The New Caribbean - New Pirates on Seven Seas

15 Capítulo 14: Limites são como Gelo Quebradiço


Notas iniciais
Pessoal, tenho ótimas notícias! ESTOU DE FÉRIAS #Happy! Sabem aquelas férias que temos no meio do ano? Bem, eu estou tendo elas agora. O calendário da minha escola é meio maluco, mas enfim. Espero que gostem e boa leitura!

O silêncio no convés se fizera presente mais uma vez, visto que Anna não tinha mais o que dizer para as duas pessoas à sua frente, que tampouco pareciam inclinadas a iniciar uma conversa com a ruiva e nem mesmo entre si.

A ruiva percebeu que a morena semicerrou os olhos na direção de onde viera a voz que ela sabia ser de Kristoff formando palavras que, por falta de atenção, Anna não conseguiu entender, mas, ao que parecia, as capitãs do navio mais temido do Caribe haviam compreendido muito bem.

– Anna, se esconda na nossa cabine. – Elsa disse em tom de ordem, virando-se para a ruiva em postura autoritária.

A Princesa de Arendelle não tinha como negar a ordem, sendo assim, dirigiu-se à cabine das duas, trancando-se lá dentro, pois, pelo que sabia sobre Tortuga, poderia muito bem ser um pirata em busca de causar problemas no navio. Não sabia, mas também não quis perguntar.

Elsa e Elena, por outro lado, mantiveram-se quietas em seus lugares, encostadas ao mastro, observando atentamente a tábua de madeira que ligava o navio ao porto, esperando. Haviam ouvido perfeitamente o que Kristoff dissera. O loiro era esperto, isso elas tinham de admitir. Ao que parecia, disfarçara o suficiente para que, quem quer que estivesse se aproximando do navio não percebesse, mas avisara à loira e a morena sobre uma aproximação indesejável.

No fim das contas, as duas observaram caladas quatro garotas e dois rapazes embarcarem no navio, todos apontando espadas para elas, exceto uma garota ruiva, que lhes apontava uma pistola. Em meio a eles, Elsa conseguiu reconhecer o albino com a qual duelara no dia em que sequestrara Anna. Percebendo isso, não perdera a oportunidade de provoca-lo:

– Não devia ter voltado, Frost. – Ela disse com um sorrisinho divertido que imediatamente ele passara a detestar. – Não vale à pena ser derrotado de novo. – Lhe lançou uma piscadela, que pareceu deixa-lo ainda mais irritado.

– Você não me derrotou. – Jack não perdeu tempo em retrucar a provocação dela, dando um passo à frente sob olhares de alerta que os outros cinco lançavam a si. – Usou aquela tábua e ignorou as regras de combate, mas numa luta justa, eu a mataria. – Garantiu, semicerrando os olhos ao perceber que ela rira.

Rindo mais do que se lembrava de ter feito em muito tempo, Elsa enxugou uma lágrima que caiu solitária por ser olho, abafando mais algumas risadas com a mão livre e com a outra desembainhando a espada, que apontou para o grupo recém-chegado.

– E que tipo de incentivo para que eu lute justo é esse? – Arqueou uma sobrancelha e abriu um sorriso torto desafiador.

– Já chega. – Soluço interveio, dando um passo à frente, de modo que ficasse entre Jack e as capitãs do navio, que permaneceram encostadas ao mastro da embarcação, embora tivessem desembainhado as espadas. – Viemos para resgatar a Princesa Anna e vocês não irão impedir. Sendo quem são, percebem a desvantagem em que se encontram. – O castanho advertiu, examinando-as meticulosamente ao perceber que nenhuma das duas pareceu alarmada com suas palavras.

– O que você chama de desvantagem, nós chamamos de diversão. – Elena se desencostou do mastro, caminhando dois passos na direção deles, que se puseram a postos, alarmados. – E, pelo que posso ver, vocês são os únicos nervosos por aqui. – Declarou, ao perceber o modo como eles olhavam para elas e suas posições extremamente defensivas. – Estou de bom humor, então ainda dou mais uma chance para que saiam. Como devem saber, coisas ruins acontecem com quem vem a este navio. – Disse com um sorriso satisfeito emoldurando os lábios.

– Isto é uma ameaça? – Mirana aproximou-se um passo e, assim como Soluço, parecia examinar a atitude suspeita das duas. As conhecia de algum lugar, mas não associava a imagem delas a nenhum nome em sua cabeça e isso a incomodava.

– Uma observação. – Elena respondeu-a com um olhar meticuloso, olhando-a de cima a baixo e franzindo o cenho por um instante antes de voltar à fachada divertida e desinteressada.

– Já chega de conversa. – Merida interveio e preparou a pistola para atirar, deixando claro que não estava para brincadeiras.

Mesmo sob os olhares alarmados dos outros, que não queriam que ela fizesse qualquer movimento brusco que pusesse tudo a perder, ela puxou o gatilho e atirou, mirando diretamente na cabeça de Elena com sua mira sempre certeira.

Porém, nada aconteceu conforme esperava. Em um segundo, Merida estava atirando na morena e em outro, estilhaços de gelo explodiam pelo lugar, obrigando Merida, Mirana, Alice, Rapunzel, Jack e Soluço a proteger os olhos enquanto Elsa e Elena apenas observaram a situação, despreocupadas.

Assim que finalmente puderam ver, os seis perceberam os restos de uma parede de gelo entre eles e Elena, que permanecera indiferente ao fato, de braços cruzados e com a espada em uma das mãos.

– Vocês passaram dos limites. – Elsa se desencostou do mastro e caminhou até parar ao lado da irmã, fazendo um gesto curto com os dedos, o que fez com que a parede e os estilhaços de gelo espalhados pelo convés simplesmente sumissem como mágica. Os olhos azuis da loira estavam em gelo sólido, frios e duros, impessoais. Claramente ela não gostara nada da atitude de Merida.

– C-Como você fez isso? – Jack gaguejou, alternando olhares entre o lugar onde a parede de gelo estivera e Elsa, surpreso. Conhecia várias lendas que diziam respeito à magia espalhada pelo Caribe, muitas vezes concentrada em pessoas ou nos próprios barcos ou mesmo lugares, como o Holandês Voador e a Fonte da Juventude, mas nunca imaginara algo como o que acabara de presenciar.

– Não lhe diz respeito. – Elsa respondeu rudemente com os olhos semicerrados e hostis. Apertou o cabo da espada com mais força, de modo que os nós de seus dedos protestaram. – Vocês tentaram machucar a minha irmã. – Gesticulou com a cabeça para Elena, que não se manifestara e ficara brincando com o cabo da espada que novamente embainhou. Então, olhou para Merida, que engoliu em seco com o olhar gélido que a loira lhe lançara. – E vão se arrepender. – Disse por fim, antes de direcionar o olhar à sua irmã. – Você cuida dos outros. – Mais uma vez voltou seu olhar para a Princesa de Highland. – A ruiva é minha. – Disse cortante, sem dar brechas para ser contestada.

– Elsa. – Elena pronunciou o nome da irmã mais nova em tom de alarme, embora sua face e seus gestos permanecessem essencialmente calmos.

– Sei o que estou fazendo. – Elsa garantiu e começou a caminhar na direção dos seis, mantendo seu olhar centrado em Merida. – Então, vamos, ruiva, faça o seu pior. – Desafiou e embainhou a espada.

Claramente, Elsa não estava para brincadeiras. Seu limite para tudo, sendo paciência, gentileza, bondade ou qualquer outro sempre fora Elena.

E este limite acabara de ser violado.

Notas finais
E aí? O que acharam? Ficou bom? Não disse nas notas iniciais, mas fiquei realmente muito feliz com os comentários do capítulo anterior. Obrigada! Até o próximo capítulo!