The New Life
7 Discurtions
Notas iniciais
Suspirei aliviado. Apesar de virmos aqui anualmente parece até que faz um século. Não sei por que temos que vir aqui todo ano, apesar de ser uma festa em homenagem a nosso pai, isso cansa. Em compensação, esse ano não viemos apenas por causa da homenagem, usaremos a festa como desculpa para podermos encontrar um assassino, alguém que vem a semanas matando pessoas nesta cidade, um amigo nosso que trabalha na policia daqui confirmou que era um dos vampiros negros, vampiros criados a partir de magia negra, ou seja por bruxas que foram contra sua natureza.
– Não vamos entrar Sam? — Era o meu irmão Dean, eu diria que ele é do tipo aventureiro, apesar de vivermos mudando, temos o dever de continuar o que nosso pai começou por isso estamos aqui. Desci do carro e seguimos para a porta, dois caras vieram logo atrás, certamente alunos do colégio fundado por nosso pai. Entramos e os olhares da maioria das pessoas que estavam naquele lugar se viraram para nós, isso, somos celebridades
– O que acha Sam? Ainda pensa em desistir de ser famoso? – pergunta meu irmão sarcástico.
– Não sei, e você, ainda acha que é famoso? – e foi assim que eu o calei. — Fomos até o palco, sempre falamos nosso discurso quando chegamos na festa Winchester, ai poderíamos sair a hora que quiséssemos. Sumimos alguns poucos degraus e apesar de estarmos nervosos como sempre, parecia um nervosismo leve, afinal fizemos isso por vários anos seguidos. Dean se adiantou com o microfone e para não parecer que não faria nada pus a mão no bolso da jaqueta, e isso não melhorou em nada o que os outros pensariam já que continuo a não fazer nada, apesar disso deixei o Dean falar...
– Boa Noite alunos, professores e também funcionários da Winchester Grimm High School, eu nunca vou me acostumar com esse nome. – ele deu uma risada e a maioria das pessoas que estavam ali riram também, o que não era o meu caso. Ele continuou. – Bom, acredito que a maioria de vocês esteja chegando perto da formatura o que faz de vocês vencedores. Vocês venceram seus medos, acredito que passaram por grandes desafios, lutaram para provar a si mesmos que podem. — Olhei para ele, aquele discurso está bem longe de algo que ele falaria apesar de descrever bem o Dean.
– Todo ano, eu e meu irmão visitamos essa cidade em nome de nosso pai, e como alguns de vocês devem saber não vamos passar mais que alguns dias aqui, então seja o que for acontecer que aconteça logo. – Ele riu novamente. – Ah, não quero ser um irmão egoísta então, por favor Sam, fale algo para todas essas pessoas.. — E eu não negaria já que meu irmão acabara de pedir isso em público e seria o maior mico negar peguei o microfone , pensei em alguma frase que poderia começar o discurso então decidi que seria a mais longa e grandiosa frase que se diz em momentos como esse:
– Boa Noite! — Todos olharam para mim, me senti o centro das atenções, para falar a verdade era isso que eu era naquele momento, agora eu precisava de mais uma frase para continuar meu discurso....
– Ha alguns dias eu estava assistindo TV no Rio de Janeiro e passando pelas praias maravilhosas de lá. Vocês não imaginam quão bom é estar livre de qualquer dever, e aposto que alguns de vocês querem sentir isso também. – Dean me olhou como se disse “Do que você está falando?”, continuei apesar. – Mas quero dizer a vocês que para me sentir assim, eu precisei passar pelos desafios, precisei cumprir meus deveres antes de me sentir livre deles. Então, o que eu quero que entendam, é que o que estão construindo hoje que fara de vocês vencedores, tudo que fizerem hoje será algo para não fazer depois. Entendem?! – conclui. Me separei do microfone e então percebi que Dean me olhava, parecia admirado...
– O quê? Você precisava fazer um discurso que o meu?! – ele falou fingindo raiva. O olhei e dei uma risada, ele sorriu de volta e colocou seu braço sobre meu ombro, e aquilo me fez lembrar novamente quão forte era nosso laço. Descemos os degraus e nos sentamos em uma mesa qualquer ao perto do palco, era hora da banda tocar, sempre convidamos as melhores e dessa vez não seria diferente. O diretor do colégio anunciou.
– Bom pessoal, agora que os irmãos Winchester fizeram seus discursos, é hora de dançar, com vocês... – ele fez suspense, desnecessário. – Imagine Dragons!!! — O cara saiu de cima do palco e diminuiu a luz do local, de repente grandes lanternas que haviam no palco foram acessas iluminando aquela parte da Clareira com focos de luz coloridas em todas as partes, o som da guitarra soou por todo o lugar, a banda se posicionou no palco e a partir dai a música era a única coisa que se ouviu depois do nosso discurso.
Passou se algumas horas, bebemos algumas taças de vinho e quando a banda parou de tocar a 12ª musica, aquela banda que eu considerava uma das melhores deu seu adeus e foi embora.
– Tinha que ser Rock Alternativo? – perguntou Dean fingindo raiva novamente.
– Se não fosse eu a escolher seria você, e aquela mulher quase nua em cima do palco ano passado na frente de dezenas de jovens prova que eu tenho mais bom gosto. — Talvez eu me acostume com as vezes que eu calo a boca do Dean, não é de propósito, ela é legal e tudo mais só que exagera muito quando o assunto é partir para a ação... e também quando o assunto é música, mas principalmente quando o assunto era garotas. Sério, agora que olhei ele estava olhando fixamente para uma garota loira sentada em uma das mesas com alguns amigos e um cara que eu imaginava ser seu namorado, pois eles acabaram de se beijar.
– Vem comigo! – ele falou decidido. Pensei em perguntar aonde mas ele já estava de pé então, me levantei também e o segui, e o que eu temia estava acontecendo: seguíamos diretamente até a mesa em que a garota loira estava sentada. Ao chegarmos na mesa vi o Dean tirar do bolso da jaqueta um pouco de verbena, eu não sabia que ele havia trazido verbena. Dean colocou a verbena no braço da garota loira, me perguntei se ela seria vampira, a garota se assustou com a ação do meu irmão mas não pareceu surtir efeito nela.
– Dean Winchester? – ela hesitou olhando para a verbena ainda em sua mão. – O que seria isso? — Se ela tivesse perguntado a mim diria: “Simples, isso é o que eu chamaria de constrangimento eterno não é Dean?!”.
– Ah me desculpe eu... deixei derrubar isso sem querer.
– Enquanto você estava no palco percebi que gostava de brincadeiras, não seria o caso seria? – Falou o cara ao lado da garota loira, tive certeza que eram namorados.
– Não não, desculpe, eu tentei tirar a caneta da jaqueta e acabei puxando essa coisa junto. – ele deu risos constrangido.
– Desculpe meu irmão, ele não fez por mal. – me intrometi e olhei para Dean. – Vamos embora Dean, já está tarde.
– Também acho, me desculpem novamente pessoal. Vamos Sam. — Saímos de perto da mesa do pessoal e seguimos para a porta, Dean parecia nervoso, talvez seria culpa do constrangimento que ele havia acabado de passar.
– Tem alguma coisa errada Sam, aquela garota, eu conheci uma garota quando mais jovem exatamente igual a ela. Achei que...
– Que ela fosse vampira? – falei em um tom baixo. – Pelo jeito você achou errado, ela não reagiu a verbena. — Dean continuava nervoso e ao sairmos pela porta, uma cena assustadora estava montada bem na calçada: Os corpos dos dois seguranças estavam estendidos, ambos com a cabeça separadas do corpo e sangue por todo o local, não havia tempo para evitar o surto de alguns jovens que estavam saindo do local, os jovens não expressaram nenhuma reação por alguns segundos e logo depois vieram os gritos de temor. O nosso assassino fez mais uma vitima.
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