The New Caribbean - New Pirates on Seven Seas
22 Capítulo 21: Perseguição Iniciada.
Notas iniciais
A situação no Terror do Caribe era mais calma do que Jack e Soluço julgavam que poderia ser num navio pirata. Nenhuma das tripulantes lhes dirigia a palavra enquanto passavam de um lado para o outro, mantendo o navio em movimento.
Andando pelo convés, Jack avistou Jackeline indo em direção ao timão e assumindo o lugar da garota que antes Jennete dissera se chamar Gretel, a qual agora ele sabia ser a irmã de Hansel. Continuou olhando a capitã do navio, tentando descobrir o porquê de ter a impressão que ela escondia alguma coisa por trás daqueles olhos azuis.
– Não olhe assim para ela. – Virou-se abruptamente com uma voz atrás de si, percebendo se tratar de Jennete, a irmã de Jacky, que trazia um sorriso zombeteiro no rosto, provavelmente por conta da reação dele. – Ela vai arrancar seus olhos se te vir fazendo isso. – Riu do espanto do albino à sua frente.
– Ela é meio violenta, não é? – Jackson comentou com ironia, tentando esquecer seu susto anterior e alternando olhares entre a garota no timão e a que estava a sua frente.
– Não. – Jennete negou subitamente séria. Aparentemente o comentário de Jack em nada lhe agradara. – Só não gosta muito de desconfiança. – Explicou do modo mais duro que o albino já a vira usar desde que a conhecera.
– Ela é pirata. – Jack disse com desdém, ignorando o olhar quase fuzilante de Jennete sobre si. – Desconfiança é uma coisa com a qual ela já devia estar acostumada. – Concluiu sem dar muita importância ao que dissera.
– Mas não está. – Jennete o respondeu de mau-humor. – Você não a conhece, não tem o direito de julgá-la. – Disse sem pestanejar, surpreendendo o outro com o argumento usado.
– Olha, eu... – Jack começou a falar, mas foi interrompido pela garota, que agora não mais olhava diretamente para ele, e sim para um ponto qualquer no convés, na tentativa clara de não encará-lo.
– Se me dá licença, senhor Overland, eu tenho mais o que fazer. – Ela disse antes de sair dali e desaparecer por entre as piratas que passavam de um lado para o outro sem qualquer momento de descanso.
Jack permaneceu parado, fitando a direção na qual ela havia saído, e perguntando-se internamente o que, exatamente, ele havia acabado de fazer.
Foi tirado de seus pensamentos pela chegada de Soluço, que havia saído há algum tempo para ajudar algumas das tripulantes do navio em tarefas banais, na clara tentativa de se enturmar com as piratas e evitar um clima ruim, uma vez que eles teriam que se aturar até que o Vingança dos Sete Mares fosse encontrado e sua tripulação fosse presa pela Marinha Real de Arendelle pelo sequestro da Princesa Anna.
– O que foi isso? – Soluço perguntou reprovador, fazendo Jackson se dar conta de que, claramente, o castanho havia assistido a sua conversa/discussão com a irmã da capitã do navio pirata na qual estavam.
– Eu não fiz nada. – Foi a primeira frase que veio à cabeça do Frost, que abriu um sorriso sem graça logo em seguida ao perceber o olhar do castanho sobre si.
Soluço o olhou com uma expressão de quem dizia “Você realmente espera que eu acredite nisso?” e Jack bufou, fingindo mau-humor, e cruzou os braços, desviando o olhar para o mar que se movia em volta do navio.
– Jack, essas piratas são nossa melhor chance de conseguir localizar o Vingança dos Sete Mares. – Soluço massageou as têmporas com a ponta dos dedos, dando-o uma postura de um adulto que tenta explicar algo difícil a uma criança. – Uma boa relação com elas é fundamental, então eu agradeceria se você não andasse por aí discutindo com a irmã da capitã do navio na qual estamos. – Finalizou com um toque de ironia, por mais que ser sarcástico não fosse muito do feitio dele. Tinha que mostrar a Jackson a situação em que estavam e fazê-lo perceber que aquilo não era nenhuma brincadeira.
– Tudo bem, já sei, já sei. – Jack respondeu mal-humorado. Sabia que o que tinha feito não era certo, mas não tinha culpa se Jennete era muito super-protetora com Jacky. Além do que, definitivamente havia alguma coisa de errado naquele navio, o albino podia sentir isso. Jacky podia não gostar de desconfiança, segundo as palavras de Jennete, mas a própria inspirava isso apenas em seus mais simples atos. Sempre parecia que ela escondia alguma coisa e Jackson não iria sossegar enquanto não descobrisse o que era. Mas ainda precisava enrolar Soluço para que o amigo não ficasse no seu pé, então soltou um suspiro. – Desculpe, vou tomar mais cuidado no que faço. – Disse do modo mais convincente que conseguia e o castanho pareceu acreditar, pois assentiu e saiu dali, deixando-o sozinho.
Talvez Jack realmente não soubesse a gravidade da missão em que estavam, afinal o único objetivo dele era ter sua revanche com a pirata que o derrotara e não descansaria até conseguir isso. Claro, havia o assunto do sequestro de Anna e ele, como um bom súdito, estava preocupado com a princesa e faria de tudo para leva-la de volta para casa, mas não podia negar que derrotar Elsa como uma pequena vingança pessoa por seu ego ferido era sua preocupação principal.
O Terror do Caribe já navegava a toda velocidade na direção que Jacky o guiava. Como ela saberia onde estaria o navio de velas vermelhas, Jack não saberia dizer, mas pelo jeito com que ela olhava o mar à sua frente, coisa boa não iria sair do possível encontro entre ela e as capitãs do navio mais temido dos sete mares. Isto também era motivo de desconfiança, afinal qual seria a história de Jackeline Halloween com Elsa e Elena?
Sem as respostas às suas perguntas internas, Jack teve que se contentar em apenas aguardar. Aguardar que aquela pirata não os trairia e os levaria diretamente para onde precisavam ir. O Destemido navegava logo atrás, tão veloz quanto o Terror do Caribe e tão pronto quanto o navio pirata para acabar com o Vingança dos Sete Mares.
A perseguição fora iniciada, só restava a todos que não fosse em vão e os levasse aos seus objetivos.
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