The New Continent
10 Capítulo 9 - Novo Lar.
Notas iniciais
Will
05 fevereiro, 2200, 22:14.
Num enrijecer de raízes ao solo, fixadas a terra firme. Pela primeira vez encontrei-me em uma situação de extrema estabilização. A harmonia da balança nos trouxera paz nem que ao menos ela fosse passageira, fitei a volta na imensidão dos olhos dos meus companheiros e éramos como defuntos, corpos exaustos de mentes vazias, procurando apenas um leito para se deitar para sempre.
A escuridão do céu mesclava na aurora do teto do mundo, acompanhando as batidas frenéticas ritmas do mar que eram mais agitadas, formando grandes e largas ondas que se quebravam com graça, fazendo a maresia se misturar a brisa forte que nos gerou arrepio repentino.
— Então, acho melhor irmos para dentro. O jantar já está quase pronto, vocês podem acomodar as suas coisas... — Disse Berry enquanto nos encaminhava em direção à entrada da cabana. — Tina vai lhes mostrar onde poderão ficar.
Continuamos a caminhar até a chegarmos ao primeiro cômodo da entrada da enorme tenda, ele era relativamente pequeno e não havia nada, exceto um pequeno buraco no teto de madeira que pendia uma escada feita de cordas grossas e bambo, neste saguão também houvera mais duas entradas para dois outros cômodos de lados opostos, enquanto fazíamos o reconhecimento do local, uma garota baixa de pele morena com olhos mel e cabelos médios castanhos que se fundiam em degrade ao dourado de sua raiz. Ela entra no cômodo ajeitando a roupa e limpando as mãos no avental improvisado.
— Gente, o jantar já está pronto, por favor, Berry não peça para que eu faça isso novamente. — Disse a garota enquanto mexia numa mecha de seu cabelo ondulado. — já posso servir?
— Pessoal esta é Tina, uma de nossas anfitriãs, ela nos preparou o jantar. Eee Tina, por favor, você poderia acomodar nossos convidados? — Falou Berry em um tom tranquilo e tímido.
— Ah, tudo bem sem problemas — A morena nos cumprimentou com um aperto de mão amigável e um sorriso no rosto, depois nos levou até o outro cômodo oposto a sua entrada. — Sigam-me.
Acompanhamos Tina até o novo espaço, onde nos deparamos com um lugar cheio de redes que pendia nas paredes, feitas de pele de animais selvagens, semelhantes ao do ataque de alguns dias atrás, remendado de maneira eficiente e uma serie de prateleiras feitas de madeira.
— Então, hoje vocês podem dormir aqui, eu sei que não é um hotel cinco estrelas, mas não temos muito o que reclamar com a quantidade de recurso que temos. -Comentou Tina cabisbaixa com um olhar frustrado. — Vocês podem posicionar suas bolsas e mochilas nas prateleiras e escolher uma rede para se deitar, é pouco confortável, mas acredito ser melhor do que o chão.
— Não precisa se incomodar conosco, passamos por coisas muito piores, isto aqui na verdade é um luxo e também é o melhor que já tivemos até agora. — Disse Sorrindo, tentando confortá-la enquanto Loren concordava.
— Eu imagino que não deve ter sido nada fácil, eu mesma passei por diversas situações complicadas que quase me fizeram desistir de vez até que Cory me encontrou quase morta tentando suicídio, ele me convenceu de que nunca morreria em paz se fizesse aquilo, e que não valia a pena morrer sem um propósito. Desde então só o fato de poder acordar todos os dias debaixo de um teto em segurança já é um milagre. – Disse Tina, convicta e orgulhosa de suas palavras. – Eu não tive a mesma sorte de vocês de encontrar um amor para sobreviver aqui, mas a questão é que soube me virar bem sozinha.
— O que? Não é nada disso, não somos namorados – Expressou Loren com as bochechas queimando, ficando vermelha.
— Não? Mil desculpas, mas vocês pareciam ... esquece é porque temos um quarto das meninas lá em cima, acho que irá se sentir mais confortável. – Disse Tina tentando apaziguar a situação.
— Não precisa, estou bem aqui em baixo, mas mesmo assim obrigada – Disse Loren ainda constrangida.
— Então Cory achou todos vocês e trouxeram para cá? – Perguntei curioso e mudando o assunto.
— Na verdade a historia não foi bem está, eu não sei como, mas Cory por algum motivo desde que veio para este lugar, tinha uma certeza inabalável e um objetivo de que sua irmã estaria aqui perambulando por ai e ele precisava encontra-la de alguma forma. Foi isso que ele fez desde então, ele me encontrou primeiro, e a partir disso meu objetivo foi ajuda-lo como pagamento de uma dívida, passamos meses até encontra-la na costa sul da área litorânea ela também estava acompanhada de Pietra e Oliver, eles também sofreram bastante para sobreviver, logo depois decidimos peregrinar a procura de um lugar seguro e aqui estamos nós, achamos esta pequena praia e construímos esta cabana, porém durante esse processo perdemos o Oliver numa busca de suprimentos e desde então o grupo nunca mais foi o mesmo. Cory então decidiu ir atrás de mais refugiados e traze-los para cá e proteger todos dos maus deste lugar. – Tina se tornava pequena diante do fato, e parecia que quanto mais ia afundo, a dor aumentava, mas esta era uma oportunidade inédita que não poderia desperdiçar.
— Mas o que houve especificamente com Oliver? E afinal, há quanto tempo vocês já vieram para cá? – Perguntou Loren de maneira indiscreta antes mesmo de eu pensar alguma coisa.
— Já são uns quatro meses desde que sai de casa e aparecia misteriosamente neste continente doentio. Agora sobre o Oliver eu dispenso palavras, acho melhor não mexer em algumas feridas, acho que já sabem coisas o suficiente por hoje, não quero ser indelicada, mas acho que me compreendem não é verdade? – A mudança de expressão no semblante de Tina era notável. – Vão querer jantar?
Ambos concordamos com a cabeça e nem sequer ousamos perguntar mais nada.
— Tudo bem, ajeite suas coisas que eu vou por a comida, a cozinha é logo à frente, o pessoal já deve estar nos esperando.
Ela saiu do quarto e eu e Loren começamos a por todas as nossas bagagens nas prateleiras, organizando da melhor maneira possível. Não trocamos uma palavra até arrumarmos as coisas e nos direcionarmos para a cozinha. Lá encontramos uma larga mesa de madeira com alguns bancos soltos envolto da mesa, algumas prateleiras no canto e até mesmo um pequeno armário e outra porta e uma abertura na parede, semelhante a uma janela de onde continha alguns panos como cortinas, todos já estavam sentados à mesa até mesmo uma nova garota que supostamente era Pietra, ela também era morena com olhos da cor das mesmas e cabelos castanhos escuros cacheados, preso em um coque, sua expressão era série e indecifrável, ela sussurrava algumas palavras para Tina em outra língua, todavia não conseguia compreender.
Havia enormes cocos na mesa posicionados a frente de cada integrante e neles havia um conteúdo semelhante a um caldo, o coco servia de tigela e ao lado de cada coco havia uma colher de pau. Eu e Loren nos posicionamos um do lado do outro e ao lado de Tina. Antes de qualquer palavra, todos fecharam os olhos e Cory começou com uma prece, seguimos as mesmas ações do resto e ao final todos começaram a comer.
— Vocês gostam de caldo de peixe? – Tina sussurrou.
Acenti com a cabeça e começamos a comer, uma refeição longa e silenciosa, o caldo estava morno e a comida muito saborosa, não comia algo parecido há dias, aquilo era um maná dos céus. Após a refeição Cory começou a contar sua jornada desde que saiu pela ultima vez, desprezando os detalhes, depois eles pediram para que eu e Loren fizéssemos uma apresentação breve de nossas vidas e assim que acabamos as “tigelas” foram recolhidas e levada a porta que parecia dar para os fundos.
Ofereci ajuda para qualquer tarefa e ela foi negada, disseram que éramos hóspedes hoje e que nossas tarefas só começariam amanha, sugeriram-nos que fossemos descansar quanto antes, voltei ao quarto e Loren já estava deitada, deitei uma rede a duas da onde ela estava e tentei dormir, a alguns minutos antes Cory passou no quarto para saber se estamos bem, respondemos positivamente e ele foi embora, como de costume não conseguia parar de pensar em tudo o que estava acontecendo, meu cérebro capitava as informações pouco a pouco e ia montara um linha de raciocínio, agoniado, levantei da rede e fui para o lado de fora da cabana, a beira do mar, sentei e fiquei absorvendo cada perímetro de informação do local.
O embalo das ondas e do vento me trouxera gradativamente o sono, porém um som irritante do meu relógio não hesitava em parar de apitar, era uma vídeo chamada de Steve, isso me fez despertar rapidamente ansiando por respostas, olhei a redor vazio e começamos a conversar.
— Quanto tempo Steve, estava com saudade? – Disse sarcástico.
— Não tenho tempo para brincadeira garoto, hoje serei o mais breve possível. — Disse o sério de maneira comovente – Will, você viu a minha mensagem?
— Vi sim Steve, pode deixar que eu irei ficar atento.
— Tudo bem, mas eai você descobriu alguma coisa nova sobre este lugar? Sobre essas pessoas? – Indagou Steve apressado.
— Bom só pelo fato de que fui atacado por um animal exótico, nada, e ainda não consegui arrancar nada de ninguém por aqui, pelo menos nada que você precise saber.
— Will, por favor, não me esconda nada, você não sabe quem são essas pessoas – Disse Steve com ênfase nas palavras.
— Não vou te esconder nada, fique tranquilo, além do mais, foi você que disse que precisava fazer aliança, eu vou ter que arriscar.
— Tudo bem, eu me preocupo com você, seu sucesso e meu sucesso lembre-se disto.- Falou de forma fraternal.
— Eu já entendi tudo Steve, mas acho que você poderia me enriquecer de novas informações, como por exemplo, como as pessoas podem se encontrar num lugar tão imenso que pode ser chamado de continente? Como as pessoas de outros países vão poder nos entender? – perguntei.
— Bom isto eu posso te responder sem problemas, o continente tem este nome por ser maior ainda do que o nosso menor continente no caso Oceania, onde se encontra o seu país, entretanto oitenta e sete por cento dele está submerso pela água e isso faz com que ele seja quase do tamanho de um estado qualquer de um país, e em relação as pessoas, todos os países que não falam a língua mãe o participante do pais selecionado tende a aprender a língua para ser aceito o que não foi necessário no seu caso.
— Isso responde bastante, mas você não tem mais nada para me dizer além disso?
— Nada que precise saber por enquanto, confie em mim, não vou poder continuar, até mais. — Ele finalizou a chamada antes mesmo que eu pudesse dizer algo.
Fiquei parado alguns instantes antes de voltar novamente ao quarto e cair em um sono pesado. A madruga se arrastou rápido e nos proporcionou um dia de sol radiante e calor intenso, acordei com o suor permeando todo o corpo e com alguns murmúrios de pessoas acordadas pela casa, olhei ao lado e Loren não estava mais na rede, pressenti que já estava mais do que na hora de levantar e começar o dia.
Fui direto em direção a cozinha, passando pelo saguão com curiosidade em detrimento da escada, Berry estava sentada a mesa cortando alguns legumes aparentemente frescos retirados da caixa, da abertura da janela pude ver Loren e Tina a beira d'água com enormes lanças apontadas para o mar, deduzi que aquilo seria uma caça. Tentei procurar pelos outros, todavia não encontrei ninguém.
— O dia está lindo lá fora, não é mesmo — A voz suave de Berry me despertou do transe.
— Ah, sim, claro, está muito bonito mesmo — Respondi sem jeito — Eu posso ajudar em alguma coisa?
— Se acalme você acabou de acordar, no momento eu não estou precisando de nenhuma ajuda aqui, mas você pode perguntar aos outros, mas antes vá lavar o rosto e aproveitar um pouco de sol, quem sabe um banho talvez, qualquer coisa temos um banheiro do lado de fora. — Disse a gentilmente.
— Muito obrigado, eu vou sim, mas afinal, onde está o Cory?
— Ele está lá em cima na escolta, esta vigiando o local, na verdade é isso o que ele mais faz quando está em casa. — Disse a menina com uma lagrima escorrendo nas bochechas pálidas.
Ela me especifico todas as coordenadas de passagem e então sai da cozinha sem dizer mais nada e fui até a saída da casa, o calor estará de deixar marcas eternas, vinda de uma massa de ar quente. Andei lentamente até a beira do mar, observando Tina e Loren em seu trabalho de pesca e ao ver meu reflexo nas águas cristalinas, o cenário amedrontador do homem morto no mar voltou a me assombrar, isso fez com que recuasse alguns passos para trás, na tentativa de espantar o pensamento para longe.
Aos poucos retornei as águas e com um curto mergulho centrado na parte rasa, pude sentir minha alma limpa e o suor se esvair do meu corpo, uma sensação indescritível que eu considero boa. Voltei a areia para me secar, com toda a temperatura isso não iria levar muito tempo, enquanto esperava pude aproveitar a paisagem daquilo lugar semelhante ao paraíso.
Quando toda água evaporou, resolvi ir atrás de Cory. Entrei na cabana, subi a escada que dava para mais outras quatro entradas fechadas por folhas de árvores que não permitia que pudesse avistar o outro lado, exceto uma entrada maior que as outras que dava para uma varanda ao ar livre. Segui pela entrada exposta e logo pude vê-lo a alguns metros da varanda, numa área reservada com algo parecido com um telescópio.
— Vi que já deu seu primeiro mergulho. — Disse Cory sem ao menos se distrair de sua função. — Já que tomou seu primeiro banho, por quê não trocar de roupa. Suas roupas estão um trapo.
— Concordo, mas antes eu gostaria de perguntar se você não está precisando de ajuda. Eu perguntei isto a Berry e ela disse para eu cuidar disto com você.
— Não, está tudo sob controle por aqui também e espero que fique assim até o fim do dia.
— Certo, então pelo menos eu posso te acompanhar? Eu juro que não vou incomodar — Sugeri.
— Claro, senta aí — Ele me apontou um banco ao seu lado. — Alias, Pietra acordou cedo hoje e foi para a mata caçar, normalmente ela volta na hora do almoço para comer e continua até o anoitecer, quem sabe você não possa ajuda-la seguindo o exemplo de Loren.
— Ótimo, adorei a ideia, porém acho que ela não pareceu gostar da minha companhia.
— Pietra e receosa e tem um jeito meio durona, não confia muito em estranhos e demora até se adaptar, acredito que não tenha sido nada fácil tudo que ela teve de passar, mas ela é uma boa pessoa. — Finalizou sorrindo
— E você, o que pretende fazer até o final do dia, além de ficar sentado olhando nesta coisa.
— Descansar.
— Descansar? — Indaguei.
— Não tire conclusões precipitadas, eu estou apenas repousando para amanha ir a busca de mais integrantes para o grupo.
—Vai sair de novo, você mal parou para respirar estando em paz e já quer enfrentar aquele horror novamente? — Perguntei temeroso e incrédulo.
— O tempo corre depressa e cada segundo alguém em algum canto pode está em apuros precisando de nós.
— Pare por aí, não pode querer se sobrecarregar de coisas que de algum modo não lhes diz respeito, bancar uma de super-herói não é nada seguro, nossas vidas estão em jogo.
— Will, por favor, não seja covarde, está na hora de matar esse medo que te corrói, lute pelo menos por algo que venha a valer a pena.
— Eu posso ser um pouco ingênuo já que sou um novato por aqui, mas esta ideia me parece suicídio, Tina nos contou sobre a busca de Berry e agora ela está aqui e acho que ela não deve ficar muito satisfeita com essa atitude.
— Cale a boca e não fale besteira, você não sabe o que eu passei para encontra-la e acho que você ainda não entendeu o que fazemos por aqui. Encontrei vocês não é mesmo, não se preocupe comigo. Disse Cory alterando a voz.
— Eu entendi muito bem e faço parte disto agora, nada mais justo do que eu ir com você, está decidido e não vou voltar atrás.
— Criou coragem? Não gosto muito da ideia, mas acho que não terá problema, tem certeza que não prefere ficar aqui e protege-las?
— Absoluta. — Ele apenas concordou com a cabeça.
Continuamos a conversar até a hora do almoço, desta vez mudando diretamente o foco da conversa, sendo assim nos descontraindo com piadas e historias cotidianas. Descemos e antes de irmos até a cozinha, passei pelo quarto e troquei minhas roupas velhas por uma blusa branca, uma bermuda mostarda, um colete azul escuro e um par de botas de couro bege.
As garotas já estavam sentadas à mesa nos esperando, posicionamos exatamente nos mesmos lugares da noite passada e após a prece começamos a comer o peixe grelhado ao fogo e a salada de vegetais. Ao término do banquete, Cory toma atenção para si e anuncia minha jornada junto a ele do dia seguinte, todas elas tiveram espanto e demostraram-se desfavorável quanto a isso. Depois de um discurso e um longo debate, o esperado se cumpriu e iriamos partir logo ao amanhecer.
O dia passou depressa sem deixar rastros, deixei a caça com Pietra para outra oportunidade. Precisava me preparar tanto psicologicamente quanto fisicamente, durante o dia dei umas corridas pela praia, seguido de exercícios físicos, dando certas paradas para apreciar a paisagem e refletir um pouco sozinho com meu próprio eu.
Depois do jantar Cory e eu fomos até a escolta e lá repassamos todo o plano, rotas, estratégias. Antes de dormir sentei ao lado da rede donde Loren se encontrava deitada mexendo em seu relógio.
— Oi, está tudo bem com você? -Iniciei o assunto meio sem jeito.
— Está sim, obrigada por perguntar.
— Eu sei que eu prometi que as coisas seriam diferentes a partir de agora, mas ...
— Não precisa continuar eu já entendi. Compreendo sua atitude e vejo que não havia outra saída. Afinal você não pode se prender aqui por causa de uma garota que mal conhece.
— Eu sinto muito eu juro que não queria que as coisas acontecessem dessa forma, mas infelizmente mais uma vez estou de mãos atadas. E saiba que eu faria o mesmo por você.
— Você não está indo para sempre, seja otimista e siga em frente, logo estarão de volta. — Finalizou pondo a mão em meus ombros e sorrindo.
Abraçamo-nos, um longo e forte abraço que não deixasse vestígios da saudade. Passamos mais um tempo juntos falando de nosso intimo e nos conhecendo melhor, quanto mais nos permitíamos avançar no conhecimento um do outro, maior era a vontade de deixar a busca de lado e continuar as coisas do jeito que estão. Um sentimento novo de carinho foi sendo alimentado pelo coração, e a partir disto criou-se em mim uma determinação em protegê-la para sempre. Descobri que a jovem era francesa e isto confirmaram ainda mais a teoria de Steve.
Pela primeira vez o sono veio-me com facilidade, embalando os meus sonhos. Sonhei com a vida lá fora e de alguma forma ainda anseio voltar. Acordei antes mesmo do amanhecer por conta da ansiedade, arrumei a mochila com as ferramentas mais necessárias deixando espaço para suprimentos e outras mais. Com o nascer do sol no horizonte Cory acordou e pelo visto já havia deixado suas coisas prontas, não quis esperar ninguém acordar para dar a noticia.
Antes de ir, nos alimentamos de algumas frutas suculentas e tomamos goles de água fresca, enchemos as garrafas, recolhemos alguns alimentos e mais uma vez Cory perguntou se estaria certo de tudo aquilo, não voltei atrás e assim começou uma nova jornada, juntos partimos em busca de um novo alguém.
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