Notas iniciais
Oii!! Começa aqui a segunda temporada!! Espero que gostem :)

POV Acacia

São 07:00 da manhã, levanto-me, faço a minha higiene matinal e visto-me. Hoje é o primeiro dia de aulas desde o Natal. Beacon Hills tem estado calma, logo, pude aproveitar a minha vida tranquila.

Os meus pais assinam os papéis do divórcio hoje, desde que o meu pai saiu de casa, tudo mudou. A minha mãe tenta compensar a falta de presença dele, mas neste momento, eu não sinto a falta de o ter por perto. Eles vão a tribunal lutar pela minha guarda, eu vou dizer ao juiz que quero ficar com a minha mãe, o que vai ser complicado porque ela demitiu-se há umas semanas da polícia e não tem emprego. Se eu ficar com o meu pai, já decidi o que vou fazer, vou para Brooklyn ter uma formação de shadowhunter, visto que, segundo o Alec, eu sou muito bem vinda lá.

Desço as escadas e sento-me à mesa, a minha mãe já lá estava. Maior parte das mães implicaria com a forma como eu estava vestida, já que é Inverno, mas a minha mãe não quer saber disso. Primeiro, porque ela diz que eu depois de tudo o que aconteceu para mim é igual, segundo porque eu não fico doente, e por fim, porque era exatamente igual a mim quando era mais nova, pelo que dizem.

—Bom-dia! — cumprimento-a.

—Bom-dia! — ela faz-me o mesmo. — O teu pai pediu-me que te dissesse para o encontrares na esquadra depois das aulas, parecia ser importante.

—Está bem — digo curta e direta. Eu vou encontrar-me com ele, mas se for com aquelas falinhas mansas de papá eu dou meia volta.

—Acacia? — ela pronuncia-se no silêncio da cozinha e capta a minha atenção. — Achas que estou bem vestida?

—Sim... — confirmo. — Mas para quê tanta formalidade? — pergunto e ela sorri. — Não me digas que tens um namorado!

—Acacia! Achas mesmo? Claro que não! -nega. — Arranjei um emprego, como advogada!

—Meu deus! Mãe, muitos parabéns, estou mesmo feliz por ti! — abraço-a. A minha mãe é licenciada em advogacia, no entanto, nunca chegou a exercer, visto que o meu avô cedeu o lugar dele ao meu pai na polícia, então ela acabou por trabalhar com ele.

—Bem, eu tenho que ir para o trabalho e tu deves ir indo, não deixes a Allison à espera! — explicando tudo. Eu já não levo o Thomas porque o Liam ofereceu-lhe um carro no Natal, por isso, agora somos só eu e a Allison.

Saio de casa, entro dentro do carro e ligo o rádio, em menos de nada chego a casa da Allison e buzino, ela sai quase que de imediato de casa e entra no carro esfregando as mãos e bufando para elas, tentando aquecer-se.

—Como é que consegues estar assim? Está um frio de regelar! — ela tem mesmo muito frio.

—Porque eu sou uma criatura sobrenatural — explico como se nada fosse. — Como vai tudo por aí por casa?

—Bem, o meu pai tem andado a esforçar-se por tomar conta de tudo, a minha avó tem ajudado no que pode e isso acabar por tornar-se mais simples — conta-me. — E em tua casa?

—A minha mãe arranjou um emprego como advogada — revelo.

—Isso é ótimo! Fico muito feliz por vocês as duas, assim podes ficar a viver com a tua mãe, não é verdade? — eu assinto. — Fantástico!

—É mesmo... — sorrio.

—Sabes alguma coisa do Derek? — pergunta-me e eu dou-lhe um sorriso maroto e rio-me quando ela revira os olhos.

—Aterrou ontem aqui, a viagem correu bem — explicando melhor, o Derek foi para a América do Sul passar o Natal e a Allison não ouve falar do namoradinho não assumido desde que ele foi para lá de férias, visto que não havia internet na zona e as chamadas internacionais eram muito caras.

—Ah — ela diz como se não tivesse interessada, estes dois são uma casa a arder, sinceramente!

Estaciono o carro e saímos as duas, assim que entramos a Allison fica com um sorriso de gato da Alice porque primeiro está quentinho no corredor, e porque depois o amor da vida dela está com o resto do grupo encostado aos cacifos.

—Vais-lhe dar um beijinho? — ela olha para mim indignada e continua a andar, quando está a chegar perto deles eu empurro-a diretamente para o peito do meu primo o que faz com que os lábios deles choquem e fique toda a gente a olhar.

—Olá... desculpa... eu.... ahhh.... — eu começo-me a rir tanto, mas tanto, mas tanto que quase caio no chão a rebolar com a figurinha dela. — ACACIA! SUA MALDITA!

—Vais dizer que não querias? Eu sei que querias! Eu conheço-te! Aliás, até querias mais! — ela começa a correr atrás de mim, mas obviamente sou mais rápida que ela então parece as caçadinhas das criancinhas.

—Allison, está toda a gente a olhar. Tem calminha contigo, foi só um bate-chapas não é caso para tanto! Vá, agora deixa a minha namorada em paz! — ele acalma a Allison e puxa-me pela cintura dando-me um beijo e eu sorrio.

—Eu não tenho que ficar a assistir a pegação. Maddie, Ricky, Nathan, Derek, querem vir dar uma voltinha? — convida-os e eles devem ter saído. Eu e o Thomas? Ficamos lá a matar saudades.

Entretanto tocou cada um foi para a sua aula, íamos ter Economia com o Treinador Finnstock, ou seja, lá me vai tratar por um nome que eu não quero, Stilinski.

Entro dentro da sala e sento-me num lugar a meio da sala. Ao meu lado senta-se um rapaz novo que me sorri e eu faço o mesmo. O rapaz é sem dúvida lindo, tem um cabelo fantástico, uns olhos lindos e um bom físico.

—Tirem os cadernos e os livros! Greenberg! Sempre atrasado! Ficas na rua! — isto indica que o tão bendito professor chegou à sala.

—Mas eu fui o primeiro a chegar! — eu quase me rio.

—Não me interessa! Vá, agora vamos falar da... miúdo novo! Diz-me como te chamas, jovem! — toda a gente olha para ele.

—O meu nome é... — ele interrompe.

—Vai para a frente para que toda a gente te veja! — ele levanta-se e fica no centro.

—O meu nome é Jason Raeken, tenho 16 anos e sou de Londres — as miúdas todas ficam a olhar para ele derretidinhas.

—Inglês, ah? Eu também sei falar com sotaque britânico — ele tenta e a turma prende o riso. — Bem, já conheces a escola?

—Não — responde.

—Ótimo! Stilinski mostra a escola ao Raeken! — ele sorri-me e eu faço o mesmo de volta, quero ser simpática. Durante a aula ouço uma voz, apesar de ninguém estar a falar dentro da sala, é como se ouvisse uma comunicação de mentes. "Trair alguém é feio, pergunta ao teu pai". É então que toca e eu arrumo tudo.

—Estás pronto para a visita guiada? — ele assente.

—Claro! — saímos da sala e começo a mostrar-lhe as salas.

—Então, porque te mudaste? — pergunto-lhe numa forma de puxar assunto.

—O meu pai decidiu gerir o escritório de advogacia daqui — revelou.

—Ele é advogado? — ele assente. — A minha mãe também!

—A sério? E o teu pai? — o meu sorriso desmancha-se um pouco. — Fui inconveniente?

—Não, claro que não! É só que eu não falo muito com o meu pai ultimamente — explico.

—A sério? Lamento imenso — eu bufo.

—É xerife da cidade — revelo-lhe e ele fica sem perceber. — O meu pai.

—Ah — decido tentar conhecê-lo melhor, à medida que a visita continua.

—E a tua mãe? — ele fecha os olhos com força.

—Traiu o meu pai — eu olho para ele compreensiva. — Mas mudando de assunto, adoro as instalações!

—Ainda bem! — sorrio e é então que ouço um pigarreio e me viro.

—Thomas! Fico feliz por estares aqui, este é o Jason, o miúdo novo — ele assente pouco interessado.

—Precisamos de ti — eu olho para o Jason e ele abana a cabeça.

—Depois acabo de te mostrar tudo — digo e vou com o Thomas.

—Tens que ver isto — mostra-me o cacifo dele onde tem escrito "És mais ingenuo que o teu pai".

—Ok, quem terá escrito isso? — nesse momento ouve-se um barulho de livros a cair, nesse momento, quando eu e ele olhamos para o lado vemos a Allison a pegar num papel. Aproximo-me e pego-lhe. Tem lá escrito "Deve ser muito triste nunca ser boa o suficiente, a tua mãe deve saber como é, espera, como era".

—Allison, não ouças nada disso! Derek? — chamo-o quando o vejo. — Leva a Allison para longe daqui, ela vai contar-te tudo. Por agora eu e o Thomas temos umas contas a ajustar com alguém.

—Está bem — concorda e abraça-se a ela. Saio dali a pisar o chão fortemente, chego à zona dos jogadores de lacrosse e vejo o Darius.

—Tu! Vens connosco! — ninguém se pronunciou e ele estava confuso, coitadinho, parece que não sabe.

—Eu? — o Thomas vai atrás dele a empurrá-lo e quando ele chega perto de mim eu mostro a cor dos meus olhos e ele acaba por começar a caminhar entre mim e o Thomas, para não ter sequer oportunidade de escapatória.

—Explica-nos como se fossemos muito burros, o que é isto? — ele ficou pasmado.

—Também a vocês? — fico a olhar para o Thomas e ele para mim. — Se acham que fui eu, não fui! Eu ia falar sobre isto com o meu avô e a minha mãe!

—Mostra a tua — pedimos e ele tira um papel que diz "Como é descobrir que afinal não és quem pensavas? A tua mãe deve saber como é melhor que ninguém, mas mesmo assim escondeu-te tudo!"

—Como assim? — ele respira fundo.

—É melhor veres se não tens nada, não é um bom momento para falarmos sobre isto — ele desvia e eu não insisto e não deixo o Thomas fazê-lo.

—Eu vou ao meu cacifo ver — digo, mal o abro cai-me um montão de folhas ensaguentadas e finalmente vejo um papel colado que diz "É querido quando a história que aconteceu com a mãe se repete na filha". — Que raio de porcaria é esta?

—Nós temos que ligar ao... — eu pego no telemóvel e desligo a chamada que ele ia fazer dando-lhe de volta. — Porque é que fizeste isso?

—Porque eu estou cansada de quando acontece alguma coisa toda a gente ficar desesperada para falar com o Scott. Quando era com ele, teve que resolver os problemas dele juntamente com o apoio do grupo, nós não precisamos dele! Estou cansada de que toda a gente esteja dependente do Scott, nós conseguimos fazer isto sem falar desesperadamente com ele! — explico.

—O Scott é o alpha! — argumenta.

—O teu pai também, não é por isso que toda a gente diz "Nós temos que ligar ao Liam", pelo contrário, ninguém lhe diz nada! — contradigo-o.

—Porque é que ficas assim? — eu puxo-os para o laboratório e tranco a porta.

—O Scott disse-me que sabe que consigo salvar toda a gente, mostrei as provas suficientes. Ele disse que apesar de ter perdido pessoas pelo caminho, eu trouxe as Allisons de volta, aprisionei o Valentine, salvei o grupo, consegui manter Beacon Hills a salvo. E caso isto seja sobrenatural, eu vou por um fim nisto, mesmo que me digam que é impossível, eu não desisto de ninguém! Compreendido? — revelo e ele respira fundo.

—Que fazemos? — eu sorrio vitoriosa e do nada começa-me a doer imenso a cabeça, parece que vou explodir, uma confusão de vozes gritam na minha cabeça e é então que grito. — THOMAS!!!!!!!

Eu só sinto tudo ficar preto e um último embate, naquilo que provavelmente foi o chão.

Notas finais
Espero que tenham gostado :) Até à próxima ♥