The New New Directions - Interativa
14 13x01 - After Yesterday
Notas iniciais
Beatriz Hope
Todos estavam na sala do coral, extremamente agitados. Ainda não acreditavam no resultado da competição, mas ele foi bem satisfatório. Sue deve ter odiado o resultado, sem dúvida. Taylor entrou na sala do coral, sorrindo. Se sentou no piano, e logo em seguida começou a falar:
— Estou feliz que tenhamos empatado com a Dalton. — Taylor se ajeitou melhor no piano. — O Sr. Anderson também gostou do resultado, e disse que da próxima vez seus alunos vão arrasar, e espera o mesmo de nós.
Todos da sala sorriram. Taylor pegou o panfleto das inscrições para o Glee Club e alguns dos alunos ficaram meio sem saber o que dizer ao verem quatro nomes neles. Não eram deboches, e sim nomes verdadeiros. Três de garotos, e um de alguma garota.
— É verdade que novas pessoas se inscreveram? — Beatriz perguntou, de imediato.
— Também fiquei bastante impressionado, acho que esses quatro viram nossas apresentações nas seccionais, ou viram alguma apresentação nossa na escola... — Taylor suspirou, e o sinal tocou. Era sexta, então os alunos teriam o final de semana para descansar. — Irei testar os possíveis novos integrantes essa tarde, enquanto Figgins arruma sua sala. Vocês estão dispensados.
Beatriz pegou sua mochila, que estava na cadeira ao lado. A ruiva foi andando até a porta de saída da sala do coral. Os alunos começaram a abrir as portas de suas salas, e correram velozmente em direção a porta de entrada do William McKinley. Beatriz ficou pra trás, junto com Cameron, Annie, Jeremy e Ivan. Os outros do Glee Club haviam acompanhado a correria, e também saíram da escola. O quinteto foi andando lentamente em direção a porta de entrada, sendo que Annie e Cameron estavam um pouco mais atrás.
— Quando for segunda, você vai se arrepender de ter nascido, Ivan Dahmer...
Beatriz conseguiu ouvir um sussurro de Jeremy para Ivan. Jeremy saiu correndo da escola em seguida, virando o rosto duas vezes para encarar Ivan. E depois, sumiu de vista. Beatriz, que já estava ao lado de Ivan, perguntou:
— O que ele quis dizer com ''Se arrepender de ter nascido''?
Ivan tremeu.
— Olha... Esses dias eu venho querendo desabafar algumas coisas que venho carregando nas minhas costas, e acho que você é a pessoa mais qualificada. — Ivan olhou para trás, e viu Annie e Cameron, se olhando, apaixonados. Revirou os olhos. — Vamos apressar o passo e ir para algum lugar vazio, não quero que o Romeu e a Julieta ouçam o que tenho a dizer.
Beatriz assentiu, e os dois começaram a dar passos mais longos e mais rápidos. Chegaram na porta de entrada em segundos, e antes que Annie e Cameron chegassem, Ivan e Beatriz correram para os fundos da escola, onde ficava o campo do time de futebol.
— Pronto... — Beatriz deu uma última olhada, para ver se eles não haviam seguido os dois. — Pode falar, estou aqui para ajudar.
Nossa, acho que soei como criança. Beatriz deu um sorriso torto, com um pouco de vergonha.
— O baleia do Jeremy encontrou o meu diário, e descobriu um segredo sobre mim. — Beatriz sorriu. O sorriso dela era tão gentil. Ivan não pode esconder o segredo, de todas as garotas, Beatriz era a mais confiável. — Ele descobriu que eu sou homossexual.
A ruiva arregalou os olhos, mas por algum motivo, não pareceu tão surpresa. Ivan até ficou impressionado. Ela não gritou um enorme ''Não'' ou ficou boque aberta. Apenas arregalou os olhos. Ivan não esperou que ela falasse algo, apenas continuou, sem hesitar:
— Ele esta dizendo que vai dizer a todos sobre meu segredo. Fizemos um trato de que eu daria o nosso dueto pra ele, mas eu não me contive e acabei cantando. Ele esta se vingando...
— Se vingando do que? — Beatriz inclinou a cabeça pra esquerda.
— Por eu ter dado uma bolada na cara dele durante um jogo de queimado, a cinco semanas atrás...
— Ele esta se vingando de uma bolada? Agora ele vai ver... Posso ser tímida, mas não deixo meus amigos na mão. — Beatriz pegou retirou a sapatilha de seu pé esquerdo, e já estava preparada para correr em direção a casa de Jeremy.
— Por favor, não faça besteiras... — Ivan pediu, e Beatriz apenas o encarou. — Ele deve estar blefando. Já ouvi falar que ele prega pegadinhas de muito mal gosto nos outros, e acho que dessa vez não é diferente.
Beatriz pensou por alguns segundos, até ter uma ótima ideia.
— Pode ser ... Mas nunca é demais precaver, certo?
— Do que esta falando Triz?
— Como sou sua amiga, vou te dar uma colher de chá, e te tirar dessa enrascada.
Ivan ficou confuso, e preferiu ficar calado, ouvindo o plano de Beatriz. Tomara que seja bom...
XxXxX
Taylor White
Taylor se sentou na poltrona que continha sua mesa, no meio do palco do auditório. Todos os quatro novos inscritos haviam comparecido. Ele decidiu sortear quem iria primeiro, segundo, terceiro e quarto. Taylor rabiscou o dedo indicador com caneta, fechou os olhos, e pressionou o dedo no papel das inscrições. A primeira apresentação seria de:
— Violet Skycutter.
A garota logo saiu dos fundos do palco. Ela uma aparência diferente das outras garotas. Tinha os cabelos escuros, que brilhavam levemente ao serem tocados pelas luzes dos holofotes. Ela se aproximou do microfone, localizado no meio do palco. Os olhos eram azuis, apenas azuis, não eram claros nem escuros. Ela parecia uma figura meio misteriosa.
— Eu sou Violet Skycutter... — A garota deu um leve sorriso. — E vou cantar The Way da Ariana Grande. Espero que goste.
— Me impressione. — Taylor fingiu ficar sério.
Violet pegou o microfone usando apenas uma mão. Depois seguiu um pouco para trás, e esperou que a trilha sonora da música (que estava sendo feita pela banda) chegasse a parte em que ela deveria cantar. Não demorou muito, e ela começou:
I love the way you make me feel
I love it, I love it
I love the way you make me feel
I love it, I love it
You give me that kind of something
Want it all the time, need it everyday
On a scale of 1 to 10 I’m at 100
Never get enough, I can’t stay away
If you want I got it, I got it everyday
You can get whatever you need from me
Stay by your side, I’ll never leave you
I ain’t going nowhere cause you’re a keeper
A voz de Violet estava em sincronia com a música. Sem falar que ela não parecia tímida, ou com vergonha. Sua apresentação estava indo muito bem. A morena arriscava alguns passos, nada muito impressionante, para não escorregar e cair.
So don’t you worry, baby you got me
I got a bad boy, I must admit it
You got my heart, don’t know how you did it
I don’t care who sees it babe
I don’t wanna hide the way I feel when you’re next to me
I love the way (you make me feel)
I love the way (I love it, I love it)
Baby I love the way you make me feel
Oh, I love the way, the way I love you
A música já estava acabando, e Taylor apenas sorria. Ela cantava muito bem, e sua voz era ótima. Violet estava se saindo bem demais. Essa música deve ter algo haver com ela... Taylor deduziu.
Oh, so crazy you get my heart jumping
When you put your lips on mine
And honey it ain’t a question (quick question)
Cause boy I know just what you like
So if you need it I got it, I got it everyday
Be your lover, your friend, you’ll find it all in me
Stay by your side( I’ll never leave you)
I ain’t going nowhere cause you’re a keeper
E terminou. Taylor aplaudiu Violet, e a garota sorriu.
— Obrigado Sr. White, espero ser aprovada.
— Eu que lhe agradeço, pela ótima apresentação.
Violet saiu do palco as pulos, ainda sorrindo. Taylor checou sua prancheta, e fez a mesma coisa que antes. Pintou o dedo indicador com tinta de caneta, e depois fechou os olhos. Depois pressionou o dedo contra o folheto de inscrição. Logo ele viu o nome, e chamou:
— Brendan Maximoff!
Um garoto saiu dos fundos do palco. Como Violet, ele era moreno, mas tinha cabelos castanhos escuros ao invés de pretos. Ele se aproximou do microfone, no centro do palco, e sorriu torto. Estava com vergonha.
— Eu... Eu... Eu... Sou Brendan Maximoff e...
— Não precisa ter vergonha. — Taylor deu um riso baixo, mas que fora audível, já que o auditório fazia o som ecoar.
— Tudo bem... Eu sou Brendan Maximoff, e irei cantar Your Body da Christina Aguilera. Espero que goste.
A banda começou a produzir a trilha sonora. Brendan se aproximou da borda do palco, já se preparando pra cantar. E então chegou a hora:
I came here tonight to get shit out of my mind
I'm gonna take what I find (Oh oh, yeah)
So open the box, don't need no key I'm unlocked
And I won't tell you to stop (Oh oh, yeah)
Hey boy!
I don't need to know where you've been
All I need to know is you and
No need for talking
Hey boy!
So don't even tell me your name
All I need to know is whose place
And let's get walking
Taylor havia simplesmente adorado a voz dele. A música tinha muitas notas agudas, e ele simplesmente tirava elas de letra. As notas mais graves ele também era bom. Por algum motivo, Taylor se lembrou de Alex cantando. Alex tinha quase as mesmas características, mas Brendan parecia um nível melhor.
All I wanna do is love your body
Oh-oh-oh-oh-oh-oh-oh-oh-oh
Tonight's your lucky night, I know you want it
Oh-oh-oh-oh-oh-oh-oh-oh-oh
All I wanna do is love your body
Oh-oh-oh-oh-oh-oh-oh-oh-oh
Tonight's your lucky night, I know you want it
Oh-oh-oh-oh-oh-oh-oh-oh-oh
A música já estava terminando, e Brendan não havia saído do lugar. Foi então que o garoto decidiu mexer o corpo. Andou para trás, e jogou o corpo para o lado, dando uma pirueta dupla.
It's true what you heard, I am a freak, I'm disturbed
So come on and give me your worst (Oh oh, yeah)
We're moving faster then slow, if you don't know where to go
I'll finish all from my own (Oh oh, yeah)
E a música parou. Brendan foi aplaudido por Taylor. O moreno sorriu de lado, ainda um pouco envergonhado. Em seguida, saiu do palco, e Taylor se preparou para escolher outro inscrito.
XxXxX
Cameron Monray
Annie não parava de ficar dando beijinhos no rosto de Cameron a todo instante. A ruiva não desgrudava dele, deis do dia que começaram um relacionamento. Falta de confiança? deve ser isso. Cameron estava ficando nervoso, Annie não tinha nenhuma diferença com cola. Colava, e não saía mais.
— Annie, da pra parar de segurar meu braço por um segundo? — O moreno pediu. — Ele começou a formigar...
— Ah, isso daqui a pouco passa, e é muito bom sentir os músculos do seu braço.
Cameron bufou, e os dois continuaram a andar.
— Preciso ir embora Annie, vai indo pra casa sozinha.
Cameron soltou rapidamente seu braço das mãos de Annie, e se afastou lentamente, mas com passos longos. Annie se virou para trás, e fez uma cara de cadela sem dona. Cameron olhou para baixo, e ignorou aquilo.
— Bem, eu tenho que ira ajudar a minha mãe, até amanha Annie...
O garoto saiu correndo em seguida. Annie fora deixada no vácuo, e Cameron conseguiu ver ela ligando para alguém pelo celular. Alguns segundos depois, e um carro cinza apareceu, provavelmente era de seu pai já que era uma vã. Uma vã enorme.
Cameron foi em direção a sua casa. Para ser mais exato, ele preferiu ir primeiro na doceria da sua mãe. Deis de que seu pai havia sido preso, sua mãe, Ellen, havia aberto uma doceria com o dinheiro que lhe restara, para que ela e Cameron não passassem dificuldades financeiras muito grandes. Atualmente a doceria aumentou, e coisas mudaram, mas mesmo assim continua sendo a única fonte de renda de mãe e filho.
Depois de vinte minutos andando, chegou até a doceria de sua mãe. Algumas crianças eufóricas pediam por milhares de balas. Depois que Cameron viu os ''pirralinhos'' saírem da loja, se dirigiu rapidamente a mesma, vendo sua mãe indo em sua direção abraça-lo.
— Como foi na escola meu bem? — Ellen perguntou ao filho, sorrindo.
— Mãe... — Cameron sorriu de lado. — Sabe que eu odeio quando me chama de meu bem...
— Tudo bem Cam. — Ellen sorriu. A mulher tinha quase quarenta anos de idade, e aparentava ter um corpo de uma garota de vinte. Os cabelos dela são negros, como os de Cameron, mas com alguns fios brancos que apareceram a pouco tempo. Os olhos de Ellen são verdes. Cameron havia puxado os olhos de seu pai. — Pode me ajudar hoje, na doceria?
— Sabe que eu nunca diria não a você.
Cameron deu um beijo na testa de sua mãe. A única razão da minha vida... Ainda bem que a Annie não lê pensamentos ou esta aqui, pois ela iria querer me matar.
— E quando eu vou conhecer a sua namorada, querido? A tal da Annie.
— Em breve... — Taylor estremeceu. — Não tenha pressa.
XxXxX
Taylor White
Taylor fez o mesmo processo para ver quem iria cantar. Pintou o dedo indicador com sua caneta, depois fechou os olhos. Em seguida, pressionou contra um nome no folheto de inscrição. Logo abriu os olhos, e viu o seguinte nome:
— Jackson Andrew Sadler!
Um garoto moreno saiu dos fundos do palco. Ele, diferente de Brendan, tinha os cabelos enrolados, e seus olhos eram verdes como uma floresta. Jack se aproximou do microfone, no centro do palco. Ajustou ele e encarou Taylor.
— Eu sou Jackson Andrew Sadler, e vou cantar Distance da Christina Perri.
— Manda brasa Jackson.
— Pode me chamar de Jack.
— Tudo bem.
Jack começou a andar para um lado para o outro pelo palco. Não tinha lugar fixo para ficar. A trilha sonora começou, e Jack também começou a cantar.
The sun is filling up the room
And I can hear you dreaming
Do you feel the way I do right now?
I wish we would just give up
'Cause the best part is falling
Call it anything but love
And I will make sure to keep my distance
Say "I love you" when you're not listening
How long can we keep this up, up, up?
A voz de Jackson não era forçada, e era suave. Taylor arqueou uma das sobrancelhas.
And please don't stand so close to me
I'm having trouble breathing
I'm afraid of what you'll see right now
I give you everything I am
All my broken heartbeats
Until I know you'll understand
Jack ficou parado, e continuou a cantar. A música estava acabando, e até agora Taylor estava gostando. A voz dele era boa, e os trechos mais graves não atrapalhavam Jack.
And I will make sure to keep my distance
Say "I love you" when you're not listening
How long can we keep this up, up, up?
A música terminou, e Taylor aplaudiu. Jack agradeceu a Taylor, e se retirou do palco logo em seguida. Ele parecia mais nervoso que os demais que haviam se apresentado.
XxXxX
Annie Hall DuBois
— Eu não entendo, estou fazendo tudo certinho, mas o Cameron parece estar ficando distante de mim... — Annie falava sem parar. Ela estava no Breadstix, na companhia de Hannah, Rebecca e Suyane. — Eu tento ser a mais gentil possível, mas acho que ele é quem esta sendo malvado comigo e...
— Annie, pode ficar quieta por um segundo? — Rebecca pediu, e suspirou. — Você não desgruda do Cameron, provavelmente ele esta ficando cansado de você, e quer partir pra outra.
— Também acho isso. — Suyane concordou com Rebecca.
Hannah também estava com as três, não tinha ideia do que falar. O pedido das quatro chegado. Todas haviam pedido uma lasanha, para o almoço.
— Será que ele esta afim de alguma cheerio e... — Suyane comentou, ms Hannah bateu no ombro dela. Hannah chegou perto do ouvido da garota e disse:
— Não fala isso, ou a Annie vai ficar ainda mais grudava no Cam.
Suyane estremeceu, e concordou. Annie esperou que ela terminasse a fala.
— Deixa quieto...
As quatro ficaram quieta, enquanto comiam. Não havia nenhum assunto importante que vinha a cabeça delas. Na verdade tinha, Annie ainda estava pensando na Kristen, e nas Seccionais. Ainda estava indignada por não ter feito nenhum solo. Hannah também deve ter ficado.
— O Sr. White estava muito exigente durante as Seccionais, quero ver nas Regionais, que vão ser mais difíceis. — Hannah falou, enquanto limpava sua boca com um guardanapo.
— É mesmo... Ele esta muito nervoso, principalmente com nós... — Annie apontou para Hannah e ela mesma. — E com o Ivan e o Jeremy. É uma questão de tempo pra que ele fique com raiva de todos...
— Devíamos investigar isso...
XxXxX
Taylor White
Sobrara apenas um nome na lista. Taylor não hesitou, e chamou o garoto:
— Joran Holloway!
Um garoto saiu dos fundos do palco. Ele não estava com uma expressão de nervosismo. Joran era alto, tinha os cabelos castanhos claros, e os olhos eram bem azuis. Ele pegou o microfone no centro do palco.
— Eu sou o Joran, e vou Good Life do One Republic.
— Manda ver Joran.
Jorab se afastou um pouco do centro do palco, e ficou perto dos fundos. O garoto esperou que a banda chegasse a parte onde ele deveria cantar. Ele encostou os lábios no microfone, e começou a cantar:
Woke up in London yesterday
Found myself in the city near Piccadilly
Don't really know how I got here
I got some pictures on my phone
New names and numbers that I don't know
Address to places like Abbey Road
Day turns to night, night turns to whatever we want
We're young enough to say
A voz de Joran não era ruim, e ele estava indo bem. Joran andava de um lado para o outro no palco, estalando os dedos conforme a música passava.
Oh this has gotta be the good life
This has gotta be the good life
This could really be a good life, good life
A música estava acabando e Joran continuava com o mesmo ritmo do começo. Muito bom.
Say oh, got this feeling that you can't fight
Like this city is on fire tonight
This could really be a good life
A good, good life
A música acabou, e Taylor aplaudiu. O moreno agradeceu, ele não havia ficado nervoso nem por um segundo, isso impressionou Taylor. As apresentações acabaram. Taylor chamou todos os alunos que haviam se apresentado, e disse:
— Os resultados das audições vão estar no mural segunda, vocês foram muito bem.
Todos sorriram, e os alunos se despediram de Taylor.
XxXxX
Ivan Dahmer
Ivan andava em direção a sua casa, cansado. Beatriz disse que iria cuidar do Jeremy, e o plano era uma grande bobagem. Ele achou muito gentil Beatriz tentar ajudar ele, mas os planos dela são tão simples que Ivan tem certeza de que ela pegou as ideias em algum filme.
O loiro entrou em sua casa assim que chegou. Chamou por sua mãe e sua irmã, e ambas responderam. Ivan estava prestes a subir para seu quarto, quando sua mãe apareceu, com um envelope nas mãos.
— Como foi na escola querido?
— Foi bem mãe... — Ivan respondeu. — Apenas não consegui me concentrar direito... É meio difícil.
A mãe de Ivan se aproximou do filho. Lhe deu o envelope, que por acaso, já estava aberto.
— Arranjei um professor particular que vai te ajudar aos domingos. Ele é um professor especial, que ajuda pessoas com deficiência...
— Já disse pra não dizer a palavra ''deficiência'' — Ivan deu um beijo na testa da mãe, e subiu alguns degraus da escada. — Eu não sou deficiente, sou apenas ''especial de um modo diferente''.
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