The New Selection - Interativa
11 Capítulo 10 - Eleonore Labadie, Amélie Edyte Boursheis Strobel e Lilian Jean Wate
Notas iniciais
POV Eleonore Labadie
– Eleanor! — grita ao longe minha tia, Jaqueline.
Finjo não ouvir e continuo a saborear cada gota de chuva que toca meu corpo, dançando sozinha e brincando sozinha.
Amo a chuva, principalmente as tempestades, elas parecem me acalmar, me libertar dessa rotina entediante que minha vida se tornou a alguns anos. Rodo, dou piruetas, me lambuzo na lama, encardindo minhas roupas, e por fim me deitar e olhar para o céu, para suas nuvens cinza escuro.
Algum tempo depois, minha tia Jaqueline adentra na pequena clareira em que estou, com seu guarda-chuva tamanho família e suas botas de jardineira azul clara toda suja de barro.
– Eleonor, desse jeito você vai ficar gripada. — ela põe e mão na cintura e me olha segurando o riso.
– Tia, eu não fico gripada, tenho uma saúde de ferro, se esqueceu? — ela se aproxima e oferece a mão para me levantar.
– Sei bem disso Eleonor, mas é melhor não testar isso. — aceito sua mão e me levanto.
– Acho que é melhor eu trocar de nome, você não para de me chamar de
Eleanor. Ou por acaso você esqueceu meu nome? — olho para seus olhos de um tom azul fascinante, idênticos ao meu, e seguro o riso.
– Eu sei bem que seu nome é Eleonore. — ela diz com tom de ofendida, mas acaba sorrindo.
Caminhamos até a casa em meio ao milharal e outras plantações da fazenda, e quando chegamos a varanda da casa, ela tira botas, e me entrega uma toalha branca que estava a minha espera na cadeira de balanço. Ela me entrega e eu me enrolo nela, já sentindo o frio da chuva.
– Vai tomar um banho, que o almoço já está pronto. — Jaque diz assim que entramos e vai em direção a cozinha.
Acinto com a cabeça e me encaminho para os degraus da escada que dão para o segundo andar. Assim que entro em meu quarto, retiro toda minha roupa e a deixo no canto ao lado da porta e corro para o banheiro, e encontro a banheira já pronta com água quente e espuma. Sorrio e agradeço internamente para Jaque.
Cerca de 20 minutos depois, já estou enrolada na toalha em frente ao meu pequeno armário a procura de uma roupa confortável.
Quando desço, encontro Jaque na cozinha, arrumando a mesa.
– Pensei que tivesse se afogado na banheira. — ela diz em tom brincalhão.
– Não foi dessa vez. — sento em meu lugar habitual, e ela faz o mesmo e logo nos servimos.
Encho meu prato com a canja de frango que está na no vasilha de vidro, e capricho nas batatas.
– Chegou uma carta mais cedo para você. Da Seleção. — Jaque diz com pouco caso.
– E você já bizoiou ela, estou certa? — ela revira os olhos.
– Não sei porque pergunta. — sorrio.
Ficamos em silêncio por alguns instantes, até ela pigarrear, chamado minha atenção.
– Então, o que você acha do Príncipe?
– O Castiel? — provoco.
– Nathaniel, por favor Eleonor. — ela me olha feio, e eu apenas rio.
– Tudo bem, o Nat. — ela revira os olhos, mas não diz nada. — Eu não tenho nada a dizer sobre ele, porque eu não o conheço. — digo por fim.
– Mas você acha ele bonito? — ela pergunta com interesse.
– Sei lá, acho que sim. — dou de ombros. — E pra acabar com esse assunto, quero deixar claro que eu vou participar — ela sorrio vitoriosa. — Mas não pense que é porque eu tô interessada nele, eu tô afim mesmo é de aumentar meu status para ser uma escritora famosa. — dou uma picadinha para ela, e ela apenas acente, ainda sorrindo.
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POV Amélie Edyte Boursheis Strobel
Aumentei o volume do som do meu quarto e comecei a cantar junto com a canção de uma banda antiga, desconhecida por muitos, até mesmo por mim, dos Strokes — Last Night.
"Last night, she said
"Oh, Baby, I feel so down
See it turns me off
When I feel left out"
So I, I turned 'round
Oh, baby, don't care no more
I know this for sure
I'm walking out that door"
Peguei minha escova na penteadeira e comecei a usa-lo como microfone, dançando sozinha pelo enorme quarto.
"Well, I've been in town
For just about fifteen whole minutes now
And Baby, I feel so down
See I don't know why
I keep walking for miles .... "
A música para de repente, e eu largo a escova, prota para berrar com quem fosse que ousou invadir meu espaço.
– Essa barulheira está quase explodindo meus tímpanos. — Iva, minha 'querida' mãe ( deu pra sentir a ironia? ), diz sem paciência.
– Os incomodados que se mudem? — ergui as sombrancelhas e fiquei a encarando, lançando meu olhar mais frio.
– Eu não quero saber de desaforos. — ela adentrou o quarto, e parou em minha frente, esticando um envelope creme para mim. Pego ele e olho. — Eu quero isso assinado e todo respondido até as 21h. Não demore.
– O que é isso? — pergunto intrigada.
– É o seu formulário para a Seleção. — ela disse apenas e saio do quarto.
Sentei em minha cama e encarei a carta. Seleção. Essa é nova para mim.
Realmente, não estou com a mínima vontade de participar, mas acho que pode ser até interessante, principalmente a parte em que eu vou conhecer outras garotas.
Pego minha caneta preta e abro o envelope, e logo começo a responder o formulário.
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POV Lilian Jean Wate
Sentada, no meio do corredor do segundo andar, em frente à um armário feito de uma madeira escura, com detalhes esculpidos fantásticos, e observando ele, é como me encontro.
Observo cada mínimo detalhe dele, tentando compreender o que tentaram fazer nele, já que não era uma armário normal. Parece um armário do mal, do tipo que tem um bicho dentro querendo pegar alguém e ...
– Lil, de novo com esse armário? — dou um pulo de susto e ele apenas ri.
Olho com raiva para Ryan e taco minha sapatilha nele, mas o safado se desvia.
Ryan é meu melhor amigo, desde sempre, e meu ex-namorado, mas superamos isso, e somos melhores amigos.
– O quê foi? — ele levanta os braços rendido e sorri mais.
– Você quase me matou de susto, seu mongo. — levanto e pego a sapatilha.
– Não matei não. — ele ri e caminha ao meu lado em direção ao meu quarto.
Assim que entramos, ele se joga em minha cama, e eu reviro os olhos.
– Nem se sente em casa, né? — digo irônica e ele apenas da de ombros.
– É sério o que sua mãe tava me contando lá em baixo? — ele pergunta sem interesse.
– Depende do que era. — dou de ombros e entro no banheiro, trocando de camiseta, colocando uma regata.
– Que você vai participar da Seleção, burrinha. — ele disse como se fosse óbvio.
– Mais ela é uma fofoqueira, hein. — rio e me junto a ele ao seu lado na cama.
– Vou sim, vai ser uma coisa interessante, e provavelmente vai me inspirar com meu filme. — pisco e ele revira os olhos rindo.
– Já até imagino qual vai ser o tema do filme.
Ele levanta.
– 'Filme de terror do armário do príncipe Nathaniel sai semana que vem' vai estar escrito nas manchetes dos jornais. — taco o travesseiro nele, e por sorte, acerto na cabeça.
Começo a rir, e ele ataca de volta, e assim começamos nossas brigas ocasionais de travesseiro, até que minha mãe invade o quarto e nos chama para jantar.
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