The New Pack
10 Mexico
Notas iniciais
POV Acacia
Acordo e as memórias da última noite passam-me pela mente, desde a morte da Kira, dos ferimentos de todos nós, das flechas a meterem-se na minha barriga, nos tiros na minha perna, do meu grito, mas o pior e o que mais me custou, o que realmente me doeu e torturou foi quando a Allison foi levada. Levanto-me com cuidado e desço as escadas, na sala está a Lydia, o Thomas, o Derek, o Isaac, a Cora e a minha mãe.
—Acacia... — diz a minha mãe e eu corro para abraçá-la, o abraço que me consola de verdade, choro um pouco, permiti-me a isso.
—A culpa foi minha... eu deixei a Kira morrer, e depois não consegui proteger a Allison — a minha mãe acaricia-me a cabeça.
—Tu não tiveste culpa! Se te tivesses metido para salvar a Kira terias morrido, tal como ela. Tu não podias proteger a Allison, ninguém podia, além do mais tu nem estavas lá! — explica.
—Se há alguém que pode ser culpada sou eu — assume a Lydia. — Eu não consegui proteger a Allison, o teu pai não tinha muita chance, mas eu poderia ter gritado, eu poderia ter feito algo para deter tudo e não fiz!
—Tu não tiveste culpa Lydia, o meu pai não teve culpa, o Derek não teve culpa... Mas isto para mim é muito confuso, a Allison estava morta, vocês viram-na morrer, não foi? — a minha cabeça deu um nó tão grande que não há sequer forma de o desfazer.
—Eu lembro-me da morte da Allison, eu não vi diretamente como aconteceu, mas eu lembro-me, eu gritei a morte da Allison, lembraste quando tu acordaste e deste aquele grito? — assenti. — Foi assim, tal e qual.
—Eu vi a morte da Allison, ela destruiu o Omi que me estava a matar, ela salvou-me, mas de repente apareceu outro e espetou-lhe a espada na barriga, a Allison caiu e foi aí que o Scott chegou e ela morreu nos braços dele, eu vi, o Scott viu, a Kira viu, o Void Stiles viu, todos nós vimos! Eu não compreendo como é que ela regressou e ainda por cima com estes planos, ela só ficou assim quando atingiu a Erica e o Boyd com trinta flechas, mas apenas porque queria matar toda a gente associada ao Derek, porque o que lhe contaram foi que ele matou a mãe dela! Eu nunca conheci uma Allison Argent assim! — o Isaac conta, ele parece sem chão, pelos vistos, o aparecimento da Argent mexeu muito com ele, mas também se nota que mexeu com a Lydia, e muito provavelmente com o Scott.
—Há possibilidade de se ressuscitar pessoas, afinal, isto é tudo um mundo sobrenatural! Alguém ressuscitou a Allison, no entanto, sempre que alguém é ressuscitado fica mais obscuro, mas não com este grau, alguém lhe fez uma lavagem cerebral, e quem quer que tenha sido, neste momento já não está com ela — todos olhamos para o Thomas.
—Exato, só temos uma forma de descobrir o que se passa aqui, eu não sei muito sobre isto, nem mesmo o Deaton deve saber, mas eu sei quem pode ajudar... — todos olhamos para a Cora. — Vamos ter que ir ao México... os Caliveras...
—Oh não! Bem podes esquecer, eu não vou àquele lugar dos Infernos onde o diabo perdeu as botas para ser torturada! — a minha mãe protesta.
—Tu não foste torturada! O Scott foi torturado, tu saíste perfeitamente ilesa, eu estive lá sentada e podia ter sido morta! — reclamou a Lydia.
—A sério? Muito bem, não vamos entrar por aí! Mas sabes por acaso quem é que ia ser torturada desta vez? A Acacia! — reclama a minha mãe.
—Ela não é uma Alpha! — reclama a Lydia.
—ELA É QUALQUER COISA! — grita a minha mãe. — Tu sabes o que ela é? Eu não sei! Até há dois meses atrás eu achava que a minha filha era como eu, mas agora percebo que não, a miúda transforma-se em coyote, mas depois anda para aí a liderar um grupo e a dar gritos de banshee!
—Os Caliveras podem saber alguma coisa acerca disso! — argumenta a Cora.
—Eu vou — toda a gente fica a olhar. — Eu não deixo a Allison, nunca! Eu faço o que for preciso para a salvar!
—Tu não estás a ser raciocinar! Tu já nem consegues controlar os teus poderes! Tu não sabes o que és! — diz a minha mãe.
—Eu não deixo a Allison para trás, se ir ao México falar com os Caliveras é o que me vai fazer conseguir salvá-la, é o que eu vou fazer, não importa o quão perigoso digas que é! E se tu não me quiseres deixar ir, fica sabendo que eu vou na mesma! — imponho-me. Vou em direção à porta e ouço a minha mãe reclamar comigo depois de abrir a porta.
—Nem penses que vais sair para ires para o México! — eu viro-me para ela.
—Eu não vou para o México, por enquanto. Eu vou procurar reforços, vou ver o Scott — esclareço e o Thomas segue.
—Eu vou contigo — diz pondo-se ao meu lado enquanto por aí vamos. — Nunca se deixa ninguém para trás!
—Como é que tu achas que o Scott está? — pergunto-lhe.
—Mal... não o vejo a estar otimista... a ex-namorada morta dele ressuscitou, matou a mulher dele e levou a filha... — realmente aquela resposta fez-me sentir muito estúpida, claro que ele nunca estaria bem, a Kira está morta, a Allison desaparecida, e a psicopata voltou com o intuito de fazer sabe-se lá o quê... não vai estar por aí a cantar e a rodopiar...
— Quanto à Kira não há nada a fazer, mas nós vamos trazer a nossa Allison de volta e eu prometo acabar com a vida da outra de vez! — prometi e ele fica a olhar para mim.
—Tu vais matar a Allison Argent? — pergunta-me.
—Sim, e desta vez, vou acabar com ela de vez! — começo a correr para chegar a casa dos McCall mais rápido. Salto e entro pelo quarto da Allison, o Thomas segue-me, cheiro a almofada dela, penso em seguir o rasto, mas desisto, neste momento a prioridade é falar com o Scott. Vou ao quarto do Scott, está trancado e ouve-se o barulho de coisas a partir. Eu abro a porta e ele atira uma jarra para a porta, mas eu consigo esquivar-me.
—Vai embora, Acacia! — diz o meu pai que está com ele lá dentro.
—Coyote, é melhor ires, o Scott ainda te magoa! — o Liam concorda. — Thomas, leva a Acacia daqui.
—Eu não vou a lado nenhum neste momento, sabem porquê? Eu vi a Kira morrer e eu poderia ter feito algo, mas não fiz, eu só consegui ganhar força para agir depois! Eu não consegui salvar a Kira! E eu cheguei-me para salvar a Allison! Mas não serviu de nada e sabem porquê? Porque ela foi levada! — grito e todos ficam a olhar para mim. — Mas eu sei uma forma de conseguir trazer a Allison de volta!
—Tu! — o Scott avança para mim e levanta-me encostando-me à parede! — A Kira está morta e a culpa é tua!
—E tu achas que eu não sei? Eu não tive força para ir em frente e salvar a Kira! Mas eu salvei a tua filha do golpe final! Ela não morreu! Eu sinto isso! — ele continua a pressionar-me. — Queres resgatar a tua filha? Pois muito bem! Tens que vir ao México comigo! — ele continua a apertar comigo.
—Deixa-a em paz! — diz o meu pai. — Põe a minha filha no chão!
Naquele momento deixei de conseguir respirar bem, vi os olhos dele mudarem de cor e fiz os meus fazerem o mesmo. A certo ponto ele tira os olhos e parece assustado com o que viu. Olho em volta e todos estão assustados, como se eu tivesse feito algo que não devia.
—Os olhos dela! São vermelhos! — eu vou a um espelho e vejo os meus olhos vermelhos, como assim de azuis passaram a vermelhos, de repente, sem mais nem menos... isso nem devia ser possível, eu sou uma coyote, não sou uma loba!
—Que raio se passa comigo? — olho em volta e ninguém parece ter resposta para tal coisa.
—Tu és uma alfa! — anuncia o meu pai. Nesse momento caio, não desmaio, mas caio, voltei ao normal.
—Volta a transformar-te — pede o Liam e assim o faço, todos respiram fundo. — Scott volta a encurrala-la e a fazer o que estavas a fazer! — ele assim o faz e de repente volta a acontecer.
—Ok, eu não sei que se passa aqui, mas há algo muito errado com isto tudo! — diz o meu pai.
—Vamos deixar isto estar, por favor! Temos que trazer a Allison de volta! — digo levantando-me. — A Cora falou que para sabermos como a Argent ressuscitou o melhor método é ir falar com os Caliveras, no México.
—Tu és maluca? Sabes o que aconteceu da última vez que lá fomos? O Scott foi torturado e a Lydia ia levando choques elétricos! — o meu pai reclama.
—Se para saber onde a Allison está e saber tudo sobre isto e quem sabe sobre os meus poderes eu tiver que ser torturada, eu serei torturada! Eu nunca vou deixar a Allison para trás! — digo determinada. — A mãe já disse que não me deixa ir, mas eu não quero saber, eu vou na mesma! Pensa que era com o Scott, tu não ias fazer de tudo para o trazer de volta?
—Claro que ia... — diz o meu pai.
—Então tenta compreender a minha posição! — digo.
—Eu vou contigo — anuncia o Scott.
—Conta comigo — diz o Thomas.
—Mas quem te deu autorização? — pergunta o Liam.
—Eu nunca vou deixar a Allison para trás, nem nunca vou deixar a Acacia, vou estar ao lado das duas custe o que custar! — sorrio.
—Sendo assim eu vou, alguém tem que proteger o pessoal, a coyote e o Scott sozinhos não conseguem! — o Thomas fuzila-o com o olhar. — Que foi? A menos que te irrites não vais lá das pernas!
—Pai? — pergunto-lhe e ele agarra pelo cabelo. — Vens connosco?
—Vou! — eu abraço-o.
—O Isaac, a Cora, o Derek, eu, vocês os quatro, é o que temos! — digo. — A minha mãe e a Lydia não querem vir.
—Muito bem, quando arrancamos? — pergunta o Scott.
—Amanhã, temos que chegar para o anoitecer! — digo eu.
—Muito bem, até lá precisamos de nos organizar! Partimos da casa do Derek? — sugere o Liam.
—Era boa ideia, temos que arranjar tudo! Entretanto pode ser que a Malia e a Lydia resolvam arrancar connosco. O dilema é em quantos carros vamos ter que ir! — digo eu.
—Depois vemos isso — diz o Thomas.
No dia seguinte...
Acordo, é cedo, acordar cedo para mim é como um castigo, mas penso na Allison e ganhou forças para me levantar. Tomo um banho e visto-me, desço e estão a minha mãe e o meu pai à minha espera.
—Que estás aqui a fazer? — pergunto à minha mãe.
—Eu e a Lydia decidimos ir com vocês — ela pega no saco dela e vamos para a garagem.
—Acacia, eu nunca pensei que fosse fazer isto neste momento, mas com o é um emergência, lá terá que ser! — ele destapa o pano e revela o seu jeep. — Toma cuidado com ele, o motor está como novo, quer dizer, se tiveres um problema arranja-o com fita cola que está no porta-luvas, ok? Agora vamos, temos que ir para casa do Derek!
Eu ainda nem acredito que o meu pai me deu o jeep, eu estou a um mês de fazer 16 anos e tirar carta, mas por agora ainda não posso conduzir, mas pronto, somos muitos. Paramos na casa do Liam, eles saem e vêem-me no jeep e riem.
—MEU DEUS! O Stiles deu-te o jeep? — eu buzinei duas vezes.
—Parece que sim! — digo e rio.
—Que eu não me arrependa, o meu rico jeep, não me mates o jeep! — eu começo a rir-me.
—Descansa pai! Thomas, sobe! — o rapaz parece aterrorizado.
—Eu?! — ele aponta para si mesmo e eu assinto. — Não me mates, por favor!
—Cala-te e entra na porcaria do carro! — ele entra para o banco ao lado do meu.
—Para onde vamos agora? — pergunta-me.
—Vamos todos para casa do Hale — eu trato-o assim para o distinguir do Derek. — Encontramo-nos lá!
Faço-me à estrada e quando chego lá vejo o Derek, o Hale e o Scott, mas vejo alguém que me surpreende ver. Saio do carro e bato a porta.
—Que é que raio estás aqui a fazer? — eu aproximo-me dele com os passos firmes e fortes devido à irritação.
—Tem calma! — ele afasta-se.
—Sua besta! — insulto-o.
—Eu prefiro avô — diz ele e eu rosno. — Porque é que tu não te comportas como um ser humano?
—Que é que estás aqui a fazer? — aparece a minha mãe.
—Eu vou com vocês — eu faço cara de incrédula.
—Nem penses que vens connosco! Para fazeres o quê? Nos atirares borda fora mal a coisa comece a dar par ao torto? — olho para trás e vejo a cara da minha mãe do tipo "Deixa-o vir, tu tens o banco de trás do teu carro livre, leva-o lá!". — Boa, entra na porcaria do carro!
—Como assim? Vamos na lata velha do jeep do Stiles? — eu levanto a sobrancelha.
—Achas mesmo que estás em posição de reclamar?! — ele bufa e entra no carro. Então ficou tudo distribuído da seguinte forma. O Thomas, eu e o emplastro do Peter ficamos no jeep, os meus pais, o Scott, o Liam e a Lydia foram no Range Rover dos meus pais, e o Isaac, a Cora e os Dereks foram no carro deles. Resumindo e concluindo aqui vamos ter uma longa, cansativa e insuportável viagem porque temos Peter Hale por aqui.
—Acacia, o que achas que vai acontecer quando chegarmos lá? — pergunta-me o Thomas.
—Nós não vamos morrer e vamos conseguir que eles falem connosco calmamente! — digo eu e o Peter tosse. — Mentira, na verdade, é muito provável que sejamos torturados, ou então vamos mesmo morrer.
—E o que estão vocês a pensar fazer quando virem a Argent à frente? — questiona o Peter. — Vão pedir que ela vos deixe viver e vos entregue a Paige e a Allison, assim como todos os que desapareceram?
—Claro que não! — ele olha para mim. — Eu vou acabar com ela, mas desta vez, ela não volta a ressuscitar!
—Tu és mesmo minha neta! — eu agarro-lhe na cabeça e mando-a contra a janela.
—Diz isso mais uma vez e não sais daqui vivo! — ele massaja a cabeça.
Ligo o rádio e está a dar uma música que não podia ser melhor para esta viagem, a "Unstopable" da Sia. Acelero, eu quero chegar rapidamente ao México. Paramos a meio do caminho para comer qualquer coisa e abastecer.
—Como está a ser ir com o Peter no carro? — pergunta-me o meu pai.
—Já lhe atirei a cara contra a janela do carro — conto e o meu pai arregalou os olhos. — Que foi? Ele disse que eu era mesmo neta dele!
—Eu tenho tanto orgulho na minha filha! — eu abraço o meu pai.
—Sabes pai? Eu nunca te disse, mas eu amo-te muito! — eu abraço-o forte e ele parece ficar sem reação.
—Eu também te amo, filha... — dou-lhe um beijo na bochecha. — Não faças disto uma despedida!
—Eu não sei se eles me vão matar ou torturar, eu preciso de ter a consciência de que me despedi de ti — digo. — Thomas! Peter! Temos que ir!
Voltamos para o carro, calados, o caminho tudo, mas é quando estacionamos em frente do clube dos Caliveras que começa a tocar a " I'll Be Good" do James Young e é assim que chego à conclusão que tenho que dizer algo ao Thomas antes de entrarmos.
—Thomas? — ele olha para mim. — Eu não sei se vou sair daqui viva ou morta e não a mínima ideia do que me vai acontecer lá dentro. Mas eu preciso de te dizer isto. Tu és a minha âncora e fazes-me vir de volta quando estou perdida, és o melhor amigo que eu alguma vez poderia ter pedido, desculpa por te ter magoado no passado... — nesse momento ele beija-me e eu retribuo, como background, além da música, posso ouvir o Peter a reclamar algo como "Porque é que eu não podia ter ido com os outros? Agora tenho que aturar dois adolescentes sentimentais!" e em seguida bateu a porta, eu continuei a beijar o Thomas, aquele que poderia ser o beijo da despedida. Eu não me queria separar dele, mas acabei por ter que o fazer. Fiquei a olhar para ele.
—Eu amo-te, Acacia Hale Stilinski, tu foste a única que alguma vez amei. Isto não é uma despedida, mas aconteça o que acontecer, eu estou contigo, sempre! — desta vez quem o beija sou eu e ele retribuiu, mas foi mais rápido porque tínhamos que ir lá para fora. Saio do carro junto como ele, toda a gente tinha visto o que se tinha passado, via-se na cara deles.
Eu e o Thomas pedimos para ir falar com a senhora Caliveras, os seguranças não nos queriam deixar entrar mas nós tínhamos a carta e eles deixaram-nos entrar. Lá dentro estavam a minha mãe, a Lydia, o meu pai, o Scott, o Derek, o Isaac, a Cora, o Hale e o Peter. Entramos, eu juro que estava quase a desmaiar com o nervosismo.
—Então vejamos, a filha do humano e da coyote e o filho da banshee e do lobo. O humano e a banshee estiveram aqui há uns anos a tentar subornar-me... não foram nada longe... mas que temos aqui hoje? — coloquei a minha face séria, o que não é muito difícil para mim de fazer.
—Nós precisamos da sua ajuda. A nossa melhor amiga foi levada por caçadores, eu sei o que está a pensar, mas a questão é quem foi. Lembra-se da Allison Argent? — a mulher senta-se e fica com atenção.
—Sim, claro que me lembra, a menina que morreu a lutar contra o nogitsune! — eu respiro fundo.
—Ela misteriosamente ressuscitou e veio muito poderosa, só há uma pessoa que nos pode ajudar a descobrir o que se possa ter passado, você — digo eu.
—Então a Argent está viva? — eu assinto. — Eu ando à procura dela há anos e nunca mais lhe pus a vista em cima!
—Você sabia? Sabe quem a deixou assim? — de repente a porta abre-se e todos os que vieram connosco estão agarrados por seguranças.
—A sério? Puseram lobos na minha casa? Ótimo, podem pô-los todos no armazém, tem lá quem vocês querem ver — eu começo a lutar com os seguranças, consigo derrotar bastantes, mas eles dão-me choque e eu caio, ficou tudo preto.
Quando acordo ouço um rugido e uma voz, na verdade duas, a minha mãe e a voz de outra mulher.
—Cabra! — a minha mãe está a insultar quem.
—Prefiro mãe, já te disse isso no passado! — aquilo não pode ser verdade, a Loba do Deserto está de volta, levanto-me e vou para perto dela.
—Mãe! — ela vira-se para trás. — Tu disseste que a tinhas matado!
—Minha querida neta, a tua mãe tirou-me o poder de coyote, mas não pensou que eu continuava viva, mas como humana! — rosno-lhe. — Mas ela também já não está tão forte, teve que partilhar poder contigo.
—Cabra! — rosno.
—Prefiro avó, queridinha! — eu estou pronta para a atacar quando aparece o Peter.
—Cabra! Que estás aqui a fazer? Não estavas morta? — quase me rio com a cara do Peter.
—Sabes Peter, não foi há muito mais de 30 anos andavas tu a dormir comigo! A nossa querida filha não se lembrou que ao tirar-me o poder não me levava a vida — diz ela e de repente os seguranças pegam em mim, no Thomas.
—Para onde nos estão a levar?! — eu remexo-me e eles dão me um choque. Entramos numa sala em que eles algemam a uma cadeira.
—Vamos ver o que és capaz de aguentar! Vamos fazer um testezinho! E tu, tu vais aumentar os volts, caso não o faças és tu ali a levar com a carga máxima e a ver o espetáculo, ou seja, a morte do teu amor! — eles vão obrigar o Thomas.
—E isto não a vai matar? — a Caliveras anda de um lado para o outro.
—É improvável! — ele arregala os olhos.
—FAZ O QUE ELA DIZ! — grito com ele e ele fecha os olhos a por na primeira frequência e eu grito. Ele volta a aumentar e eu grito com mais intensidade. Da terceira vez transformo-me em coyote, quarta vez continua, à quinta os meus olhos viraram para vermelhos, à sexta rugi com muita força, mas foi à sétima que dei o poderoso do grito, o que dizem ser o grito da banshee.
—Para! — o Thomas sai de perto da máquina e vai tirar-me da maldita da cadeira e abraça-me, eu estava fraca. — Quem és tu? Ou melhor, o que é que tu és?
—Não sei... sou alguma coisa... — caio no colo do Thomas.
—Deixem os outros sair — ela ordena. Vamos para a sala que estava de dia, aparentemente eu tinha dormido a noite toda e o clube estava fechado porque já era demais.
—Acacia! — os meus pais vêm a correr para ver como estou.
—O que é que fizeste à miúda? — o Peter pergunta.
—Ela está bem, eu só lhe dei choques, o Scott ficou bem! Só cheguei a uma conclusão que não compreendi. O que raio é que ela é? Transformou-se em coyote, em alpha, mas no fim gritou como a banshee — a Lydia chega-se à frente.
—Nós ainda não sabemos nada disto, os sinais começaram a aparecer há uns meses, no entanto, só esta semana soubemos da banshee — diz ela.
—Eu ouvi falar de coisas acerca disto. Como toda a gente diz, uma pessoa transforma-se consoante o que é por dentro, mas a Acacia está a crescer, a personalidade muda e ela está diferente, é raro quando isto acontece, mas esta miúda é especial, tenham cuidado com ela — ela avisa. — Quanto à Argent, a Loba do Deserto virou-a contra vocês, apenas alguém especial a vai trazer de volta, e esse alguém é o Scott McCall.
—Obrigada pela sua ajuda — agradeço levantando-me e já melhor.
—Não me agradeças. Acacia Hale Stilinski, tu és muito poderosa, mas o que tens de heroína também tens de perigosa, e no dia em que te tornes perigosa para os inocente, eu irei atrás de ti! — ela alerta-me e eu assinto.
Continua...
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