The Namikaze Sage Mother.
6 6- Confiar ou manter o segredo?
Notas iniciais
Paz de espirito...Não. Paz num geral é algo que não dura nesse mundo. Ao olhar Nawaki, Minato, Mikoto e Shikaku brincarem juntos não consigo parar de pensar no futuro. É difícil esquecer que todos eles morrem jovem demais, 12, 24, 35, 42 anos... Dois não chegam nem nos trinta e nenhum deles chegam se quer nos cinquenta.
—Yako você está bem? – Sakumo perguntou preocupado.
—Estou... É só que estou com a cabeça cheia. – Eu disse dando um sorriso de desculpa.
—Está pensando nos seus pais? Sei como é difícil, mas acredite com o tempo melhora um pouco. -Kagami disse tentando me reconfortar. Todos na mesa me olharam preocupados.
—É... A guerra não perdoa... Não faz diferença entre soldados, civis e inocentes... -Na verdade eu queria dizer que ninjas não fazem diferença entre culpados e inocentes, mas o buraco é mais fundo que isso. Nem todos os ninjas usam tudo e todos para completarem seus objetivos, mas ainda sim muitos são assim. Pior que a ideologia ninja é a natureza humana... Essa não tem concerto, por mais que indivíduos bons tentem mudar as coisas sempre vai ter pessoas ruins e problemáticas atrapalhando.
—É por isso que tem treinado com Kagami e Sakumo nos últimos meses? -Mito perguntou curiosa.
—Sim. Sempre curti treinar com Sakumo quando era criança, mais pelo exercício em si e para melhorar minhas habilidades com chakra, mas agora não quero ser pega de surpresa por alguem. Não me perdoaria nunca se algo acontecesse com Minato por que não sou capaz de defende-lo. -Isso é uma meia verdade, na realidade eu não quero morrer em vão e nem quero ver Minato ter a mesma vida que teve no manga morrendo aos 24 anos sem nem viver a vida direito. -Nos últimos anos, especialmente depois que engravidei do Minato eu relaxei de mais.
—Fico pensando que monstro você seria se tivesse treinado desde sempre com afinco, colocaria Tobirama sensei para correr. – Kagami brincou.
—Que exagero! No taijutsu puro e até reforçando o corpo com chakra mal encosto no Sakumo. Só consigo alguma vantagem no ninjutsu e isso é por que tenho muito chakra para gastar de sobra. Contra você nem com modo sábio eu encosto... -Comentei emburrada me lembrando das lutas amistosas.
Kagami gargalhou junto com Mito.
—Yako! Preocupado ficaria eu se com todos os meus anos de treinamento e experiencia em campo se tivesse tanto trabalho contra você igual quando a gente era criança! Meu rank de Jounin não é atoa sabe? -Sakumo disse meio brincando meio ofendido.
—Concordo. Por outro lado é impressionante a melhora nesses poucos meses. Foi do nível de genin muito habilidosa para um chunin muito habilidosa, seu corpo e mente ainda não estão em harmonia por isso não consegue usar de maneira eficiente o poder que possui. – Kagami comentou e parou por um momento pensativo. – É como se fosse o contrario de um Uchiha que despertou o sharingan e consegue analisar tudo como se o tempo passasse mais lento porem não consegue se mover na mesma velocidade que a mente processa a situação.
—Infelizmente a única maneira de melhorar seu tempo de reação é continuar trabalhando isso. Tem que conseguir equilibrar também reações instintivas com reações logicas rapidamente isso faz muita diferença no meio de uma luta. -Sakumo comentou.
— Também é importante ter parceiros de treino diferentes, se acostumar a uma pessoa só ou duas pode ser problemático a longo prazo. -Mito deu conselho prestando atenção na conversa. – Uma situação real de combate é muito mais imprevisível que treinamento controlado. O estilo de combate é muito diferenciado de pessoa para pessoa, mesmo levando em conta o clã e país. Antigamente nós aprendíamos desde cedo sobres os cada clã inimigo ou aliado, não só do país do fogo, mas de outros países também.
—Eu só quero consiguir me defender. — Disse absorvendo tudo que foi dito.
—Do jeito que treina parece que pretende lutar contra um Kage no futuro. – Kagami disse zombeteiro.
—Seria bom se só os Kages fossem tão poderosos. Infelizmente tem vários ninjas poderoso assim que não ligam de matar inocentes, outros gostas de matar inocentes. – Eu disso lembrando de problemas recente não só com ninjas normais, mas com nukenin também. – Os ninjas que mataram meus pais não são um caso isolado.
— Infelizmente é uma estratégia efetiva destruir vilas de civis de países inimigos. -Kagami disse sério.
—É, infelizmente pragmatismo funciona, mesmo quando não é necessariamente bom... -Comentei.
—Voltando ao assunto de treinar com parceiros diferentes, o que acha de treinar com a Tsunade chan? Ela se tornou jounin a pouco tempo, mas é bastante habilidosa especialmente com taijutsu. Acho que seria uma experiencia interessante para as duas se passarem a treinar juntas de vez em quando... -Mito estava entusiasmada com a Tsunade.
— O Hiruzen seria um oponente interessante contra você ele é especialista em taijutsu e nijutsu. Se bem que para ter uma experiencia bem diferente do costume acho que seria uma boa ideia lutar contra o Danzo... – Kagami comentou animado.
Meu coração gelou no instante que ele mencionou o Danzo. Para minha tristeza o estrume é subordinado do Tobirama, amigo e colega de equipe do Kagami é impossível não topar com ele. Sei que ele ficou de olho no Minato la na festa do Nawaki, mas como não frequentamos sempre o mesmo ambiente por eu passar a maior parte do tempo em casa ou nas florestas com Minato. Para a minha felicidade ele não sabe o que eu sei sobre ele, mesmo que as informações do manga não sejam completamente certeiras ainda sim me fazem ficar de olhos atentos nele. Esse urubu não faz ideia que tem um dragão pairando sobre a cabeça dele observando atentamente seus movimentos preparado para retalhar a qualquer ameaça.
Meus clones chamaram nossa atenção trazendo bandejas de frutas frescas, panquecas, geleias e suco de laranja.
—Nossa é tão estranho o jeito que usa seus clones. – Kagami comentou.
—Sério? Eu acho que a maneira mais útil de usar essa técnica, posso fazer várias coisas ao mesmo tempo incluindo trabalho e sobra muito mais tempo para eu passar com Minato. – Expliquei e depois me voltei para as crianças.
— Pessoal vem comer! -A criançada veio correndo alegre com as mãos encardidas. – Vão lavar as mãos primeiro.
Peguei Minato no colo e o levei até o tanque ajudando-o.
— Ma! Shikaku é incrível nos jogos de palavras! Ele ganhou todas as vezes! -Minato me explicou entusiasmado.
Shikaku é outro bebê assustador em termos de inteligência, ele é só um ano e meio mais velho que Minato, já lê com perfeição, sabe fazer contas do nível de um aluno de 7º ano na minha antiga vida, já sabe criar estratégias no shogi e sabe usar chakra tão bem quanto Nawaki e Mikoto. Minato pega fogo junto com ele, querendo mostrar que também sabe das coisas ensina a brincar com os jogos que criei para ele e fica desafiando-o em competições.
Mikoto e Nawaki são mais velhos e bem inteligentes eles não ficam perdidos nas brincadeiras dos dois. Minato adora os truques ninjas que eles dois sabem fazer se interessou bastante por arremesso de shuriken para o meu desgosto, nesse departamento a Mikoto é quem tem mais habilidade e é quem acaba quase que sendo a professora do resto. Já Nawaki impressionou o Minato com seu conhecimento de botânica e com história sobre o mokuton.
— Salada de frutas! – Minato ficou extremamente animado com a comida.
— Aqui divirtam-se. – Peguei uma bandeja onde os clones cortaram misturaram as frutas, outra com panquecas colocando-as no lençol colocado na grama para as crianças sentarem e comerem juntas. Os clones trouxeram potes de geleia e suco para as crianças.
—Você leva a sério mesmo alimentação do Minato. – Kagami comentou curioso quando voltei a mesa. Por que não desmama ele de vez já que ele já come comida?
—Essa é uma das fazes mais importes da vida. Apesar de já dar frutas o leite ainda é importante, até os dois anos ainda tem benefícios. -Expliquei.
—Que diferença faz? – Kagami perguntou curioso.
Então expliquei a fundo a diferença que faz os cuidados nessa faze da vida desde alimentação correta até exercícios para desenvolver a mente. Estranhei o fato de Kagami ouvir com tanta atenção, geralmente homens não ligam muito para isso a não ser que estejam para se tornar pais.
—Bom saber, bom saber. -Kagami falou pensativo.
—Planeja ter filhos em breve? -Sakumo perguntou curioso.
—Tínhamos decido manter em segredo até nascer, pois perdemos os bebês meses antes de nascer ou logo após nascer. -Kagami disse pesaroso. – Dessa a gravidez foi mais tranquila, Hikari nasceu saudável mês passado, mas ainda estamos tomando cuidado. Temos medo que a qualquer momento algo de errado. -Kagami disse preocupado.
Isso chamou minha atenção. É estranho como esse mundo é tão avançado em certas áreas e ao mesmo tempo tão atrasado. Tem gente que como o Hashirama que era capaz de literalmente se regenerar só com o próprio chakra e sua genética privilegiada ao mesmo tempo que a medicina é bem atrasada, mesmo eu tendo ajudado um pouco recentemente com coisas que sabia da minha vida passada. O conhecimento que eu tenho é como uma gota de água em relação ao oceano de coisas que haviam...
*
*
—Devia se focar em recuperar seus antigos poderes ao invés de brincar de casinha. – Disse a gigantesca raposa de nove caudas balançando a três caudas livres que tinha.
—Já disse que não consigo sentir esse tal poder espiritual que tanto diz. Tenho que focar em coisas mais importantes nesse momento. -Respondi.
—Odeio isso! Maldito selamento!... -A raposa começou a reclamar.
Essa kyuubi definitivamente não é o Kurama, na verdade tirando o fato de ser uma raposa, ter nove caudas e ser gigantesca também de resto não tem nada de parecido. A pelagem é deslumbrante é uma combinação de prata e ouro branco, teria uma aparência quase divina se não estivesse pele e ossos e meio apodrecida onde as correntes do selamento perfuram seu corpo, como uma espécie de sutura sangrenta macabra. O corpo é totalmente de raposa mesmo, não parece meio humanoide como o do Kurama. A cabeça é totalmente coberta por uma máscara branca que lembra ossos, ela é pintada como as mascaras dos festivais e dos ANBU. Olhos, lábios e ponta do focinho de preto, vermelho em volta do negro dos olhos e nas orelhas, amarelo pintava as sobrancelhas em forma de nuvem.
—Devia ficar feliz que eu acredito em você mesmo quando as coisas que diz não fazem sentido algum. -Comentei. Meu instinto não desconfiou dele por mais ridícula que a história que contou era.
—Eu não entendo como se apegou tão rápido... Deixa quieto. Chegue mais perto. – A raposa disse.
—Mais perto da sua cara? – Questionei confusa.
—Pode ser. Isso. Me de sua mão.
Assim que me aproximei uma das caudas soltas se moveu em minha direção e assim que estendi as mãos a ponta da cauda que era da cor de ouro branco se tornou vermelha com um aspecto molhado. O vermelho foi escurecendo e escurecendo até se tornar preto, uma gota enorme pingou como se fosse tinta. Por um instante achei que ia me molhar e me sujar inteira, mas a gota encolheu rapidamente e mudou de forma no fim o que caiu na minha mão foi uma máscara negra de raposa, com detalhes pintados em prata. Parece uma máscara de ANBU.
—Perfeito. Perfeito. – A raposa comentou contente. – Mesmo que tenha perdido tudo nossa ligação ainda forte.
—O que eu faço com isso? -Perguntei curiosa.
—Nada. Meu youki e sangue por si só vão acordar seus poderes. Quando isso acontecer te ensinarei o que fazer... Suponho que terá que aprender tudo do zero... -Ele disse pensativo.
—Hum... Obrigada Ikarigin. -Agradeci meio sem entender o que fazer. A raposa soltou um sonho estranho. Graças a mascara eu não consigo nem ver a cara que estava fazendo. – Não gostou do nome? Você tinha dito que eu poderia te chamar do que quisesse.
—Não é nada. Está tudo bem, pode me chamar assim.
Ele falou como se não se importasse, mas seu tom de voz estava diferente.
*
*
Não acredito que o Tobirama está me ensinando o Hiraishin! Por que Tobirama está me ensinando o Hiraishin? Não faço ideia, mas é tão maneiro. O grande problema é que é extremamente complicado.
—Por que diabos seu Hiraishin é baseado numa formula tão complicada? -Eu questionei.
—É a única maneira que encontrei de expressar a logica da ação em intenção. -Ele explicou.
—Isso... não vai servir para mim. Preciso encontrar uma maneira deferente de expressar a minha intenção e fazer isso funcionar. – Conclui. – Me carrega algumas vezes? Quero entender melhor.
-Sei jeito de aprender é estranho. – Tobirama comentou, mas fez o que pedi. É extremamente rápido não deu nem para sentir a dimensão intermediaria.
—Hum e se eu fizer assim? -Disse para mim mesma pensativa. Com extremo cuidado criei minha marca colocando minha intenção em cada traço. Fiz dois.
—O que é isso? -Tobirama soou bem confuso.
—É a cara de uma raposa. Vê como a cabeça é parecida com um triangulo? Minha intenção é entrar, atravessar e sair. -Disse apontando cada traço — Cada orelha tem é feita em um único traço, uma é a conexão entre as marcas a outra é a conexão do meu chakra com a marca. -Expliquei apontando a direita e a esquerda, depois apontei para os olhos do direito e para o esquerdo – Esse é para a marca ser permanente, o de baixo é para absorver chakra alheio dessa maneira será inútil tentar remover com chakra. Esse aqui é para devorar outros fuinjutsu que tentarem reescrever por cima, o debaixo é para sentir a localização de onde está a marca.
—Me da isso aqui! – Tobirama pegou meu pedaço de papel e analisou atentamente por vários minutos intensamente. – Isso... Isso... Não devia ser possível! Não acho que é seguro testar. – Ele disse preocupado.
—Claro que é seguro testar. – Fiz um Kage Bunshin. – Viu completamente seguro.
—Yako o selo tem que ser extremamente especifico, qualquer coisa minimamente errada o torna... -Tobirama começou a me dar um baita sermão.
Meu clone inaugurou o selo ele foi para o quintal e se teleportou para dentro de casa ao meu lado pelo selo que estava em minha mão. Quando o clone se desfez recebi todas as informações. Não consegui deixar de sorrir.
—Deu certo! Ei Tobirama vamos fazer mais um teste! Teleporta para um selo seu bem longe comigo já eu teleporto a gente de volta! – Disse empolgada.
—Não acredito nisso!
Tobirama aceitou só para mostrar que meu selo estava errado, mas realmente deu certo. O curioso é que eu posso trazer o selo no papel junto, mas se eu o largar em algum lugar eu posso ir e ver dele desde que esteja com um outro selo na mão. Nos sentamos novamente nas cadeiras da cozinha.
—Isso é um absurdo!... -Tobirama ficou inconformado que meu “rabisco” funciona. – Qual é a lógica disso?
Eu ri do jeito dele.
—Valew por me ensinar. Achei que era um jutsu super secreto seu, por que resolveu me ensinar? -Perguntei curiosa.
—Ãh? Você que me pediu não lembra? -Ele disse confuso.
—Eu que pedi? Quando? -Não lembrava de ter feito isso.
—Logo quando Minato nasceu. Não lembra mesmo? -Ele me olhou curioso depois deu de ombros. -Imagino que deve ser por que estava com a rotina corrida, mal dormia.
Ele voltou a analisar meu “hiraishin”.
—Por que escolheu a cara de uma raposa?
—Não pensei muito nisso, só senti o que que ficaria legal. -Expliquei. É verdade que fiz sem pensar, mas acho que tem influencia da kyuubi que conheci. Não sei se isso seria bom de falar ou não.
—Ultimamente você anda bem interessada em raposas né, não desgruda mais dessa máscara. – Ele comentou. -Curiosamente você usou nove traços para fazer o seu selo.
—É um interesse recente.
—Hm. Você tem interesse na bijuu? -Ele me perguntou num tom desinteressado, mas seus olhos vermelhos me analisavam atentamente. Percebi que ele está realmente interessado em minha resposta.
—Se disser que não estaria mentindo. – Queria falar a verdade inteira, mas não sei se acreditaria em mim. -Imagino que sejam criaturas impressionantes e devem ter um conhecimento muito extenso do mundo. Seria uma experiencia interessante conversar com elas.
—Criaturas impressionantes é?... Realmente são impressionantes o único problema é que não do tempo para admira-las pois logo que se torna um alvo você é morto quase que instantemente. -Ele soou meio azedo. – Você é uma pessoa que realmente tem uma visão diferente das coisas... -Ele riu ante de continuar. – Nem meu irmão teve a ideia maluca de querer conversar com bijuu.
—Na verdade me surpreende isso não ter partido de você. – Decidi arriscar me aprofundar mais nesse assunto.
—Eu? Por que? -Ele olhou interessado.
—Você geralmente é curioso e vai atrás de qualquer fonte nova de conhecimento. Realmente me surpreende não ter tentado conversar com uma. -Expliquei. Ele me olhou com estranheza.
— As vezes esqueço que ainda é jovem. -Ele disse balançando a cabeça como se estivesse negando algo. – A primeira vez que vi uma bijuu foi quando Madara resolveu atacar a vila com a kyuubi. Aquilo foi a visão dos infernos, se não fosse o anija a vila teria virado poeira. Só de estar relativamente perto a sensação já era horrorosa. A ultima coisa que passou pela minha mente foi tentar falar com aquele monstro.
—Mas também não era o melhor momento para falar com a kyuubi né. Imagina se alguem te vê no meio de uma luta? Que pessoa que não te conhecia ia parar para falar com você ou esperar você terminar para ver no que vai dar.
—Ta me chamando de monstro? -Tobirama me encarava com um olhar questionador com uma das sobrancelhas erguidas.
—Talvez... No caso de ninjas depende do ponto de vista. Para Konoha você é um herói, mas fora devem achar você um monstro. Não é assim que as pessoas aqui pensam dos outros Kages?
Tobirama grunhiu.
—Você é a única pessoa que fala isso na minha cara. – Ele sorriu. -Não sei se fico ofendido ou lisonjeado. Voltando ao foco, por que esse interesse todo em bijuus do nada? – Ele perguntou me olhando intensamente
Me debrucei sobre a mesa pensando seriamente no que falar. Por mais que eu queira confiar plenamente em Tobirama eu não sei o quanto ele acreditaria em mim. Infelizmente o Tobirama é um ninja extremamente tradicional.
—Eu ando tendo sonhos... Sonhos particularmente realistas... Neles... -Eu tentei organizar melhor as ideias. -Sonho com várias coisas diferentes e pessoas diferentes. Alguns são sobre o passado outros são sobre o futuro.
—Sonhos? Com quem? Me conta um para eu ter uma ideia. Me conta um do passado. – Ele disse interessando se debruçando sobre a mesa me observando com uma águia.
—Várias pessoas a grande maioria são no futuro. Nos sonhos do passado eu sonhei com as bijuus umas três vezes e com a sua família e o Madara algumas vezes. – Pensei nas histórias de Naruto que me lembrava. Graças a Ikarigin essas memorias se tornaram mais claras.
—Bom se é com a minha família vou saber se é real ou não. – Tobirama disso sério.
—Beleza... Tem um que é sobre a morte do seu irmão Kawarama. Não a morte dele em si, mas com você seus irmãos e o seu pai. Nele vocês estavam num enterro não só do seu irmão, mas de varias pessoas, mas vocês estavam falando especificamente do seu irmão. Hashirama critica o seu pai sobre a morte das crianças por causa das guerras dos clãs. Seu pai fica extremamente bravo por que ele achava que uma morte do campo de batalha era algo para se ter orgulho. Seu pai da um soco nele e eles continuam discutir, mas você para a briga antes que Hashirama apanhe mais. Depois você, Hashirama e Itama conversam sobre isso.
—Quais são os outros sobre a minha família? – Tobirama pergunta curioso, mas não demonstra o que achou.
Então contei para ele sobre os sonhos, que na verdade eram flash back do Hashirama em Naruto. Contei sobre a morte do Itama atacado por Uchihas. Do primeiro encontro de Hashirama e Madara antes da morte dos irmãos de Tobirama, onde eles se conhecem e competem fazendo pedrinhas quicar no rio. O encontro deles dois depois da morte de Itama e Kawarama, onde Madara fala que perdeu irmãos também. Depois os vários encontros seguidos onde eles treinam e vão desenvolvendo a ideia de uma vila, até o ultimo encontro onde cada um deles são seguidos pelo irmão mais novo e o pai. Contei tudo o mais detalhadamente possível com os diálogos que tinha no manga.
—Tem mais? – Tobirama não estava sendo rude nem querendo intimidar, na verdade ele parecia neutro e relaxado, mas consigo senti que algo mudou. Ele não está realmente descontraído como antes.
Mordisquei os lábios nervosa. Tinha esperança de que o manga estivesse errado, mas a reação do Tobirama me deixa nervosa.
—Tem... -Contei o que tinha nos flash backs. Essa parte não tinha grandes informações as maiores eram a morte do Izuna e como Madara aceitou o acordo de paz finalmente. Depois que formaram a vila as mais importantes eram aquelas que o Madara fica puto com a seleção do Hashirama como Hokage e depois ele mostrando a pedra dos Uchihas e decidindo vazar. Depois disso só os fragmentos da luta entre Hashirama e Madara.
Tobirama fechou os olhos e ficou um longo tempo em silencio. Ele com certeza esta no modo Hokage o que era preocupante. Será que ele ia chamar Yamanakas para ler a minha mente? Eu queria poder confiar plenamente nele, mas o lado ninja é forte e pesa muito nas decisões dele, isso não é exatamente bom...
—E então? São só besteiras mesmo? Ou... ou... são reais? -Decidi perguntar.
—O que sonhou sobre as bijuus? – Ele perguntou ao invés de me responder. Mau sinal.
—Sobre elas não tem muita coisa. Um que o sábio dos seis caminhos criou elas. Outro onde Kumo tentou capturar a kyuubi e o ultimo é sobre Ichibi dentro de seu jinchuki bunpuku. Eles são bem curtos não tem muita coisa.
—O sábio dos seis caminhos criou as bijuus?!
—Ele existe? -Decidi tentar a sorte. Tobirama é Senju, vai que ele sabe de algo.
—O que você sonhou sobre o futuro? – Novamente ele veio com outra pergunta ao invés de respostas.
—Ei Tobirama vou te fazer uma pergunta seria, me responda honestamente por favor. Não me vem com outra pergunta em cima, só me responda sinceramente ok? Você está perguntando isso como meu amigo ou só como o Hokage? -Eu pedi. Ele me encarou por longos minutos e então suspirou com uma expressão cansada.
—Eu sou seu amigo, mas também sou o Hokage... Nessa situação é impossível ser só um dos dois. -Ele disse sério.
—Os sonhos não são só sonhos então? Quanto deles é verdade? – Quis saber.
—O que ter faz certeza de que não pode ser inteiramente verdade? – Ele perguntou de volta.
—Sua reação deixa claro que tudo pode ser verdade ou pelo menos uma parte, mas eu tenho certeza que tem uma grande chance de nem tudo ser por que... por que... se tudo fosse verdade então eu já estaria morta. -Eu disse a verdade, mas deixando coisas de fora. Se tudo no manga fosse certeiro eu estaria morta e eu definitivamente não teria uma kyuubi ligada a minha alma. Essa segunda kyuubi com certeza absoluta não faz nem parte do manga. Fora as idades que não batem, Hashirama no manga fundou a vila bem mais velho e Tobirama morreu logo depois dele, ele com certeza não durou esses anos todos como Hokage no manga.
—Você o que? Como? Quando? -Dessa vez ele ficou visivelmente preocupado.
—Não sei. Nunca sonhei comigo mesma, só sei que no futuro eu não existo. Minato nem se quer se lembra de mim... então deduzi que morri faz tempo.
—Bom isso significa que as coisas podem ser diferentes então. Mas isso que viu no passado é real, pelo menos as partes onde eu estive sei que aconteceu assim.
—Merda... Isso é uma merda. -Voltei a estaca a zero... Sem saber o quanto do manga realmente acontecera. será que consigo mudar? Se a Kaguya for real isso vai ser um merdeiro sem fim, pois ela nem se quer é a única Otsutsuki. Só uma das bijuus pode confirmar isso...
—Yako! Yako! Ei Yako! – Tobirama se levantou veio até mim. – Você está bem? O que viu no futuro?
—Eu te conto se me prometer que vai deixar seu lado ninja de lado. Não quero que use isso para tentar ter vantagem em guerras ou nessas coisas estupidas de ninjas. – Falei seria.
Nos encaramos por um logo momento e então ele finalmente assentiu.
—Prometo não usar para causar guerras, mas se puder usar para salvar as pessoas da vila eu vou usar. – Ele disse sério.
—Desde que não use só para se dar bem nas guerras ou fazer algo ruim. Tem muita coisa, mas o grosso acontece a partir de 36 anos em diante. O que mais me preocupa no momento é a sua morte e a de Minato... -Contei basicamente toda a história do manga focando mais nos eventos importantes que em arcos de treinos e outras coisas. Sobre a morte dele não tem muita informação só sobre que foi durante uma discussão de trégua entre Konoha e Kumo contra o esquadrão Kinkaku e Ginkaku.
—Madara está vivo? Eu consigo acreditar que ele vai tentar acabar com o mundo... mas o resto... – Tobirama falava enquanto andava de um lado para o outro e minha cozinha.
Esperei Tobirama absorver toda a informação. Ele andava de um lado para o outro tão intensamente que parecia que ia fazer um buraco no chão.
—Isso explica o motivo de ter começado a treinar com Sakumo e Kagami tão seriamente... Tenho que repensar muitas coisas... Você pretende mudar o que no futuro? – Ele me olhou com intensidade.
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