The New Selection
20 Capítulo 20
— O que você está fazendo aqui?
P.O.V Ícaro
— O que você está fazendo aqui? — olhei para Chris com um papel na mão.
— Alteza eu posso explicar. Ouvi uma conversa estranha do seu pai com a mãe da princesa Amy.
— O que eles falaram? — Chris me contou do suposto plano deles e quase fui até o quarto dos meus pais para tirar satisfações com ele.
— Me perdoe Alteza. Sei que não deveria estar aqui, mas não consegui ver o senhor e a senhorita Amy tristes por alguma coisa que eu não sabia.
— Tudo bem Chris, só tome cuidado da próxima vez — ele ficou com a expressão confusa e contei tudo para ele sobre mim e Amy. — Entendeu o motivo da tristeza?
— Eu nunca poderia imaginar que seria isso
— Você estava aqui procurando algo sobre o plano deles certo? — ele assentiu — Então procura nas gavetas, que eu vou ver nos armários.
— Mas Alteza...
— Cara, me chama de Ícaro. Você é praticamente da família agora e é meu amigo.
— Seu amigo?
— Aham. Você é o primeiro amigo que eu tenho.
— Mas e a Amy?
— Você não tem idéia do que é sofrimento, cara. Ser melhor amigo de uma mulher é coisa de louco — rimos baixo e começamos a procurar. — Você estava com um papel na mão quando eu entrei.
— Sim, esse daqui — ele me entregou o papel e parecia o mesmo documento que eu vi meu pai ler. Assim que terminei de ler, tive vontade de matar Angeline e meu pai — Ícaro está tudo bem?
— Tudo ótimo. Você não tem idéia do que está escrito aqui — mostrei o documento para ele e quando Chris terminou de ler, ficou praticamente de queixo no chão.
— Então isso...
— Sim, é a prova que estávamos procurando.
Depois disso arrumamos tudo em seu devido lugar. Quando saímos, fomos para o meu escritório planejar o que iríamos fazer.
— Será que vai dar certo?
— Vai sim, mas eu preciso falar com a Amy primeiro.
— Tudo bem. Vou descansar para amanhã
— Eu sei que você vai ver a Cath — ele ficou vermelho e comecei a rir — Relaxa, vai lá.
— Valeu Ícaro. — ele saiu do escritório e fui para o quarto da Amy. Espero que tudo isso dê certo.
P.O.V Amy
Fiquei treinando até tarde. Decidi me preparar caso haja outro ataque e comecei a praticar esgrima. É um pouco antiquado, mas nunca se sabe o que pode acontecer.
— Não sabia que você treinava esgrima — ouvi a voz dele e olhei para a porta da sala.
— Não sabia que você ficava me seguindo
— Preciso falar com você.
— Já está falando
— Para com isso vai — Ícaro tirou a espada da minha mão e me fez olhar para ele — Precisamos conversar Amy.
— Qual a bomba da vez? Por que da última vez você me falou que éramos irmãos.
— Estou aqui para te provar que isso não é verdade.
— Como assim? — ele me estendeu um papel e comecei a ler. Tinha um bilhete grampeado nele.
Espero que goste da sua “filha”
— Angie
— Aquela vadia — amassei o papel e joguei longe. — Ela...
— Se acalma tá bom?
— Estou calma. Tão calma que poderia decepar a cabeça daquela desgraçada com essa espada — peguei a espada de volta e arranquei a cabeça do boneco de treinamento.
— Espero que ela não cruze seu caminho. Coitado do boneco — ele riu e revirei os olhos — O que importa agora é que meu pai não saiba de nada. Pelo menos por enquanto.
— Não entendo o motivo.
— Eu e o Chris fizemos um plano. — ele me falou da conversa que o Chris ouviu, me contou do plano que Angeline e Gabriel tinham e me explicou o plano dele. — Vamos por em ação amanhã de manhã.
— Espero que dê certo.
— Eu também — ele sorriu para mim e pegou minha mão — Acho que está na hora de colocar um fim nessa Seleção não é?
— Depende.
— Do que?
— Do que vai acontecer amanhã
— Amy, eu não ligo para o que vai acontecer amanhã. Eu só quero que você fique comigo. Quero que você seja a minha esposa, a mãe dos meus filhos. Quero que você governe Illéa ao meu lado. Eu quero que todo mundo saiba que você é minha e que eu sou seu.
— Seu merda — ele franziu a testa e comecei a rir — Eu sou sua desde sempre.
— Então vamos casar
— Amanhã?
— Agora se você quiser.
— Ícaro, você é maluco.
— Só se for maluco por você Amélia. — ele se aproximou, mas ouvimos barulhos no andar de cima. — Vem, vamos ver o que está acontecendo.
Saímos da sala de treinamento e nos deparamos com alguns soldados rebeldes.
— Amy, corre.
— Nem pensar — avancei com a espada em punho e derrubei dois soldados. — Fiquei boa nisso.
— Nem é convencida — olhei para trás e vi um rebelde com uma arma — Não precisa fazer isso.
— Preciso sim. Dona Angeline quer a senhorita Amélia.
— Eu não vou com você e muito menos com aquela vadia — cuspi as palavras e o soldado atirou, mas não senti a dor da bala.
— Corre daqui. — Ícaro tinha se colocado na minha frente e levou um tiro de raspão. Mesmo assim foi um tiro. Aquele idiota atirou no Ícaro.
— Você atirou nele — avancei no soldado e o prendi na parede — Eu deveria matar você agora mesmo. Só não faço isso por causa dele.
— P-Por favor
— Deveria ter pensado antes de atirar no Ícaro — furei sua perna com a espada e ele gritou de dor. — Vem, vamos — coloquei um braço do Ícaro ao meu redor e fomos cambaleando até o andar de cima.
— Amy! — ouvi a voz da Taylor e olhei para trás. Um rebelde estava carregando ela para algum lugar e tinha uma arma na cabeça dela.
— Mais um passo e eu mato sua amiguinha — encostei Ícaro na parede e quando fui olhar para Taylor, ouvi um tiro.
— Taylor!
— Relaxa Amy, sou eu — Chris disse e deu uma risadinha — Tudo bem? — perguntou para Taylor e ela assentiu — Vá com as outras selecionadas para o esconderijo. Vou ajudar eles.
— O-Obrigada — ela olhou para mim e acenou. Olhei para o corpo do rebelde no chão e Chris veio até nós.
— Cara, você é doido. — Ícaro disse rindo e Chris riu também.
— Você vai ficar bem. Foi de raspão. E onde você arranjou essa espada? — perguntou para mim
— Sala de treinamento.
— Sabe usar?
— Ela furou a perna de um soldado e derrubou mais dois com a espada
— É você sabe usar — rimos e Chris levantou Ícaro. — Vamos até a enfermaria.
— Eu vou ficar bem.
— Precisa de curativo — eu disse e levamos Ícaro até o quarto da Cath. Em menos de dez minutos, Chris fez um curativo em Ícaro. Olhei para a Cath e vi que ela ainda dormia — Não vou deixar aquela vadia machucar você Cath.
— Eu prefiro mamãe, querida — olhei para o banheiro e a vi.
— Angeline.
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