The New Continent
29 Capítulo 28 – Madeira!
Ralf
24 Fevereiro, 2200, 09:21.
O céu era tomado de um intenso azul sem a presença se quer de nuvens vagando pela imensidão. A luz solar tão intensa, a alta temperatura e a falta de correntes de ar tornavam a caminhada ainda mais exaustiva. Já havíamos caminhado por mais de uma hora e a cada passo parecia ficar mais difícil. A sombra que as árvores produziam era um dos motivos para nos manter de pé, pois nossos corpos transpiravam incessantemente e logo estaríamos desidratados.
— Eu acho que foi uma péssima ideia ter vindo hoje. – Murmurou Zenaya.
— Poupe saliva e pare de reclamar, vai ficar mais fácil. – Retruquei.
— Ralf, não dá mais, já estamos caminhando há horas e eu estou com muita sede. – Murmurou Jihan dessa vez.
— Eu concordo com o Jihan. Eu não aguento mais andar. – Acrescentou Nofre.
— Tudo bem, eu entendo que todos vocês aqui estejam cansados, mas infelizmente temos que continuar, quando tudo isso acabar vocês vão me agradecer. Bom, temos um rio a uns cem metros daqui, quando chegarmos lá descansaremos por alguns minutos. Tudo bem?
Desprovidos de outra escolha eles aceitaram, e assim como eles eu também só queria relaxar a beira d’água por algum tempo para recarregar as forças. Seguimos em frente até chegarmos ao córrego, atravessamos as pedras até a outra margem e por fim sentamos a beira do rio. Alguns simplesmente não aguentaram, jogaram-se na água para um mergulho e se refrescar, por sua vez eu só enchi minha garrafa, molhei a faixa que carregava na cabeça e com ela molhava a testa e o resto do rosto.
Ficamos ali por cerca de quarenta minutos, esses foram o suficiente para nos alimentarmos e descansarmos para seguir com a viagem. Continuamos andando agora em um ritmo mais acelerado adentrando a selva, porém nunca perdendo a atenção em tudo o que acontece ao redor. De algum modo, parece que até os animais se recolhiam em seus lares por receio do calor, pois nem os pássaros vagavam pelo céu, era como se a natureza se calasse.
O tempo passava e quanto mais andávamos parecia que mais distante estávamos do local a percepção de espaço e tempo parecia ficar confusa com o calor fritando nossos cérebros. -Mais do que nunca eu queria chegar logo. – Atravessamos por uma série de moitas até finalmente chegarmos ao local onde eu e os outros havíamos dilacerado um Tetradius – Estávamos perto. – continuamos a caminhar quando finalmente chegamos ao sopé da montanha, dali já era possível fitar as grandes árvores de troncos robustos.
Era a hora de começar o trabalho. – Novamente nos separamos em grupos, distribuímos as ferramentas e partimos para os cortes. Alguns de nós tiveram dificuldade inicialmente, mas com a técnica e o treino o trabalho prosseguia. As árvores tombavam e o estrondo era ensurdecedor, as aves assustadas voavam para longe no instinto de fugir da natureza morta.
O trabalho foi árduo e difícil ainda mais levando em conta a longa jornada até aqui. Vimos o pôr do sol e de alguma forma ele nos fizera acelerar em progresso, pois a temperatura diminuía gradativamente nos dando maior sensação de alivio. O coletivo transcorria em uma sincronia indescritível transformando todos em máquinas de corte e empilhamento, a união em torno de um mesmo objetivo parecia nos dar forças para prosseguir.
O breu já havia tomado todo o céu, quando finalmente terminamos. O vento gelado da noite batia em nossos corpos suados nos causando arrepio. Todos estavam em repleta exaustão. Para finalizar, amontoamos as madeiras em um canto e como um consenso todos decidiram passar a noite ali mesmo. O frio noturno fez com que fizéssemos uma fogueira para nos aquecermos, porém não tínhamos comida e o nosso único entretenimento foi observar o fogo se expandir.
Depois de alguns minutos sentados em frente à fogueira descansando, Nofre e Jihan me ajudaram a recolher algumas folhas ao redor da montanha, e após alguns minutos já havíamos recolhido o suficiente para aquela noite, então, só nos restara dormir e relaxar para a longa viagem no dia seguinte. Antes de dormir nos revezamos em turnos e o meu era o último deles, com isso deitei-me sobre as folhas e relaxei até pegar no sono. Enquanto dormia acordei com um barulho de uma enorme explosão, levantei assustado e me deparei com as leves mãos de Zenaya sobre meu ombro.
— Ei ei, vai ficar tudo bem foi só um sonho. – Lentamente eu recuperava-me do pesadelo, que de alguma forma parecia tão real. – Olha só! eu já vou me deitar, qualquer coisa e só me chamar, ouviu? – Ainda sonolento eu assenti com a cabeça.
O sol já começava a nascer no horizonte, mas precisava deixá-los descansar por mais um tempo. Subi sobre os troncos e fiquei observando a floresta, a gigantesca selva, era impressionante a grandiosidade daquele lugar e estranho ao mesmo tempo, pois como aquele local conseguia transmitir uma paz e um medo. De algum modo, aquela visão me fez recordar meu pesadelo — A guerra ainda não acabou a diferença e que as bombas ainda são minas escondidas.
Passei mais algumas horas fitando a natureza até o sol reinar, contudo dessa vez ele se escondeu entre as nuvens nos proporcionando um dia nublado e vazio – Era hora de acordar. – Antes de acordá-los reuni algumas pequenas frutas de arbustos próximos e fui até eles. Eles acordaram, se alimentaram e já era hora de voltar ao trabalho.
— Ei todos vocês, eu quero que me escutem agora. Primeiramente eu gostaria de agradecer a cada um de vocês por estarem aqui e dizer que vocês são muito corajosos. Entretanto agora temos outra tarefa de levar toda essa madeira, e acredito que vai ser muito mais difícil pelo peso...
— Nós poderíamos cortar as madeiras em tábuas, seria mais fácil de carregar e assim tiraríamos a madeira inútil e consequentemente o peso ficaria mais leve. – Interrompeu Frank.
— Sim, isso é uma boa idéia...
— Sem contar as cordas, vocês vão amarrá-las em conjunto para arrastá-la, por favor, ninguém aqui vai carregar essas coisas nas costas, usar o poder de tração das cordas e muito mais fácil. – Ele ajeitava os óculos em seu rosto.
— Frank! Cale a boca e deixe-o falar. – Sussurrou Sarah.
— Mas eu só tava querendo ajudar! – Reclamou o mais novo.
— Tudo bem, eu acho que vocês já entenderam, sem discurso, acho que todos já estão motivados o suficiente, então, ao trabalho.
Retiramos cada tora uma a uma e fizemos os cortes, enquanto uns cortavam alguns já se preparavam para entrelaçá-los em corda. O trabalho assim como o do dia anterior fluía em harmonia conjunta, com isso, passamos algumas horas nesse ritmo até que todas as madeiras estivessem cortadas e amarradas.
— Não tem como carregar tudo isso até lá só com os braços. – Disse Jihan secando o suor na têmpora. — Você tem algum plano Ralf?
— Acho que teremos que arrastar...
— Arrastar? Isso nos custaria dias. – Interrompeu Sarah.
— Precisamos de um objeto de tração, algo que possa carregar as madeiras e diminuir o peso delas. – Falou Frank.
— E o que espera que façamos? Arranjaremos um animal na selva para carregar tudo?! – Ironizei.
— Com os animais que temos aqui isso não é uma opção, mas poderemos criar uma espécie de engenhoca.
— Poderia ser mais específico?
— Peguem os galhos mais fortes e mais cumpridos que encontrarem, e de preferência com certa proporcionalidade. Além disso, precisamos de cocos. – Antes mesmo que eu pudesse questionar. – Andem logo, não me questionem.
— Esse moleque é bem metidinho – Sussurrou Jihan.
— Eu vou fingir que eu não ouvi isso! – Resmungou Frank.
Rondamos mais uma vez ao redor do sopé da montanha mexendo entre os destroços dos cortes de madeira. Depois de acharmos os galhos fizemos mais alguns cortes e começamos a esquematizar como seria feita tal engenhoca. Amarramos os galhos formando uma forma retangular com as cordas e em seguida usamos os cocos como rodas. Ao final de tudo tínhamos um carrinho de mão puxado por uma série de cipós. — De certa forma aquilo ajudou muito na hora do transporte.
Colocamos as madeira entrelaçada sobre o carinho e revezávamos para puxar sendo sempre dois a dois. Partimos, então, de volta à cabana. Mesmo com toda ajuda a viagem de volta ocorria lenta pelo excesso de esforço de cada um de nós exercia. As paradas para tomar fôlego se tornaram mais constantes e de certo modo o dia transcorreu rapidamente que logo começou a escurecer.
Percorremos mais alguns quilômetros até o breu no céu ser tomado por completo. – Achei que conseguiríamos chegar até o fim do dia, porém os imprevistos atrasaram os planos. – Andamos até um algum lugar que parecesse seguro para passar a noite, quando encontramos armamos uma fogueira e em frente a ela comíamos as poucas frutas que havíamos recolhido durante o caminho.
Assim como o dia anterior nos organizamos em turnos, porém dessa vez eu quis ser o primeiro a ficar de vigia. Alguns de nós conversaram durante a noite por um tempo antes de todos irem dormir e eu ficar sozinho acordado ao redor daquelas chamas. – Olhar as labaredas de fogo subir me trouxe a agonia do incêndio na vila. – Herley, Quaila e todos os outros conhecidos da vila se foram, mas por quê? Porque as coisas tiveram de acontecer daquele jeito.
Remoer essas lembranças não me trazia tristeza, mas sim uma raiva amargurada de incapacidade. – Eu não fui capaz de cuidar do meu povo, porque eu ainda me limito a por em riscos a vida dos outros. – Entretanto, de onde eu vim ou você lidera ou morre. É como um jogo selvagem onde ser bom parece representar sinal de fraqueza, e aqui os fricotes não sobrevivem.
Tentei afastar meus pensamentos de alguma forma e pensar no futuro, ter ideias, ser útil. Tentei organizar todo meu pensamento em como conseguiria construir a barreira no mar, as ideias de alguma forma pareceram fluir e a noite se alastrou rapidamente. Terminei meu turno, acordei meu sucessor e fui me deitar, foi difícil dormir com a quantidade de informações vagando pela minha cabeça, contudo finalmente eu fui vencido pelo cansaço. Os sonhos navegavam tranquilos, antes de eu ser acordado por berros. Já havia amanhecido e Jihan me acordara me sacolejando.
— Acorda Ralf, o Nofre, ele sumiu. – O moreno parecia desesperado.
— O que?! Onde o viu pela última vez? – Falei tentando acalmá-lo.
— No meu turno na madrugada. Ele ficou responsável pelo último turno, mas alguns de nós já acordaram e ele não estava aqui.
— Onde estão os outros? – A adrenalina exalava do meu corpo logo ao acordar.
— Eles já foram procurar pelo perímetro. Venha vamos atrás dele. – Ele ergueu as mãos para que eu pudesse levantar e nesse solavanco meu pé pareceu girar contra o sentido natural. A dor era imensurável e eu não consegui conter os gritos. – Ralf o que foi? O que está acontecendo?
— Chame a Zenaya ou a Anne agora! – Exclamei em meio aos berros.
O menino correu até a mata enquanto eu cambaleei até uma árvore e fiquei sentado, após alguns minutos o vejo voltando com Anne.
— O que foi que aconteceu? – Perguntou a menina confusa.
— O meu calcanhar, ele se abriu de novo! – Sussurrava. Ela retirou as botas e meu tornozelo parecia estar torto. – O que é isso?
— É a sua fratura que ainda não cicatrizou por completo e infelizmente está pior do que eu pensava.
— O quê?! Não diga que você terá que amputar? – O suor escorria frio sobre todo meu corpo.
— Eu não tenho uma visão muito ampla ainda, mas não por enquanto, ele só torceu, mas precisamos urgente de antibióticos.
— Mas não temos remédios por aqui.
— Ai meu Deus atrás de você! – Gritou a menina, quando eu olhei para trás não havia nada, contudo a menina girou a minha perna. – Pronto! – Eu gritava de dor, parecia que ela havia sido pior que a primeira, porém a dor foi instantânea.
— Eu vou ficar bem?
— Por enquanto sim. Mas você deve mancar até que isso seja resolvido. – Ao longe eu via algumas pessoas se aproximando, quando perto o suficiente, consegui avistar Sarah, Kim, Zenaya e Nofre.
— Onde você estava? – Jihan perguntou eufórico e ao mesmo tempo aliviado.
— Ele estava em cima de uma árvore. – Interrompeu Sarah.
— Em cima de uma árvore? O que você estava fazendo lá em cima?
—Me desculpe eu não queria preocupar vocês. – Disse Nofre cabisbaixo.
— Uma pena porque você falhou – Retrucou Jihan.
— Olha só! eu estava com muita fome. Não comemos direito durante a viagem inteira, então, como já havia amanhecido eu resolvi dar uma volta para achar alguma comida de verdade. Por isso, eu subi em cima daquela droga de árvore com uns frutos enormes e deliciosos. – Ele abriu a mochila embargada de frutas. – A questão é que eu não consegui descer, mas isso não importa agora, estão servidos?
— Mas é claro que importa. Podíamos ser atacados por algum animal enquanto você resolveu fazer um lanche. – Falou o mais magro com desdém.
— A questão é que não morreram, então, pare de drama e vem logo comer. – Disse Nofre enquanto distribuía as frutas para os outros.
— Tudo bem, chega! – Exclamei. – Jihan está certo Nofre, mas não é discutindo no meio da selva que vamos chegar a um consenso, por isso, vamos comer logo e dar o fora daqui.
Todos fizeram uma breve refeição e o fruto estava completamente saboroso. Quando terminei de comer, levantei e tentei dar algumas passadas antes de partir. O pé estava dormente com uma leve dor, porém com o tempo ficava mais fácil se acostumar com a dor. Partimos mais uma vez de volta a rota e caminhamos até finalmente chegarmos ao rio.
— Como vamos fazer para atravessar esse carrinho para o outro lado? – Perguntou Zenaya.
— Esse carrinho vai ter que virar um barco. Vamos atravessar manualmente até o outro lado. – Respondi. – Eu, Kim e Sarah vamos atravessar com isso.
— Mas e a sua perna?
— Eu só vou precisar usar os braços. Atravessem vocês primeiro para outro lado para ajudar. – Sem questionamentos eles foram.
Eu, Kim e Sarah, nós organizamos para carregar, ele puxava pela frente, enquanto eu fazia suporte atrás com Sarah. Os outros atravessaram pelas pedras e esperava do outro lado. Kim entrou no rio e seguíamos carregando atrás, as pessoas do outro lado se posicionavam na margem esperando para puxar. Exercíamos uma força grandiosa para suportar o peso, já estávamos na metade do rio quando de repente, foi tão rápido que por alguns segundos eu fiquei estático em pânico.
Um enorme Tetradius saltou sobre Zenaya fazendo com que ela caísse no rio, à menina desacordada era levada pela correnteza. Em seguida a criatura pulou sobre Nofre e tentava come-lo vivo, porém Jihan pulou por cima do animal e ele parecia ficar desorientado.
— O que vamos fazer! – Berrou Sarah.
O que está acontecendo? — O animal sacolejava o corpo até que Jihan caiu de suas costas em alguns arbustos. Nofre correu em direção a uma árvore onde Frank tentava subir. O animal virou para aquele cenário e dessa vez saltou sobre Anne arranhando seus braços. – Eu não sei o que fazer! Tudo estava acontecendo rápido demais.
— Ralf! – Berrou mais uma vez a morena até que eu saísse do choque.
— Kim, vá atrás da Zenaya, Sarah ajude-os.
— Mas as madeiras todas vão cair no rio! – Exclamou a morena.
— Eu seguro as pontas por aqui, vão agora!
Kim largou os cipós e nadava na direção de Zenaya, enquanto Sarah tentava atravessar rio. O carro de madeira ficava muito mais pesado e eu tentava resistir ao peso, enquanto Anne lutava contra o animal para sobreviver.
— Frank, Nofre façam alguma coisa! – Gritei. Os dois amedrontados pareciam não ter reação. – Jogue o que vocês têm na mochila em cima dele, agora!
Depois de alguns segundos em transe eles abriram a mochila e começaram a jogar as ferramentas. A criatura recuara deixando o corpo de Anne livre, porém a garota gemia de dor no chão. Estava ficando difícil segurar e algumas madeiras começavam a cair do carro. Amarrei o cipó em que estava segurando em uma árvore e pulei no rio para salvar as madeiras. Sarah conseguiu chegar ao outro lado, retirou o serrote da mochila e correu em direção ao animal, o mesmo corria em direção a ela e quando finalmente se encontraram ela empunhou o serrote em direção a cabeça do animal, cortando ela ao meio, assim, o animal caiu morto no chão, como um pedaço de carne.
Em seguida, Sarah correu até Anne caída no chão, Nofre desceu rapidamente da árvore e foi ver Jihan nos arbustos e Frank pulou no rio para me ajudar com as madeiras. Nofre tirou Jihan dos arbustos todo arranhado e colocou perto de Anne, em seguida também pulou no rio e juntos conseguimos empurrar a madeira até o outro lado.
— Ela está bem? – Perguntei recuperando o fôlego.
— Eu estou bem, foram apenas alguns arranhões. – Respondeu Anne em uma voz abafada.
— Ela não está bem, teve cortes profundos nos braços. – Sarah retirou as mangas da blusa mostrando os cortes.
— Isso é fácil, você só precisa estancar o sangue, arrumem umas faixas... – Retirei a faixa em minha cabeça, fiz alguns cortes e entrelaçamos pelo braço da loira. – Pronto eu vou ficar bem.
— E você Jihan? Como está se sentindo?
— Foram apenas alguns arranhões leves, mas eu vou ficar bem.
— Onde está a Zenaya e o Kim? Eles ainda não voltaram. Vamos esperar por eles?
— Não, não podemos esperar e ficar sujeito a outro ataque. Vamos embora daqui depressa. Eles vão ficar bem, não sofreram fraturas graves.
Antes de ir, repartimos a carne do animal e armazenamos nas mochilas. Nofre, Frank e eu carregávamos a madeira enquanto, Sarah auxiliava Anne e Jihan caminhava na frente abrindo o caminho. Durante o percurso fizemos uma parada para descansarmos e mais uma vez meus pensamentos eram atordoados de sensações assustadoras. – O ataque! Não estávamos preparados, além disso, eu não consegui ajudar em nada, por pouco talvez fosse o nosso fim. – Novamente tentei me concentrar em outras coisas até a volta da caminhada, todavia dessa vez todos estavam atentos a qualquer imprevisto.
Percorremos mais alguns quilômetros até finalmente chegarmos à praia. O sol se punha no horizonte e o dia, assim, como a jornada chegara ao fim. Carregamos a madeira até a cabana e, por fim entramos, no mesmo momento fui inundado por uma sensação de aconchego, havíamos chegado novamente ao lar.
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