The New Big Six - Interativa
4 No trem
Notas iniciais
Johnny estava ouvindo música nos seus fones, quando viu as portas da cabine se abrirem, e Juliet entro e se sentou na frente dele.
– Foi mal, é que eu ainda não conheço ninguém, e já que você é meu primo, achei que não se importaria.
– Não, tudo bem, pode ficar.
Um silêncio se espalhou no local, até que a porta se abriu novamente e um garoto ruivo falou:
– Posso?
Juliet estava com vergonha de responder, então cutucou Johnny, que assentiu com a cabeça. O ruivo sentou em frente à Juliet, que tinha ficado ao lado de Johnny.
– Meu nome é Elliot e o seus?
– Juliet.
– Johnny.
– Minha mãe falou de uns nomes parecidos com o seus. De onde vocês são?
– Arendelle. — os dois falaram juntos, fazendo Juliet rir um pouco.
– Então são vocês mesmos. Filhos de Elsa e Anna of Arendelle, não são?
– Sim.
– Mas quais são os seus poderes?
– Eu posso controlar o gelo e a neve.
– E eu posso controlar objetos com a mente. E você?
– Posso controlar a terra.
– Que poder legal!! — Juliet falou um pouco alto de mais, e rapidamente sua pele ficou vermelha.
A porta da cabine se abriu novamente e uma garota de cabelos brancos parou em frente a porta, com um sorriso estampado no rosto.
– Oi! Vi que essa cabine estava com pouca gente e resolvi entrar, posso ficar aqui?
– Sim.
Hannah se sentou ao lado de Elliot.
– Meu nome é Hannah, e pelo que parece, você é a Juliet não é?
– Como você sabe meu nome?
– Digamos que você é filha da famosa "Rainha das Neves"?
– Que? Quer dizer, minha mãe é famosa?
– Sim, a famosa rainha que participou do famoso "The Big Six"
– Minha mãe também faz parte.
– A minha também.
– No meu caso, é o meu pai.
– Meu nome é Elliot.
– E o meu é Johnny.
Enquanto conversavam, ouviram um barulho vindo do lado de fora, e foram ver o que era. Ao colocarem as cabeças para fora da cabine, viram uma garota caída no chão, e seu joelho estava sangrando. Juliet correu até ela, estendeu a mão e a garota levantou. As duas foram caminhando até a cabine em que eles estavam, e, ao chegarem, Juliet pegou suas coisas e começou a curar o ferimento da garota.
– Obrigada.
– De nada.
– Se importam de eu ficar aqui? Ninguém me quer nos vagões.
– Por que?
– Porque eu sou a pessoa mais desastrada do universo. Toda vez que eu esbarro em alguém, me chamam de lerda e me empurram de volta, e eu acabo caindo.
– Tudo bem pode ficar. Meu nome é Hannah, e o seu?
– Kristney, mas podem me chamar de Kris.
– Eu sou a Juliet.
– Elliot.
– Johnny.
Todos começaram a conversar, até Juliet, que não queria falar com ninguém, falava de vez em quando.
– Desculpem-me, mas vocês viram o vagão em que está a filha de Rapunzel Corona?
Kris se encolheu atrás de Hannah, e esta levantou um pouco mais o corpo, para cobrir Kris.
– Por que está procurando ela?
– Porque ela deixou cair um papel, e nele estava escrito: "De Rapunzel Corona. Para: sua filha, Kristney", alguém a viu?
– Isso é meu! — Kris quase derrubou Kevin, fazendo ela corar um pouco. — Me desculpe, é que é a carta que minha mãe escreveu para mim. Não quero perdê-la. Obrigada por encontrá-la.
– Imagina. O vagão já está cheio?
– Acho que cabe mais um.
Kevin se sentou ao lado de Kris, que estava quase em cima de Hannah, para não ficar muito perto do garoto.
– Eu fiquei sabendo que a gente é divido por turma. Vocês têm quantos anos?
– 12 — disseram juntos.
– Então ficaremos todos na mesma turma. Mas as aulas são separadas. De manhã são aulas normais, tipo, matemática, português e essas coisas, e a tarde, são aulas de treinamento dos poderes. Cada um vai para uma aula diferente. por exemplo: Vai ficar eu e a Juliet na mesma aula.
– Mas a gente não tem os mesmos poderes.
– Mas a gente é elementar, ou seja, controla algum elemento.
– Você esqueceu de mim! — Hannah jogou seu casaco em Elliot, que jogou de volta, e assim começaram uma guerra de casacos.
– Parem vocês dois! — Juliet esbravejou, fazendo todos olharem para ela, que logo se sentou e ficou vermelha.
– Garoto, você não é de falar muito não é?
– Prefiro ficar na minha mesmo, Hannah.
– Pelo menos você não está com os fones de ouvido, por que aí seria uma falta de educação.
– Só que eu gosto de conversar com vocês, porque vocês são legais, mas eu não gosto de ficar tagarelando igual a Hannah.
– Ei! Vou jogar o casaco em você também!
– Foi mal.
– Pessoal, vocês não acham que estamos demorando demais não?
– Não Kris, minha mãe falou que a escola é bem longe, então demora para chegar mesmo.
– Sua mãe sabe de tudo sobre a escola né Elliot?
– Para falar a verdade, meu pai e minha mãe pesquisaram muito, já que eu sempre soube que eu ia ir para a escola.
– Você soube desde pequeno que ia para a escola?
– Para falar a verdade, desde que eu tinha 7 anos. Meus pais falaram da escola e eu comecei a adorar-la. Meus pais, vendo que eu estava feliz, foram pesquisar mais sobre ela.
– Nossa.
– Mas vamos conversar um pouco mais. Como cada um vivia aqui? Eu começo. Não sou uma princesa, mas moro em uma mega casa, e quando não estou correndo pelos jardins, estou no meu quarto cantando e dançando. Depois, quando eu tenho algum dever, faço em dois minutos, para poder ficar livre logo e poder voltar a brincar.
– Eu fico ouvindo música o dia inteiro. Minha mãe reclama, então, eu guardo eles e vou brincar com meu cachorro.
– Eu passo o dia lendo livros. E quando recebo visitas, como duques e essas pessoas importantes, me arrumo, vou falar com as pessoas, mas eu não fico muito tempo, então eu volto para a biblioteca e continuo lendo.
– Eu fico treinando arco e flecha com a minha mãe. Quando ela vai falar com os visitantes, raramente eu estou lá para dar um simples oi, mas quando estou, minha mãe me faz ficar quase a visita inteira do lado dela, o que é uma chatice. Mas também gosto bastante de andar de cavalo.
– Eu gosto de voar no meu dragão. Meu pai e minha mãe são bem importantes, mas não tem reis e rainhas em Berk, mas se tivesse, eu acho que seriam eles. Eles recebem bastante visitas em casa, mas não tantas quanto as princesas. Mas eu passo a maior parte do dia conversando com meus amigos e voando no Billy.
– Quem é Billy?
– Meu dragão.
– Muito bem, minha vez. Eu gosto de dançar, cantar, cozinhar, ler, limpar a casa, mesmo que seja um castelo, gosto de costurar, brincar com o Pascal, o camaleão da minha mãe. Acho que é só isso que eu faço.
– Só? Comparada com a Juliet, você faz tudo!
– Não exagera Hannah.
Todos começaram a rir, até que o trem parou, ou seja, eles chegaram.
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