The New Glee - Season 1

4 1x04 - The Twilight Fever


Notas iniciais
O que você perdeu em The New Glee: Mercedes e Blaine chegaram em Lima, mas a chegada de Blaine não deixou Kurt muito alegre. Um desfile sensual foi realizado nos corredores da WMHS, com músicas sexy e uma Santana ligeiramente excitada. E foi isso que você perdeu em The New Glee.

– Ah...Edward. — disse Chelsea.

– Jacob... — disse Annie.

– Emmet... — disse Monna.

As três estavam assistindo Crepúsculo na casa de Monna. Acabaram de chegar do desfile na escola. Iam dormir todas lá, como numa festa do pijama. Todo mundo havia voltado a assistir Crepúsculo, então elas também.

– Esse filme é o melhor de todos. — disse Annie.

– O livro é mais legal. — disse Chelsea.

– Que idiotice. Pra que um livro se já tem o filme? — Annie sorriu.

– Ann — Ann... — Monna começou. — O livro inspirou o filme.

– ENTÃO EU ESTOU ASSISTINDO UM LIVRO? — Annie gritou.

– Ai meu deus. — Chelsea riu.

– Annie, o livro é tipo o roteiro do filme. — Monna explicou.

– A tá. — disse Annie. — O que é um roteiro?

– Ai meu deus vezes 2. — Chelsea estava rindo estranhamente.

– Chelsea! — Monna chamou sua atenção.

– Que foi? — disse Chelsea, se levantando da cama.

– Eu soube que tem mais fracassado do Glee antigo chegando na cidade. — disse Annie.

– Ugh! Eles me dão nojo. — disse Monna.

– Não fique com nojo deles, Mon — Mon. São só um bando de negros, gordos, gays, lésbicas, transsexuais, estrelas decadentes e esquisitões. — disse Chelsea, tirando um escova de dentes da sua bolsa.

– Eu vou escovar meus dentes. — disse Chelsea, entrando no banheiro. — Eles não ficam deslumbrantes e brilhantes assim sozinhos.

– Haha! — disse Monna, irônica.

No dia seguinte...

– Eu estou tão animada para rever meus amigos! — disse Rachel para Kurt, na sala dos professores.

– Hum...legal. — disse Kurt, mexendo o café com uma colher.

– Não tá animado? — perguntou Rachel.

– Tô sim, claro. É só que... — Kurt abaixou a cabeça.

– É só que...

– Eu não quero ver o Blaine. — completou Kurt.

– Porque? — perguntou Rachel. — O que ele fez.

– Bom...o Blaine...ele...me...ele me traiu. — disse Kurt, chorando.

– Ah não, Kurtie. — Rachel o abraçou. — Você disse que só tinham brigado. Isso é muito pior.

– Eu NÃO vou perdoa-lo por isso. Nunca. — Kurt choramingava bastante.

– O Clube de Drama é no final do corredor. — disse Sue, passando rapidamente por eles.

– Kurtie...não liga pra ela, nem pro Blaine. Nem olha na cara dele. Eu e a Santana vamos te ajudar. — disse Rachel. — Não é Santana? — ela gritou para a latina mal-humorada, usando óculos escuros e tomando café com Absoluty numa mesa no canto da sala.

Santana deu um legal pra eles com o polegar opositor.

– Vamos. Precisamos ir para o Glee. — Rachel puxou Kurt pelo braço e Santana pelo outro.

Ao chegar no Clube Glee, encontraram alguns conhecidos. Mercedes e Blaine. Rachel foi correndo abraçar Mercedes enquanto Kurt e Santana só observavam.

– Kurtsie! — Mercedes veio abraçar Kurt, que a recebeu calorosamente. — Santy! — Mercedes foi abraçar Santana, que tentou desviar, mas no final desistiu.

– Olá Whitney. — disse Santana soltando o abraço de Mercedes.

– Porque nos chamaram aqui? — perguntou Blaine.

– Rachel...você disse que contaria. — disse Kurt.

– Eu vou contar...quando todos estiverem aqui. — disse Rahcel pegando algumas partituras.

– Contar o que? — disse Mercedes preocupada.

– Vocês saberão. — Rachel se sentou no banquinho do piano.

– Kurt. — disse Blaine, indo até Kurt para abraça-lo.

– Não fale comigo. — Kurt respondeu, frio.

– Kurt, foi...um acidente. — disse Blaine, se aproximando e colocando suas mãos nos ombros de Kurt.

– Sai de perto de mim! — Kurt aumentou o tom de voz.

– Ninguém trai por acidente, Rouxinol Blaine. — Santana falou, irônica.

– Não se meta, Santana! — Blaine gritou.

– Me meto sim. — Santana tirou os óculos e jogou o cabelo pra trás. — Kurt é meu amigo...não, ele é muito mais que meu amigo. Ele é como um gnomo gay com voz da Broadway que eu vou amar e eu vou proteger sempre. E toda vez que algum idiota anão com cabeça de gel vier tentando enganá-lo, eu vou meter minha mão no meio da cara dele e o fazer ir embora com o rabo entre as patas. E sim, eu te chamei de cachorro.

– Epa! — disse Monna na porta da sala, acompanhada de Chelsea, Tanya, Annie, Callie, Cindy e Charlie. — Esse grupo tem tão pouco tempo e tantas brigas.

Monna e os outros entraram, deixaram suas coisas e saíram depois.

– Santana, sua vadia escrota, vagabunda de Lima Heights, quem você pensa que é pra se meter na minha relação com Kurt? — Blaine foi pra frente de Santana, que era um pouco mais alta que ele.

– Tecnicamente, não tem mais relação entre nós, Blaine. — Kurt disse.

– Eu sou uma vadia que vai acabar com você. — disse Santana, jogando seu café com Absoluty na cara de Blaine.

Blaine revidou e deu um soco na cara de Santana. Todos na sala ficaram pasmos. Santana deu um tapa muito forte na cara de Blaine, que deixou uma marca vermelha de cinco dedos e um anel de prata. Santana jogou Blaine no chão, pulou em cima dele e começou a dar tapas na sua cara. Blaine puxou uma mecha de cabelo de Santana, mas era um aplique e saiu rápido. Blaine socou o nariz de Santana, que começou a sangrar. Santana deu um chute com a ponta do sapato na perna de Blaine, e socou seu estômago. Kurt e Rachel afastaram Santana enquanto Mercedes afastou Blaine.

Santana estava sangrando, com cabelo caindo pelos ombros, a manga da blusa rasgada e uma marca roxa na maçã do rosto. Blaine estava com a cara vermelha, a mão no estômago e a perna roxa. Santana limpou o sangue do nariz com a mão.

– Fazer Santana sangrar só me fez te odiar mais, Blaine. Brigar com minha amiga não vai mudar minha opinião sobre você. — disse Kurt.

– Podemos entrar? — perguntou Chelsea, da porta. — Treinadora Lopez, o que aconteceu?

– Nada garotas. A aula do Glee hoje está cancelada. — disse Santana, saindo da sala.

– Porque? Eu tenho um solo ótimo para hoje. — disse Cindy.

– Santana...- disse Rachel. — Volta.

Santana voltou e se sentou. Pegou um espelho, maquiagem e lenços de papel da bolsa. Concertou as lentes, os cílios postiços, os apliques e cobriu a marca roxa na bochecha. Limpou o sangue do nariz e dos dentes. Blaine não fez nada, só se sentou na última cadeira da sala, sozinho.

Quando todos estavam sentados, Cindy começou:

– Meu solo de hoje é baseado na volta da febre de Crepúsculo. Um bando de jovens estão voltando a assistir Crepúsculo, então, nada melhor para abrir o dia do que Decode, da Paramore.

– Anda logo. — disse Santana.

Cindy ajeitou o cabelo e a roupa, depois começou a cantar.

How can I decide what's right?

When you're clouding up my mind

I Can't win your losing fight all the time

Not gonna ever own what's mine

When you're always taking sides

But you won't take away my pride

No not this time

Not this time

How did we get here?

Well I used to know you so well

How did we get here?

Well, I think I know wow wooow

Cindy respirou, fixou os olhos na 'plateia' e continuou.

The truth is hiding in your own eyes

And it's hanging on your tongue

Just boiling in my blood,

But you think that I can't see

What kind of man that you are

If you're a man at all

Well, I will figure this one out on my own

(I'm screaming "I love you" so

But my thoughts you can't decode)

How did we get here?

Well I used to know you so well

How did we get here?

Well, I think I know

Do you see what we've done?

We're gonna make such fools of ourselves

Do you see what we've done?

We're gonna make such fools of ourselves

Sua voz estava ficando mais forte, a ponto de gritar.

How did we get here?

Well I used to know you so well

But how did we get here?

Well, I used to know you so well

I think I know

I think I know

There is something I see in you

It might kill me

I want it to be true

Cindy terminou a música e percebeu que só Rachel aplaudiu.

– Parabéns, Cindy. Foi realmente ótimo.

– Nem pra aplaudir um pouquinho né, Charlie? — disse Cindy.

– Que foi? — Charlie bufou.

– Alguém sabe porque Rob, Clark e Thomas não vieram hoje?

– Clarkie e Thom devem estar batendo no Rob. Até onde eu sei, eles adoram isso. — disse Annie.

– Isso é terrível. — disse Kurt.

Dito e feito, Clark e Thomas entraram na sala, sem Rob.

– Onde está Rob? — perguntou Rachel.

– Na lixeira, onde é o lugar dele. — disse Clark.

Monna se sentou no colo de Clark e deu um beijo na bochecha dele.

– Oi gato. — disse ela, dando um selinho na sua boca.

– Oi. — disse Clark, segurando Monna firmemente em seu colo.

– Populares...- disse Tanya.

– Eu vou ver se o Rob está bem. — disse Kurt, saindo da sala.

– Nota mental: Não deixar Blaine e Santana sozinhos. — disse Rachel.

– Alguém percebeu como o clima está estranho aqui? — disse Callie.

– Só tem duas respostas para isso: Ou o Expresso da Lady Gaga está chegando aqui, ou vamos ter uma lição nova. — disse Charlie.

– Eu aposto em lição nova. — Tanya comentou.

– Expresso da Lady Gaga — Annie disse, esperançosa.

– É com pesar que digo que vocês estão errados. — disse Rachel, se levantando.

– Pera...Onde está a Holly? — perguntou Monna.

– A senhorita Holliday está ajudando o Sr. Schue com o que ele precisar. — disse Rachel. — Agora, voltando ao assunto, hoje não teremos lições. Seremos espontâneos. Podemos fazer o que quisermos. Cantar, dançar, representar. Hoje é um dia livre na história do Glee.

– Isso é ótimo, porque eu preparei mais um solo para hoje. — disse Cindy.

– Senta ai, cara de parto. — Monna se levantou. — Antes que se perguntem, eu não vou cantar hoje. Eu só acho esse clube muito desregrado. Dias livres? Temos competições vindo por aí, temos o baile no final do ano, o campeonato das Cheerios...

– Só vencer importa para você, Monna. Aqui não é assim. — disse Rachel.

– Então vão ser perdedores em outro lugar, porque eu estou fora. — disse Monna, saindo da sala. O sinal tocou.

No corredor, Cindy e Charlie se limpavam de mais uma raspadinha.

– Porque eles gastam seu dinheiro pra jogar suco na gente? — perguntou Charlie, se limpando com a palma da mão.

– Eu realmente não sei. — disse Chelsea, jogando outra raspadinha neles.

Do outro lado do corredor, Thomas e Monna conversavam.

– Então...você realmente saiu do Glee? — perguntou Thomas.

– Até eles se consertarem, sim. — disse Monna.

– Mon...eu preciso ter você lá. Você é a minha melhor amiga, e, eu preciso ficar perto de você. — disse Thomas.

– Você sabe que eu to pegando o Clark, né?

– Eu sei...não é disso que eu estou falando. Eu preciso da sua ajuda pra ficar lá. Porque... — Thomas parou.

– Porque...

– Eu to gostando de alguém de lá. E eu preciso de você, pra tipo, me ajudar. Você não presta, mas é a melhor conselheira dessa escola. — Thomas se embolou em suas palavras.

– Quem é? — perguntou Monna, curiosa.

– Eu estou tendo...sentimentos...pela Cindy.

– Sério? Meu Deus. — disse Monna, surpresa. — E pensar que a Chelsea gosta de você.

– Ela gosta?

– Sim. Mas isso não importa. — disse Monna. — Pelo pouco que ouço falar sobre a Cindy, ela é uma garota bem tradicional, e clichê. Muito clichê.

– E... — Thomas estava ficando impaciente.

– Tenta fazer um piquenique. Ela deve gostar. — disse Monna. — Com, tipo, você sendo jogador... — Monna estava sendo irônica agora.

– Eu vou tentar. — disse Thomas, enquanto Monna saia. — E...Monna!

– O que? — Monna se virou.

– Muito obrigado.

Ela simplesmente sorriu e continuou andando.

****

– Como ele está? — perguntou Holly, sentada no sofá perfeitamente limpo da casa dos Schuesters.

– Está segurando firmemente nesse mundo, mas...continua fraco. — disse Mark, se jogando na poltrona.

– Se quiser conversar comigo, pode falar. — disse Holly.

Mark se perdeu em seus devaneios, cantando No Light, da Florence Welch.

You are the hole in my head
You are the space in my bed
You are the silence in between
What I thought and what I said

You are the night time fear
You are the morning when it's clear
When it's over, your start
You're my head and you're my heart

No light, no light in your bright blue eyes
I never knew daylight could be so violent
A revelation in the light of day
You can't choose what stays and what fades away
And I'll do anything to make you stay

No light, no light
Tell me what you want me to say

Through the crowd I was crying out
And in your place there were a thousand other faces
I was disappearing in plain sight
Heaven help me, I need to make it right

You want a revelation
You wanna get it right
But it's a conversation
I just can't have tonight

You want a revelation
Some kind a resolution
You want a revelation

No light, no light in your bright blue eyes
I never knew daylight could be so violent
A revelation in the light of day
You can't choose what stays and what fades away
And I'll do anything to make you stay

No light, no light
Tell me what you want me to say

Would you leave me if I told you what I've done?
And would you leave me if I told you what I've become?
'Cause it's so easy to say it to a crowd
But it's so hard, my love, to say it to you alone

No light, no light in your bright blue eyes
I never knew daylight could be so violent
A revelation in the light of day
You can't choose what stays and what fades away
And I'll do anything to make you stay

No light, no light
Tell me what you want me to say

You want a revelation
You wanna get it right
But it's a conversation
I just can't have tonight

You want a revelation
Some kind a resolution
Tell me what you want me to say

Mark? — perguntou Holly.

– Que? — Mark respondeu, ainda aturdido.

– Se precisar de algo, pode me chamar. — disse Holly, subindo as escadas.

– Ok...eu...estou...eu vou ficar bem. — disse Mark.

Voltando ao WMHS, era a hora do almoço. As Cheerios, como sempre, estavam juntas. E o povo do Glee, logo na mesa ao lado. Na mesa atras deles, estava o povo do time.

– Monna? — gritou Clark.

– Oi...que foi? — ela olhou para ele. A coisa mais estranha naquele momento era que ele segurava uma guitarra e tinha uma caixa de som enorme ao lado.

– Essa daqui é pra você. — disse ele.

– Ai meu deus, não...- ela lamentou, enquanto as Cheerios davam risadinhas.

Clark começou a cantar Diana, do One Direction.

Front pages are all your pictures
They make you look so small
How could someone not miss you at all?

I never would mistreat ya
Oh, I'm not a criminal
I speak a different language
But I still hear your call

Diana, let me be the one to
Light a fire inside those eyes
You've been lonely, you don't even know me
But I can feel you crying

Enquanto cantava, Clark se aproximava de Monna. De repente, ele subiu na mesa das Cheerios.

Diana, let me be the one to
Lift your heart up and save your life
I don't think you even realize
Baby, you've been saving mine

It's only been for months, but
You've fallen out so far
How could someone mislead you at all?

I wanna reach out for ya
I wanna break these walls
I speak a different language
But I still hear your call

Diana, let me be the one to
Light a fire inside those eyes
You've been lonely, you don't even know me
But I can feel you crying

Diana, let me be the one to
Lift your heart up and save your life
I don't think you even realise
Baby, you've been saving mine

We all need something
This can't be over now
If I could hold ya
Swear I'd never put you down

Diana, let me be the one to
Light a fire inside those eyes
You've been lonely, you don't even know me
But I can feel you crying

Diana, let me be the one to
Lift your heart up and save your life
I don't think you even realise
Baby, you've been saving mine

Oh oh oh
Diana
Oh oh oh
Diana
Baby, you've been saving mine

Oh oh oh
Diana
Oh oh oh
Diana
Baby, you've been saving mine

– Espero que ainda não me odeie. — disse ele.

– Não. Eu só gosto de você mais. — disse Monna, o abraçando. — Tá na hora de rasgar aquele boneco de Voodu com a sua cara. — ela sussurrou, e ele sorriu.

No fundo, Monna, pela primeira vez, se sentia insegura.