The New Continent

22 Capítulo 21 – Emboscada.


Notas iniciais
Olá pessoas, quanto tempo. Eu sei que estou bem sumido, mas sem lamentações. Está aí mais um capítulo, espero ter valido a pena a espera, mas antes de qualquer coisa, gostaria de desejar um feliz natal e feliz ano novo a todos vocês. Então, boa leitura.

18 Fevereiro, 2200. 18:03

Estávamos rodeados por lanças afiadas. Éramos alvos em todas as direções. Um mal súbito seguido de um desespero correu por toda a espinha, como se fossemos presas prestes a ser devoradas. Todos se reuniram em circulo uns de costas para os outros, para evitar os pontos cegos, no entanto não podíamos fazer nada a não ser clamar por misericórdia.

Uma das pessoas de lenços rodeava-nos fitando um por um como se estivesse nos analisando. Depois de perpassar a todos, ela finalmente retira o lenço demonstrando não ser ela, mas sim ele. Era um garoto de pele alva, cabelos castanhos e olhos esverdeados, não sei bem o porquê, mas ele de alguma forma me parecia familiar, até que minha linha de raciocínio foi interrompida por um berro estridente de Loren que surpreendeu a todos.

– Ai meu Deus! Não estou acreditando. – As palavras da loira soavam alto quanto um grito animador. – Mike Lupper?! É você mesmo? – O menino riu sarcástico, ignorando tal reação e prosseguiu.

– O conhece? – Indagou Ralf confuso.

– Mais é claro, durante a época do colegial eu e todas as minhas amigas tínhamos CDs, revistas, pôsteres dele. Não acredito que é você mesmo.

– Sim, sou eu mesmo. – Ele estendeu a mão até Loren pegando o na sua e beijou-a. – Qual a sua graça?

– Ei, não toca nela! – Exclamei furioso.

– Seu namorado? – Perguntou o rapaz instigante a Loren.

– Não somos só amigos... Na verdade, saiba que está sendo um prazer enorme te conhecer. Afinal o que está fazendo aqui?

– Creio eu que pelos mesmos motivos que todos vocês não é mesmo. – Toda aquela troca de sorrisos já me trouxera repulsa. — Foi um prazer em conhecê-la também, mas creio eu que não veio aqui para me conhecer não é mesmo?! Sendo assim, a história muda de foco, seu amigo Ralf é um traidor. Pensou que conseguiria nos enganar e sair ileso dessa situação.

– Ei espere aí, vocês precisam me escutar. – Solicitou Ralf.

– Para que? Você mentir de novo? Fomos muito leais em lhe oferecer abrigo e cuidados, e você nos retribui mentindo sobre a caixa. Achou mesmo que ficaria com ela só para você que poderia roubá-la só para você.

– Por favor, nos escute – Pediu Loren. – Tenho certeza de que ele não fez isso por mal. Ele fez isso só para ajudar-nos a sobreviver, estamos com falta de alimento.

– Também somos sobreviventes, sendo assim o que faz o grupo de vocês ser tão especial para merecerem mais do que nós a caixa? Ajudamos seu amigo e lhe bastava sinceridade, ele fugiu e acho que levaria a caixa junto, porém agora ela já tem dono.

– Eu te peço, por favor, nos escute. – Falei tentando apaziguar as coisas. – Primeiro de tudo, no caso dele, creio eu que nenhum de vocês fariam diferente, concordam? Alem do mais, podemos resolver isso de outra forma, por favor, abaixe as lanças e vamos conversar.

– Está me achando com cara de tolo? Ralf já tomou a decisão de nos trair, mesmo sendo nós quem os ajudamos enquanto ele estava prestes a morrer.

– A morrer? – Indaguei.

– Sim, desde a queda do penhasco passando pela corrida até alcançar a caixa, eu me deparei com um Tetradius. Já não tinha mais forças para lutar ou fugir, foi então, que notei a presença deles e pedi ajuda, assim, eles me socorreram. Por isso, quis dar a oportunidade ha eles. – Confessou o moreno cabisbaixo.

– Que bela história, até que enfim um pouco de sinceridade com aqueles que te ajudaram.

– Tenho certeza que faria a mesma coisa pelos seus. – Exaltou-se o garoto. – Mas a questão não é essa, pois viemos sim atrás da caixa, no entanto, através de um consenso, queremos que façam parte do nosso grupo.

– Ah, você só pode estar brincando! Nos juntar a vocês? A um bando de imbecis. Sério mesmo que esse foi o melhor plano que vocês encontraram para sair dessa? – A raiva tomava conta de todo o corpo fazendo o sangue esquentar.

– Olha só cara, não viemos aqui para escutar insultos e ser tratado como um bando de animais. Quem você acha que é? – As palavras escorreram por impulso. – Viemos aqui em paz. Então pare de agir como uma criança e nos de a oportunidade de nos defender. Foi Ralf que achou a caixa primeiro, e ele tem todo o direito de distribuir com quem ele quiser.

– Criança? A atitude infantil veio de um dos seus. Faça o favor de esquecer esses seus conceitos moralistas bestas, pois estamos na selva e na natureza sobrevivem os mais fortes. – Exaltou-se. – Não estou vendo lanças apontadas para mim, sendo assim, nós estamos na vantagem e as escolhas aqui são nossas.

– Por favor, me escute eu apenas te peço um minuto. – Dessa vez Cory entrou em cena surpreendendo a todos.

– Tudo bem, prossiga. – Respondeu o descrente.

– Primeiramente, vejam bem o que está acontecendo aqui. Prestem bem a atenção, não somos inimigos e nem ao menos nos conhecemos. Estamos nos tornando verdadeiros animais. Afinal, o que você ganharia matando todos nós? Isso aqui não é um jogo. Somos todos diferente uns dos outros, mas ainda sim eu acredito que temos um interesse em comum e este é sair daqui. Por isso, eu convido você e seu grupo a se reunir conosco. Apenas juntos completaremos nosso objetivo. Temos abrigo e lugar para todos vocês, com isso mais uma vez eu peço mais uma chance.

– Sair daqui? Como espera escapar desse inferno? Sinto verdade em suas palavras, mas não vou arriscar minha vida por algo que possa ser somente uma ilusão.

– Com certeza existe uma brecha e nós temos que descobrir. Não quero terminar meus últimos dias tentando sobreviver por nada. A vida aqui é sem sentido, o que espera alcançar aqui dentro? – O garoto caminhava de um lado para o outro, confuso para responder.

– E qual é a prova de que poço confiar em vocês?

– A confiança se formata em um processo que teremos que arriscar. Mesmo assim, eu estou disposto a tentar.

Um silêncio pairou no ar e Mike reuniu-se com os seus um por um para uma provável decisão. Esse momento foi marcado de angustia e tensão sobre qual seria sua escolha. Enquanto isso, tentei respirar afundo e amenizar a adrenalina fustigante dentro de mim e, assim, de alguma forma me concentrar em um possivel plano B caso tudo viesse a dar errado. Depois de uma sequencia de dialogos misterioso ele finalmente se vira para nós como uma conclusão.

– Sarah! – Exclamou Mike.

Tudo aquilo pareceu muito estranho até que uma das pessoas retirou o lenço do rosto, assim, revelando uma garota negra de olhos castanhos, com um penteado de “dread” e percingis no nariz. Ela nos olhava séria sem esboçar nenhuma expressão.

– Kim!

Em seguida o próximo retirou a faixa revelando ser um garoto alto de origem asiática, olhos puxados e negros, cabelos pretos e rentes, corpo malhado e assim como a garota, sua expressão era indecifrável.

– Uriel!

Novamente, o próximo retirou o lenço mostrando ser um garoto alto, de pele alva, porém repleto de tatuagens, seu cabelo era raspado nos cantos envolto das orelhas que continham pequenos alargadores, seu corpo e sua feição o fazia parecer o mais velho de todos ali.

– Frank!

O último surpreendeu a todos por apresentar uma face extremamente jovial, disfarçada pelos seus óculos enormes. Ele possui cabelos castanhos arrepiados, olhos claros dos quais não conseguira identificar a cor pelo contraste com o óculos. Era claramente o mais novo e mais baixo de todos eles.

– Pronto, depois de um breve debate temos uma decisão, e aqui estamos uns de cara para os outros para realizar um acordo, vocês concordam antes de tudo? ou hão de fazer alguma objeção?

– Não prossiga. – Disse Cory sério.

– Tudo bem... chegamos a uma conclusão e essa possuem duas escolhas. Sendo, então, uma delas deixar vocês irem embora e a caixa ficar conosco, e assim evitamos quaisquer tipo de conflito ou... – Um suspense dominou o local. – Iremos com vocês com uma condição. Vocês querem mesmo sair daqui não é mesmo?! E disseram que temos um local para ficar, com isso distribuímos a caixa, começaremos a trabalhar em equipe e juntos vamos tentar sair daqui, porém todos vocês estarão sobre o meu comando. – A surpresa tornou-se uma facada latente em minha dignidade, afinal quem ele acha que é. – Então, o que vai ser?

– Aceitamos a segunda opção. – Afirmou Cory.

– O que?! Cory ficou louco, eles vão se tornar donos de toda a nossa cabana e de tudo que você construiu para chegar até aqui, não pode fazer isso.

– Quem é você para dizer o que eu posso ou não, pelo que sei, ainda sou o líder por aqui. – Suas palavras se tornaram pesadas e duras diante daquela ação inesperada. — Afinal aquele território não é nosso, sendo assim, do que adianta preservar um lugar que teremos chances de abandonar. Nosso lugar não é aqui Will, está na hora de voltar para casa e só assim teremos enfim uma chance de viver.

– Cory não sabemos se teremos uma chance, e nem ao menos se estaremos vivos até lá. Por favor, não faça isso, eu sei que para você ainda é complicado a morte da Berry, mas...

– Acha mesmo que eu estou fazendo isso para fugir de tudo isso, para tentar esquecer a morte dela. A morte dela ainda não me deixou louco Will, minhas decisões não são insanas e esse era o plano desde o inicio, por isso nós aceitamos.

– Ele só pode ter surtado, olha só cara, eu não vou virar um escravo por sua causa. – Relutou Ralf.

– Tudo bem, sua vida não está mais sobre minha responsabilidade, eles podem fazer o que quiserem com você. – Disse Cory de maneira fria e seca. – Além do mais, você quer mesmo apodrecer nesse inferno? Quer mesmo partilhar dos mesmo interesse que o Herly e ficar aqui? Não irei obrigar a ninguém a seguir minhas ordens, mas minhas palavras serão as mesma para aqueles que quiserem cair fora. – O moreno respirou fundo e eu vi em seus olhos como aquelas palavras o afetaram.

– Cory, não. – Insisti.

– A decisão já está tomada Will, agora antes de tudo, quem vem comigo? – Parece que tudo se tronou mudo e os pensamentos das pessoas se materializavam em suas expressões.

– Eu vou. – Ralf levantou a mão e seguiu para o lado de Cory.

– Mais alguém? – Um por um levantaram a mão até todos estarem de acordo, mas por simplesmente aceitarem e não concordarem. Fui o último a levantar a mão e segui junto a eles.

– Tudo bem, tudo bem, agora todos somos uma equipe. – Desdenhou Mike. – Agora que me elegeram líder, lá vão começar as tarefas. Primeiramente, vamos distribuir as funções. Cory e Uriel irá comigo na frente guiando o grupo. As garotas irão no meio acompanhadas do Frank, e os garotos irão atrás levando a caixa e acompanhados pelo Kim e a Sarah.

– O que?! Já que vocês se sentem tão donos da caixa assim, poque vocês não carregam-na?

– Somos um grupo agora, e tudo isso faz parte do trabalho em equipe.

– Por favor, Will, não piore as coisas.

– Está do lado deles agora Cory?

– Não existe lado, somos um grupo agora. Se quiser você pode vir aqui na frente e eu vou levando a caixa por você.

– Eu prefiro um fardo em minhas costas, do que me submeter a isso.

– Quanto mais tempo ficarem conversando, mais tarde chegaram.

– Já estamos prontos! Onde está a caixa? – Todo espirito familiar do grupo parecia ter se esvaído e minhas próprias palavras se tornavam um bolo nojento referindo-se a eles.

– A caixa está logo ali depois daquelas árvores. – Disse o novo líder apontando para elas. – Vamos.

Fomos até a caixa. Retiramos-na de alguns escombros e amarramos algumas cordas envolta dela para poder puxarmos. Depois de montar toda engenhoca partimos em direção a cabana. – Acredito que ninguém mais do que eu queria que aquele dia simplesmente acabasse.

Começamos a andar em formação Uriel na frente carregando uma lança e desbravando o local para conseguirmos levar a caixa; Logo atrás estavam Cory e Mike recapitulavam as coordenadas do caminho; Em seguida Frank e as Garotas, por fim eu, Ralf, Jihan, Nofre levando a caixa e logo após Kim e Sarah que nos vigiavam para não fugirmos. A viagem parecia não ter fim, os membros latejavam de dor, o suor pingava por todo o corpo e a cabeça parecia explodir de tanta exaustão.

Depois de um tempo exigimos uma pausa para descansar e comer alguma coisa. Fizemos um ligeiro banquete — não lembrava nem de quando havia me alimentado tão bem. A noite nos sucumbia com seu alento e precisávamos arma uma fogueira e tochas. Depois de todos terem comido, resolvemos, então, acampar por ali mesmo. O grupo deles eram peregrinos a bastante tempo e disseram que ali era um ótimo lugar para passarmos a noite. Iriamos fazer um revezamento de vigias noturno, mas pelo menos estaríamos bem mais dispostos para carregar a caixa ao amanhecer.

Reunimos algumas folhas para montar uma espécie de cama e armamos as tochas e a fogueira, assim, ficamos ali em volta dela observando suas labaredas até pegar no sono. Alguns burburinhos era encontrado em volta de pequenas vozes conversando e até mesmo rindo.

– Loren, que homem é esse, meu Deus, onde ele esteve esse tempo todo. Acho que eu encontrei o amor da minha vida. – Disse Tina sarcasticamente enquanto fazia gesto de se abanar. – Olha aquela carinha de anjo que fofo. Eu posso ser comandada por ele o quanto ele quiser.

– Ei, eu conheço ele primeiro, saí pra lá.

– Deixa de ser egoísta Loren, você já tem o Will.

– Primeiro de tudo, eu não tenho nada com Will.

– Mas deveria. – Satirizou.

– Ei vocês duas, dá para irem dormir, por favor. Temos um longo dia amanhã.– Decidi intervir.

– Isso é ciumes Will?

– Claro que não, como disse a Loren não temos nada. Aceite isso.

– Está bem, está bem não está mais aqui quem falou. Já que não podemos conversa aqui. – Disse a morena levantando-se e esticando os braços. – Venha Loren, vamos conversar em outro lugar e deixar o soneca ai dormir.

Elas se afastaram para o outro lado da fogueira enquanto Ralf vinha em minha direção. O rapaz, deitou em uma das esteiras de folhas e parecia pensativo:

– Me desculpa Will, Tudo isso aqui é culpa minha. Não devia ter confiado tanto neles assim.

– Relaxa, a vida é assim mesmo, ás vezes ela nos traz umas surpresa de vez enquanto de lugares que a gente jamais imagina... Mas pense bem, podia ser pior não é mesmo! Podiamos estar mortos a uma hora dessas.

– Como pude ser tão burro.

– Esquece isso, já aconteceu, não estou com raiva de você. A única coisa que eu quero é que esse dia acabe de uma vez por todas, e amanhã eu procuro organizar a minha mente.

– Tudo bem, Boa noite Will

– Boa noite Ralf.

Virei-me para dormir e vi Cory sentando em uma pedra olhando as estrelas, aquela imagem parecia um cenário morto, frio, vazio e principalmente solitário. Não dei tanta importância pois o cansaço era enorme e o sono vinha delicadamente acariciando cada parte do meu corpo até eu estivesse dormindo.

. . .

– Ei, acorda já amanheceu. – Disse o rapaz todo tatuado me acordando com leves chutes. – Não temos o dia inteiro, vamos logo.

– Não podia me acordar, apenas chamando o meu nome?

Ele simplesmente revirou o olhar e saiu. A maioria das pessoas já haviam levantado e outras ainda estavam sendo acordadas. Todos ali pareciam agitados e aprontavam tudo para partirem, no entanto mesmo no tumulto das açoes, não via Cory em meu campo de visão. Levantei-me e fui de relance até um dos integrantes do grupo da faixa amarela. – Amarelos! Chamaria-os assim a partir de agora – E interrompi a única menina do outro grupo.

– Ei, bom dia você sabe onde está o Cory? Um menino branco de cabelos pretos...

– Sim, ele e Mike saíram mais cedo para ir buscar água e provavelmente já devem estar a caminho. Então, se arrumem rapido.

– Não, não vamos sair daqui sem ele.

– Estas são as ordens, então, por favor, pare de falar e faça logo o que eu estou mandando.

– Não eu quero vê-lo, para onde vocês levaram ele.

– Não levamos ele para lugar nenhum, ele mesmo se ofereceu para ir.

– Não acredito em vocês. – A garota revirou os olhos pegou o relógio de pulso, apertou em alguns botões...

– Mike! CP3 na escuta. – Ele falou com o relógio perto da boca. – Agora espere ele responder.

– Espera, vocês conseguem se comunicar pelo relógio? – Perguntei abismado.

– Conseguimos codificar o código de comunicação e instalar um software virus no programa, temos um harcker entre nós.

– CP1 na escuta, algum problema Sarah?

– Um dos integrantes aqui do grupo deles, gostaria de falar com o amiguinho aí.

– Oi Will pode falar.

– Cory? – Indaguei.

– Sim, sou eu, aconteceu alguma coisa?

– Não, não aconteceu nada... Está tudo bem por aí?

– Sim, está tudo bem. Viemos pegar água e algumas frutas e depois encontraremos vocês na rota para casa.

– Ah sim, tudo bem.

– Mais alguma coisa?

– Não, até mais tarde.

– Até. – A menina, apertou mais alguns botões e desligou a comunicação.

– Pronto, está feliz agora. – Desdenhou. – Agora anda, vá logo pegar suas coisas.

Reuni-me ao resto das pessoas do meu grupo e assim começamos a nos aprontar para sair. Pegamos as mochilas; armamos as corda; amarramos a caixa e começamos a puxar. Todos em mesma formação do dia anterior. A caixa, porém estava bem mais leve e a noite havia nos recarregado de energia para trilhar um longo caminho. Por um instante, rondar aquelas matas se tornou algo quase que comum.

Plantas, pedras, árvores, sol, suor e terra batida. Aquela paisagem continuava a se repetir até o fim da viagem. O ar seco e pesado dificultava a respiração, entretanto as idas e vindas das longas caminhadas nos tornaram mais fortes e resistentes, como se as pernas se transformassem em aço, e assim as grandes distâncias, não se tornavam mais um enorme problema.

Depois de alguns quilometros encontramos Mike e Cory. Eles trouxera junto a si água e alimentos e por isso, então, decidimos fazer um pequeno intervalo para comer e descansar. Escolhemos um lugar debaixo de um enorme árvore de flores amarelas que de alguma forma combinava com a faixa do outro grupo. Em frente ao local havia um pequeno riacho, onde todos foram se refrescar. Remetendo a um pequeno oasis.

Depois da breve parada para o descanso, retornamos a caminhar, dessa vez todos juntos novamente. Durante o caminho passavamos por um corredor natural, um lugar que possuia um caminho largo, como se alguém ali já houvesse desbravado. Lembrava as largas ruas da minha cidade, onde hipotéticos automóveis passariam –Será que pessoas aqui já conseguiram construir carroças? – Não tive nem tempo para pensar, tudo aconteceu tão rápido e de forma tão surpreende que todo meu corpo foi tomado por um sentimento extraordinário que nunca havia sentido. Uma lança surgiu do ar como um flecha veloz recortando a cabeça do guia central. O sangue começou escorrer por todas as partes do seu rosto, era com se a cabeça dele foi explodir a qualquer instante, lentamente seu corpo foi declinando até estar totalmente estirado no chão. Agora o sangue formara um poça, nossos olhos encontravam-se em pânico, Uriel estava morto e mais uma vez estávamos sendo atacados.

Notas finais
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