The New Selection
6 Capítulo 6
Notas iniciais
P.O.V Ícaro
Assim que tomamos nosso café, Amy teve que descer para o Salão das Mulheres onde eu e meu pai não podíamos entrar.
— Nos vemos depois — lhe dei um selinho e ela sorriu para mim, descendo as escadas logo em seguida enquanto eu a olhava. Quando perdi minha melhor amiga de vista, fui para o escritório do meu pai resolver alguns problemas que estávamos tendo em Illéa.
— Ataques rebeldes? Isso não havia parado desde o Príncipe Maxon? — perguntei depois que meu pai disse que estavam acontecendo ataques em alguns lugares de Illéa.
— Havia parado, mas ao que parece eles esqueceram disso e decidiram atacar. Novamente.
— Como assim novamente pai?
— Você tinha apenas 5 anos Ícaro. Tivemos um ataque no palácio, mas nunca mais aconteceu desde aquele dia. — ele se levantou e foi até o armário ao lado da mesa — Eles deixaram uma coisa aqui
— O que?
— Isso — ele me estendeu um pano branco, uma espécie de bandeira, escrito com letras vermelhas que pareciam sangue: “VOCÊS PAGARÃO PELO QUE FIZERAM”.
— O que fizemos pai?
— Eu estava analisando com os outros membros do Conselho e não conseguimos achar nada plausível para isso.
— Então vocês não analisaram direito — levantei da cadeira e o olhei — e o nosso povo está pagando por isso. Eles não estão em segurança pai e é nosso dever protegê-los. Principalmente de rebeldes como esses.
— Como assim rebeldes como esses Ícaro?
— Eles disseram que pagaremos pelo que fizemos então alguma coisa vai acontecer. Eu só não sei o por que de demorar tantos anos para isso.
— É isso que estamos vendo filho. Não se preocupe. Iremos passar por isso.
— E quantas vidas serão sacrificadas pai? Quantos soldados terão que morrer se houver uma guerra? E o povo? Como eles vão ficar com tudo isso?
— Não se preocupe. Eu sou o rei e darei um jeito.
— Um jeito como o Maxon ou como o pai dele?
— O meu jeito Ícaro. Só não comente nada com as selecionadas e muito menos com a sua mãe.
— Mamãe não sabe disso?
— Não de tudo. Não precisamos preocupá-la. E nem as meninas. Apenas concentre-se em escolher uma boa esposa. — suspirei e fechei os olhos
— Acho que já a encontrei.
— Quem?
— Ainda não posso dizer. Não tenho certeza do que sinto por ela.
— Espero que quando você estiver no altar se casando com a escolhida você tenha certeza.
— Sim, com licença. Preciso falar com as meninas — saí da sala e fui direto para o Salão das Mulheres. — Mãe? Posso entrar?
— Claro meu amor — ela sorriu ternamente para mim e vi Amy do outro lado do salão conversando com outras princesas e aparentemente se divertindo com elas.
— Ela está bem?
— Se adaptou rápido com algumas das meninas. Assim como eu e sua tia Angeline — Angeline era a mãe da Amy e acabou morrendo alguns anos depois da minha amiga nascer. Depois de uns anos, o pai da Amy, o rei Leonard casou-se novamente e por incrível que pareça, a madrasta da Amy é super legal com ela, tanto que a Amy a chama de mãe às vezes.
— Ela está em um lugar melhor mamãe
— Eu sei disso querido — ela respirou fundo e sorriu novamente. — O que houve?
— Eu queria falar com uma das meninas. Passear um pouco com cada uma delas
— Chame a Amy — deu uma risadinha e revirei os olhos — Tudo bem, vá lá e chame uma delas.
— Obrigado mãe — me afastei e fui até o grupinho em que Amy estava — Olá meninas.
— Olá príncipe Ícaro — todas disseram em coro, menos Amy.
— O que você quer aqui no Salão das Mulheres Carter? — Amy perguntou e sorriu
— Vim chamar vocês para conversarmos um pouco, mas se eu estiver atrapalhando, voltarei outra hora.
— Senta ai bestão — ela puxou uma cadeira para mim e sentei do seu lado. — Estávamos dos seus micos de quando éramos crianças.
— Você é cruel Amélia — rimos e uma das meninas, acho que Catherine, começou a falar
— Sério, as vinganças da Amy eram as melhores.
— Ainda são não é Ícaro? — Amy disse e começou a rir.
— Uma vez ela colocou pó de mico nas minhas roupas em um dia de jantar importante com os meus pais.
— Acho que eu nunca ri tanto na minha vida como naquele dia — ela levantou e começou a me imitar pulando na cadeira por conta do pó.
— Mas eu me vinguei.
— Ele me acordou com um balde d’água.
— Meu Deus — as princesas riam cadê vez mais e minha mãe nos chamou
— Ícaro meu amor, você terá que sair por um tempinho. Vocês todos vão se ver no almoço em algumas horas.
— Ahhhh — um coro de meninas reclamando surgiu na sala e Amy revirou os olhos.
— Relaxa Amy, mais tarde seremos apenas nós dois — sussurrei para ela e vi que a mesma se arrepiou.
— Você é muito pervertido.
— Eu sou um santo — levantei, dei tchau para as meninas e dei um beijo na minha mãe. — Até mais meninas.
— Tchau Príncipe Ícaro.
— Tchau querido — Amy olhou para mim com um sorrisinho maldoso que me fez rir. Com certeza as meninas não vão entender a piadinha interna.
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