. Vi que fizeram a mesma coisa no Stiles que parecia arfar. As cientistas se afastaram e as médicas entraram em ação.

A minha médica prepara meu pescoço e logo pega a seringa enfiando a agulha no meu pescoço. A agulha machuca minha veias, que parecem se dilatar com o soro. Isso dói. Assim que ela termina se afasta.

– Só quero que se lembrem que agora vocês não são mais amigos – Avisa Olga.
E do nada tudo escurece.

Il|lI

“Sinto a grama molhada e fresca na minha pele e o gostoso cheiro também. Abro os olhos e vejo as folhas verdes e os raios de sol passando por elas. Pisco algumas vezes até entrar em orbita novamente. Me sento vendo que estou em um jardim. Olho para os lados e não vejo nada. Me levanto e olho para trás.

– Luna! – grita alguém e sei de quem é essa voz.

– Ames! – grito de volta.

– Luna! – ela grita mais alto.

Giro em volta do meu próprio eixo em busca de minha irmã.

– Luna! – ela grita em suplica dessa vez.

Consigo identificar de onde vem o grito e corro floresta adentro.

– Luna – grita ela muito mais alto e com pedido de socorro.

– Ames eu já estou indo – grito.

– Luna – ela grita novamente – Não volte Luna, não volte, não volte, não volte.

Paro de andar e olho para trás. Coloco a mão na boca assim que vejo tudo atrás de mim queimando. As chamas aumentam e eu saio correndo. O fogo agora parece me perseguir. Sinto o forte cheiro de queimado e a fumaça invade minhas narinas.Tusso algumas vezes e acabo tropeçando, mas logo me levanto voltando a correr.

– Luna! – grita ela mais uma vez e parece mais perto.

Vejo uma trilha e resolvo seguir por ela. Vejo algo no final da trilha e continuo a correr. Vejo uma casa e corro até. Quando estou quase conseguindo uma chama acerta minha perna e eu caio gritando de dor.

– Ames – grito.

– Luna! – grita ela de volta.

Me arrasto no chão com muita dor. Vejo que o fogo se aproxima mais e me levanto devagar. Vou aos tropeços com pressa até a casa. Assim que entro vejo soldados, os soldados do governo.

– Luna não volte – diz Ames chorando.

Não consigo nem pensar e os soldados já estão me segurando e me arrastando. Jogo o primeiro deles pela janela e o outro pela porta. Quatro deles vem me segurar e eu os empurro de cima de mim.

Os outros começam a atirar e uso os que estão me atacando como escudo e desvio de algumas balas. Assim que os outros já estão mortos, levanto uma das mãos e jogo as armas dos soldados para longe deles e pego uma delas para mim. Por isso é bom ser transcendente.

Dou um tiro em cada um e depois vou até Ames que estava amarrada no chão.

– Vai embora Luna – dizia ela.

– Não, eu não vou te deixar – falo tirando as grossas braçadeiras das mãos e dos pés dela.

– Luna vai embora, eles vão ir atrás de você – suplica ela – Luna me escuta!

Paro de fazer tudo.

– Por favor – suplico – Não posso deixar você aqui.

– Vai Luna, não podemos ficar juntas mesmo, eu sempre fui perigosa, nunca poderia ajudar você a ter uma vida normal Luna – falava ela com os olhos azuis brilhando com as lágrimas, o cabelo escuro estava bagunçado mais do que devia, mas ela estava sempre bonita. Ela sempre foi mais bonita, eu me pergunta o porque de sermos tão diferentes – Luna vai embora, se esconda se ela te alcançar novamente não poderei fazer mais nada.

– Mas... – tento dizer.

– Não vai embora Luna, fuja agora.

Escuto o barulho do caminhões e me levanto.

– Vai Luna!

– Ames.

– Corre Luna!

Saio correndo atrás de outra porta e acabo não achando. Escuto a porta sendo arrombada e eu pulo pela janela.

– Ela foi por ali, vão atrás dela – escuto a voz de um soldado.

Corro pela floresta novamente já sabendo de que estavam me perseguindo. A dor na minha perna continua, mas não posso parar agora. “O fogo”. Quando me lembro já é tarde demais quando escuto a explosão. Foi tão forte que a pressão chegou até em mim me jogando longe e para frente.

Ah não. Só consigo pensar na minha irmã. Escuto os soldados ainda gritando e logo me recupero, nem um pouco por inteiro, mas tenho que continuar a correr. Eles atiram e felizmente não me acertam.

Vou correndo até que um dos soldados consegue me alcançar e se joga em cima de mim. Nós dois caímos em uma descida de um dos morros. No meio da confusão ele bate as costas em uma rocha e eu continuo a rolar. Quando paro perto de uma cachoeira, estou tonta, mas escuto os gritos dos soldados.

“Eles nunca desistem”.

Me levanto tonta e continuo a correr. Eles me alcançam rapidamente que estão bem perto de mim. A cachoeira está mais a frente, e é minha única saída.

– Você vai morrer garota – avisa um deles.

Não dou os ouvidos e assim que chego na ponto do precipício me jogo, eles atiram, mas não me acertam. Não demora muito e eu caio no lago. Sino a pressão da agua e bato as costas em uma das rochas. Aquilo parece um liquidificador nunca para. Tento buscar por ar, mas não há. Minha cabeça bate forte em uma das rochas e eu desmaio”.

Lewis corre pelos corredores da resistência junto Lynn. As duas param quando vê Alex e Balthazar, e Alex brigando com Balthazar.

– Você disse que sabia aonde ele estava – diz a mulher com raiva.

– Eu não sabia aonde ele estava, eu sei que os médicos estavam levando ele – responde Balthazar.

Lewis e Lynn correm até eles, antes que Alex mate o garoto.

– Ei, parem vocês dois – diz Lewis separando Alex e Balthazar – O que aconteceu Alex?

– Aqueles desgraçados levaram Stiles para algum lugar, essa anta que viu, mas não sabia aonde levaram ele – responde Alex cheia de ódio.

– Eu acho que eu sei aonde ele está – fala Lynn.

– Aonde? – pergunta Alex cheia de entusiasmo.

– Apesar de ser médica na área psiquiatra, eu não sou autorizada a saber dos testes, mas sou quem cuida na hora de fazer os reparos, e fiquei sabendo do que fez Alex, e eu achei muito bonito.

– Obrigada, agora continue.

– Apesar de tudo, Rosie, que na qual vocês conhecem muito bem aquela mulher, queria respostas de tudo, desde testes aplicados no governo, como conseguiam fazer, memórias perdidas, e realmente os piores medos. Mas ela queria algo a mais, algo que Olga quer, não sei o que é, capacidade ou no caso dos doentes, elas acham que isso é um “disfarce” deles – diz Lynn fazendo aspas com os dedos – Mas elas precisariam do próprio disfarce, resumindo. Nem mesmo a bravura que Alex teve iria salvar Stiles, muito menos ele. E ninguém mais ira ser salva.

– Desgraçada! – grita Alex dando um chute na parede – Ela mentiu pra mim!

– Nunca mais vou provocar você – diz Balthazar.

– Cala boca seu moleque!

– Ei, você tá ach ...

– Da pra vocês dois pararem com essa guerrinha infantil!? – pergunta Lewis, já sem paciência.

– É bom irmos logo, quatro pacientes tiveram a sessão cancelada, eles adiantaram a da Luna e do Stiles – fala Lynn.

– Pegaram a Luna também ? – pergunta Alex.

– Infelizmente sim, Carl estava com ela, mas ele não conseguiu defende-la, disse que era dois que haviam pegado ela. Um deles injetaram uma droga nele muito forte, ele ficou aos cuidados de Ágata – conta Lewis – Zack está a nossa espera caso algo acontecer e precisarmos de ajuda, de alguma forma que seja.

– Não é mais fácil irmos logo?! – Pergunto Balthazar sarcástico.

– É verdade, vamos logo, depois a gente conversa – fala Alex.

Lewis segue os três pelos corredores dessa vez, procurando em sua mente alguma forma de entrar naquele lugar, e principalmente de sair.

Enquanto isso, Stiles e Luna tentavam sobreviver no teste. Os corpos tentavam escapar do apoio, se contorciam e s dois gritavam. Era uma torturante coreografia e canção, mas que Olga e Rosie estavam gostando de ver e ouvir.

“Stiles acaba de sair da floresta aonde estava, mas logo vê os soldados atrás de alguém. Stiles corre para longe dali voltando para a floresta, mas parece que alguns do soldados o viu. Stiles apressa mais o passo atrás de algum esconderijo. Ele se distancia um pouco do soldado e logo se joga no primeiro buraco que viu, se escondendo atrás das folhas.

Ele ainda consegue vê o que está acontecendo lá fora. O soldado passa por onde ele está e procura por Stiles. Um tempo depois o soldado se distancia.

Stiles sai do buraco e corre para um outro lado da floresta. O lugar parece não ter animais, já que nada pareceu até agora. Stiles assim que se vê longe para de correr e começa a caminhar lado a um pequeno rio.

O lugar é bem mais pantanoso, já que as plantas ocupam muito espaço no rio. Stiles do nada vê uma mão submergir a água. Primeiro ele acha que é uma ilusão e depois ele vê a mão de novo.

Stiles corre até a beirada do rio e quando a mão se levanta novamente á agarra e puxa. De lá sai Luna que busca o ar logo em seguida. Stiles ajuda Luna a sair da água com muito esforço, já que as plantas à prenderam. Assim que ele consegue a menina se vira cuspindo água e atrás de ar.

– O que aconteceu? – pergunta ele.

– Eu não sei – responde ela – eu me joguei no lago e parei aqui de alguma forma. As plantas estavam me puxando para baixo, elas pareciam ter vida própria, se enrolaram nas minhas pernas e nos meus braços do nada.

Stiles escuta um barulho de galho se quebrando e se vira. Havia animais ali agora. Eles estavam rodeados deles. Stiles então se lembra do aviso de Lynn. “Eu vou interferir no teste para vocês ganharem tempo. Vocês não podem lutar a nenhum momento, não revelar nada muito precioso, faça o que Olga quer, mas não faça tudo. Você vai avisar Luna no teste”.

– Ela conseguiu – diz Stiles, mesmo depois de pouco acreditar que Lynn conseguiria.

– Quem conseguiu o que? – pergunta Luna se levantando toda suja e ensopada.

– Lynn ia desconectar eles do teste, ela queria que eu avisasse você – responde Stiles – Luna Olga pretende ir mais além, mas eu não sei de nada, Lynn falou para a gente dar o que Olga quer, mas não tudo, não exatamente tudo. Se é pra lutar lutaremos, mas nunca eu contra você ou vice e versa, ela disse para tomarmos cuidado.

– Mas – tenta dizer Luna, sendo interrompida logo em seguida pelo garoto.

– Não Luna, nada de mas, Olga não vai ter acesso a isso, percebi pelos animais. Eles não apareciam a pouco tempo e agora estão aqui.

– Entendi, mas e se não for só mais um truque de Olga.

– Ai, minha cara amiga estaremos fodidos – reponde Stiles mal educado.

Os animais se afastam e agora a conexão havia voltado”.

Olga fica aliviada assim que volta a ver no computador os movimentos de Luna e Stiles. Ela não havia perdido muita coisa.

– Rosie o que aconteceu? – pergunta Olga com raiva.

– Não sabemos ainda Olga, foi uma interferência muito forte, feita por hackers – responde a cientista.

– Então parece que um dos seus resolveu brincar, e com fogo – fala Olga pensando– E acho que devo saber quem é, já que me parece ser bem obra dela.

– Me desculpe Olga, mas de quem está falando? – pergunta Rosie.

– Da Wilde, com toda certeza foi ela.

Olga mandou os cientistas terminarem de arrumar a bagunça e mandou os soldados irem até a central de informações, aonde ficava os únicos computadores que poderiam controlar isso.

Cassie termina seu trabalho muito bem sucedido pedido por Lynn. Lewis havia achado o outro grupo depois de terem saído da sala de testes em pura loucura, e por ultimo acharam John e Andrômeda quase se matando. Lynn precisava de Cassie para que seu plano desse certo e a nerd soube dar conta do recado muito bem.

– Pronto, o vírus já acabou, mas por enquanto – avisa Cassie – Ele ainda pode ser ativado novamente e vai proteger aqueles dados de Olga, mas é só apaga-los que é mais fácil.

Cassie entrega o pen drive transparente, aonde a única diferença é a entrada metálica, a Lynn que sorri agradecida.

– Bom eles precisam passar por mais uma fase, pelo que eu saiba – diz Lynn – Mas Olga pode interferir outra no meio do teste.

– Então é bom irmos logo – diz Lewis — Andrômeda conseguiu descobrir se Ellie já foi testada?

– Sim, e ela não foi – diz a loira, já terminando seu trabalho no computador aonde se recebia os dados – Mary me ajudou a entrar.

– Mais uma nerd? – pergunta Andrew cansado.

– Não, apenas soldado, mas fui transferida para cá e cuido de tudo aqui, e com esse tempo todo, aprendi uma coisinhas – responde a garota orgulhosa.

– Obrigada Mary – diz Lynn – Agora vamos nos dividir em grupos. Não podemos fazer tud juntos, até porque seria muito óbvio.

– Eu estou pouco me fodendo para o óbvio – fala Alex.

– Me diz quando você não tá?! – pergunta Balthazar provocando a garota.

– Balthazar sobre você ser o próximo a perder a cabeça, aquilo ainda está de pé – avisa a morena.

– Não tá mais aqui quem falou – diz ele com as mãos pra cima em sinal de rendição.

– Voltando ao assunto – diz Bellamy, abrindo a boca pela primeira vez depois de ter ficado calado por todo esse tempo.

– Lewis irá com Bellamy, John, Balthazar, Andrômeda, Mary, e Beatrice – diz Lynn – Alex, Cassie, Safira, e os patetas venham comigo.

– Estou ofendido – diz Corey.

– Eu também – fala Andrew alto.

– Bom, o grupo da Lynn vai desarmar eles e entrar no sistema para pode entrarmos, depois é da um jeito de parar o teste – fala Lewis ignorando os gêmeos.

– Então eu vou precisar de um pequeno computador – diz Cassie.

– O que? – pergunta Corey e Andrew juntos e confusos.

– Eu vou precisar de um computador lá em baixo – esclarece Cassie.

– Há um computador em uma sala que fica no laboratório – diz Safira – Não lá dentro especificamente, fica um cara lá dentro caso algum problema como essa acontecer.

– Vai da pro gasto – diz Cassie – Vamos indo!

A garota sai da central de controle e os outro também. Os grupos se separam indo cada um pra um lado, disfarçadamente.

“ Luna e Stiles continuavam a enfrentar a floresta, enquanto parecia que o sol estava indo embora.

– Como já pode estar tão tarde? – pergunta a menina.

– Eles quiseram assim e assim será – responde Stiles frio.

Os dois andam tranquilos, até que escutam o barulho de jipes e soldados gritando.

– Eles voltaram – fala Luna já com medo.

– Luna temos que ir – fala Stiles.

– Eles devem estar com ela.

– Luna vamos.

– Eles estão com ela.

– Luna venha eles estão vindo – fala Stiles puxando a menina que se soltou dele.

– Eles estão com ela, eu tenho que resgata-la – diz Luna e sai correndo na direção dos soldados.

– Luna! — grita Stiles, mas a menina já está longe.

Stiles corre atrás de Luna que parece ficar mais rápida a cada segundo. Transcendentes. Stiles percebe que eles estão mais perto dos soldados, eles não param de gritar, estão cansando os dois ainda.

Os soldados acabam vendo os dois correndo pela floresta e começam a atirar.

– Luna! – grita Stiles – Eles vão nos pegar.

– Eu preciso encontra-la! – grita Luna de volta.

Uma bala acerta Stiles de raspão no braço. Os soldados atiram mais e mais e Stiles consegue desviar de umas. Mas Luna só escapa por estar rápida. Os soldados se espalham pela floresta enquanto avisam os outros que estão na frente de Luna, para capturar os dois.

Stiles percebe que os soldados estão se espalhando, já que os gritos estão se dissipando. Stiles olha bem para os lados e o que está a frente de Luna. Ele vê que um soldado se prepara para atirar em Luna e pula em cima de garota. O tiro acaba acertando o peito de Stiles.

– Luna é uma ilusão – avisa Stiles – Não caia nela.

Como se a menina houvesse acordado de um transe, Luna se levanta vendo o estado do amigo. Ela olha para trás e vê o soldado. Ela apenas ergue a mão e manipula a arma do soldado, fazendo o fuzil se virar para o soldado e depois atirar em sua cabeça.

Luna volta sua atenção para Stiles e o ajuda a se levantar.

– Vamos Stiles – diz ela.

Com muito esforço os dois conseguem correr, mesmo Stiles apoiado em Luna. Os soldados se aproximam mais até conseguirem cercar os dois.

Luna e Stiles se vêm no meio de um circulo feito pelos soldados que estão apontando as armas para eles.

– Luna a gente tem que lutar – fala Stiles.

– Você está ferido – diz Luna – Vai morrer se tentar.

– Não exagere.

– Então tente.

–Recomendo o mesmo.

Do nada Stiles tira o braço apoiado dos ombros de Luna e joga bolas de fogo nos soldados. Luna vê que vai ser atacada e apenas com um movimentar de mãos faz as balas voltarem para o soldados, mas nem todos foram atingidos.

– Sorte sua você manipular bem seus poderes – diz Luna.

– Posso não ter a mesma certeza que você, sobre você.

– Obrigada – diz Luna revirando os olhos.

Stiles se esconde nas sombras reaparecendo depois ao lado dos soldados e os matando com apenas um olhar. O olhar negro que Stiles sabia dominar muito bem.
Luna jogava um soldado de um lado para o outro. Ela conseguiu desarmar todos e lutava com eles corpo a corpo agora. A garota sabia dominar bem a arte da luta. Luna chuta a cara de um dos soldados o jogando contra um arvore. Pega três facas do mesmo soldado jogado na arvore, jogando a faca nas costas de um soldado e depois na cabeça de outro.

Um soldado a pega de surpresa, puxando os cabelos da menina para traz a fazendo cair no chão. O soldado a arrasta para trás. Luna tenta a certa o mesmo com a faca que está e sua mão. O homem a solta pegando uma arma do bolso apontando para Luna. Ele atira e ela desvia.

Luna da um chute na mão do soldado e a arma cai. Ela da uma joelhada no meio das pernas do soldado e depois enfia a faca em sua a garganta e a tira em seguida. O sangue espirra em seu rosto e escorre da faca para sua mão.

Ela olha para Stiles e vê que a situação do amigo não é boa. Um soldado está com uma faca na mão e tenta acerta Stiles que só está com a mão do lado do peito machucado. Luna corre cheia de raiva até o os dois e com a faca na mão ela pula sob os soldado e Stiles mergulhando no ar. Ela acerta a faca no pescoço do homem e quando cai no chão da uma cambalhota digna de ginasta.

O soldado cai em cima de Stiles, que logo empurra o corpo de cima dele. Luna se levanta e ajuda Stiles também.

– Realmente precisava daquilo? – pergunta ele indignado.

– De vez em quando é bom matar com estilo.

– Nem parece ser mais você, nunca quis ser uma serial killer na vida.

– Idiota, vamos não sei o que vai acontecer agora, mas sei que não é bom.

Luna caminha alguns passos e percebe que Stiles não faz o mesmo. Ela se vira e vê o amigo parado.

– Oque foi Stiles?

Ele mostra o braços e quando Luna vê coloca a mão na boca assustada. O braço de Stiles estava com as veias pretas e o que parecia estar dentro dele estava se espalhando em menos de segundos.

– Ah não – lamenta Luna – Stiles.”

Safira e Lynn leva todos primeiro até a sala aonde está o computador, não lá dentro, mas fora da sala. Ainda há alguém lá dentro.

– Agora temos que entrar – diz Corey.

– Isso vai ser moleza – fala Cassie um sorriso no rosto.

– Ih, dessa cabeça maquiavélica, coisa boa não é – fala Andrew já com medo.

– Olhem e aprenda meninas.

Cassie vai até a porta e a abre a deixando a aberta. O homem discute com ela, que diz ter sido um engano, o homem se vira para chamar a “policia” da resistência e Cassie apenas movimenta as mãos e joga o homem fora da sala, o jogando na parede do outro lado.

O homem cai desmaiado e Cassie sorri.

– O que eu disse – fala Andrew alto e com medo – Essa garota é psicopata.

– Cala boca e vamos – fala Safira empurrando os dois para dentro da sala.

Cassie se conecta com o laboratório. A sala era de observação, lá é aonde podia se visualizar as pessoas pelas câmeras daquela área.

– Câmeras – diz Cassie interessada – Isso vai ajudar.

Cassie se prepara para chamar atenção dos soldados que estão vigiando a sala e o laboratório. Lewis passa com os outros por um corredor próximo.

– Peguem o interfone para mim – pede Cassie.

Safira da o interfone para Cassie, que pega já sabendo o que vai falar. Cassie liga o interfone e os soldados já estão na escuta.

– Há uma confusão muito grande no corredor A-4 direção norte, perto do refeitório e dos dormitório dos recém chegados – fala Cassie formal – Há um briga e dois doentes mentais estão no meio, as pessoas estão aumentando a confusão, precisam de vocês lá.

– Já estamos a caminho – responde o soldado.

O soldado avisa os outros e eles saem da sala, deixando o caminho livre. Cassie deslia o interfone e sorri vitoriosa.

– Agora é só destravar a porta.

– Ainda tem isso? – pergunta Corey.

– Sim, as portas ficam trancadas durante a simulação – responde Cassie – Vamos invadir o sistema de novo.

Lynn entrega o pen drive para Cassie que conecta no computador.

– Pensei que o vírus só ia conseguir manipular da central – fala Safira.

– Ah sim, depois de ativado, mesmo desativado qualquer computador ativa ele para aquilo que ele foi predestinado – responde Cassie orgulhosa – Legal né?

– Muito.

– Pois é, foi eu que inventei. Safira comunique Lewis pelo itoch e diz que ela já pode entrar na sala, mas ainda vou destravar as portas.

– Pode deixar.

– Cassie, não demore muito – pede Alex.

– Calma, a pressa é inimiga da perfeição.

Cassie volta sua atenção para o computador, invadindo o sistema novamente. Transcendente e hacker, quem diria.

“Luna vê Stiles se contorcendo no chão já com o corpo cheio de veias pretas. Os olhos de Stiles ficam negros e ele para de se mexer. Luna que estava afastada se aproxima. O garoto se levanta sem olhar para Luna. Ela se aproxima dele e quando Stiles a vê, pega a menina pelo pescoço e a joga em seguida.

Luna sente o pescoço arder e sente a dor de queimadura novamente. Ela olha para Stiles que caminha até ela sem nenhuma culpa. Então ela se lembra de que Olga disse, que os dois não eram mais amigos.

Ele está sob a própria simulação.

Stiles chuta o estomago de Luna e a garota cospe sangue.

– Pensei que fosse mais forte – diz o garoto.

Luna se levanta devagar.

– E sou – responde ela.

Stiles tenta pegar a menina novamente, mas Luna da um soco em sua cara e depois pego o seu braço, vira de costas e os puxa para frente, fazendo Stiles cair para frente. Ela logo se pôs em cima do garoto imobilizando as mãos deles.

– Stiles esqueça a simulação! – grita ela e por um momento os olhos deles viram e parecem normais, mas logo volt ao negro.

Stiles consegue solta um braço e à joga para trás. Luna cai com força no chão, mas se levanta, ela tenta sair correndo e Stiles puxa o pé dela fazendo ela cair novamente. Ele tenta ser rápido para imobiliza-la, mas Luna da um chute em sua cara e se arrasta até perto do corpo do homem, para pegar a faca.

Quando ela está quase alcançando, Stiles a puxa e Luna se vira. Stiles fica em cima de Luna dessa vez e agarra pescoço da menina muito forte. Luna sente o pescoço arder e Stiles está o queimando, o ar fica cada vez mais difícil de se ter. Luna tenta tirar as mãos de Stiles do pescoço, mas ele era muito mais forte que ela.

Luna olha para cima e vê a faca. Ela volta o olhar para Stiles, mas logo fecha os olhos. Ela estica os braços e sente o metal da faca. Luna abre a mão e concentra um pouco de energia lá. A faca voa para a mão dela. Luna fingi tentar acerta o rosto de Stiles, mas faz um corte em seu ombro.

O garoto acaba soltando o pescoço dela e Luna encolhe as penas e depois chuta o peito de Stiles o jogando longe. Ela se levanta e Stiles também. Ele joga duas bolas de fogo nela, mas Luna desvias. Ela se aproxima de Stiles e acerta o estomago dele com um chute forte. Ela joga a faca rente a cabeça de Stiles, mesmo não querendo acertar, e ele desvia.

Luna da dois chutes seguidos na cara dele e quando o garoto se afasta dela, Luna com as duas mãos em movimento o ergue para cima e o joga contra um tronco de uma arvore. Stiles cai no chão desacordado.

Luna está em fúria, e não consegue mais se controlar. É tarde de mais.”

Lewis escuta Cassie dizer que já pode entrar e ela encaminha todos até o lugar. Eles entram na sala á espera de Cassie destrancar as portas. Cassie consegue terminar o seu trabalho e pega o itoch de Safira. Ela sai da sala junto com os outros.

– Lewis já destranquei a porta, já estamos a caminho dai – fala ela.

– É isso ai garota – parabeniza Leis e Cassie desliga o itoch.

Dois corredores depois e o outro grupo já se juntou ao outro.

– Essa porta não deveria abrir automaticamente? – pergunta John – Eu já tentei, andei, pulei, até dancei e Balthazar até se juntou a mim.

– Foi uma das coisas mais engraçadas que eu vi hoje – diz Andrômeda.

– Como são bobos meu Deus – diz Cassie – Safira uma granada por favor.

Safira entrega uma granada na mão de Cassie.

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– É bom se protegerem – avisa Cassie.

Todos saem da sala e Cassie vai até a porta.

– Ainda preciso de duas pessoas – pede ela – No caso dois homens, se é que tem algum por ai.

Corey, Andrew, Bellamy e Balthazar, e por ultimo John que resolveu ir depois, Foram ajudar Cassie.

– Puxem um pouco a porta – informa Cassie.

Eles se posicionam, Corey, Andrew e Balthazar de um lado e Bellamy e John no outro. Eles puxam a porta e uma pequena fresta se abre. Cassie assobia deixando os garotos com raiva e coloca granada ali no meio.

– Agora corram! – grita Cassie.

Ela tira o pino e sai correndo também. A bomba explode assim que ela sai da sala, mas John a puxa antes.

– Obrigada – fala ela.

– Não tem de que – diz ele.

Eles entram novamente aonde antes era uma sala e entram no laboratório, aonde Luna e Stiles estão lutando.

– Impeçam Luna e Stiles de se matarem e impeçam Olga de continuar com isso – ordena Lewis.

Todos se separam. Corey e Andrew arrombam a porta que dava passagem para o laboratório.

Olga quando viu a confusão piorar ficou mais nervosa do que já estava.

– Rosie guarde os dados, todos eles, antes que os tirem da simulação! – grita Olga – Soldados impeçam eles de entrar aqui, ou chegar perto dos computadores, principalmente aquela pivete. Mantenham os dois conectados a qualquer custo.

Mal sabia Olga que a “pivete” estava escutando.

– Tenho que chegar a um dos computadores, para desconectar eles – fala Cassie para Lewis.

– Você consegue Cassie.

– Sim com qualquer computador, só preciso que me ajudem.

– Tudo bem. Balthazar, Andrew, Corey e John, vocês vão entrar lá e proteger Cassie a todo custo, ela tem que chegar perto de um computador – ordena Lewis.

– Entendemos Lewis – diz Corey – Vamos Cassie.

Corey vai na frente junto com Balthazar e John vai atrás com Andrew, todos protegendo Cassie. Assim que eles entram, os poucos soldados que estavam lá dentro atacam eles. Cassie se esconde ficando a espreita de tudo e a procura do primeiro computador que ver.

Ela vê um cientista abandonar um computador e corre até lá.

– Cassie! – ela escuta Andrew grita e quase leva um tiro se Andrew não houvesse avisado.
Andrew corre até ela.

– Obrigada.

– Era só chamar tá, agora vamos.

Cassie corre até o computador e Andrew fica de vigia protegendo a menina. Cassie se conecta ao computador e vê que vai ser mais fácil com ele sem os dados. Antes que ela consiga conectar o pen drive uma cientista pula em cima dela do nada e Cassie cai com ela em cima.

– Tá achando que vai conseguir passar por mim garotinha?! – fala a mulher cínica.

– Acho não, tenho certeza – responde Cassie.

Lewis tenta chegar perto de Luna ou Stiles, mas ninguém consegue se aproximar e a situação ficou mais difícil quando alguns soldados chegaram. Um deles ataca Lewis que logo imobiliza ele no chão.

– Eu sou a capitã, não dei ordens para vir aqui – fala ela autoritária.

– Nós somos soldados da Presidente Olga, não seus.

– Resposta errada camarada – diz ela e quebra o pescoço do mesmo.

Lewis luta com alguns soldados, mas está só ganhando tempo. Ela acaba de mobilizar um e se vira a tempo de ver sua amiga.

– Alexia!

– Eu pensei que precisasse de ajuda – fala Alexia – Mais soldados estão a caminho atrás de você, mas temos os nossos.

Lewis vê que atrás de Alexias alguns soldados vieram.

– Isso é bom, preciso que metade de vocês pelo menos entre lá dentro e protejam Cassie – fala Lewis para Alexia – Você a conhece né?

– Sim, a garota é uma figura, me fez uma arma magnifica – responde Alexia.

– Bom, não temos tempo. Vai com os que for lá Alexia, eu já estou cuidando daqui.

– Pode deixar chefe – fala Alexia – Preciso de oito soldados comigo, lá e agora. Os outros fazem tudo o que Lewis disser.

O grupo de soldados logo se separa indo com alexia até o laboratório. Eles entram atirando e logo se concentram em Cassie. Alexia avista a menina lutando contra uma cientista muito habilidosa e corre até lá. Alexia passa atirando e mira em um computado aonde Olga está e atira.

Cassie tenta dar um soco na cara da cientista que segura pulso dela. A mulher segura os pulsos dela no chão deixando ela imobilizada. “É uma pena eu não ter energia o suficiente” pensa Cassie. Do nada alguém surge chutando a mulher de cima de Cassie.

Cassie olha para cima e vê uma mulher loira.

– Cassie Wilde lembra de mim? – pergunta ela.

– Alexia!

Alexia ajuda Cassie a se levantar.

– Depois a gente conversa agora o computador.

Cassie corre para o computador com Alexia atrás protegendo à. Cassie olha para Luna e Stiles, Stiles parece que vai matar Luna. Ela volta a atenção para o computador e quando volta a digitar aparece o aviso vermelho na tela. BLOQUEADO.

Cassie olha para Olga que sorri para ela.

– Alexia – chama Cassie.

– O que foi?

– Atire no computador que Olga está, ela bloqueou o meu.

– Pode deixar.

Alexia mira no computador, mas alguém atira nela antes.

– Alexia! – grita Cassie.

– Eu estou bem, você vai ter que dar um jeito agora.

– Tudo bem.

Cassie corre e pula sobre uma das mesas que havia no laboratório. Ela cai no chão em pé e corre até Olga, mas dois cientistas se põe na frente dela. Eles atacam Cassie, mas ela apenas faz eles baterem um no outro. “tão fácil” pensa ela.

– Rosie cuide da pivete para mim – pede Olga.

Cassie pega uma faca escondida no coturno e quando Rosie vira o rosto ela atira no coque da mulher, prendendo a cabeça dela junto ao computador. Cassie caminha até Olga que eestá de pé. Olga assustada tenta pegar um bisturi que está perto dela, mas Cassie atira a faca na mão dela.

Olga grita de dor e Cassie apenas ri.

– Pivete é a sua mãe e sua filha – fala Cassie com ódio na voz e da um soco na mulher.

Cassie olha para Stiles e Luna e vê que agora Luna vai matar o garoto. Cassie apressadamente vai até o computador e nem precisa conectar o pen drive. Então finalmente Cassie desliga simulação e tudo parece parar.

Stiles está desacordado no chão e Luna parece ter acordado. Lewis vai correndo até Luna, mas assim que a garota se vira seus olhos estão azuis como um raio. Luna está fora de controle.

– Luna pare acabou a simulação – fala Lynn, mas Luna apenas a joga longe.

Cassie sai correndo do laboratório. Luna se prepara para atacar Lewis, mas Cassie chega a tempo de prender a menina na parede.

– Safira preciso de uma das suas seingas! – grita Cassie.

Safira logo prepara a seringa e corre rápido como um lobisomem e pula na parede injetando o soro em Luna. Safira se joga e cai em pé. Cassie Solta Luna e Safira pega ela no colo. Ewis corre até Safira e Cassie se junta a ela também.

– Luna – Lewis diz apenas.

Lewis pega Luna do colo de Safira.

– Me desculpe Lewis, mas era preciso – diz Cassie.

– Tudo bem, ela não estava em si, não vai nem se lembrar e foi bom o que fez – agradece Lewis.

Lewis caminha com Luna nos braços se juntando aos outros. Bellamy logo chega com Ellie no colo também. Cassie vai até onde Stiles está e Alex já estava lá.

– Alex tá tudo bem agora – fala Cassie – Vamos leva-lo daqui.

– Ela vai culpa-lo – diz Alex.

– Quem?

– Lewis, ela vai querer ele o mais longe de Luna. Vai achar que a monstrinha não fez nada.

– Alex, Lewis não faria isso.

– Ela faria – responde Alex olhando pra o irmão – Ela já fez.

Cassie fica quieta por alguns minutos sem saber o que falar.

– Mas você está certa – fala Alex enxugando as lágrimas – Vamos leva-lo, Stiles precisa de cuidados médicos. Me ajuda a carregar ele?

– Claro.

Alex levanta o irmão sozinha e Cassie coloca um braço dele sobre seus ombros e Alex faz o mesmo, porém sustentando o corpo do irmão com o braço. As duas arrastam ele até estarem fora daquele lugar.

Lewis e Bellamy levam Luna e Ellie para o hospital, enquanto os outros estava se recompondo. Mas aqueles que estavam contra Olga, já sabiam que iriam ser presos de qualquer jeito. Seria impossível, mas Olga ia esconder tudo o que aconteceu naquele lugar, até porque é o que ela faz mais de melhor, e se vingar da pivete.

Notas finais
Gente cêis gosto? Sei lá eu acompanho a fic como leitora e adorei esse capítulo, porque ficou cheio de ação (quero mais romance). É o maior que a Ally já escreveu de fanfic (tirando as one, que ela escreve e não posta ¬¬). Eu não vou deixar link de ninguém, mas depois a Ally vai arrumar essas notas. Os atores são: Alexia: Emily blunt (loira). Carl: Jamie Blackley. Não me lembro do resto (se tem). Comentem para ajudar a Ally a se recuperar, e favoritem que ela melhora logo e se recomendarem essa mina pula da cama 100% renovada, dançando macarena. Uhhhhuuuulll. É isso ai pesssoasl, espero que tenham gostado da minha ilustre presença. Kissssssss Jú LKLK (eu não uso XOXO, eu criei uma só pra mim). P.S: Eu que fiquei de corrigir o capítulo, então ficou uma bosta. Sorry!