The New Caribbean - New Pirates on Seven Seas
8 Capítulo 7: À Procura da Princesa
Notas iniciais
Assim que os tripulantes começaram a fazer os preparativos para que o navio partisse, dois deles jogaram Jack no mar, que por sorte estava calmo.
O navio já estava distante do porto quando finalmente o albino conseguiu subir até as tábuas de madeira do cais, cuspindo um pouco de água e completamente encharcado. Mas não tinha tempo para aquilo. Precisava avisar a todos que a Princesa de Arendelle fora sequestrada.
Assim, Jack se pôs a correr o mais rápido que conseguia até o castelo. Seus músculos queimavam e respirar já estava se tornando um sacrifício dado ao esforço que o albino fazia. Passou pelas pessoas que se encontravam no pátio do castelo, recebendo exclamações irritadas de alguns por ter esbarrado neles.
Finalmente, completamente exausto e encharcado, Jack chegou ao castelo, abrindo as portas abruptamente e chamando a atenção de todos os que estavam ali.
– A Princesa Anna de Arendelle foi sequestrada! – Jack gritou, forçando sua voz o máximo que conseguia, procurando Andersen e Soluço por entre os convidados.
Murmúrios surpresos e desesperados percorreram o Salão, que já estava começando a ficar tumultuado. Por entre as pessoas, Andersen apareceu com Soluço em seu encalço, ambos trazendo expressões preocupadas e confusas nos rostos.
– Jack, o que aconteceu? – Soluço foi quem perguntou, aproximando-se do albino, que parecia em tempo de desmaiar de cansaço bem ali.
– Navio... De Velas... Vermelhas... – Jack respondeu com dificuldade por causa da garganta seca e de seus pulmões, que pareciam estar em chamas naquele momento.
– Vingança dos Sete Mares. – Andersen declarou por entre os dentes trincados e com o olhar semicerrado, fitando o mar pelas portas abertas do castelo. Virou-se para as pessoas no salão, que andavam de um lado para o outro, desesperadas. – Rapazes! – Chamou sua tripulação por entre os convidados, que logo se aproximou do Príncipe de Weselton, esperando por uma ordem. – Preparem o Destemido e todos os outros navios disponíveis no Reino. Vamos atrás da princesa antes que aquele navio se distancie. – Disse com a voz autoritária e dura, incomum para o sempre gentil rapaz. – Rápido! – Elevou a voz algumas oitavas quando ninguém se mexeu e os homens rapidamente se puseram a correr para fora do castelo. – Mais alguém se voluntaria a ir? – Arqueou uma sobrancelha, embora não realmente esperasse a ajuda de alguém.
– Eu vou. – Um rapaz ruivo de olhos verdes e roupas brancas que lembravam um pouco as que o próprio Andersen usava apareceu por entre os convidados.
– Quem é você? – Soluço perguntou com certa desconfiança, não tendo reconhecendo o rapaz.
– Príncipe Hans das Ilhas do Sul. Irei atrás da minha noiva. – Ele declarou com simplicidade, como se fosse algo absolutamente comum ele ter vindo a Arendelle pela primeira vez e já estar noivo da única princesa do reino.
Ninguém disse absolutamente nada, embora o salão fosse preenchido de murmúrios e pessoas desesperadas correndo de um lado para o outro, e o ruivo passou por Jack, Andersen e Soluço sem dizer mais nada, seguindo para as docas.
Andersen não fez nenhuma objeção e, juntamente com Soluço e Jack, partiu para o porto, encontrando os tripulantes de seu navio completamente desesperados.
– Capitão, a corrente do timão de todos os navios foi inutilizada. Não podemos partir. – Um rapaz de cabelos castanhos não muito escuros e olhos azuis declarou com um ar de preocupação.
Andersen se segurou para não gritar com o rapaz, afinal ele não tinha culpa de nada, além do que, não era bom tomar qualquer atitude precipitada quando se estava de cabeça quente.
– Quando poderemos partir, Hansel? – Questionou tentando manter a calma na voz.
– Amanhã pela manhã. – O rapaz, Hansel, respondeu prontamente.
– Tudo bem. – Andersen concordou com um gesto mínimo da cabeça.
–
Pela manhã, o navio Destemido já estava pronto para partir. Depois de uma noite extremamente mal dormida, Jack já estava pronto e correu para o porto, visto que também iria à busca da princesa.
Chegando ao cais, encontrou Andersen e Soluço parecendo discutir com quatro... Garotas? Aproximou-se, ficando perto o suficiente para ouvir o que diziam.
– Pela última vez, vocês não vão. – Andersen disse em um tom impaciente e mal humorado, consequência das notícias da noite anterior, visto que qualquer coisa relacionada ao Navio de Velas Vermelhas o deixava irritado.
– Não pode nos impedir. – Uma das garotas, que tinha aparentemente dezoito anos, cabelos castanhos curtos e repicados e olhos verdes, declarou sem pestanejar.
– Ora... – Soluço ia responder, mas foi interrompido.
– Só espero que saibam que nós iremos atrás da nossa amiga, vocês querendo ou não. E considerando tudo, é melhor que vamos com vocês. – A de cabelos brancos e olhos pretos que aparentava ser a mais velha ali, embora não pudesse ter mais que vinte e um anos, disse com simplicidade e um tom gentil.
Andersen suspirou pesadamente e fez sinal para que elas embarcassem, parecendo subitamente cansado e mais velho do que realmente era. As quatro não tardaram e embarcar no navio, deixando Soluço, Jack e Andersen ali. Logo, Hansel se aproximou.
– Capitão, não pode deixá-las ir. – O rapaz argumentou, alternando olhares entre o navio e o Príncipe de Weselton. – Dizem que dá má sorte ter uma mulher a bordo.
– Será pior se não tivermos. – Andersen respondeu com cansaço e também embarcou no navio, seguido por Soluço, Jack e Hansel.
Assim, com o navio já pronto, eles partiram pelos mares à procura do Navio mais temido do Caribe.
– Capitão. – Um dos tripulantes, que tinha cabelos pretos ondulados e olhos azuis, chamou-o.
– Sim, Heitor? – O Príncipe de Weselton arqueou uma sobrancelha, esperando que ele falasse.
– Como iremos achar aquele navio? – Heitor perguntou enquanto arrumava algumas cordas no mastro. – Não é como se pudéssemos procurar em todo Caribe. – Finalizou.
Andersen pareceu pensar por um tempo. Lembrava-se vagamente de um lugar onde se dizia que piratas costumavam ir, ou que, pelo menos, haveria pessoas que conheceriam o navio e saberiam onde ele atraca.
– Trace o curso para a Ilha de Tortuga. – O Príncipe finalmente respondeu, olhando para o mar à sua frente sem realmente parecer vê-lo.
Heitor assentiu e saiu dali para comunicar aos outros tripulantes o caminho que deveriam seguir, deixando Andersen, Jack e Soluço.
– Tortuga? – Jack arqueou uma sobrancelha, não sabendo do que se tratava ou muito menos o que era aquele lugar.
– Tortuga. – Andersen concordou e trocou um olhar com Soluço, que apenas deu de ombros, também já conhecendo o lugar.
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