The New Selection - Interativa
15 Capítulo 14 - Encontro Inesperado
Notas iniciais
POV Príncipe Nathanael Calix Schreave Singer
Entro no escritório de meu pai, e o encontro em pé em frente a janela, que fica atrás de sua poltrona, observando algo do lado de fora em meio ao verde das árvores. Fecho a porta e espero ao lado de umas das cadeiras.
– O quê há de tão importante que não pode espera até mais tarde? — ele se vira e me olha com olhos curiosos, fazendo sinal para que eu me aproxime.
Paro ao seu lado, e olho através da janela sem ver algo em especial. Jamie não saiu de minha mente desde que deixei Karolyne em seu quarto, e por conta disso e das Selecionadas, que provavelmente estão chegando nesse exato momento no castelo, não preguei o olho durante o resto da noite. Por conta disso, meu corpo inteiro doí.
– Por quê você não me contou sobre o casamento de Karolyne? — sou direto, e ele pisca surpreso, mas nada diz.
– Pai, você conhece o Jamie! — digo com raiva. — Você sabe como ele é.
– E o quê o faz pensar que fui eu quem aceitei isso? — sua voz saiu cansada. -
E você não o conhece mais, muitas coisas aconteceram.
– Como o quê por exemplo?
– Ele perdeu os pais, e eu vi ele, ele não é mais o mesmo garotinho mimado. — ele me olha, como se esperasse que eu entendesse.
– Ninguém muda do dia para a noite pai. — minha voz sai mais fria do que eu pretendia.
– Você mudou, filho.
Encarei ele sem entender. Aos poucos minha mente foi clareando, e uma dor profunda dor tomou conta de meu ser, fazendo fragmentos daquela noite que eu tento esquecer, evito sempre lembrar, aparecer como flashs em minha mente. desvio meus olhos do seu e encaro o chão, tentando me controlar.
– Eu e sua mãe discutimos sobre isso, e decidimos que isso seria uma escolha de Karolyne. Eu não esperava que ela fosse aceitar, e ainda não acredito. — ele muda de assunto.
– Vocês não podem deixar que ela se case. Ela é muito nova, e ela só está fazendo isso para agradar vocês! — protesto após alguns segundos, quando já estou mais calmo.
– Não dá mais para desistir. Sua irmã já aceitou o pedido dele, sem minha autorização, mas aceitou. E isso não dá para ser desfeito.
– Contratos existem para ser quebrados pai. — seguro seu braço e ele me lança um olhar intrigante.
– Sua irmã não quer que seja desfeito, ela quer se casar com ele. — seu rosto fica sério, e ele me olha, esperando que eu entenda. Mas não me dei por vencido ainda.
– Se ela realmente quisesse casar com ele, não ficaria chorando por ai atoa. — lanço a ele um olhar raivoso.
Ele nada diz, apenas volta seu olhar para a janela. Respiro fundo e controlo a raiva que começa a me dominar novamente. Em parte porquê nada mudou, Karolyne ainda irá casar com Jamie, e por ele ter me comparado aquele mauricinho.
Sei bem o que eu fiz, e sofro até hoje por meus atos, lembro e sinto cada uma das coisas que causei, e não me orgulho de nada daquilo. Eu sei que mudei, e muito, e não precisei de ninguém para me mudar.
Saio do escritório batendo a porta, e saio pisando duro tentando pensar em um modo de descontar minha raiva, querendo sumir de vez dessa droga de castelo. Não sei porque não fiz isso quando tive a chance, teria evitado muita coisa. Acho que meu pai deve me odiar mesmo, nunca me ouve, nunca quer saber da minha opinião, nunca liga para mim. Que droga!
Caminho em silêncio pelo corredor, passando por alguns guardas, e o primeiro que se direciona a mim, ordeno que busque Arent e que o deixem a minha espera na entrada do castelo.
Viro o corredor e abro a porta que dá para o Salão Principal e .... Puta merda!
Trinta e seis garotas se viram e me encaram, com rostos assustados e surpresas. Travo e as encaro de volta. Todo o falatório do Salão sesou, e quando Melina, a responsável pelas garotas, me viu seu rosto se fechou um pouco.
– Alteza, o que faz aqui? — Ela caminha rapidamente em minha direção. — Acho melhor você ir, não é certo vê-las agora. — ela diz mais baixo tais palavras assim que se aproxima o suficiente.
– Me perdoe. Não foi minha intenção.
Dizendo isso, me encaminho para a saida novamente, quando ouço uma voz me chamando.
– Príncipe Nathanael, já que está aqui, nos daria a honra de nos dar as boas vindas? — uma garota de cabelos escuros, que logo reconheço com Lana Rockefeller.
Ela dá um passo a frente, e me encara com olhos ardentes com as mãos na cintura. Olho para cada uma delas, e vejo o desejo no olhar da grande maioria, e também vejo o desprezo no olhar de algumas, e também reparo que não estou vestido adequadamente, com meu jeans preto e uma camisa de manga comprida cinza. A única coisa que salva é o sapato social preto, mas acho que não é muita coisa.
Solto um longo suspiro, e me aproximo delas. Não era assim que eu pretendia conhece-las.
– Peço o perdão de todas vocês. — Elas ouvem cada palavra atentamente, e eu continuo. — Creio que não era assim que esperavam me conhecer, e não estava em meus planos também. — solto um meio sorriso, e algumas coram. — Esperam que sejam bem vindas ao castelo, e que se sintam em casa durante o período em que permanecerem. — faço uma leve reverência, e elas fazem o mesmo.
– Bom, o Príncipe tem coisas importantes para fazer, não queremos atrasa-lo.
– Melina se intromete, e só implorar para eu sair.
Dou um último sorriso para elas, e dou a volta no salão, saindo para os jardins. Caminho depressa para a entrada do castelo, e logo avisto um guarda segurando as rédeas de Arent, e vejo uma Mary inquieta a espera.
– Ai está você, finalmente! — ela diz assim que me vê, correndo em minha direção.
– Você não deveria estar em suas aulas de história, mocinha? — digo assim que ela para ao meu lado, com a respiração acelerada.
– Eu fiquei sabendo que você ia andar a cavalo, e queria saber se eu posso ir junto. — ela me lança seu típico olhar pidão.
– Eu até vou, mas ...
– Então vamos logo, antes que o chato daquele professor Phil venha atrás de mim. — ela corre em direção ao cavalo.
– Eu não lembro de ter convidado você.
– Não preciso ser convidada, você é meu irmão, já significa muita coisa. — ela diz sorrindo. Reviro os olhos, mas não digo nada.
Quando monto em Arent, ajudo Mary a subir, e assim que ela se agarra em minha cintura ponho Arent para correr o mais rápido possível e o único som que ouço é são as risadas e gritos de Mary em meu ouvido.
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