Notas iniciais
Pessoas, aqui estou eu! Espero que gostem e boa leitura!

O natal havia passado e todos estavam de volta a Hogwarts. Elena parecia mais tranquila, e isto todos notaram, uma vez que o assunto sobre Feitiços de Fogo havia acabado, mesmo que já houvesse feito seu estrago permanente, sendo que apenas Elsa sabia do que se tratava.

Já fazia algumas semanas desde o natal e todos estavam na aula de Defesa Contra as Artes das Trevas. Jafar entrou na sala com sua costumeira expressão de tédio e se posicionou a frente da turma.

– Bom dia, classe. – Falou com seu habitual desinteresse. – O assunto de Feitiços de Fogo foi finalizado, então partiremos para outro. – Sorriu. – O que acham de... Gelo?

James pareceu bastante contente, mas, ao olhar para a mesa ao lado da sua, onde estavam sua mãe e sua tia, percebeu que Elsa não parecia nada feliz. Pelo contrário, ela aparentava estar completamente aterrorizada. Não disse nada e permaneceu assistindo a aula, que até agora se focara no feitiço Glacius, por mais que algumas vezes lançasse alguns olhares na direção da loira, buscando entender sua aflição. Percebeu que tudo piorou quando Jafar tomou o assunto do feitiço de gelo mais poderoso que já existiu, e isso tudo numa única aula.

– Antes do Natal, vocês aprenderam sobre o feitiço de Fogo, o Infernus. – Jafar explicou indiferente. – Mas ele não foi o único a ser criado. Tão grande era sua força que os antigos bruxos decidiram criar também um contrafeitiço, chamado Invernus. Os dois tem a mesma potência e são a fraqueza um do outro. O Feitiço Invernus produz um raio de gelo potente capaz de congelar qualquer coisa. E o gelo criado por ele não pode ser quebrado ou derretido se não pelo criador ou pelo Feitiço Infernus, assim como o Infernus não pode ser apagado se não pelo criador ou pelo Feitiço Invernus.

Jamie continuava a alternar olhares entre o professor e a mãe, notando então que Elsa agora tremia aterrorizada enquanto Elena tentava acalmá-la. Algo definitivamente estava muito errado ali.

– O que está acontecendo com a mamãe? – Perguntou em voz baixa a Helena, que estava sentada ao seu lado.

– Não sei, mas talvez... – Helena ia continuar a falar, mas foi interrompida pela voz de Jafar.

– Vocês dois, caso este não seja um assunto que queiram partilhar, façam silêncio. – Calaram-se com a voz do homem, que então prosseguiu com a aula, ignorando o acontecimento anterior. – Alguém pode me demonstrar esse feitiço? – Jafar olhou para toda a sala.

Jack e James foram os únicos a levantar a mão. Os amigos já haviam aprendido que ambos os albinos adoravam gelo e neve.

– Alguém? – Jafar fingiu que não os viu, irritando-os. – Senhorita Gryffindor? – Sugeriu.

Elena e Anna levantaram a cabeça para olhá-lo, mas Elsa permaneceu quieta em seu lugar, assim como Elena havia feito antes. A algumas mesas de distância, Elizabeth e Helena trocaram olhares cumplices, notando que os feitiços Infernus e Invernus eram como tabus para as Gêmeas Gryffindor. Jafar sorriu e olhou para a loira.

– Elsa. – Ele especificou com um sorriso maldoso.

A loira engoliu em seco e olhou para ele. Jafar fez sinal para que ela fosse até lá, e assim ela o fez.

– Teste o feitiço na minha mesa. – Ordenou.

Elsa deu uma última olhada para Elena, que estava sentada inquieta em seu lugar, preocupada. A loira virou-se novamente para a mesa do professor e apontou a varinha para ela.

Desta vez, Mickey não interrompeu a aula, pois não havia nenhum comunicado que ele tivesse de dar. O Rei e a Rainha de Arendelle não haviam falecido num naufrágio, de modo que não havia necessidade de o Diretor ir até ali para comunicar que o professor teria de liberar as Gryffindor para irem a diretoria receber a notícia.

– Invernus! – Elsa lançou o feitiço.

Assim que a mesa congelou, Elsa saiu correndo da aula de DCAT ao perceber as paredes a sua volta também começando a congelar. Jafar gritou para que ela voltasse, mas não só ela não o fez, como também Elena a seguiu sem se importar com quantos pontos o professor tiraria dela. Elizabeth, James e Helena fizeram o mesmo.

– Elsa! – Elena chamou, mas a loira continuou correndo.

Elena, que seguia mais a frente, logo alcançou Elsa. James, Elizabeth e Helena pararam a uma distância que não os permitia ouvir o que elas falavam, mas claramente a loira chorava e a morena estava tentando confortá-la e fazer com que suas lágrimas cessassem.

– Eu não entendo. – Jamie murmurou de cenho franzido, abatido por sua mãe aparentar estar tão infeliz.

– E duvido que cheguemos a entender. – Helena assentiu preocupada, alternando olhares entre sua mãe e sua tia.

Elizabeth não disse nada e Helena e James também não pareciam inclinados a quebrar o silêncio que se instalou entre eles. Depois de algumas poucas palavras trocadas pelas Gêmeas Gryffindor, finalmente as duas perceberam a presença dos Gryffindor mais novos ali. Elena então fez um gesto com a mão, convidando-os a se juntarem a elas, a qual eles rapidamente acataram.

– Não vão nos contar o que está acontecendo? – Elizabeth finalmente se pronunciou, alterando olhares entre a mãe e a tia.

Elsa e Elena se entreolharam, decidindo-se o que deveriam fazer. Por fim, a loira suspirou cansada e logo falou:

– Eu realmente não entendo isso, mas, de alguma forma, eu confio em vocês. – Disse com um sorriso pequeno nos lábios, que fez com que os outros três sorrissem. – Nós nunca contamos isso para ninguém, vocês serão os primeiros, então, eu peço que, por favor, não digam a ninguém. – Pediu de modo quase suplicante.

Elizabeth, Jamie e Helena se entreolharam, mas não tiveram dúvidas ao concordar com o pedido da loira, o que a deixou mais aliviada.

– Acho que dizer não seria de muita ajuda. – Elena falou meio nervosa, remexendo-se incomodada em seu lugar. – Elsa. – Chamou-a.

Então, as duas ergueram as mãos e, na de Elena, surgiu uma pequena e delicada chama, enquanto que, na de Elsa, surgiu um belo e perfeito floco de neve. As bocas de Elizabeth, Helena e James se escacaram ao perceber que seus poderes, algo que no futuro era tão natural, eram o que elas estavam escondendo tão cuidadosa e nervosamente.

– Não se assustem. – Elena pediu ao notar o choque deles, mal sabendo ela que não era por causa dos poderes em si que eles ficaram surpresos e sim o fato de elas os esconderem.

– Por que nos assustaríamos? – Helena foi a primeira, entre os três mais novos, a se pronunciar, o que deixou as Gêmeas surpresas. – Quero dizer, isso é incrível. – Sorriu torto e mais uma vez Elsa teve a impressão que ela tinha uma semelhança assustadora com Elena. – Não são todos os bruxos que conseguem fazer isso, e isto faz de vocês especiais. – Finalizou, surpreendendo as Gryffindor.

– N-não acham que eu sou um monstro? – Elsa perguntou ainda insegura.

– É claro que não! – Jamie se apressou em responder, falando um pouco mais alto do que pretendiam. – E ninguém acharia. – Assegurou com um sorriso enorme.

– Mas, de qualquer forma, não contem a ninguém. – Elena pediu mais uma vez e, mesmo não concordando que elas se escondessem, os três assentiram. – Obrigada. – A morena abriu um sorriso torto.

Elizabeth ia falar, mas foi interrompida por uma voz que não pertencia a nenhum dos cinco ali presentes:

– Meninas!

Elsa e Elena se viraram em tempo de verem Anthony e Annabelle olhando-as, alheios as preocupações das filhas, sorrindo e de braços abertos, aguardando-as. As duas, esquecendo-se subitamente dos problemas, não perderam tempo em correr para abraçarem-nos.

O Gryffindor Frost e as Gryffindor Ravenclaw sorriram. Talvez a história estivesse sendo consertada, no final das contas.

Notas finais
E aí? O que acharam? O que acham que vai acontecer agora? COMENTEM! Próximo Capítulo: Unidos, Somos Fortes.