Notas iniciais
Oi gente!
Essa é a minha primeira fic e eu estou bem animada com ela! Aqui vai o primeiro capitulo, espero que vocês gostem!

Capitulo 1 — Allison Silver

Antes de começar, quero lhes dizer que tentei, com todas as minhas forças, tornar a minha vida o menos clichê possível. Eu sou uma pessoa que detesta esse tipo de coisa, mas infelizmente, me vi presa nesse parafuso da vida real. Sim, eu estava conseguindo ter uma vida pacata e normal. Era uma garota feliz, como qualquer outra adolescente idiota da minha idade.

Mas aqui estou eu, vivendo o maior clichê de todos.

— Ainda falta muito para chegarmos? — A voz calma e serena de meu irmão me tira de meus devaneios, forçando minha atenção para a presente situação.

Olho para o relógio em meu celular e vejo que já são quase quatro da tarde, de um dia quente e ensolarado. Isso significa que já estamos viajando a muito tempo e a única coisa que desejo, é poder sair desse carro.

— Não, querido. Estamos quase lá. — Minha mãe responde suavemente, sem tirar os olhos do caminho. — Logo estaremos em nossa nova casa, começando nossa nova vida!

"Começar nossa nova vida"

Essa frase são tão clichê e tão estúpida que tenho de me conter para não dar uma resposta atravessada ou irônica para minha mãe. Se Amy estivesse aqui, ela com certeza me diria que mamãe está apenas tentando fazer o certo por nos. Que ela não teve escolha e que, por mais que quisesse, ela e papai não poderiam nos acompanhar.

E claro, me diria também para tentar ser um pouco mais calma e educada.

Mas Amy não está aqui.

Então, tenho que me virar sozinha e a única solução que encontro para não ser uma pessoa chata e emburrada por estar se mudando como as típicas garotas problemáticas de filmes, é colocar meus fones de ouvido no volume mais alto que consigo, para tentar me desvencilhar do ambiente no carro, que começa a me irritar.

Encosto a cabeça no vidro e fecho os olhos, deixando que a música traga o sono, que logo me transporta para outro lugar.

Infelizmente, já faz algum tempo desde que eu tive algum sonho, ou algum sono tranquilo. Assim que fecho meus olhos, posso sentir toda a agonia voltar, junto com as imagens que transformam meu sono em um pesadelo constante.

Graças aos céus, isso dura pouco.

— Ei, acorde. — Sinto um leve balançar em meu ombro. — Vamos maninha, acorda! — Finalmente reconheço a voz de Adam e abro os olhos para encontrar seus (descrição do ator). Adam sorri para mim. — Chegamos.

Me arrumo no banco de trás do carro, afastando as imagens da minha mente para me concentrar na paisagem do lado de fora, ansiosa para ver o que me esperava.

Ao contrário do que imagino com a fala de meu irmão, não chegamos a nossa nova casa, mas sim, a nossa nova cidade.

Beacon Hills

Uma cidade no sul da Califórnia, onde aparentemente, nada de legal deve acontecer. É aqui que minha mãe pretende recomeçar junto a mim e meu irmão (mais um clichê babaca)

Demoramos cinco minutos para atravessarmos o centro da cidade, que ao contrário do que eu pensava, não me parece ser tão ruim. Passamos em frente a escola, na qual eu e Adam estudaremos esse ano. Uma típica escola californiana. E por quase todo o trajeto para nossa nova casa, passamos por uma reserva florestal, que foi a única coisa a me chamou a atenção nesta cidade.

Sinto saudades de Amy novamente ao lembrar que ela amava florestas e coisas verdes, mesmo não tendo muitas áreas verdes perto de nosso apartamento em Nova York. Eu, pelo menos, só conhecia o Central Park.

Novamente afasto esses pensamentos de minha cabeça e volto a observar a paisagem, tentando identificar mais alguma coisa chamativa na cidade.

Em pouco tempo, estávamos estacionando na frente de nossa nova casa.

A casa era grande e majestosa. Só pela vizinhança pacata e bonita, aposto que meus vizinhos devem ser todos metidos a riquinhos babacas. Esse é o tipo de lugar que Amy provavelmente amaria e se dariam bem.

— Chegamos! — Minha mãe anuncia o óbvio como uma líder de torcida. — Digam, a casa não é linda?

Meu irmão, como sempre, é o primeiro a dizer alguma coisa.

— Nossa, é bem diferente do que eu imaginava! — Seu sorriso parece ser genuíno. — Com certeza, muito maior do que eu esperava.

Adam tem razão.

Para quem morou quase dezesseis anos em um apartamento modesto, com uma família de cinco pessoas, aquele lugar parecia um palácio.

— O que achou, Allison? — Mamãe vira seus olhos castanhos vivos para mim, esperando ansiosamente pela minha resposta.

Demoro alguns segundos para conseguir formular minha resposta.

— Bem diferente de Nova York. — Meu irmão rola os olhos, então completo. — É, acho que podemos nos adaptar.

Com um sorriso vitorioso, minha mãe pula do carro e corre para abrir a porta. Ao mesmo tempo, desço e paro ao lado de Adam, que me olha com os braços cruzados.

— Odiou o lugar né?

Bufo em resposta.

— Só preciso me acostumar. Só isso.

Adam sorri para mim, enquanto passa um de seus braços pelos meus ombros, em um abraço de lado.

— Vamos nos dar bem aqui. A cidade é bonita e parece tranquila.

— Sou Nova-iorquina, não Californiana.

— Nem eu, mas podemos dar um jeito nisso. — Adam diz. — Pelo menos mamãe está feliz.

— É tudo o que importa, não é?

— Exatamente. — Meu irmão me olha sugestivamente. — Viu a floresta que temos aqui perto?

— É uma reserva. — Eu digo. — Acho que não podemos ter acesso.

— Claro que podemos! Essa floresta vai ser o lugar perfeito para explorarmos, e claro, recomeçar com o arco e flecha, o que acha?

Bufo irritada.

— Não uso mais arco e flechas, sabe disso.

— Ah, qual é maninha! — Meu irmão me olha. — Tem que voltar a praticar! Já faz quase um ano! E você era excelente nisso!

— Usou a palavra certa, Adam. Eu era. Não sou mais.

— Veremos se não te convenço a voltar para a liga dos Arqueios, mana. — Adam me abraça de lado. Ficamos nessa posição por mais alguns segundos, até Adam puxar seu braço, usando-o para me empurrar de leve. — Vamos, pegue uma mala e vamos começar oficialmente nossa mudança. — Ao dizer isso, meu irmão pega uma das malas do carro e sai em disparada para a porta. — O quarto maior é meu!

— Nem vem, Adam!

Pego uma mala também e corro atrás de meu irmão, em direção ao interior da minha nova casa.

Notas finais
Espero que tenham gostado! Me contem no que preciso melhorar, o que ficou bom e o que não ficou!
No próximo capitulo tem mais!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.