Notas iniciais
Oii *u*

Passei o resto da tarde pensando e repensando sobre a possibilidade de Jordan ser um vampiro. Cada vez que eu lembro castanho quente dentro de seus olhos, sentia que uma chama reacendia dentro de mim, uma chama forte e que queimava avidamente bem similar às primeiras vezes que eu matei um vampiro, mas pelo outro lado, não podia matá-lo por algum motivo.

– O que está pensado? — Quinnie entra em meu quarto de surpresa.

– Ah, não é nada. — respondi esquivo.

– Precisa de ajuda com o... Gato de olhos castanhos? — me virei para ela assustado, como ela pode falar... Dessa forma, já que eu nunca seria atração por homens, mas apenas por um... O meu ex namorado.

– O que? Como você...

– Eu estava do seu lado hoje de manhã, aquele vampiro é bem peculiar. — tentei falar algo mais ouvi Lucy gritar: "Wyatt quem está aí?"

– Não é ninguém... Estou estudando! — respondi.

– Estudando? — Quinnie falou — Se você não percebeu, seu primeiro dia de aula foi hoje é a Lucy estava sentada bem ao seu lado, ela sabe muito bem que você tem nada para estudar.

– É verdade... Sou um péssimo mentiroso,

– Me conte uma novidade. — Quinnie falou em um tom sarcástico.

– Pode me ajudar a decifrar aquele cara?

– Por que você o refere como "aquele cara?"

– Só me diga se pode me ajudar. — Quinnie hesitou em responder, estava pesando em o que poderia ajudar, então pareceu ter acendido uma lâmpada em seu cérebro fantasma.

– Posso segui-lo amanhã, se quiser é claro.

– Tudo bem, vou assistir aquela série em que Danny gravou no pen drive.

– Ah, aquela com sexo, vampiros, gays e mais sexo?

– Gays?

– É, você não viu mas... Enquanto eu passava na sala, eu vi uma cena nada recomendado para crianças e bem "Gay." — Quinnie sabia o meu tendão de Aquiles, que seria a minha própria opção sexual, mesmo assim sorrimos ao mesmo tempo e ela desapareceu. Enquanto descia as escadas para a sala, começava a verificar se ainda tinha bebidas, alguma cervejas estavam em cima da mesa então resolvia pegar uma. Após beber um pouco da cerveja, eu me sentava ao lado da Lucy, um poucos ação tomava conta da cena na TV e Lucy chorava pela morte de um dos personagens. O resto da noite foi em calma, tirando o barulho de alguns carros e a sirene de uma ambulância que passou voando pelo nosso bairro. Fomos dormir às 2 da madrugada, o sono dos justos e dos preocupados.

Acordei com o alarme do despertador, mesmo com muito sono eu me arrastava no chão até o banheiro e me livrei do líquido acumulado, pode parecer estranho mais "xixi" não é mais uma palavra educada, logo após fui tomar um banho. Lucy estava na cozinha junto como Danny, belisquei uma das torradas e tomamos o nosso rumo para o nosso segundo dia de aula. Chegamos ao colégio bem no horário, a sala estava cheia e as quatro cadeiras em que sentamos no nosso primeiro dia de aula, estavam vazias, o que não era esperado e o mais inesperado era que o nosso cara estranho estava sentado logo na quinta cadeira, ao lado das garotas que o maltrataram mal. Estranho... A garota de ontem não estava na sala... Preferi acreditar que ela estava matando aula como o Jordan.

Sentamos exatamente nas mesmas carteiras e quase que na mesma hora um dos professores adentrou na sala. Enquanto o professo dava aula de equação, olhei para o lado disfarçadamente e percebi o Jordan olhando para a Lucy. Olhei por mais alguns segundos e aqueles olhos castanhos impenetráveis de encontraram com os meus e rapidamente volto a prestar atenção na aula, mas não pude para de perceber a Quinnie do lado do professor com um sorriso no rosto e em seguida dava um tchauzinho, sorri de volta mais o tchauzinho ficaria para outra hora considerando o fato de que eu estava no meio de uma sala cheia de jovens que sem dúvida nenhuma acreditavam em fantasmas.

Ao final do terceiro tempo saímos todos em direção à cantina, eu e meus amigos encontramos uma mesa vazia e sentamos lá. Conversamos sobre a matéria que vimos há alguns dias e sobre o que percebi durante a aula

– É parece ser mais um amiguinho da Alicia a bruxa da “Expressão” – disse Lucy dando risos e olhando para Alicia.

–Eu percebi uma coisa durante a aula... – falei. – aquele Jordan estava te observando Lucy.

– Oquê? Porquê eu? Aquele cara parece ter uns 18 anos!

– Eu não sei se você lembra mais você nunca vai sair dessa idade também. – ressaltou Danny.

–Aparentemente! – falou Lucy um pouco nervosa. – E também, mesmo se ele pensasse algo eu nunca ficaria com aquele cara, por dois motivos: Um, tenho namorado; Dois, não vou com a cara dele.

– Nisso eu concordo. – falei por ultimo. Esperamos alguns minutos e ouvimos o som que nos levaria de volta a mais três aulas totalmente chatas. Posso dizer que não contava as horas para o sexto tempo, até que tive o desejo atendido. Enquanto caminhávamos pelos corredores vimos algumas pessoas distribuindo folhetos, Lucy até falou algo como “Espero que seja uma festa!”, ninguém se preocupou em pedir um folheto a alguém até que nosso não tão amigo Jordan passou por nós e parou na nossa frente com um sorriso no rosto.

– Você de novo. – falou Alicia trincando os dentes

– Calma Negredon. – estranhei o fato dele usar o sobrenome da Alicia. – Hoje a noite haverá uma festa na Clareira. Clareira era o nome dado pelos universitários a uma parte separada do colégio, não ficava muito longe mas era bem espaçoso e na maioria das vezes era usado para torneios, festas inclusive formaturas, e também várias outras coisas.

– Festa? Algum motivo especial? – perguntou Danny que parecia interessado.

–Bom, sobre as gerações sobrenaturais.

– O quê? Como assim? – Disse Lucy um pouco intrigada.

– Bom, é uma longa história mas todo ano nesse mesmo dia, comemoramos o “Winchester”, esse é o sobrenome do cara que fundou o colégio, ele meio que morreu nesse dia e deixou uma grande enciclopédia de criaturas fantásticas e lendas, os filhos dele sempre vem a festa para homenagear o pai, achei que vocês poderiam ir.

– Eu não acho que seria uma...

– Vamos sim obrigado! – fala Danny interrompendo Alicia.

– Ah ok, vejo vocês lá. Ah e mais uma coisa, pode me dar o número de algum de vocês? É que eu preciso falar com vocês sobre algumas especificações em relação a festa, nada muito exagerado.

– Tudo bem, aqui está meu número. Lucy passa o número dela para Jordan e logo depois ele vai embora, saímos do colégio e voltamos de carro para casa, no caminho Alicia pergunta sobre o que acabara de acontecer no colégio.

– Ué? Não estamos com a pulga atrás da orelha com aquele cara? Ameaçar ele com meus dentes era a segunda opção. De certa forma Lucy estava certa, os métodos dela são mais eficientes, lembro-me de quando Danny contou sobre a ajuda que ela deu em relação a um trauma. Ao chegarmos em casa subi correndo as escadas e tranquei a porta. Alguns minutos depois Elena surgiu ao lado da minha cama, ela parecia surpresa com algo.

– Você não imagina o que eu acabei de ver!

– Não me diga que você descobriu alguma coisa.

– Então não digo.

– Vai fala logo Quinnie.

– Ok, eu o segui até um beco perto da escola logo depois que vocês saíram.

–E?

– Ele tirou uma espécie de mistura do bolso e colocou verbena dentro, não sei porquê mas logo depois que ele tomou aquilo eu senti que ele havia mudado, do nada.

– Mudado como?

– Eu não posso explicar, mas após tomar aquilo ele não... Não parecia mais imortal. — E quando eu pensava que nada mais nesse mundo me surpreenderia, Quinnie aparece com uma novidade realmente mais que surpreendente. Logo depois da noticia tentei pensar como aquele cara conseguiria algo que o transformasse em humano novamente, ou melhor, por que ele iria querer ser humano novamente? Algo parecia estranho, e não eram aqueles dois vampiros que estavam dormindo juntos no quarto ao lado.

Notas finais
Espero que tenham gostado!