The New Selection
30 Capítulo 30
Notas iniciais
P.O.V Cath
Depois de ter encontrado ícaro no corredor, entrei no quarto e fiquei pensando no que eles estariam tramando.
— Cath? — ouvi a voz do Chris e olhei para a porta — Posso entrar?
— Pode — ele entrou e fechou a porta — O que houve?
— Eu...eu queria te perguntar uma coisa — ele sentou do meu lado e pegou minha mão — Você ia gostar de casar no mesmo dia que a Amy?
— Ah seria legal. Ela é minha melhor amiga e seria...Qual o objetivo disso Christopher? — assim que disse seu nome, ele arregalou os olhos e engoliu em seco.
— Melhor eu ser direto não é?
— Sim, muito melhor. E não importa o que seja, eu estou te ouvindo. — ele deu um sorrisinho e meu coração derreteu. Ele não tem noção do quanto eu acho fofo.
— Bom...estamos juntos faz um tempinho e eu tenho certeza do que eu sinto por você. — sorri e ele apertou minha mão — Eu não quero pensar em ficar sem você de novo Cath. Durante o tempo que você ficou em coma, eu percebi que se você não acordasse minha vida não teria sentido.
— Chris...
— Me deixe terminar se não eu não vou mais arranjar coragem para dizer isso. — assenti e continuei ouvindo — Cath, eu amo você e quero passar o resto da minha vida ao seu lado.
— Ah não...você não está me...
— Estou sim e você não deixou que eu terminasse — deu uma risadinha e tive certeza de que corei — Você fica linda assim, mas voltando ao assunto principal...
— Sim
— Você quer se casar...Espera, você disse sim? — assenti e comecei a rir.
— Chris, eu também te amo muito e eu não sou mais uma selecionada. Podemos ficar juntos sem problemas.
— Então...
— Sim, eu caso com você. Mil vezes se você quiser, só quero poder ficar com você o resto da minha vida. — ele tirou uma caixinha do bolso e meu sorriso só aumentou ao ver a aliança. — Vocês estavam planejando isso há quanto tempo?
— Desde hoje cedo — ele riu e colocou a aliança no meu dedo — Eu te amo, muito.
— Também te amo — ele colocou a mão na minha bochecha e me beijou.
P.O.V Amy
— Finalmente esses dois vão casar — puxei Ícaro da porta do quarto da Cath e ele passou o braço pela minha cintura.
— Assim como nós, meu amor — sorri com o jeito que ele me chamou — Vou me acostumar a te chamar assim sabia?
— Gostei disso — rimos e fomos para o escritório dele — Que horas vai ser o funeral?
— As 18
— Vou avisar a Cath depois que o Chris desgrudar da boca dela
— Meu Deus Amy — ele riu e sentei em sua cadeira — Folgada
— Chato
— Irritante
— Babaca
— Linda
— Lindo
— Te amo — ele disse e sorri
— Também te amo — me deu um selinho e me tirou da cadeira. — Ei
— Preciso trabalhar amor.
— Tudo bem, com isso eu não vou me acostumar — fiz bico e ele riu
— Fica assim não minha pirracenta — mostrei a língua para ele e o mesmo revirou os olhos.
— Acho que você pegou minha mania amor.
— Convivência — íamos nos beijar, mas alguém abriu a porta com tudo.
— Céus, me desculpem — um soldado se virou e eu ri — Alteza, os membros do Conselho querem falar com o senhor.
— Tudo bem, avise-os que eu estou indo.
— Eu vou indo, até mais tarde — dei um selinho nele e fui até a porta — Pode se virar soldado — o mesmo corou
— Desculpe senhorita Amélia.
— Sem problemas — fui para o quarto da Cath e encontrei Chris saindo de lá com a boca vermelha. — Meu Deus, vocês precisam maneirar viu?
— Amy, larga de dar uma de minha mãe — Cath disse e riu — Até depois, Chris.
— Até Cath — ele deu um beijo na bochecha dela e saiu.
— Vocês parecem aqueles casais fofinhos e discretos de antigamente. Tirando a parte que o Chris saiu daqui com a boca vermelha.
— Ele me pediu em casamento — ela me puxou para dentro do quarto e começou a pular de alegria.
— Eu sei, ele tava extremamente nervoso.
— Você sabia e não me contou
— Fiquei sabendo de última hora. Ícaro que sabia de tudo, aquele peste.
— Acho incrível vocês dois — sentei na cama e ela na cadeira da penteadeira — Mesmo quase estando casados, vocês continuam se tratando como melhores amigos.
— Só eu tenho a capacidade de aguentar aquela criatura a ponto de viver o resto da vida com ele.
— Então, e o casamento?
— Na sexta, assim como o seu.
— Amy...
— Vai, larga de ser chata. Você é minha madrinha, assim como as outras meninas.
— E você vai ser a minha
— Isso não foi uma pergunta.
— Exatamente
— Você vai me arrastar até o altar e me obrigar?
— Se for preciso — ela sorriu de um jeito maldoso e ergui as mãos em rendição — Ótimo.
— Você é uma pessoa cruel sabia? — a abracei — Obrigada por me escolher.
— Claro que ia te escolher, você é minha melhor amiga — depois de um tempo conversando sobre o casamento, saí do quarto da Cath e fui para o meu me arrumar para o funeral.
Já que era um funeral, eu teria que usar roupa preta, mas eu realmente não estava totalmente triste. Minha mãe e o tio Gabe quase estragaram a minha vida com o Ícaro, mas mesmo assim eles eram da família e eu os amava muito.
Depois de estar pronta, desci com a Cath e esperamos as outras meninas. A Seleção tinha oficialmente terminado no dia que era para ter sido o casamento, mas as meninas decidiram esperar para o casamento oficial.
— Hey — Taylor desceu com algumas das outras e nos chamou — Fiquei sabendo de uma coisa — olhou para a Cath e sorriu — Parabéns.
— Nossa, como você ficou sabendo? — Cath perguntou enquanto Taylor a abraçava e a mesma riu
— Eu sei de todas as fofocas do palácio querida — rimos e fomos para o carro até o cemitério.
Depois de toda aquela coisa de funeral, ou seja, pessoas tristes, chorando e tal, voltamos para o palácio.
— Estou exausta — disse para Ícaro e ele beijou minha testa
— Relaxa, daqui dois dias vamos ficar exaustos juntos — comecei a rir e ele sorriu.
— Você é muito pervertido Carter.
— Aprendi com você, Wood.
Dois dias depois
— Amy, você está pronta?
— Sim — respondi a Maggie e ela sorriu
— Você está linda, assim como a Cath. — saiu do Salão das Mulheres e me deixou sozinha.
Nesses dois dias minha vida foi uma completa correria: arrumar o casamento junto com a Cath, ver se o Ícaro estava agüentando a barra que é governar Illéa, passar um tempo com ele e depois voltar a arrumar o casamento. Acho que emagreci um pouco correndo para tudo que é lado.
— Nossa — ouvi a voz da minha melhor amiga e olhei para trás. — Você está linda. Nós estamos lindas.
— Estamos sim — pegamos os buquês e subimos as escadas — Nem acredito que isso está acontecendo
— Se você não acredita, imagina eu — rimos e olhamos uma para a outra — Amo você Amy
— Também amo você Cath — nos abraçamos mais uma vez e vimos as portas serem abertas.
A música começou a tocar e sabíamos que tínhamos que descer, e o fizemos.
Assim que meus pés tocaram o chão, olhei para o fim do jardim, onde a cerimônia seria realizada, e vi Ícaro. Nossos olhares se conectaram e soube que poderíamos ter o nosso final feliz.
Fale com o autor