Notas iniciais
Oii *u*

Suspirei aliviado. Apesar de virmos aqui anualmente parece até que faz um século. Não sei por que temos que vir aqui todo ano, apesar de ser uma festa em homenagem a nosso pai, isso cansa. Em compensação, esse ano não viemos apenas por causa da homenagem, usaremos a festa como desculpa para podermos encontrar um assassino, alguém que vem a semanas matando pessoas nesta cidade, um amigo nosso que trabalha na policia daqui confirmou que era um dos vampiros negros, vampiros criados a partir de magia negra, ou seja por bruxas que foram contra sua natureza.
– Não vamos entrar Sam? — Era o meu irmão Dean, eu diria que ele é do tipo aventureiro, apesar de vivermos mudando, temos o dever de continuar o que nosso pai começou por isso estamos aqui. Desci do carro e seguimos para a porta, dois caras vieram logo atrás, certamente alunos do colégio fundado por nosso pai. Entramos e os olhares da maioria das pessoas que estavam naquele lugar se viraram para nós, isso, somos celebridades
– O que acha Sam? Ainda pensa em desistir de ser famoso? – pergunta meu irmão sarcástico.
– Não sei, e você, ainda acha que é famoso? – e foi assim que eu o calei. — Fomos até o palco, sempre falamos nosso discurso quando chegamos na festa Winchester, ai poderíamos sair a hora que quiséssemos. Sumimos alguns poucos degraus e apesar de estarmos nervosos como sempre, parecia um nervosismo leve, afinal fizemos isso por vários anos seguidos. Dean se adiantou com o microfone e para não parecer que não faria nada pus a mão no bolso da jaqueta, e isso não melhorou em nada o que os outros pensariam já que continuo a não fazer nada, apesar disso deixei o Dean falar...
– Boa Noite alunos, professores e também funcionários da Winchester Grimm High School, eu nunca vou me acostumar com esse nome. – ele deu uma risada e a maioria das pessoas que estavam ali riram também, o que não era o meu caso. Ele continuou. – Bom, acredito que a maioria de vocês esteja chegando perto da formatura o que faz de vocês vencedores. Vocês venceram seus medos, acredito que passaram por grandes desafios, lutaram para provar a si mesmos que podem. — Olhei para ele, aquele discurso está bem longe de algo que ele falaria apesar de descrever bem o Dean.
– Todo ano, eu e meu irmão visitamos essa cidade em nome de nosso pai, e como alguns de vocês devem saber não vamos passar mais que alguns dias aqui, então seja o que for acontecer que aconteça logo. – Ele riu novamente. – Ah, não quero ser um irmão egoísta então, por favor Sam, fale algo para todas essas pessoas.. — E eu não negaria já que meu irmão acabara de pedir isso em público e seria o maior mico negar peguei o microfone , pensei em alguma frase que poderia começar o discurso então decidi que seria a mais longa e grandiosa frase que se diz em momentos como esse:
– Boa Noite! — Todos olharam para mim, me senti o centro das atenções, para falar a verdade era isso que eu era naquele momento, agora eu precisava de mais uma frase para continuar meu discurso....
– Ha alguns dias eu estava assistindo TV no Rio de Janeiro e passando pelas praias maravilhosas de lá. Vocês não imaginam quão bom é estar livre de qualquer dever, e aposto que alguns de vocês querem sentir isso também. – Dean me olhou como se disse “Do que você está falando?”, continuei apesar. – Mas quero dizer a vocês que para me sentir assim, eu precisei passar pelos desafios, precisei cumprir meus deveres antes de me sentir livre deles. Então, o que eu quero que entendam, é que o que estão construindo hoje que fara de vocês vencedores, tudo que fizerem hoje será algo para não fazer depois. Entendem?! – conclui. Me separei do microfone e então percebi que Dean me olhava, parecia admirado...
– O quê? Você precisava fazer um discurso que o meu?! – ele falou fingindo raiva. O olhei e dei uma risada, ele sorriu de volta e colocou seu braço sobre meu ombro, e aquilo me fez lembrar novamente quão forte era nosso laço. Descemos os degraus e nos sentamos em uma mesa qualquer ao perto do palco, era hora da banda tocar, sempre convidamos as melhores e dessa vez não seria diferente. O diretor do colégio anunciou.
– Bom pessoal, agora que os irmãos Winchester fizeram seus discursos, é hora de dançar, com vocês... – ele fez suspense, desnecessário. – Imagine Dragons!!! — O cara saiu de cima do palco e diminuiu a luz do local, de repente grandes lanternas que haviam no palco foram acessas iluminando aquela parte da Clareira com focos de luz coloridas em todas as partes, o som da guitarra soou por todo o lugar, a banda se posicionou no palco e a partir dai a música era a única coisa que se ouviu depois do nosso discurso.
Passou se algumas horas, bebemos algumas taças de vinho e quando a banda parou de tocar a 12ª musica, aquela banda que eu considerava uma das melhores deu seu adeus e foi embora.
– Tinha que ser Rock Alternativo? – perguntou Dean fingindo raiva novamente.

– Se não fosse eu a escolher seria você, e aquela mulher quase nua em cima do palco ano passado na frente de dezenas de jovens prova que eu tenho mais bom gosto. — Talvez eu me acostume com as vezes que eu calo a boca do Dean, não é de propósito, ela é legal e tudo mais só que exagera muito quando o assunto é partir para a ação... e também quando o assunto é música, mas principalmente quando o assunto era garotas. Sério, agora que olhei ele estava olhando fixamente para uma garota loira sentada em uma das mesas com alguns amigos e um cara que eu imaginava ser seu namorado, pois eles acabaram de se beijar.

– Vem comigo! – ele falou decidido. Pensei em perguntar aonde mas ele já estava de pé então, me levantei também e o segui, e o que eu temia estava acontecendo: seguíamos diretamente até a mesa em que a garota loira estava sentada. Ao chegarmos na mesa vi o Dean tirar do bolso da jaqueta um pouco de verbena, eu não sabia que ele havia trazido verbena. Dean colocou a verbena no braço da garota loira, me perguntei se ela seria vampira, a garota se assustou com a ação do meu irmão mas não pareceu surtir efeito nela.

– Dean Winchester? – ela hesitou olhando para a verbena ainda em sua mão. – O que seria isso? — Se ela tivesse perguntado a mim diria: “Simples, isso é o que eu chamaria de constrangimento eterno não é Dean?!”.

– Ah me desculpe eu... deixei derrubar isso sem querer.

– Enquanto você estava no palco percebi que gostava de brincadeiras, não seria o caso seria? – Falou o cara ao lado da garota loira, tive certeza que eram namorados.

– Não não, desculpe, eu tentei tirar a caneta da jaqueta e acabei puxando essa coisa junto. – ele deu risos constrangido.

– Desculpe meu irmão, ele não fez por mal. – me intrometi e olhei para Dean. – Vamos embora Dean, já está tarde.

– Também acho, me desculpem novamente pessoal. Vamos Sam. — Saímos de perto da mesa do pessoal e seguimos para a porta, Dean parecia nervoso, talvez seria culpa do constrangimento que ele havia acabado de passar.

– Tem alguma coisa errada Sam, aquela garota, eu conheci uma garota quando mais jovem exatamente igual a ela. Achei que...

– Que ela fosse vampira? – falei em um tom baixo. – Pelo jeito você achou errado, ela não reagiu a verbena. — Dean continuava nervoso e ao sairmos pela porta, uma cena assustadora estava montada bem na calçada: Os corpos dos dois seguranças estavam estendidos, ambos com a cabeça separadas do corpo e sangue por todo o local, não havia tempo para evitar o surto de alguns jovens que estavam saindo do local, os jovens não expressaram nenhuma reação por alguns segundos e logo depois vieram os gritos de temor. O nosso assassino fez mais uma vitima.

Notas finais
Mais um capítulo S2