The New Blood of Olympus

3 Semideus novo no Acampamento


—Você estava em modo oráculo – disse Grover “satirizando”- e falou uma profecia.

—Profecia? – perguntou Rachel preocupada – Eu iria falar sobre isso com Quíron.

—O que foi Srta. Dare? – perguntou Quíron abismado – profecia? Como? Em sonho?

—Eu sonhei que uma criatura nova estava surgindo, se erguendo no oráculo de Delfos, pedindo respostas. Depois de muito insistir, essa criatura conseguiu que o Espírito de Delfos falasse com ele, e disse:

“Você apenas irá triunfar

Quando a pequena deusa sequestrar

Muitos semideuses o atrapalharão

Um semideus terá de matar então

Ache a pequena arma celestial

E acabe com a pequena deusa afinal”

Eu iria falar com você sobre isso, porque alguém está tramando contra o Olimpo novamente, e não sei se o Percy vai conseguir salvá-lo mais uma vez.

—Estou realmente preocupado, porque essa profecia bate com a que você acabou de nos falar. Preciso falar com o Sr D., e vamos tentar descobrir sobre isso. Por favor, preciso que vocês permaneçam no pátio depois do jantar, vocês saberão o motivo. Espalhem pelos chalés.

Todos assentimos e fomos em direção aos chalés para falar do aviso do Quíron.

—Percy, preciso falar com você em particular – disse Rachel meio sem graça – eu não contei todo o sonho a Quíron.

—Vamos até ali – apontei em direção ao anfiteatro – e você termina de me contar. Anne, já volto.

Dei um beijo no rosto de Annabeth e segui com Rachel até o anfiteatro. Ela parou, olhou bem fundo nos meus olhos, e começou a falar:

—Antes de essa criatura chegar ao oráculo, quando ainda estava se reerguendo, ela estava acompanhada de um bastão grande com a letra τ que cintilava em meio aquela escuridão, e a hora em que o espírito de Delfos falou a profecia, esse bastão começou a pegar fogo, mas não era um fogo normal, como conhecemos, era um fogo azul que parecia ter vida própria, depois esse bastão sumiu e eu acordei. Eu achei estranho isso, porque fogo azul? Nem o próprio Hades conseguiria produzir uma chama tão azul quanto aquela.

—Muito estranho esse bastão... Fogo azul... τ... – fiz cara de preocupado pensativo feliz, por causa do azul – Bem, vou descansar antes que chegue a hora do jantar, estou muito cansado. Ei, grandão – gritei pra Tyson – que tal mandar uma mensagem de Íris pra minha mãe, hein? Diga a ela que estou com saudades.

Fui ao meu chalé, e deitei. A princípio, não consegui dormir ouvindo a voz de Tyson falando com a minha mãe, e foi bom poder ouvir a voz dela mais uma vez, me senti bem com isso; depois, virava de um lado, virava de outro e eu não conseguia dormir, algo me incomodava, eu não conseguia parar de pensar na profecia, no meu sonho, no sonho de Rachel, em tudo. Cochilei.

—Percy? Percy? –disse Tyson me chacoalhando – Acorda! Já é hora do jantar.

—Ok. Já estou indo. – respondi.

Depois de uns cinco minutos ainda deitado, levantei, e fui até a mesa do Chalé 3, onde Tyson já estava se empanturrando de churrasco. Sentei ao seu lado com o prato na mão, olhei para o meu copo e “Diet Coke” pedi, e ele se encheu rapidamente. Terminei de comer e fui até a fila da fogueira, separei o melhor pedaço de carne do prato, e disse:

—Poseidon. Preciso falar com você, o mais rápido possível– sussurrei e ouvi trovões do lado de fora do acampamento, então, acho que ele entendeu o recado.

Depois de acabar a fila, Quíron fez todos se sentarem em suas respectivas mesas e tomou a palavra:

—Hoje, temos mais um semideus no acampamento. Seu nome é John, John Eragon, e ele é filho de Poseidon, seu chalé é o 3. Percy, Tyson, dê boas vindas ao seu irmão.

“Como assim?” – pensei – “e o juramento?” Tyson ficou super feliz em saber da novidade, e foi logo “buscar” o novo irmão. Annabeth olhou feliz pra mim, respondi com um sorriso. Não é que eu não o queria como irmão, eu quero, mas o juramento... Bem, não sei. Acho que vai ser o mesmo que foi com Tyson, vou me acostumar.

John era mais ou menos do meu tamanho, um pouco menor, tinha cabelos negros e não muito bagunçados, olhos castanhos a princípio, tinha uma pele branca, usava roupas atuais – com isso quero dizer correspondente a época, como um adolescente normal de Nova York – e aparentava ter uns 14 anos. Não parecia uma pessoa estranha, como a maioria dos semideuses que estão chegando aqui no acampamento, exceto pelo bracelete que ele tinha no braço esquerdo.

—Oi – disse ele totalmente carismático.

—Oi. – respondi.