The Namikaze Sage Mother.
8 8- Através dos olhos da Kyuubi.
Notas iniciais
Ikarigin gostava de observar Yako e as coisas ao redor dela. Mesmo antes dela conseguir ouvi-lo ele a observava. Sentia pena do quão fraca ela havia se tornado e do quanto havia se esquecido. As vezes ria da ironia do fato dela ter nascido justamente Namikaze nesse mundo. Apesar de tudo Yako parecia feliz com essa vida no momento. Dessa vez Ikarigin decidiu ser um bom amigo e ajudar, quando Yako finalmente dormiu ele a trouxe imediatamente para o plano astral.
— Você precisa vencer seus medos -Ikarigin disse sem rodeios. – E posso te ajudar com isso.—Usando seus poderes recriou o mundo e mundo e as pessoas nele. Yako ficou deslumbrada.
—Parece tão real... Como fez isso? E o que quer dizer com meus medos? -Perguntou confusa observando o mundo flutuando entre o mar de água abaixo e o de nuvens acima.
—Sou uma kyuubi de verdade, não uma imitação feita de chakra.—Ikarigin disse orgulhoso e falando de Kurama com desprezo. —É obvio quais são seus medos. Não consegue dar 100% de si em uma luta pois tem medo de machucar seus amigos. Felizmente eu tenho a solução para isso. — Os olhos cor gelo de Ikarigin brilharam por traz da máscara e seus dentes se arreganharam em um sorriso criando um avatar. Uma espécie de homem com características de raposa. Cabelos prateados com orelhas de raposa, olhos azuis acinzentados com pupilas verticais, possuía a mesma máscara de raposa sob o rosto. Corpo pálido como um fantasma e nove longas caudas fantasmagóricas balançando preguiçosamente.
—Uau... É assim que se parece quando usa a forma humana ou isso é uma ilusão? – Yako disse admirando Ikarigin e comparando ele mentalmente com Sesshoumaru e Inuyasha. Ela olhou para as duas versões da raposa imaginando se seria semelhante a um Kage Buunshin.
—Um pouco de ambos.— Ikarigin disse experimentando o corpo. Depois pegou Yako pelo braço e os teleportou para o centro de Konoha. Fez as copias dos amigos de Yako aparecerem. -Isso aqui é uma ilusão realista. Tudo aqui é perfeitamente idêntico ao que ve na realidade isso inclui suas habilidades e a dos seus amigos. Vai poder lutar dando tudo de si sem medo, se feri-los mortalmente eu simplesmente posso recria-los. Dessa maneira poderá aprender exatamente o quanto de poder porá usar contra eles na realidade e de quebra vai melhorar seus reflexos. Como aqui não é a realidade obviamente não melhorara fisicamente, mas tudo aprender aqui continuara em sua mente. —Yakirign disse apontando para a propria cabeça.
—Hã? Epa espera ai? O qu?!!! -Yako não teve tempo de perguntar pois logo foi atacada por Tobirama e Kagami.
—Vai com tudo! Pode usar modo sábio no máximo vai ser como se estivesse lutando de verdade. Se morrer recomeço tudo do zero. —Ikarigin disse sorrindo se divertindo com o desespero de Yako. Mesmo sabendo que eram ilusões demorou para Yako ter coragem de ir com tudo pra cima dos oponentes, ela morreu umas quatro vezes antes de criar coragem e realmente ir para cima. Ikarigin colocou outros amigos e até mesmo pessoas que ela não conhecia tão bem. Ela basicamente lutou contra a vila inteira. Um ou mais inimigos por vez. Dependia do quanto a pessoa que a as ilusões eram baseadas era poderosa e eficiente.
—Isso nunca acaba? -Yako perguntou desesperada ao notar que se passaram dias e mais dias. – Ei? Responde? Merda! -Yako reclamava. Ikarigin deixou rolar, quando chegaram na marca de seis meses decidiu pausar. Yako sentou no chão exausta.
—É uma ilusão. —Deu de ombros. - Poderia passar a eternidade aqui e não seria nem um segundo na realidade. Você nunca lutou de verdade contra alguem até a morte. Isso não é algo que se resolve com uma ou duas lutas, precisa passar por isso constantemente para aprender a reagir de maneira apropriada, seja nos reflexos como no raciocínio. —Ikarigin sentou se ao lado dela. Essa é a maneira perfeita de treinar sua mente e controle dos seus poderes sem realmente machucar ninguem. Da próxima vez que fizer um sparing com seus amigos poderá reagir melhor a eles e até força-los mais na luta sem problemas. Afinal sabera o quanto é necessário para uma luta amistosa e quanto é letal.
—Isso foi horrível e ver que está orgulhoso disso não melhora muito... Mas realmente é útil. -Yako disse pensando friamente no ocorrido. Apesar de sentir o estomago embrulhado ao machucar e matar as ilusões deles podia sentir o efeito. Ikarigin sorriu ao pensar em como ela perdeu o medo de machucar os amigos e em como ela eliminou os desconhecidos facilmente. – Isso vai ser bom seu precisar lutar... Apesar de perturbador é realmente útil. — Yako disse cerrando o punho pensando se poderia salvar Tobirama dos irmãos ouro e prata.
—Fico feliz em ter ajudado.—Ikarigin disse animado.
—Mas será que isso não vai fazer mal? Não sei se minha mente vai aguentar ficar acordada direto assim o tempo todo. -Yako disse preocupada.
—Seu cérebro está dormindo. O que eu trouxe é sua alma.—Ikarigin explicou. – Se preferir pode descansar aqui antes de acordar ou meditar.—Deu de ombros. -Nesse mundo de ilusões sou Deus. O tempo aqui é a minha vontade.
—Hm... Incrível... – Yako murmurou pensativa pensando se isso seria como um Tsukuyomi infinito. Sentiu curiosidade do quão poderoso Ikarigin seria sem estar selado, mas não comentou nada. Ikarigin não esboçou reação, mas internamente estava desgostoso com as comparações de Yako, apesar de feliz por ela saber apreciar seu poder.
Quando acordou no dia seguinte Yako estava surpresa por se sentir totalmente descansada como se tivesse dormido normalmente. Ikarigin não comentou nada, apenas observou Yako. Ela criou os clones que iam trabalhar, foi fazer café da manhã e comer, depois de amentar o filho mudou a rotina. Ao invés de ir brincar com filho como normalmente fazia decidiu ensiná-lo sobre chakra. Ikarigin se sentia curioso, não entendia muito bem como Yako se apegou tão rápido a um filho que nem planejou e nem queria de verdade, mas agora o protegia como um dragão protege seu tesouro.
Ikarigin não conseguia decidir se o filho de Yako era sortudo ou azarado. Ele tinha uma cabeça boa, tinha habilidades sensoriais e um chakra acima da media levando em consideração pessoas normais, se fosse considerar clãs como Senju ou Usumaki ele era abaixo da média, estava longe de ser um monstro em termos chakra. Talvez seja por que o clã Namikaze não tem um pingo de sangue Otsutsuki e o pai dele apesar de ser ninja da Vila da Nuvem também não tem um pingo de sangue Otsutsuki. Mas os Namikazes têm um dom natural em relação a natureza e até um pezinho no lado espiritual, porem ele não herdou nada disso. A sorte dele é que Yako meditava constantemente com chakra e energia natural isso tornou ele levemente mais perceptivo a energia natural, mas nada perto de um druida.
— Ma! Olha consegui! – O garoto disse todo orgulhoso ao conseguir moldar chakra.
—O pirralho ainda lembra da sensação de quando você meditava enquanto ele ainda não era nascido.—Ikarigin comentou explicando o porquê de o garoto conseguir fazer isso tão rápido.
—Uh?! Ikarigin?! Como sabe disso?—Yako disse mentalmente confusa. -Ótimo Mi-chan. -Ela encorajou o filho.
*
*
-Sensei acho que deveria casar se com Yako... – Ikarigin ouviu o líder dos macacos falando e decidiu prestar mais atenção nessa conversa apesar de geralmente ignorar os humanos. – Ela se tornou tão forte! Poderia ser um grande risco no futuro se ela decidir mudar de nação. Ela gosta de você não acho que rejeitaria e ao casar com você forçaria a criar raízes mais firmes aqui em Konoha.
—Apesar de não gostar da ideia... Isso não deixa de ser verdade. Yako não tem grande amor por ninjas num geral, apesar de ter virado nossa amiga. O pequeno Minato é um talento que não vemos desde Madara ou Hashirama... – Cara de corvo comentou pensativo. -Yako gosta de você e você gosta dela sensei. Não acho que seria uma proposta ruim, ainda mais se um dia alguem cretino de Kumo vier reclamar direitos sobre o Minato...
Ikarigin observou os três discutirem sobre Yako prestando atenção no cara de corvo albino que ficou em silencio a maior parte do tempo.
—... outra opção seria casar com Sakumo, mas acho problemático fazer disso uma missão e Yako não merece ser enganada assim. -Cara de corvo disse fechando os olhos. – Mas pensando como Hokage, pensando no bem da vila acho que essa seria a melhor decisão no momento.
—Eu... vou pensar nisso... – Foi tudo que o cara de corvo albino disse.
Percebendo que o assunto sobre Yako tinha se encerrado ali Ikarigin parou de prestar atenção. Acabou ficando em duvida se dedurava os planos dos amigos de Yako para ela ou não. Apesar de gostar de Yako era difícil ignorar seu lado caótico que gostava de ver o caos acontecendo. Por fim decidiu apenas observar mais. Se as coisas ficassem perigosas para Yako talvez alertasse.
—MI-CHAN!!!! -Ikarigin riu ao ver Yako desesperada subindo na árvore para pegar o filho que se pendurara de ponta cabeça no galho brincando com os corvos. – Não te ensinei a moldar chakra para me matar do coração assim! Nada de subir em lugares altos sem supervisão! Nada de andar nas paredes de casa!... -Yako deu uma longa bronca no filho.
—Desculpa... -O menino respondeu choroso.
A cada dia que passava Ikarigin ria mais de Yako endoidando as travessuras não intencionais do filho. Toda noite no mundo de ilusões Yako reclamava sem parar.
—Por que você só ri? -Yako esbravejou com ele. -Não foi engraçado ver o Mi-chan pulando de galho em galho como se fosse um mico. E se ele caísse? E se um galho caísse? Ele poderia ficar gravemente ferido ou morrer. -Yako descontava fúria em uma ilusão de Hiruzen.
—O pirralho é um pirralho é claro que ele não tem noção dos riscos. —Ikarigin na forma humana deu de ombros e então teve uma ideia. -Humanos tem péssimos instintos especialmente quando são praticamente recém-nascidos. A única maneira de concertar seria deixar ele aprender por conta própria coisa que duvido que você queria.
—É claro que não. Não vou deixá-lo se machucar de propósito, o problema é fazê-lo entender que....
—Posso resolver isso. O pirralho pode...—Ikarigin balançou as caudas lentamente como um gato.
—Idiota! Para de chamar Minato de pirralho. -Yako ralhou brava. Ikarigin simplesmente fez as ilusões das pessoas desaparecerem e tudo que estava quebrado voltou a forma intacta inicial.
—Ola Amarelinho. -Ikarigin cumprimentou, Yako ficou confusa por um instante, mas logo viu Minato que parecia estar acordando.
—Meu nome é Minato. -Minato o corrigiu olhando com curiosidade ao redor. -Sonho estranho... Ma! -Minato ia dizer outra coisa, mas ao ver Yako saiu correndo até ela.
—Prefiro Amarelinho. -Ikarigin sorriu ao ver o garoto ficou chateado só como uma criança ficaria ao ver uma pessoa não dizendo seu nome correto. —Sua primeira lição. Nomes são importantes, não de o seu a qualquer um.—Ikarigin ignorou o olhar feio de Yako sobre si. - Não use o de alguem sem permissão.
—Lição? Ma o senhor raposa é um professor? – Minato perguntou confuso para a mãe. Yako riu.
—Talvez.— Disse num tom amigável.
—Sabe como fazer para falar com sapos? -Minato perguntou animado. Yako ficou só de olho.
—Sim. —Ikarigin respondeu surpreendendo Yako e Minato.
—Sério? Sério mesmo? -Minato disse animado. — Me ensina hmmm... Foxy sensei! –Pausando ao penar num jeito de chamar o homem raposa a sua frente e fazendo reverencia como via outras crianças fazerem ao cumprimentar um sensei. -Quem é aquele ali preso la? – Minato comentou ao ver a forma original de Ikarigin que parecia estar dormindo.
—Alguem.—Ikarigin respondeu antes que Yako pudesse.
— Quem? Por que está preso? A gente pode soltar? Por que... – Minato bombardeou Ikarigin com perguntas.
—No momento não há nada que possamos fazer para ajudar.—Ikarigin respondeu.
—Tem certeza? Minha Ma é superforte, com o tio Tobrima podem...
—Não. —Ikarigin disse. -Quer que eu ensine a linguagem dos sapos? —Ikarigin desconversou.
—Sim! -Minato balançou a cabeça furiosamente.
Yako ficou só observando e foi para mais perto do corpo original de Ikarigin que mudou o cenário para um rio enorme e lagos com sapos de todas as espécies possíveis nas margens. Minato corria alucinado pela grama querendo ver todos os sapos.
—O que fez te mudar de ideia? -Yako perguntou curiosa.
—Esperança de que se ele ficar forte mais rápido você não precisa da raposa falsa. Mas isso não vai acontecer pelo visto. -IKarigin foi sincero.
—Você sabe. -Yako afirmou. – Isso é onisciência? Também possui onipresença e onipotência? Sempre ouço se gabar por ser uma kyuubi de verdade, não era em vão pelo visto... Não é atoa que nos mitos algumas pessoas consideravam kyuubis deuses. -Yako disse.
—Sim, mas não funciona como pensa. —Ikarigin entendeu as perguntas de Yako. -O futuro não é pré-determinado, apesar de seguir um fluxo. O futuro é como um rio desgovernado, que as vezes muda de curso abruptamente, seca em alguns lugares enquanto em outros transborda ou cria novos pequenos rios. Eu vejo as infinitas possibilidades, desde as mais prováveis as menos improváveis. Seja no passado, presente ou futuro. Eu posso ver e estar em mais de um lugar ao mesmo tempo. Posso moldar a realidade com ilusões.
—Entendo. Não é tão absoluto quanto imaginei, mas ainda sim... -Yako disse observando Ikarigin. – Ainda sim são poderes incríveis. Não entendo como foi preso.
—Você apenas esqueceu. Sou poderoso, mas não sou único. Existiram outros, existem outros...—Ikarigin disse vendo Yako se arrepiar. —Você está feliz. Não vou estragar isso. -Ikarigin afirmou. Podia sentir os pensamentos de Yako, mas decidiu ficar quieto sobre isso.
—Obrigada por não me impedir. -Yako agradeceu com sinceridade. – Kaguya e os Otsutsukis são reais então?
—Sim. Tanto ela quanto os outros. -Ikarigin confirmou.
—Merda. -Yako riu. -Vou ter que me preparar para o inferno então... -Yako disse sombriamente. -Pelo visto terei que preparar os outros também... -Yako disse fechando os olhos. Ikarigin riu.
—Mesmo esquecendo tudo você nunca muda.—Ikarigin disse orgulhoso para si mesmo.
Dia a após dia Yako passou a pegar mais pesado tanto no mundo ilusório quanto no real. No real passou a treinar o corpo, fortalecendo os músculos treinando pesado dia após dia enquanto a noite antes de dormir fazia um check up próprio do corpo curando qualquer machucado mínimo, procurando concertar até as falhas mínimas das células do corpo. Nos momentos de descanso dedicava a ensinava Minato exercícios de alongamento e o deixava desenvolver o resto com brincadeiras. No mundo ilusório lutava todas as noites aprimorando os instintos de combate, usava o tempo para polir ao máximo técnicas e se dedicava a ensinar Minato coisas que não ensinava mais no mundo real com ajuda de Ikarigin. A única coisa que fazia fora treinar e cuidar do filho era o presente de aniversário.
—Incrível. Você é como uma super Wikipédia ambulante. – Yako disse assombrada.
—Achei que tinha parado de me comparar a coisas inferiores. —Ikarigin disse num tom debochado suspirando alto fingindo ofendido.
—Ainda não acredito que sabe todas as línguas! Ou que fosse tão bom com matemática!
—De tudo são essas as que mais te impressionaram?— Ikarigin disse incrédulo.
—Claro! Sabe o quão difícil é se comunicar com um ser que você é incapaz de entender? Passei anos me transformando em animais para entende-los melhor, mesmo usando energia natural para entender os animais melhor eu não cheguei nem perto de compreender totalmente a fala deles! -Yako reclamou animada. – E não achei que Youkais se importavam com matemática e tecnologia!
Ikarigin sentiu-se triste de Yako ficar deslumbrada com algo tão básico.
—Ei Ikarigin o que acha da armadura que fiz para Tobirma? – Yako perguntou seria subitamente.
—É a melhor que fez. -Ikarigin afirmou.
—Só isso? -Yako questionou.
—Não tem muito o que dizer. Com os materiais e conhecimento que tem é a melhor coisa que forjou até o momento. Ele vai amar e provavelmente te encher o saco sobre a mecânica dos selos que colocou nela e o processo de forja. Ou quer a minha opinião sobre o conjunto de quimono que fez? Ele provavelmente vai amar também. —Ikarigin disse balançando as três caudas livres lentamente curtindo a expressão de vergonha de Yako.
—Não sei por que pedi sua opinião... -Yako resmungou revirando os olhos.
Sem interferir Ikarigin apenas observou a relação de Yako com o corvo albino. O aniversario de 59 do albino ocorreu e Yako se divertiu com o filho na festa.
—Yako vem comigo um momento? -Tobirama disse. Ikarigin observou como o corvo albino a levando para uma parte bem mais distante da festa no distrito dos Senju. O líder dos macacos, Cara de corvo e a cabelo vermelho ficariam de olho no Amarelinho. -A dias atrás você me disse sobre o pedido de Minato... Já pensou em se casar?
—Isso é sério? – Yako perguntou corando igual um tomate. O que surpreendeu Ikarigin foi o fato do mundo interno dela mudar. As nuvens se tornaram mar de fogo, com as labaredas dançando como ondas. Quando o corvo albino segurou as mãos dela Ikarigin achou que ela ia ter um treco. Ai meu deus ele fazendo o que eu to pensando que ele ta?! O tobirama gosta de mim?! Ele gosta de mim! -Yako gritava internamente, Ikarigin ignorou os pensamentos de Yako.
– Isso é apenas algum movimento político? -Yako perguntou curiosa. – Não. A pergunta é até onde isso é um movimento político... – Yako se corrigiu negando com a cabeça.
—Sim e não. Eu realmente gosto de você, por isso passo tanto tempo com você. Mas a vila anda receosa com você. Como Namikaze você apesar de morar em Konoha tem o costume de viajar constantemente. O fato de Minato ser filho de ninja de outra vila também pesa. As pessoas tem medo que um dia se volte contra a vila. -Ikarigin se surpreendeu com a franqueza do corvo albino.
Gentalha filha da puta intrometida de merda... Yako xingava furiosamente em sua mente. Mas além da raiva Ikarigin sabia que ela considerou as palavras.
—Sem política envolvida você faria isso? -Yako perguntou seria encarando Tobirama que fechou os olhos por um longo momento pensando.
—Eu ainda gostaria de você, mas... não sei. Você não gosta muito de ninjas...
Ikarigin sentiu Yako se decidindo.
—O que mudaria? Não quero viver sob regras de outro clã. -Yako disse seria. – Vou descer o cassete em qualquer imbecil que achar que tiver autoridade sobre o que um filho meu fara ou deixara de fazer da vida. Isso inclui seu clã e quem quer que seja o Hokage no momento. -Yako disse seria apertando os olhos. – Não vou deixar ninguem usar filho meu como peça de tabuleiro.
—Fico feliz em saber. Isso vai dar dor de cabeça, mas posso mudar certas coisas... -Yako ouviu Tobirama atentamente. -O que acha de ser tipo um Ronin?
—Ronin? Isso não é coisa de samurai? -Yako perguntou confusa.
—É, por isso pensei em algo semelhante, mas diferente. -Tobirama tirou uma papel e um lápis do bolso. – Ronin é feito com os ideogramas 浪人 que podem significar 浪 (onda)人(pessoa), posso trocar por 波(nami/onda) de Namikaze (波風) que também significa onda. Adicionar o Kaze 風de Namikaze que significa vento, troco o 人 (pessoa) de ronin por 火 fogo. Pensei em adicionar nin 忍 de ninja e shinobi, mas como não tem tanto apreço por ninjas então pensei em 自由 (Ji, Yuu) que significam liberdade. Mas 波火風自由 é muito longe decidir chamar apenas de ronin. -Tobirama explicou. Yako ouviu em silencio.
—Hmm, não gosto da sonoridade que que livre tem... Me lembra muito juu de juubi pro meu gosto. —Yako terminou a frase em pensamento. – Acho que Arashi(tempestade) soa melhor pesar de já ter um kanji próprio.
—Por que Arashi? -Tobirama perguntou curioso.
—Adiciona de Kaminari(trovão/relâmpago) que fica perfeito. Quem tentar ler não vai entender nada. -Yako riu. – Modoki de similar, mas diferente e Arashi de tempestade. Moarashi fica menor.
—Ainda não entendi. -Tobirama fitou Yako confuso.
—Existe coisa mais livre que uma tempestade? Seja ela de água, fogo, ventos, raio ou tudo junto uma tempestade é uma tempestade. Deixa como 波火風雷, leia como Moarashi.
—Isso soa estranho, mas combina com o seu estilo de luta... -Tobirama disse pensativo.
—Se alguem perguntar o por que não responda. Quero deixar o verdadeiro significado entre a gente e alguns amigos, quero ver a cara das pessoas quando lerem esse novo título. Certamente vai ter algum idiota que vai achar que tem ligação com os países 火(Fogo)水(Água)風(Vento)雷 (Raio) -Yako deu gargalhada sozinha por um tempo. – Com certeza vai ter alguem querendo quebrar a cabeça por que não tem 土(terra) e procurando um significado mais profundo nisso.
Ikarigin se sentiu orgulhoso.
—Não acho que seja uma boa ideia isso pode causar confusão...- Tobirama disse preocupado.
—Relaxa. -Yako disse animada.
*
*
—Incrível! Onde aprendeu tudo isso? -Minato disse maravilhado com o conhecimento de escrita de Ikarigin observando ele explicando o significado de cada palavra.
—Com o tempo.—Ikarigin respondeu sem pensar muito.
—O tempo ensina Foxy sensei? -Minato disse confuso.
—Quis dizer que aprendi tudo ao longo dos anos. Como você está aprendendo agora. Já parou para pensar no quanto aprendeu nesse ano? Consegue se lembrar do quanto sabia antes? —Ikarigin explicou observando Minato que tentou pensar profundamente sobre isso.
—Hm... Acho que entendo, eu sei que a cada novo dia aprendo mais, mas é difícil lembrar do tempo... -Minato notou a dificuldade que tinha de separar horas, dias de meses atrás.
—Isso é normal. Tudo é novo para você seu cérebro ainda está no ponto que tem que decidir o que é útil e o que não é. É o melhor momento da vida para aprender coisas. Você tem sorte de já ter consciência nessa idade, nessa idade a maioria não sabe nem controlar onde mija e onde caga...—Ikarigin disse fazendo careta.
—É... a filha do Kagami não é legal para brincar. -Minato disse se lembrando da bebê. -Quando meu irmão ou irmã nascer vai ser assim? -Perguntou pensativo e curioso.
—Provavelmente. Mas se der sorte depois de um ano já vai poder se divertir com eles. -Ikarigin respondeu.
—Eles? Mais de um? -Minato se levantou animado.
—É no ritmo que sua Yako demanda atenção fico supresso que não tenha matado o corvo albino de cansaço ou engravidado antes...—Ikarigin resmungou para si. – Guarde esse segredinho entre nós, mas são dois ela ainda não percebeu. —Ikarigin disse sorrindo pensando na reação de Yako quando descobrir.
—Posso treinar um pouco com chakra? – Minato disse animado.
—Pode. —Ikarigin mudou o cenário desintegrando a biblioteca e formando um campo ao ar livre com um grande lago no centro.
—Ma disse para continuar praticando o controle... -Minato disse fazendo beicinho. – Queria aprender o estilo vento para brincar igual o avatar da história. Só que ai percebi uma coisa! -Minato disse animado se aproximando da água e estendendo as mãos. – Olha Foxy sensei! -Minato usou o chakra para mover a água como vento moveria, se animou vendo que funcionava então aumentou o fluxo com muito mais intensidade. -Ugh. Ai, ai, ai! – Minato grunhiu e gritou levantando-se rapidamente balançando as mãos freneticamente. -Isso dói! -Gritou choroso balançando as mãos.
—Parabéns acabou de queimar suas veias de chakra pela primeira vez e explodiu uns Tekketsu no meio do caminho.—Ikarigin explicou e com uma balançar de cauda desfez todo o dano. -Pronto parou de doer.
—É por isso que a Ma não me deixa brincar com chakra sozinho? – Minato perguntou choroso.
—Bingo Amarelinho! Acredito que a lição foi aprendida. Não esqueça que é pequeno e seu corpo ainda não está completamente desenvolvido, forçar muito chakra de uma vez sem controle da nisso. Consegue pensar em uma solução? -Ikarigin instigou.
—Usar menos chakra? -Minato disse com dúvida em tom choroso.
—Não consegue pensar em mais nada Amarelinho?—Ikarigin disse mudando a forma para uma semelhante uma raposa comum, mas com nove caudas e mascara na cara como sempre.
—Preciso de mais braços? -Minato questionou olhando as caudas a mais de Ikarigin.
—Isso realmente ajudaria, mas ainda não é isso.—Ikarigin comentou.
Minato ficou um longo tempo pensativo. Depois se aproximou do lago novamente dessa vez entrando na água até o peito. Com calma testou expelir chakra pelas mãos dessa vez devagar, logo seu corpo subiu até a superfície como, mas assim que mãos perderam contato com a água o corpo dele voltou a afundar até a cintura. Olhou algumas vezes para Ikarigin esperando alguma dica como sua mãe fazia, mas a raposa apenas encarava com os olhos cinzentos. Após horas tentando teve uma ideia ou olhar Ikarigin uma ultima vez. Não tem quatro patas como uma raposa, mas tinha dois pés e duas mãos. Concentrado tentou igualar o fluxo de chakra nos quatros membros, conseguiu se elevas mais sobre água, mas ainda sim não era o resultado que queria.
Ikarigin observava com atenção, parecia quase uma estatua realista se não fossem as caudas balançando. Curioso mantinha o nível de chakra de Minato constante esperando para ver se ele conseguiria perceber a solução ou simplesmente desistiria ele persistiu por dois dias direto até parar.
—Foxy sensei não tem nenhuma dica não? – Minato perguntou implorando.
—Meu estilo de ensinar é diferente da sua mãe. Para mim quando um filhote pode sair do ninho ele já pode aprender sozinho com a vida com supervisão.—Ikarigin disse
—Mas até a mãe das raposas ensinam os bebês! Eu vi! -Minato exclamou frustrado.
—Eu tenho cara de ser uma mãe raposa? — Ikarigin disse num tom sério.
—Não...Não sei... Acho que você é macho? -Minato respondeu intimidado em tom duvidoso. Ikarigin se aproximou.
—Acha? -Ikarigin parou em frente a Minato apertando os olhos.
— É que só dá para saber olhando atrás. – Minato disse nervoso dando um pulo quando Ikarigin jogou a cabeça para traz e riu alto.
—Isso daria certo com uma raposa normal. Não se esqueça que sou um Youkai, não são só minhas nove caudas que são diferentes. -Ikarigin achou graça.
—Não? -Minato olhou confuso. — Mas li que mamíferos tem órgãos sexuais diferentes. Da para ver a diferença entre um macho e uma fêmea.
—Sua segunda lição gratuita. Youkais Kitsune são mestres das ilusões, também podemos mudar gênero a vontade. É particularmente divertido enganar humanos. — Ikarigin explicou.
—São mentirosos? Ma diz que é feio mentir. – Minato disse.
—Lição numero três. Youkais e humanos tem visões de mundo diferentes.
—Então não é feio mentir para youkais? -Minato perguntou confuso.
—É mais complicado que isso. – Ikarigin disse balançando a cabeça em forma de negativa. —Existem certas regras e etiquetas. Depende de quem fala com quem... explico isso em outro momento. Quanto a sua dúvida inicial vou te dar uma dica, uma única vez. Existe mais de uma maneira de conseguir o quer, uma delas está no seu corpo, outra no movimento, outra na direção e na concentração. -Ikarigin se deitou após dar a dica.
—Não entendi. -Minato disse frustrado.
Ikarigin observou Minato tentar por mais algumas horas flutuar usando chakra nas mãos e nós pés sem conseguir o resultado desejado se frustrando. Parando para pensar em outras coisas. Tentou expelir chakra de maneira circular fazendo uma bola como ouviu na história, mas só conseguiu ser arremessado para os lados.
—Cansei. Amanhã tento outra vez. -Minato disse decidido. – Quando que a ma vai se juntar a gente?
—Quando dormir.
—Ah, ela e o tio Tobirama ainda estão ocupados. Você sabe o que estão fazendo? – Perguntou curioso.
—Sei, mas não posso contar. —Ikagirin disse.
—É segredo? Isso é chato queria saber. – Minato resmungou. – Ei! É segredo também estão namorados? Nawaki me contou, mas a ma ainda não disse nada.
—Ah isso? Não. Tão na faze para ver se da certo ainda. Se der ela você vai provavelmente o primeiro a saber. -Ikarigin disse com desinteresse.
—Se der certo tio Tobirama vai virar meu pai? -Minato perguntou esperançoso cheio de expectativa.
Pela primeira vez Ikarigin pensou antes de responder.
—Humanos são complicados... Sua mãe vai explicar isso melhor para você. Isso é realmente importante? -Ikarigin tentou jogar para Yako.
— Não sei. A ma é a melhor do mundo, mas parece ser mais legal quando tem um pai também. Queria que o tio Tobirama, Kagami ou Sakumo fossem meu. Não sente falta dos seus? Ou youkais não tem pais? – Minato perguntou.
—Depende do Youkai. Alguns são criaturas que viveram além do tempo, outros que nascem da morte, tem aqueles que nascem de sentimentos, aqueles que nascem de maldições, aqueles que nascem de desejos, alguns nascem espontaneamente da natureza, outros que nascem pais youkais... Existem varias maneiras.
—Da pra nascer de tudo isso? – Minato perguntou confuso. -Achei que só dava para nascer de pai e de mãe.
—Para youkais da. Conheci um Karakasa-Obake, é uma youkai que nasceu de um guarda-chuva velho de mil anos. -Ikarigin viu os olhos de Minato se arregalarem.
—De um guarda-chuva de verdade? Tenho que avisar a ma para tomar cuidado com essas coisas. -Minato disse pensativo. Ikarigin riu.
—Não precisa se preocupar, aqui não existem youkais, pelo menos não atualmente.
—Mas tem você! E as bijuus ouvi... – Minato foi cortado por Ikarigin
—Aquilo não são youkais. São massas de chakra com vida em forma de bichos. —Ikarigin respondeu rabugento. —Sente algum chakra vindo de mim? —Minato negou com a cabeça. — É por que não tenho.
—Mas todos os seres vivos tem chakra! -Minato disse alto.
—Isso pode ser verdade para vocês que nasceram aqui depois de... Um certo evento... Mas antigamente isso não era verdade. Sua família mesmo vem de antigos druidas e guardiões, pessoas que possuíam energia espiritual e da natureza em abundância.—Ikarigin disse animado.
—Não era chakra? -MInato perguntou confuso.
—Não.
—Mas eu só sinto chakra. -Minato disse tentando meditar pensativo.
—É por que não tem. Aparamente o conhecimento foi perdido a anos e você não herdou nadinha dos dois.—Ikarigin disse balançando as caudas animadamente.
—Ah... -Minato ficou chateado. -Não dá para treinar isso?
—Até, mas vai ser difícil. Especialmente energia espiritual que não tem ligação nenhuma com chakra.
—Não? Mas aprendi que chakra é a mistura de energia espiritual mais física. -Minato disse confuso. Ikarigin balançou a cabeça.
—Não são o mesmo tipo. Assim como energia espiritual Youkai e Humana não são iguais. Acho melhor você focar na energia natural, a espiritual tem... mais consequências...—Ikarigin disse de maneira misteriosa.
—Eu consigo aprender? -Minato quis saber animado.
—Claro, provavelmente vai demorar muito tempo para aprender, mas tempo aqui é o que mais terá para isso.
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