The New Blood of Olympus

5 John e eu brincamos com água


John chegou à casa grande.

_Quíron – disse John. – Aqui está Helena. Helena Waters. Ela é filha de Apolo, e veio para o acampamento em busca de treinamento e proteção.

_Olá, Sra Waters – disse Quíron estendendo a mão para cumprimentá-la. – Vou pedir à Sra Chase que leve você até o chalé 7. John preciso que você vá treinar com o Percy. Tyson foi ao Palácio do Senhor Poseidon, então preciso que treine com ele.

_Ok – disse John.

Eu estava limpando meu chalé, arrumando as coisas por lá, e vi o John chegando.

_Percy – disse John entusiasmado. – Temos que treinar. Vamos!

Peguei meu relógio-escudo, e fui com ele até o lago atrás do meu, agora nosso chalé, e ele entrou na água.

_Pronto “maninho”? – perguntou ele pressionando o bracelete com um sorriso malicioso.

_Sim. – afirmei.

John começou a girar o tridente em suas mãos andando de um lado para o outro e eu destampei Anaklusmos, apertei o botão do relógio que se transformou no escudo, e montei guarda. Ele fez um gesto com a cabeça, e a água subiu bruscamente até as minhas armas e as arrancou de mim. Ele largou o tridente, olhou bem pra mim e ergueu as mãos. Toda água que estava em volta dele subiu e ele apontou ambas as mãos para a esquerda, e a água se congelou, e ele jogou em cima de mim. Eu instintivamente coloquei o braço direito no rosto com rapidez, e a água que estava em minha volta se ergueu, fazendo uma espécie de barreira. Não senti dor em parte alguma do meu corpo, e fiz um gesto como se eu estivesse empurrando aquela barreira, e ela foi em direção ao John, que mergulhou. Como um jato ele se levantou e ficou em pé em uma espécie de escada de agua; eu saí em disparada, meio que voando sobre a água, porque não precisava andar, a água me levava, estendi o braço esquerdo e “cortei” a escada. Ele caiu, mas puxou a água para si, e ela amorteceu a queda dele, e ele agachou em baixo d’agua e ficou por lá uns dois minutos. Acho que estava se recuperando, e como eu estava espantado com o que ele estava fazendo, eu não o ataquei. Do nada, ele pulou.

Esse pulo conseguiu tirar toda a água do lago, ele ficou no alto e começou a tacar rajadas de água em mim, e coloquei os braços sob o rosto pra tentar me defender, mas de todos os modos a água me atacava, continuei tentando me defender, mas não conseguia. “CHEGA” gritei abrindo os braços, e toda a água que estava com o John voltou para o lago, e ele caiu.

— O nosso treinamento hoje acabou – disse John cansado – vamos ir ao nosso chalé. Ele fez um movimento rápido com a mão, e meu relógio-escudo veio pro meu braço. Contracorrente estava no meu bolso; no braço dele também estava o bracelete.

Estávamos a caminho do chalé quando Quíron nos parou.

—Senhores, hoje teremos uma festa de comemoração pelos 7 mil anos de acampamento. Os deuses estarão presentes (ouvimos vários trovões como concordância) e O Sr. D arrumará tudo. Por favor, às vinte e três horas estejam prontos. Já avisei os outros chalés.

Depois de todo esse treino, resolvi ir tomar um banho. Saí do banho, John estava desenhando o nosso treino, e logo ele foi para o banho também. Depois disso fomos ao refeitório comemos e aguardamos a festança. Como seria uma festa formal, eu e o John fomos nos trocar.

Eu coloquei uma camisa social branca de manga curta, smoking preto, sapatos pretos engraxados, e um broche em forma de tridente que minha mãe havia me dado nas últimas férias.

John vestiu uma camisa social azul mar, e como eu, uma calça social preta, sapatos pretos lustrados e um terno de dois peitos preto com as mangas arregaçadas, seu bracelete parecia tremeluzir como minha espada, mas ignorei essa ideia.

—Percy, como estou? – perguntou John meio desajeitado.

—Só precisa de mais uma coisinha – fui até ele e ajeitei a gola da camisa combinando-a com o terno – pronto! Agora você está bem.

—Obrigado – disse ele timidamente com um sorriso no rosto – que horas são?

Ergui meu braço esquerdo no qual estava meu relógio-escudo e respondi:

—São 22h58. Vamos indo?

John assentiu e fomos até o refeitório. A caminho vimos Annabeth, e vamos concordar que ela estava extremamente muito mais linda do que eu estava acostumado a vê-la: usava um vestido azul escuro com algo que cintilava prateado, acho que eram lantejoulas, mas não tenho certeza, um salto relativamente alto também azul, estava levemente maquiada (seus lábios pareciam estar me chamando, mas resisti); ela usava também uma tiara muito bem trabalhada que se encaixou perfeitamente em seus cabelos aloirados e trançados que estavam jogados pra frente. Seus olhos pareciam mais uma tempestade cinza em conflito realçados pelo lápis de olho e pelo rimel.

—Oi – dei um abraço nela – Você está linda. Mais linda do que já é. – senti ela corar, estava muito perfumada. Acho que andou pedindo umas dicas pra alguma filha de Afrodite.

—Oi – ela deu um sorrisinho tímido – você também, está lindo. – e me deu um beijo na bochecha – Oi John! – e o abraçou voltando a sua cor natural.

Do nada, vimos e ouvimos 13 em meio ao acampamento que estava escuro, sem nadinha de luz. Até a Lua não estava lá. Eram eles, os deuses. O Sr. D também foi ao Olimpo para se arrumar, mas nem me dei conta. Ele estralou os dedos, e todas as tochas que ele havia posto no refeitório se acenderam, mas o não iluminou aquele refeitório do acampamento, parece que abrangeu todo o acampamento longe dos chalés. Quíron tomou a palavra.

—Deuses e deusas, semideuses e semideusas, é com muito orgulho que venho hoje declarar aberta a festa de comemoração pelos sete mil anos de Acampamento Meio Sangue. Senhor Zeus, por favor, inicie.

Zeus pegou uma garrafa de vinho, jogou-a pros céus, e acertou um raio bem em cima dela.

—Que a festa comece! – ordenou ou proclamou ele.

O Senhor Zeus estava usando um terno risca de giz preto básico, a não ser pela sua gravata de ouro celestial, sem barba e com os cabelos incrivelmente preto-azulados. Junto dele estava a Senhora Hera, que usava um vestido branco não muito colado ao seu corpo, sandálias de ouro celestial, anéis, e cabelos castanhos claro levemente ondulados. Atrás deles, vinha meu pai, usando um terno azul-claro, com os cabelos negros e bem aparados sem barba. Junto dele, estava a Senhora Atena, com um vestido longo verde piscina, bonito sem chamar tanta atenção; seus cabelos loiros estavam como as ondas do mar, com a ondulação bem dispersa. Atrás deles ainda, estavam o Senhor Apolo, que estava usando um terno amarelo, e com um topete nos cabelos loiros, e junto dele sua irmã, a Senhora Ártemis, que usava um vestido prateado curto. Os outros deuses eu não vi de cara.

—Oi – disse Helena dando um beijo em minha bochecha – você está lindo.

—Oi – me senti corar. – Obrigado. Você também está linda.

Helena estava com um vestido vermelho até pouco acima dos joelhos, sapatos levemente altos,

Todos os deuses estavam conversando com suas proles, formalmente. Eu estava tranquilo, beliscando alguns petiscos, e tomando vinho (estava liberado a qualquer semideus). John estava conversando com meu pai, e dava a impressão que eles já haviam se visto muito mais vezes, mas tudo bem.

—Olá, Percy – disse uma voz encantadora que me parecia familiar.

—Olá, Senhora Afrodite. Como vai?

—Muito bem, obrigado; e você?

—Muito bem.

—Podemos ir conversar em outro lugar? Preciso conversar em particular com você.

Fomos até um canto do refeitório, onde quase não haviam semideuses perto. Percebi que o Senhor Ares estava nos observando, mas logo voltou a conversar com Clarisse.

—Percy – disse ela meio preocupada – Quero que saiba que você vai encontrar a resposta.

—Mais resposta de quê? – perguntei sem entender nada.

—Você saberá – disse ela calma – Você saberá – falou em tom de suspense.

Fiquei meio muito confuso em relação a isso, mas logo parei de pensar nisso.

—Vamos, agora aproveite a festa. – sorriu.

Então nos espalhamos pelo refeitório. Falei com meu pai, dei um abraço apertado nele, poderia não parecer, mais eu estava com saudades dele, e ele estava muito feliz por me ver. Depois me juntei com o John e a Helena, porque a Annabeth estava mais envolta com a Senhora Atena e os irmãos dela. Depois, a Senhora Atena os deixou e veio falar comigo.

—Percy! – ela sorriu – Que felicidade em vê-lo!

Achei isso muito estranho, mas respondi naturalmente

—Oi, Senhora Atena – sorri – Como vão as coisas em Atenas?

—Estão bem. Eu quero lhe dizer que estou muito feliz com você, Percy,

—Ah que bom. Quer dizer, por quê?

—Porque a Annabeth está muito feliz com você. Ainda não gosto da ideia de você e ela estarem juntos, mas ela está feliz ao seu lado. Não a desaponte. Senão...

—Filha! – o Senhor Zeus a cortou – Ah, Percy. Olá. – ele fechou a cara tentando passar a expressão de um ser rígido, mas logo voltou a “sorrir” do modo dele.

— Sim Pai? – Senhora Atena disse querendo se mostrar prestativa.

—Por favor, chame a Annabeth, preciso conversar com ela.

Senhora Atena assentiu e foi chamar Annabeth.

—Percy – disse o Senhor Zeus – Preciso que você faça um favor pra mim.

—Pode falar – disse imediatamente.

—Daqui a três dias, será o aniversário de seu pai. Eu vou convocá-lo ao Olimpo para uma “reunião de emergência” que na verdade será uma festa de aniversário. Quero que você e Tyson venham ao Olimpo.

—Quem tanto estará lá? –perguntei curioso.

—Além de nós deuses, estarão só você e Tyson, porque ele gosta muito de vocês dois. Já deixei Quíron avisado sobre a saída de vocês. Tudo isso culpa da Hera e da Afrodite.

—Ok, estarei lá.

Ele assentiu, e foi conversar com Annabeth. Olhei para o relógio, e ele marcava 00:00, então tudo parou. Olhei para o centro do refeitório, onde duas figuras se encontravam.

—Que a música comece! – disse o Sr D. ao lado de Hefesto que estava arrumando uma espécie de controle remoto, e depois apertou um botão.

Uma espécie de “baladinha” foi acionada, com direito a maquina de fumaça, luzes, globo espelhado e muita musica atual. “Os deuses sabem mesmo dar uma festa” um filho de Apolo disse. O Sr Hefesto pegou na mão da Sra Afrodite e eles começaram a dançar. Estava tocando uma musica eletrônica, então eles curtiram bastante. Junto com eles, depois foi o Sr Hades com a Sra Perséfone, e em seguida foram todos os outros deuses e semideuses.

Duas horas e trinta e dois minutos depois

—Annabeth, ah, oi – sorri.

—Oi o caralho. – ela disse totalmente estressada.

—O que foi?

—Você.

—Mais o que eu fiz?

—Ficou com aquela piranha.

—Qual delas? Digo, quem?

—Ainda insiste em fazer graça? Aquela Helena. Você ficou com ela a festa toda.

—Mais eu dancei com você!

—Dançou comigo depois de ter ficado uma hora com ela. E ainda depois que dançou comigo, dançou com ela até quase agora.

—Ah, Anne – dei uma risadinha. – Você está com ciúme?

—Não, não estou. – ficou emburrada. – Não fala mais comigo também. – se manteve séria, e acho que ela não estava brincando.

Assenti e cada um de nós foi aos seus respectivos chalés, com a festa a terminada e tudo sendo limpo pelos servos invisíveis.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.