The New Continent

35 Capítulo 34 – Flocos de neve.


Will

2 Março, 2200, 06:13.

O sol começava a raiar no horizonte e o céu estava coberto pela aquarela das manchas alaranjadas. Enquanto isso a brisa circulava num alento ao contrário do mar que consistia em ficar cada vez mais agitado. O tempo passava depressa e um grupo de aventureiros se preparavam para partir dali para longe no desconhecido.

Eu já estava preparado sentado na varanda do térreo esperando todos se reunirem para partimos durante todo tempo eu não conseguia compreender a loucura que toda a minha vida tinha se tornado. — Será que eu errei em todas as minhas escolhas? – Eu já estava entrando numa fase de pré aceitação de tudo aquilo e isso era o que mais me assustava.

De repente vejo uma sombra atrás de mim e quando olho para trás vejo Loren descalça ainda com as vestes de dormir.

— Você não vai se arrumar? – Perguntei curioso.

— Eu não vou com vocês. – Respondeu a loira sentando ao meu lado. – Mike me recrutou para ficar aqui caso precisássemos de um plano B.

— Plano B? – Indaguei.

— Sim, caso vocês não consigam chegar a um acordo.

— E que tipo de plano é esse?

— Ele ainda não nos disse, mas fique tranquilo e se acalme um pouco, você não pode monitorar tudo por aqui, algumas coisas infelizmente ficam fora do nosso alcance, então, não se preocupe com isso e foque que tudo vai dar certo. – Disse Loren enquanto entregava uma fruta para mim.

— Vocês sabem que estão lidando com uma vida não é? – Retruquei.

— Nós sabemos Will, e precisamos de uma colaboração de todos. Mike não é idiota por mais que ele não escute muito bem as pessoas ele sabe o que ele está fazendo.

— Ei vocês dois todos já estão prontos, vamos. – Interrompeu Ralf. Deixamos a conversa de lado e decidimos nos juntar as outros que estavam reunidos próximos a beira da Selva.

— Bom, eles chegaram. – Alertou Mike. – Então, como alguns de vocês já sabem, nem todos nós vamos seguir daqui em diante. Loren, Zenaya, Nofre e Frank vocês vão ficar aqui cuidando do plano B, caso aconteça algum problema. Todos vocês estão de acordo, lembram bem o que eu disse para vocês mais cedo?

— Sim. – Todos os alertados confirmaram.

Naquele momento eu olhei diretamente para os olhos de Loren e ela nitidamente tentou desviar o olhar. Ela havia mentido para mim. Eu não sei como explicar, mas no exato instante eu senti um vazio interno como se um buraco se abrisse dentro de mim. Parecia que toda confiança houvesse se esvaído no ar.

— Então, vamos peguem suas mochilas e vamos logo que o tempo é curto. – Disse Mike colocando a mochila nas costas e adentrando a Selva.

O restante em sequencia seguia os passos do líder e um por um caminhava em direção a selva. Antes de ir eu e Loren trocamos nosso último olhar que parecia um tanto indecifrável. Sendo assim, entrei na Selva e assim que começamos a caminhar eu tentava me aproximar cada vez mais de Ralf. Conforme o tempo passava a formação cada vez mais se desfazia e a distancia entre as pessoas aumentavam, com isso, quando chegou o momento certo eu me aproximei de Ralf e sussurrei:

— Eu preciso falar com você. – O moreno inicialmente se assustou com a minha presença. – Você sabe o sobre o plano não é?!

— Do que você está falando? – O menino parecia confuso.

— O plano reserva. O por que alguns ficaram na cabana.

— Eu não sei nada sobre isso. Mike e Cory que fizeram a reunião com eles mais cedo. Eu não faço a menor ideia do que foi comentado entre eles.

— Não minta para mim. Eu sei que você sempre dá palpite nas decisões.

— Está me chamando de mentiroso? – O moreno indignado parou de andar e me olhou sério.

— Não é a primeira vez. Sua mentira fez com que tivéssemos um novo líder.

— Você está indo longe demais, então, quer dizer que tudo isso é culpa minha agora? Por favor não me venha com suas insinuações porque eu não lhe devo nada, aliás foi eu quem te salvei primeiro.

— Ei vocês dois. Por que vocês estão aí parados. – Interrompeu Tina a alguns metros de nós. – Vamos não temos todo o tempo do mundo. Se quiserem conversa coloquem essas pernas para funcionar junto. – Com isso, continuamos a caminhar em direção aos outros.

— Me desculpa, eu não devia ter te acusado e porque...

— Não precisa se desculpar, vamos andando. – Ralf tomou a frente nos passos.

— Eu só queria de fazer uma última observação. – Disse enquanto alcançava os seus passos. – Eu estou aqui para te apoiar para o que você precisar. Você e Tina formão um belo casal.

— O que?! O que você disse?!

— Nada foi só um pensamento alto. – Ironizei.

Ralf e eu, então, apertamos o passo e conseguimos alcançar os outros. Andávamos pela selva recolhendo todos os tipo de alimentos que conseguíamos encontrar e estocar em nossas mochilas. Debaixo de um sol escaldante e sob o chão de terra rachada nós atravessávamos a selva como uma incansável jornada caminhando no meio das pedras e árvores que constituíam aquele cenário. Depois de andar por horas, os pés cansados e os joelhos dormentes finalmente alguém se manifestou.

— Me perdoem, mas infelizmente eu não consigo mais andar, eu preciso descansar um pouco. – Declarou Anne com as mãos nos joelhos e a respiração ofegante.

— Não podemos parar, não temos tempo para isso. – Afirmou o líder.

— Por favor, Mike nós estamos exaustos, estamos andando a mais de oito horas sem parar para descansar ou comer alguma coisa. – Disse Tina recostando a mão em uma das árvores.

— Eu concordo com eles, nesse ritmo não vamos conseguir chegar nem na metade do caminho – Acrescentou Sarah.

— Tudo bem, a alguns metros daqui tem um rio. Nós paramos lá e nos abastecemos, por alguns minutos. Só precisam aguentar mais um pouco.

Sendo assim, novamente continuamos a caminhar e manter o mesmo ritmo para chegar depressa ao rio. E depois de alguns minutos finalmente chegamos ao córrego de águas claras. Ralf foi o primeiro a pular no rio e se banhar seguido de alguns outros. Optei inicialmente por ficar a beira da margem descansando sentado em cima das pedras. Enchi minha garrafa com água e o líquido gelado entrando pela minha garganta era como um frescor tranquilizante. Depois de mergulhar Anne veio em minha direção e sentou ao meu lado.

— Não vai mergulhar? – Perguntou ela tentando secar o cabelo.

— Eu estou bem aqui, talvez depois.

— Aproveite a água está ótima.

— Me responda uma coisa. Você acha que estamos fazendo a coisa certa? – A menina, então, olhou-me confusa sem entender muito bem pergunta. – Você acha que tudo o que estamos fazendo irá funcionar?

— Eu entendo que você não quer se sentir culpado se tudo der errado, mas saiba que você tentou da melhor forma possível. As vezes é preciso arriscar, como eu disse eu não sei o que pode acontecer, só o futuro dirá.

— Como assim?! Você vai ficar controlando agora até o que nós vamos comer? – Fomos interrompidos pelos tom alto de Ralf a alguns metros de nós.

— Você sabe que precisamos economizar alimento, então, não você não pode ser egoísta o suficiente para comer a comida que recolhemos.

— Mas eu só comi algumas frutas... Sendo assim, o que vamos comer então?

— Frutas suficiente que encheriam uma caixa e ajudaria a salvar um vida. Não vamos comer, pelo menos não até isso tudo não estar resolvido.

— Ei, parem vocês dois.- Interrompi a conversa. — Como assim não vamos comer? Como você espera que tenhamos força para completar a viagem?

— São só alguns dias, ninguém vai morrer por conta disso. Precisamos fazer alguns sacrifícios as vezes. – Exaltou-se o líder.

— Você ficou... – Antes mesmo que eu pudesse continuar fomos interrompidos por um grito estridente a alguns metros de nós.

— O que foi isso? – Perguntou Anne. O grito cessou por um período e logo em seguida continuou.

— Vamos precisamos ajudar. – Afirmei.

— Não, isso não é da nossa conta, já temos problemas demais. – Finalizou Mike. Sem ao menos questionar suas palavras eu saí dali correndo em direção ao grito.

Corria na selva pulando os galhos, raízes e folhas sem ao menos olhar para trás. De repente os gritos novamente cessaram e eu não sabia mais para onde seguir. Eu olhava em todas as direções e nada parecia estar errado. Então, esperei por mais alguns segundos e tudo parecia normal. Quando eu já estava pensando em desistir os grito novamente retornou porém dessa vez mais abafado. Corri em direção certeira e cheguei a origem do som. Um Tetradius atacava uma garota que estava jogada não chão tentando se defender.

Eu corri em direção ao confronto e joguei-me por cima da fera. O animal, então, largou a menina e se debatia comigo abraçado em suas costas. Depois de alguns solavancos eu fui arremessado para longe, dessa vez o animal saltou sobre mim e antes que ele pudesse me abocanhar eu peguei uma pedra próxima jogado no chão e choquei contra a sua cabeça. O bichano furioso então empinou como um cavalo e suas patas chocaram-se contra o meu peito sufocando-me.

Nesse momento a garota corria em direção ao animal acertando-o nas costas com um martelo. A criatura, então cerrou as garras que acertaram o meu rosto. No entanto a animal então ia agora em direção a menina que agora corria em direção oposta. Quando o animal iria atacar novamente a menina, uma lança surgiu no ar acertando o animal, em seguida uma segunda e uma terceira lança deixando o inconsciente no chão morto. Logo, Mike e os outros saíram do mato vindo nos ajudar.

— Você está bem? — Tina correu até mim ajudando-me a levantar.

— Eu estou bem, como ela está? – Perguntei. Tina olhou para trás e em seguida para mim.

— A ruiva ali parece assustada, mas está bem aparentemente.

— Você ficou maluco, está querendo morrer. Eu disse que não era para você vir aqui.

— E você queria que eu deixasse ela morrer?... Eu já estive dos dois lados da situação e eu não me arrependo de nenhuma das duas. Eu não vou deixar de ajudar porque não é da minha conta. Se eu estou aqui agora foi porque fizeram o mesmo por mim.

— Eu acho que agora nós teremos comida. – Mencionou Sarah. – A carne dele já estará apodrecida caso formos guarda-la é melhor a gente se alimentar e não desperdiçar comida.

— Tudo bem, Você e Kim recolham a carne do animal, hoje teremos carne fresca.

— Com licença eu preciso agradecer. – A menina esbarrava nas pessoas que estavam me cercando. – Desculpe interromper, mas eu gostaria de.... Will? – Naquele momento eu olhei para o rosto da garota e me surpreendi.

— Elya? – Indaguei confuso.

— Só um instante. Vocês se conhecem? – Perguntou Tina mais confusa ainda. – Ou isso é algum tipo de conexão mental de ruivos.

— Eu não acredito que... – Antes mesmo que ela pudesse terminar de falar eu levantei e a abracei.

— Como isso é possível? Você aqui...

— Quem é essa garota Will? – Perguntou Mike.

— Essa é Elya, nós já fomos amigos de colégio. Éramos conhecidos por todo colégio como o casal ruivo porque andávamos sempre juntos, mas eu ainda não consigo entender como você veio parar aqui.

— Acredito eu que assim como todos vocês, pelo CAIG. – Respondeu a ruiva.

— Mas você...

— Acabamos por aqui! – Gritou Sarah me interrompendo.

— Então vamos. Não temos tempo a perder... Will você confia nela? – Eu assenti com a cabeça. – Então ela pode vir com a gente.

— Para onde vocês estão indo? – Pergunto Elya.

— Eu te conto no caminho, vamos! – Ajeitei minha mochilas nas costa e entreguei a dela.

Retornamos a caminhar por mais algumas horas até o céu começar a escurecer. Enquanto trilhávamos o caminho, Elya e eu recordávamos algumas lembranças do colegial, eu não sabia descrever a sensação de recordar um rosto conhecido. Por um momento ela me fez esquecer tudo sobre aquele lugar e, então, eu pude viver um breve momento de paz, além disso, de alguma forma eu sentia uma vontade enorme de abraçá-la e desabafar todas a minhas frustrações. Entretanto, eu ainda não conseguia absorver toda aquela coincidência, caso ela realmente fosse legítima.

Depois de atravessarmos grande parte do continente finalmente chegamos a uma área de planície e campo onde havia poucas árvores espaçadas num grande gramado linear. O vento suava como uma brisa e o sol novamente no horizonte nos dizia adeus. Além da beleza exuberante, a natureza daquele lugar era harmoniosa como se tudo fosse esquematizado em pequenos detalhes.

— Acho que encontramos um bom lugar para passar a noite. – Comentou o líder.

— Você não acha que um campo aberto não nos deixaria vulneráveis? – Refutou Sarah.

— A noite os animais também se refugiam em esconderijos, então, eles claramente não serão uma ameaça e com a dimensão deste lugar poderemos ver alguém chegando a quilômetros de distância. Esse lugar é perfeito. – Afirmou Mike.

— Eu também concordo. Nos campos de batalha abertos por vezes parecem uma má decisão, no entanto nossas chances nele são muito maiores aqui do que na floresta cheia de árvores e pedras que poderão ser usados como recurso de estratégia.

— Mais alguma observação? – Todos permaneceram em silêncio. — ...Tudo bem, então, preparem as coisas para armar uma fogueira. Nós iremos passar a noite em vigília por aqui.

Fomos, então, atrás de galhos e folhas que rodeava aquela área aberta. E no fim, quando montamos a fogueira, nos rodeamos em volta da mesma e colocamos a carne fresca para assar. Naquele momento eu apresentei Elya formalmente ao resto do grupo. Ela, por fim, contou a sua jornada até o ponto em que a encontramos. Ela só estava em Alfalumia há quase uma semana. No entanto sua chegada foi um tanto surpreendentemente inesperada.

— Acho melhor a Loren tomar cuidado – Sussurrou Tina maliciosamente ao meu lado.

— O que?! – Reagi surpreso. – Do que você está falando. Não sou eu quem estou apaixonadinha pelo soldado ali. – Disse apontando discretamente para Ralf.

— O que?! Isso é coisa da sua cabeça. – Ela parecia um tanto quanto nervosa.

— Não precisa esconder, eu já sei de tudo. – Nesse momento as bochechas da morena coraram automaticamente e ela ficou estagnada.

— Chega de brincar, eu acho melhor a gente mudar de assunto. Você não acha?

— Eu concordo.

A noite se alastrou em meio as conversas paralelas e assuntos futuros. Depois daquele banquete finalmente alguns de nós já se preparavam para dormir enquanto eu e Elya seriamos o primeiro turno de vigia. Sendo assim, depois que finalmente todos ali foram dormir, ficamos sentados ainda em frente as pequenas labaredas que ainda restaram da fogueira tentando nos manter aquecidos e acordados. No primeiro instante ficamos em silêncio parecíamos que éramos dois loucos um olhando para o rosto do outro sem saber o que dizer. Já havia passado anos que não nos víamos e parece que o tempo nos tornou desconhecidos.

— Bom eu acho que eu já disse muito sobre mim, então... Há quanto tempo mesmo você está aqui? – Elya finalmente deixou a timidez de lado e introduziu um diálogo.

— Eu cheguei aqui há mais de um mês, porém parece que eu já estou aqui uma vida inteira.

—Eu entendo, essa última semana parece que durou a eternidade, mas eu finalmente consegui encontrar você e...

— Só um instante, você estava me procurando?Como você sabia que eu estava aqui? – Perguntei confuso. – A menina parece ter sido pega de surpresa, ela então olhou ao redor de todos que estavam dormindo.

— Steve – Sussurrou a ruiva. – Ele me disse que eu poderia encontrar você e talvez essa fosse a minha única chance de continuar viva nesse lugar.

— Steve falou com você? Como isso é possível... O que ele disse?

— Bem, pelo que eu entendi o CAIG não está mais mandando um representante mais de cada país esse número parece que está sendo renovado. Muitas pessoas já morreram e eles estão buscando renovar...

— O que eles acham que nós somos. Produtos? Mercadorias? Objetos que eles usam sem o menor consentimento?!

— Eu sei o quanto isso é horrível, mas infelizmente nós não podemos fazer nada...

— Não, nós podemos sim e vamos arranjar algum jeito de fazer isso. Eu não vou ficar preso nesse lugar para sempre, esses caras acham que tem o controle de tudo, mas eles ainda não venceram.

— Eu espero que você tenha razão... Ainda sim, por favor, não faça nenhuma besteira eu não quero ficar aqui sozinha de novo. – Seu olhar manso de alguma forma confortava a minha raiva e indignação.

Depois de um tempo eu finalmente consegui me acalmar, voltamos então a conversar sobre conversas banais de forma que o tempo se alastrou rapidamente, de modo que nosso turno havia acabado e finalmente pudemos dormir.

...

Depois de um dia e meio de caminhada exaustante finalmente chegamos a uma ponte de areia que cortava o continente. Ela separava o continente de leste a oeste e era banhada pelo grande oceano que envolvia todo o território. A temperatura ali já era extremamente mais baixa, o vento gélido invadia a espinha de forma que não conseguiamos parar de tremer. Retiramos, então, os casacos das mochilas e seguimos em frente. Há muito tempo eu não era acostumado aquela temperatura tão baixa e alguns deles ali nunca haviam sentido tanto frio assim na vida por conta de seus países de origem.

A natureza daquele lugar era completamente diferente, não se escutava mais os sons das aves o dos rios, a única coisa que conseguiámos escutar era o uivo do vento e as ondas do oceano quebrando na costa. Enquanto isso atravessávamos a ponte que parecia não ter fim. No entanto depois de quase uma hora de caminhada finalmente encontramos o fim da ponte e o mais impressionante era que do outro lado o chão era recoberto de gelo e o ar contaminado por uma névoa intensa. Excepto Anne, todos pareciam estar impressionados.

Chegamos finalmente do outro e a primeira coisa que alguns fizeram foi se abaixar e encostarem no chão congelado. Realmente era fascinante como dois lugares tão opostos poderiam estar tão próximos um do outro. Logo, em seguida, continuamos a caminhar por aquele deserto gelado, no meio do caminho mais uma surpresa, do céu começaram a cair pequenos flocos de neve e o chão começava a ficar recoberto pela mesma. Naquele momento eu me sentia mais perto de casa, principalmente das férias de inverno. Conforme atravessávamos aquele lugar a neve no chão dificultava cada vez mais o andar.

— Anne já estamos próximos? você tem certeza que sabe para onde estamos indo? – Perguntou o líder. – Estamos andando a horas.

— Bom, eu na verdade não sei chegar lá sem ajuda...

— O que?! Você não sabe para onde estamos indo? – Indagou Cory.

— Fiquem tranquilos já chegamos a uma parte da viagem.

A menina apontou para um mancha negra no meio da névoa. – O que é aquilo? – Sem mais discussões começamos a caminhar em direção aquela coisa, e conforme chegávamos mais perto aquele grande borrão tomava forma. Assim, quando perto o suficiente eu não conseguia acreditar – Impossível! Aquilo não podia ser um helicóptero.