Notas iniciais
Oi gente ^^ O capítulo ficou pequeno, mas foi só para explicar o que aconteceu com a Angeline e o Gabriel. No próximo, Amycaro (amei o shipp que uma leitora inventou ♥ ) vai descobrir a verdade e quem sabe eles vão poder viver o tão sonhado "felizes para sempre". Espero que gostem e boa leitura.

P.O.V. Rei Gabriel

Antes do casamento...

Os dias nesse palácio estão sendo torturantes, principalmente sem a minha Marina. Eu olho para o Ícaro e vejo o rosto dela, entro no nosso quarto e sinto o perfume que ela sempre usava, ando pelo palácio e lembro dela, sem vida depois do ataque da Angeline.

— Senhor, está na hora do casamento — uma das criadas veio avisar e assenti. Ela saiu e me deixou sozinho, novamente.

Olhei para um canivete na mesa e tive uma idéia estúpida, mas a Marina não gostaria disso. A culpa não foi minha, nem do Ícaro ou da Amélia. E sim da Angeline.

Se não fosse por ela, minha esposa estaria viva e comigo. Mas não, ela a matou e ainda teve a coragem de dizer que não foi por querer. Ela vai pagar pelo que fez a minha Marina.

Peguei o canivete e escondi no terno. Angeline ia pagar por tudo que havia feito.

— Senhor, aconteceu alguma coisa? — o guarda da prisão perguntou e neguei.

— Preciso ver Angeline Wood.

— Mas senhor.

— Agora.

— Sim, Majestade — abriu o portão e entrei. Subi até o andar da cela da Angeline e ela estava um caco.

— Ora ora, se não é o grande Rei Gabriel. — ela falou embolado e começou a rir amargamente — O que você quer aqui Gabe?

— Por que você fez aquilo Angie? — sentei no chão e ela veio até mim, sentando do outro lado. Éramos separados apenas pelas grades da cela.

— Eu já disse Gabe, foi um acidente. Um reflexo que eu tive na hora. Eu me culpo por isso mais do que você pensa.

— Então por que você está viva?

— Acha que eu não me pergunto isso? Todo dia, eu acordo e penso o porquê disso. Se é punição divina ou alguma coisa do tipo.

— Se fosse punição divina, estaríamos sofrendo juntos. Mas eu percebi uma coisa Angie.

— A culpa não foi sua Gabe. Foi totalmente minha — ela encostou a cabeça na grande e deixou uma lágrima cair.

— Ainda bem que você sabe — puxei o canivete e enterrei-o em seu peito.

— G-Gabriel...

— Tudo isso foi sua culpa Angeline, tudo. Os ataques, a Nina morta. Tudo. Você deveria morrer e acho que isso vai acontecer em breve.

— Não sou a única culp-pada — ela começou a tossir sangue e sorriu — Você sabe que também tem culpa nisso. Se não tivesse roubado minha filha, a Nina talvez estivesse viva.

— Cala a boca — pressionei o canivete ainda mais fundo e ela gemeu de dor, até ficar com os olhos vazios e sem expressão. — Quem eu quero enganar? Ela tinha razão. Se não fosse por mim, minha Marina estaria viva.

Encostei-me à grade e chorei pela primeira vez em anos. A dor me consumia cada vez mais. Olhei para o canivete e soube o que fazer.

— Me desculpa Nina, Ícaro e Amy. Queria ter sido um marido, um pai e um sogro melhor. Não consegui fazer isso por vocês. — olhei para o canto da cela e Nina estava lá, me estendendo a mão. — Estou indo amor, estou indo com você.

Pressionei o canivete nos pulsos e senti o sangue sair. Depois de alguns minutos, eu não sentia mais nada. Dor, arrependimento, tristeza. Nada. Apenas via a minha esposa me esperando com a mão estendida e sorrindo.

— Me desculpem — aceitei a mão da Nina e senti tudo ficar escuro.

Notas finais
Espero que tenham gostado e até o próximo.